30 maio 2007

Sem título


"... será que não faremos senão confirmar
a incompetência da América católica,
que sempre precisará de ridículos tiranos?!"

Caetano Veloso, Podres Poderes

http://www.youtube.com/watch?v=WSqer0lVy7s

29 maio 2007

Mentalidades...!

(imagem retirada de http://rindodospoliticos.blogspot.com)

Disseram-me que, logo depois do 25 de Abril, podia ler-se nas paredes de muitas estações de caminho-de-ferro: "Abaixo as carruagens de primeira!". Um amigo de quem mo disse, recém-chegado de França, terá comentado: "Aqui está bem patente a mentalidade do povo português! Escrevem 'Abaixo as carruagens de primeira!' em vez de escreverem 'Abaixo as carruagens de segunda!'. Estamos tramados!".
Passados 32 anos, como os Centros de Saúde não estão suficientemente apetrechados, fecham-se. Como não há possibilidade de pagar tantas reformas, deixa-se os velhos em maior perigo de morrer. Como o esforço necessário para desenvolver o interior é maior do que continuá-lo no litoral, concentra-se quase tudo neste.
Estamos tramados!!!

28 maio 2007

Coisas que não percebo 1


É do domínio público e da observação quotidiana que o número de filhos por casal em Portugal tem vindo a descer desde há muitos anos. Neste momento é 1,qualquer coisa, salvo erro.
A sra. Ministra da Educação nem sequer é engenheira, é mesmo socióloga e, portanto, sabe-o.
O Ministério que dirige aumentou para seis o número de anos durante os quais um manual deverá ser de uso obrigatório pela escola que o adoptou.
A justificação para essa medida assenta na necessidade de poupar as famílias às despesas excessivas com o material escolar, que assim poderia passar de irmão para irmão; e, secundariamente, para os professores poderem trabalhar melhor os manuais.
Terá a sra. Ministra informações sobre, por exemplo, alguma tendência, espontânea ou induzida, da população para se agregar segundo um escalonamento etário dos seus descendentes e, quem sabe, criar até Comissões de Prédio (ou quaisquer outras unidades habitacionais) para a Utilização de Manuais Escolares? Ou registos de qualquer planificação temporal de nascimentos entre os diferentes membros de uma ou mesmo de diferentes famílias, associações culturais ou clubes desportivos locais, etc., nesse sentido por todo o país? Por mim, confesso, a esse respeito, uma total ignorância e desconhecimento.
Quanto aos professores penso que, se achassem que deveriam trabalhar melhor o manual por eles próprios seleccionados, bastar-lhes-ia escolhê-lo uma segunda vez. Digo eu, não sei.
Nisto tudo apenas consigo ver como únicos verdadeiramente beneficiados os editores escolares, os quais garantem o escoamento do seu produto, e os consequentes ganhos, por um prazo significativamente mais alargado.
Vejo, mas não acredito.

26 maio 2007

E não se pode exterminá-los?!


"Acham que procederam bem, deixando os vossos filhos sozinhos enquanto jantavam?": a pergunta feita pela jornalista ao casal, durante uma peça transmitida no jornal de hoje, à hora do almoço, na RTP1, justificaria, a meu ver, não apenas a recusa de continuar a entrevista por parte daqueles, como - pelo menos! - a expulsão da mesma a pontapé. Justificaram-se os pais, com a maior dignidade, dizendo que não precisavam que lhes fizessem perguntas daquelas, porque ninguém se pode sentir mais responsáveis por tudo do que eles próprios.
É difícil ser-se mais perverso, mais abjecto, descer-se mais baixo do que acontece com 90% da "comunicação social" a que estamos sujeitos! Diria mesmo que é dos problemas mais graves do nosso tempo!

24 maio 2007

Idoneidades...!



No PÚBLICO de domingo faz-se uma chamada de atenção, na contra-capa, para uma peça jornalística inserida na pág. 20. A mesma refere-se àquilo que a referida chamada de atenção já adianta, a saber: à "depredação urbanística que vandalizou as paisagens de Espanha", devido à publicação, dez anos atrás, da "Lei dos Solos que permitia às autarquias converter com toda a facilidade terrenos rústicos em terrenos urbanizáveis". A publicação desta lei gerou uma "crise política alimentada por intermináveis casos de corrupção".

O comentário desde logo possível a esta notícia é o de que os detentores do chamado "poder local", aqueles que estão mais próximos das populações e que elas, em teoria, melhor deveriam poder conhecer e controlar, parecem afinal estar tão impunes a esse controlo como os órgãos nacionais - ou até talvez mais. Se, além disso, compararmos o procedimento desses autarcas com os de outros países - os do Norte da Europa, por exemplo, em que o sentido de responsabilidade e de comprometimento com o real desenvolvimento do país é um facto tão evidente como a economia e as condições de vida que os seus governantes e dirigentes conseguiram gerar ao longo de umas poucas décadas -, então a actuação dos autarcas espanhóis (e, ao lado, a dos seus colegas lusos) é demonstrativa de um comportamento cívico e político alarmantes.

A descentralização admnistrativa é uma medida que, hoje em dia, quer a direita quer a esquerda propõem como suas, face às necessidades inerentes aos novos tempos. A prova é que tendo a lei sido publicada pelo governo do PP, os socialistas não a mantiveram em vigor. Os problemas referir-se-ão sempre, por isso, não à ideologia dos candidatos, mas à sua idoneidade moral.

Mas ainda há mais: a chamada de atenção que envia para a peça informativa encontra-se na rubrica "Sobe e Desce" de diferentes personalidades e instituições e, como seria natural, na coluna com a setinha para baixo. O que é curioso é o PÚBLICO haver inserido nela uma fotografia, não de qualquer autarca ou da sede de uma qualquer respectiva associação proeminente... mas do anterior primeiro-ministro!

Duas perguntas se põem de imediato.

A primeira: se Aznar fez a lei que Zapatero manteve e sobre a qual Juan Carlos nada disse, porque é que é Aznar que está em queda?

A segunda: qual é a idoneidade dos responsáveis pelo PÚBLICO?

NOTA- Já agora: nunca gostei do Aznar por aí além.




23 maio 2007

A escola da tolerância e do desenvolvimento harmonioso

Na sexta-feira passada, na sala de espera do Hospital Egas Moniz, onde um familiar meu havia sido internado, encontrei um puto daqueles de que a gente diz que gostaria de ter como filho, neto, vizinho... Melhor dito, ele encontrou-me. Curioso, de raciocínio rápido, com um excelente sentido de humor, comunicativo até à exaustão, informado de tudo um pouco, incrivelmente afável. Ficámos amigos, é claro, ele propôs-se para, no dia seguinte, levar o tabuleiro de xadrez para uma partidinha e eu , emprestar-lhe um livro de BD. Assim foi.
No meio do turbilhão dos assuntos abordados veio à baila, inevitavelmente, a escola. Bem, 5º ano, mas tinha mudado de escola a meio do ano: "Fui vítima de bulling".
- Foste vítima de quê?!
- De bulling. É aquilo... os outros alunos agrediam-me. Por isso, tive que mudar de escola. A minha mãe mudou-me, na escola disseram-me que era melhor eu mudar -diz-me ele com ar conformado.
- Olha lá, então e os outros, os que te chateavam? Ficaram?! Esses é que estavam lá a mais, acho eu! Eles é que deviam sair, ou não é?! Então não sabias quem era, ninguém sabia quem era?
- Oh! Pois! Mas não dava... Mesmo dentro da aula e tudo... Atiravam-me borrachas, lápis, depois não se sabia quem é que o tinha feito... Foi melhor assim. E eu até gosto mais desta escola. Fica é mais longe de casa. Agora, por causa do meu pai estar aqui, é que não dá muito jeito..
Hoje, num dos telejornais da hora do almoço (mas disseram-me que o assunto veio à baila noutras estações) referiu-se o caso de um aluno de uma escola do norte do país, que está há mais de dois meses em casa, com uma crise depressiva. O rapaz, que teve que ser submetido a tratamentos devido a (segundo me pareceu) um tumor cerebral e sofre de deficiência auditiva grave, era perseguido por colegas que lhe gritavam ao ouvido: "Surdo!", e "Porco!", por não poder utilizar os balneários. Foi aconselhado à mãe da criança que a mudasse de escola, nem sequer de turma!
Há uns tempos atrás, a minha sobrinha, aluna do 1º ano, foi gozada pelas colegas porque estava... a vomitar. A professora, pedagogicamente, admoestou-as brandamente: que isso é feio...
É esta a escola, centrada no aluno, promotora dos valores da cidadania, da justiça, da democracia? Ou a que mais profundamente deseduca e nega esse mesmo sentido?
Valha-me seja lá quem for, que já não se aguenta tanta estupidez, tanta hipocrisia, tanto pavão inchado de pedagogia!!!

20 maio 2007

19 maio 2007

Atã pois...!




Dizia, dois dias atrás, um elemento (feminino) do governo de Israel, que o novo foco de conflito em Gaza só foi possível pelo facto de os países ocidentais encararem a situação de permanentes escaramuças e atentados na zona fronteiriça do país como normal.

E então?! A senhora não sabe que o judeu, para o ocidental o reconhecer na sua condição, tem que estar sempre a jeito de levar, pelo menos, uns calduços de vez em quando?

Guterres e o pântano



Segundo a mais recente sondagem da Universidade Católica, se houvesse hoje eleições, o PS voltaria a ganhá-las, agora com 46%.

O desempenho do primeiro-ministro, porém, obtém a classificação de 10.1, numa escala de 0 a 20. Os dirigentes máximos da oposição, nem à positiva chegam.

A melhor classificação conseguida por dirigentes políticos nacionais em lugares de topo é a do novo presidente de todos os portugueses, com... 13,qualquercoisa!

Antóno Guterres foi enganado em toda a linha pelos portugueses, até mesmo no motivo que o levou à saída definitiva.

16 maio 2007

A pornografia como problema filosófico

Nude on a table, John Currin


Dois vídeos do filósofo brasileiro Paulo Ghiraldelli (http://www.ghiraldelli.pro.br/):




Conhecem?

Filomena Moretti, nascida em 1973, em Sassari, na Sardenha. Tudo o mais que se acrescente é irrelevante. Ouçam-na! Em CD, no canal Mezzo: Albeníz, Villa-Lobos... Agora, chiuuuu!

http://www.youtube.com/results?search_query=Filomena+Moretti



Os rejeitados

Cristo carregando a cruz, Hyeronimus Bosch

O PS escolheu António Costa - derrotado, há uns anos, em Loures - para candidato à Câmara de Lisboa. O PSD, Fernando Negrão, derrotado em Setúbal. O PCP e o BE, os do costume, desde sempre claramente rejeitados pela população. O PP, ainda não se sabe, mas também não se vislumbra que personalidade "de peso" possa apresentar. Helena Roseta durou um mandato em Cascais e continua a desgraça do costume.
Pobres lisboetas! Pobre país!

14 maio 2007

Esta não me sai da cabeça!


Cheguei agora a casa e comecei a ver o Prós e Contras, onde se afirma que, muito provavelmente, a menina inglesa terá mesmo sido raptada por uma rede pedófila, um dos membros da qual se acoita, muito bem instalado, no Algarve, depois de ter sido condenado no seu país, Reino Unido, por crime de mutilação sexual.
Ainda anteontem (?), o criminologista de serviço do telejornal do Canal1 afirmava que existem 150 pedófilos ingleses assinalados em território português pela PJ, que, no entanto, não foi informada do facto pela polícia britânica, obviamente conhecedora do facto.
Limito-me a deixar aqui uma dolorosa interrogação: a de saber se as crianças portuguesas estarão em condições de satisfazer o mínimo legitimamente exigível pelo pior dos súbditos de Sua Eterna Majestade.
A bem do turismo e da hierarquia que Deus estabeleceu entre os homens.

08 maio 2007

Novo vómito


Desta vez, pela crueldade como a comunicação social portuguesa foca e acentua a responsabilidade dos pais da menina inglesa desaparecida. E, já agora, para o reafirmado tom xenófobo da das terras de Sua Majestade, pindérica deserdada do império.

06 maio 2007

Desta vez, a Câmara de Oeiras



Ao fundo da página 27 do PÚBLICO de hoje, insere-se a seguinte notícia:

"Há, na forma de estar do dr. Isaltino Morais, sempre um olhar para o amanhã, o que me é grato, porque acho que este país perde tempo demais a olhar para ontem. Desse ponto de vista, tenho aprendido alguma coisa." A declaração, que consta de uma entrevista de duas páginas publicada na última edição do boletim municipal de Oeiras, pertence a Emanuel martins, um dos dois vereadores que o PS tem na Camara de Oeiras.

O autarca aceitou no ano passado os pelouros oferecidos por Isaltino Morais, juntamente com o seu companheiro de lista Carlos oliveira, e desempenha, também por convite de Isaltino, o lugar de presidente do conselho de administração da empresa intermunicipal Laboratório de Ensaios de Materiais de Obras.

Na entrevista ao boletim municipal Oeiras Actual, Emanuel Martins afirma que, "mesmo correndo o risco de ser criticado", quer "dizer exactamente" aquilo que sente. E que sente, garante, é uma "surpresa" na sua experiência de trabalho com Isaltino. "A pessoa que eu conheci está diferente e confesso que para melhor, do ponto de vista funcional", salienta. "(...) superou a expectativa que tinha quando decidimos aceitar pelouros, opinião que é partilhada pelo meu colega de vereação", acrescenta.

Nas últimas eleições Martins foi o cabeça de lista do PS e grande parte da sua campanha assentou no ataque a Isaltino Morais por estar acusado de corrupção pelo Minstério Público.


Na sequência do artigo de opinião de Pacheco Pereira a que me referi ontem, faço ainda notar que:

-Não é este, longe disso, o primeiro mandato de Emanuel Martins como vereador da Câmara Municipal de Oeiras;

-Foi o PS quem, através de Martins, viabilizou este executivo de Isaltino, como lembrou Marques Mendes na semana passada a Judite de Sousa, a propósito do diferente posicionamento dos socialistas em relação a Carmona Rodrigues, o qual, contrariamente a Isaltino Morais, não só não foi acusado formalmente, como, a vir a sê-lo, o será por motivos bem menos graves do que os deste;

-Por razões desconhecidas, o Partido Socialista nunca nomeou candidatos de peso para a disputa de uma das câmaras mais importantes do país, nem sequer quando, anos atrás, Isaltino se encontrava politicamente mais fragilizado.

05 maio 2007

Ainda a Câmara de Lisboa


Ao contrário de Vasco Pulido Valente, penso que a imagem de Carmona Rodrigues sai reforçada de todo esta triste situação na Câmara Municipal de Lisboa. E que, por suspeição ou constatação, a da classe política ligada quer à direita quer à esquerda, sofre novo e alarmante golpe junto da opinião pública, nela incluída a dos funcionários que ontem se manifestaram. Sob esse aspecto, o artigo de opinião de José Pacheco Pereira, no PÚBLICO de hoje, é de uma lucidez exemplar, a que se junta um travo subjacente inequívoco de amargura e de desilusão.

"Depois da fome e da guerra/ da prisão e da tortura/ vi abrir-se a minha terra/ como um cravo de ternura!": o poema que Ary dos Santos, utilizando a palavra de ordem da esquerda chilena massacrada meses antes ("O povo unido jamais será vencido!"), começa com um equívoco. É que se a guerra tinha acabado, o mesmo não podia dizer-se ainda da fome - e, em certa medida, nem hoje. Com igual gravidade, podemos também hoje constatar que se acreditou que, com a abolição do partido único, adviria a participação política espontânea de todos os cidadãos, associados em partidos que exprimiriam o resultado da livre discussão, isto é, que a liberdade se consubstanciaria na construção de instituições e máquinas partidárias. E nem os cidadãos se empenharam na medida necessária, nem os partidos fizeram muito mais do que transformarem-se em maiores ou menores Uniões Nacionais, negociando entre si ao sabor das conveniências que a entrada para a União Europeia veio trazer. As condições alteraram-se, as mentalidades, pouco; e o que vemos na Câmara nada mais é do que o espelho de tudo isto.


Por este motivo, esqueceu-se (e houve desde o início quem ajudasse a fazer esquecê-lo, a menosprezá-lo ou a dificultá-lo e a colocar-lhe entraves) a participação dos "independentes", isto é, dos cidadãos discordantes ou não directamente dependentes dessas estruturas, pedra de toque de uma verdadeira democracia. É que o independente pode tornar-se para eles num empecilho ou num "empata". A postura do presidente da Câmara de Lisboa, descontando todos os erros que possa ter cometido durante o ano e meio que leva de mandato e aqueles em que incorreu nestes últimos dias, não é a de um político "à portuguesa", é essa exactamente: a de um "empata". E por isso mesmo é que ao cidadão comum, farto da corrupção e da intriga política que diariamente lhe dói no bolso e na paciência com que leva o existir, interessa, contrariamente ao que diz Pulido Valente, a subtileza da distinção entre arguido e acusado. O mais provável é que sejam "esses malandros" que estão a tornar "o gajo, que até é simpático e parece que é competente" no bode expiatório" das sempres entrevistas "negociatas". E seria (será?) muito interessante, aliás, ver a votação dos lisboetas, se Carmona Rodrigues se candidatasse à margem de qualquer partido.


Penso ter esboçado o suficiente acerca do meu ponto de vista, nestas linhas escritas à pressa. Tenciono voltar a ele brevemente, com maior detalhe e aprofundamento.

Coerência


Segundo uma notícia de primeira página da edição de hoje do jornal PÚBLICO, "Licínio Soares Basto, um dos empresários portugueses detidos no Rio de Janeiro no âmbito da Operação Furacão, é dos maiores financiadores do PS no Brasil e suportou grande parte das despesas da campaha no círculo fora da Europa nas legislativas de 2005. O empresário é também proprietário do imóvel onde está instalada a sede do PS no Rio de Janeiro." A operação policial levou à prisão de "um grupo acusado de negociar sentenças judiciais e decisões políticas para benificiar casas de bingo e de máquinas de jogo de azar. Licínio Soares Bastos também fora nomeado cônsul honorário de Portugal em Cabo Frio, um ano depois de Sócrates chegar ao poder, mas o processo nunca foi formalizado junto do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. A Polícia Federal brasileira suspeita que o português fosse o intermediário do grupo nas negociações para abrir casinos em Portugal e no Brasil."

Haja coerência!
Demita-se José Sócrates e o seu governo!
Auto-dissolva-se o Partido Socialista!

Quanto é que somos homens?! Hmmm?!

Povunido


Inicia-se este blog com uma saudação aos 400 funcionários do edifício central da Câmara Municipal de Lisboa, que expressaram publicamente o seu apreço por Carmona Rodrigues, enquanto, no dizer de um deles à RTP, "foi a única pessoa honesta" que até hoje passou por aquela casa. Não poderia a classe política portuguesa, da direita à esquerda, levar uma maior bofetada.