29 abril 2008

Vale a pena...


... ouver até ao fim (via Range-o-Dente no fiel-inimigo.blogspot)! Fiquei a roer-me todo para fazer um comentário, mas isso exigiria um tratamento tão de fundo que se me torna impossível, de momento. Talvez durante as férias.

28 abril 2008

Obras


Marco António Costa, dirigente da distrital do Porto do PSD, sobre quem não faço quaisquer considerações, já que não conheço dele mais do que as suas recentes palavras na televisão a propósito das candidaturas que têm surgido dentro do seu partido, afirmava há pouco a Mário Crespo que o "choque tecnológico" a que se tem assistido no Norte do país é o da "importação" de médicos espanhóis para os hospitais e a "exportação" de pedreiros para Espanha.
Sabe, Marco, solidariedade foi sempre emblema para pedreiros...
E mestres dóbras.

Atã nã setá mêmo...


... vendo?!

27 abril 2008

Emenda ao post anterior


Ouvindo agora com mais atenção a notícia, verifico que no Rio, afinal, morreram 96 pessoas. O número 200, bem como os 100.000 eram relativos a todo o Brasil, e desde há quatro meses. Por isso, terei que emendar os cálculos.
Assim, a percentagem dos cariocas infectados passa para metade, isto é, para 0,001% (uma milésima percentual). Por outro lado, se os cariocas são dez milhões, os brasileiros, no seu total, são mais de cento e oitenta milhões, o que faz com que, dividindo os 0,002% por 18, dê... aeeeuh!... bem, é só fazer as contas, mas deve rondar os 0,0001% (uma décima milésima percentual). As percentagens apontadas para a soma de mortos ao fim de dez anos deverão ser alteradas na mesma proporção.
Já agora, para quem não saiba ou não tenha presente: o país dos nossos irmãos tem uma área 92 vezes superior à de Portugal, ou seja, o equivalente à quase totalidade da Europa, Rússia ocidental incluída - a qual, por sua vez, ocupa um espaço quase igual à soma de todos os outros países (os que fazem e os que não fazem parte da UE). Relacionando estes números com os anteriores...

26 abril 2008

O nível da comunicação social


O dengue é uma doença perigosa.
No Rio de Janeiro vivem 10.000.000 de pessoas.
No Rio de Janeiro houve, até agora, 100.000 casos diagnosticados.
Morreram 200 pessoas.
Fazendo as contas:
Em cada 100 cariocas, houve 1 desgraçado que teve que ir para o hospital por ter sido picado por um mosquito.
De cada 500 hospitalizados, 499 voltaram para casa refeitos e 1, bem... morreu mais cedo do que se preveria.
De outra maneira:
99% da população do Rio anda na boa. Melhor dizendo, 99,998%, uma vez que 99.800 dos 100.000 já recuperaram. Neste mês, morreu 0,002% (duas milésimas percentuais) de quem lá vive, devido ao dengue. A este ritmo, isto é, se o número de mosquitos e de habitantes se mantivessem, bem como o número e tipo de cuidados de saúde presentemente existentes, ao fim de 10 anos teriam morrido o,3% (arredondamento por excesso) dos cariocas.
Os níveis necessários para que o ser humano entre em pânico são praticamente insignificantes, dizem os psicólogos. A comunicação social reflecte-o e aproveita-o. Cumpre assim uma função inversa do que deveria ser a sua.
O que é caso para entrar em pânico.

25 abril 2008

Da imbecilidade e do oportunismo políticos...


... levados ao grotesco:
O distinto militante do Partido Socialista, sr. dr. Francisco Assis, acaba de afirmar, na RTPN, que o culpado da queda do ex-ministro da Saúde Correia de Campos foi... Manuel Alegre!!!

A primeira vez

Gustave Courbet, O Sono ou As Adormecidas
E, de repente, a vida estava à nossa frente. E não sabíamos nada.

22 abril 2008

21 abril 2008

Já o disse e subscrevo


Ontem, no PÚBLICO:

Ana Benavente
(...) Nas escolas em que a burocracia ganhou, em tempo e em preocupação, ao trabalho de ensinar e de aprender, vive-se uma estranha esquizofrenia (...) Um ministério pode pode impor normas pela chantagem? Ameaçar os professores contratados com o desemprego no ano que vem? Que governo é este? A maioria absoluta não lhe permite esquecer-se de que governa para e pelas pessoas. Que Partido Socialista pode aceitar tais práticas?
(...) No balanço de três anos de governo, o Sr. Porta-voz afirmou, sorridente (homem que sorri pouco), que havia tanta coisa bem feita que não valia a pena perder tempo com o que correu mal ou menos bem. Foi pena. Governar não é ir a um espectáculo para receber palmas. Um balanço de governo só é completo quando considera o que fez (bem ou mal) e o que não fez. Assim, parece-me mais uma festa de aniversário (com poucos convidados) do que a prestação de contas ao país. A menos que o Governo se esteja a esquecer do país e que tenhamos todos que gritar muito mais alto para que isso não aconteça (...)

Vasco Pulido Valente
(...) Mas provavelmente Jardim não o (a Cavaco Silva) aflige tanto como Sócrates. Porque Sócrates falhou. A economia encolhe. A "consolidação financeira", uma espécie de utopia indígena, está comprometida. E o mundo, em crise, não ajuda. De resto, o reformismo acabou. O "monstro" continua alegremente como era. A saúde não se recomenda. E o ensino treme. As reuniões de quinta-feira entre o dr. Cavaco e o primeiro-ministro devem ter hoje um ar de enterro. Se alguém lesse agora ao dr. Cavaco o discurso de candidatura, ele com certeza desatava a chorar. Prometeu, jurou, gritou que "não se resignava" e só lhe resta a resignação: o pântano de Sócrates, se as coisas por milagre ficarem por aí (...)

António Barreto
(...) Os partidos e a vida democrática devem estar, em Portugal, no mais baixo do apreço público. Descrença, desconfiança e desprezo são sentimentos que não faltam na população. Se quiserem encontrar os verdadeiros inimigos da democracia, não é preciso ir procurar muito longe: basta começar pelos partidos e pelos políticos democráticos.

20 abril 2008

Pedem-me que divulgue


Novo espectáculo de MANDRÁGORA-Centro de Cultura e Pesquisa de Arte!
Sociedade Guilherme Cossoul (junto à Assembleia da República), nos próximos dias 6 e 7 de Junho.
Após o espectáculo será feita a divulgação de mais um número da revista de artes Bicicleta, editada pela mesma Associação.

Recebido por e-mail


Recado ao Ministério da Educação:
Continuem a dar computadores portáteis aos alunos e não apostem nos esquadros, que os professores já se ajeitam muito bem com as cadeiras!

19 abril 2008

O Alf em grande forma!

Magritte, The Dangerous Liaison

Aqui e aqui. Fora o resto, já se sabe!

Da indignidade


A medida recentemente anunciada por Teixeira dos Santos de, através do alargamento do prazo do pagamento do empréstimo contraído para aquisição de habitação própria de 30 para 50 anos, aliviar a carga que, a cada mês que passa, afunda, mais e mais, o nível de vida das famílias portuguesas, não passa de uma tentativa desesperada, que a si se denuncia, de disfarçar o estado em que se encontra a economia do país ao fim de três anos de governação. Ao mesmo tempo que põe muito claramente a nu a atitude e os desígnios do primeiro-ministro e da sua equipa face aos seus concidadãos.
De facto, por um lado, com tal medida condiciona-se decisivamente a vida inteira dos portugueses (quem comprar uma casa aos 25 anos só a terá paga aos 75!!!), ao submetê-los, pela necessidade de cumprimento das obrigações assumidas, à aceitação de toda a espécie de condições de trabalho e de remuneração salarial que, “a bem da Nação”, seja conveniente impor-lhes. Por outro, de um mesmo golpe, o Governo pretende com ela ajudar a “salvar” o sector da construção civil, que se mantém há muitas décadas como principal fonte de emprego num país onde as unidades industriais desaparecem rapidamente, evitando assim a formação de uma situação socialmente explosiva.
O corajoso dirigente da “esquerda moderna”, o grande timoneiro que se atreveu às nunca até hoje necessárias reformas, torneia, deste modo e à semelhança de todos os que o precederam, o verdadeiro problema: o do preço dos terrenos, urbanizados e urbanizáveis, principal responsável pelo custo, sem paralelo na Europa, da celebrada "casa portuguesa", tanto na venda como no aluguer. Evitando pôr o pescoço em risco, e com uma brutalidade maquiavélica superior à do próprio Salazar, Sócrates prefere vergar, como qualquer cacique negreiro, o dos seus compatriotas. Nele e nos que o acompanham torna-se, assim, cada vez mais difícil distinguir entre indignidade política e indignidade pessoal.

18 abril 2008

O que pensar?

António Guterres e Luís Filipe Menezes: dois fracos (mais ou menos) idealistas e (também mais ou menos) incompetentes? Ou dois dos raros casos de efectiva dignidade na política feita em Portugal?
Volto amanhã.

10 abril 2008

Alguém esclarece o pessoal?


Fui buscá-lo aqui, via Womenage à Trois (em novo endereço).

Ai! Agoré queu me meneio, é queu me meneio. é queu...!

Brueghel, Casamento de Camponeses

O bispo D. Carlos Azevedo veio a público dizer que é tempo de a Igreja Católica e a Maçonaria fazerem as pazes, ital, que isto o que lávai-lávai, que aquilo do secretismo não é próprio de uma sociedade democrática, que o que é importante é o progresso do país... O Grande Educador, perdão, o Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano lembrou que o secretismo se instalou na razão directa das perseguições sofridas pela instituição, que enfim, talvez aaa...
Querem ver que ainda acabamos todos num Portugal amigo, feito Bloco Central Espiritual?! É que os superiores interesses da Nação...
E amanhã joga o Sporting, a nossa última esperança de fazermos figura.

07 abril 2008

A teia 3


Reescrevendo a História - ou a decadência bimba e caceteira da Maçonaria.

A teia 2


A Antena1 emite o noticiário das 19. E, de repente, ouço dizer que os militares na reforma passam a ficar sujeitos ao regime disciplinar como se estivessem no activo! E que já há mesmo um processo em curso!!
Penso: a coisa está a tornar-se cada vez mais sinistramente interessante... À minha frente, postado no meio de uma enorme rotunda vazia cercada por um trânsito infernal e caótico, um cão alivia-se e liberta-me os pensamentos. Recordo Platão, para quem o cão é o animal filosófico...

A teia 1


Mais uma vez o Jornal das 13, na RTP1. O locutor anuncia uma nova peça, referindo que se fazem sentir já em Portugal as consequências das alterações climáticas. As palavras abrem caminho à entrevista de rua ao "cidadão comum" que, sem excepção, afirma que esta variação de tempo é... absolutamente normal, já que estamos em Abril e Abril sempre foi assim!
"Em Abril, águas mil", lembra um deles. "E em Abril, queima a velha o carril", diz também, ao meu lado, a tia de quem já falei noutro post, "que há anos em que este mês é muito frio...!".
Mas educador que é educador não desarma e, vai daí, a peça seguinte informa-nos dessas alterações pela boca de investigadores devidamente abalizados cá da terra.
Só faltou à RTP chamar Al Gore. É que isto do conhecimento aprofundado e actualizado é uma missão de que os nossos órgãos informativos não prescindem...!
Ouve lá...! Olha lá...!

06 abril 2008

Leitura recomendada


Aqui (via Range-o-Dente).

05 abril 2008

A bem da Nação



Portugal é, neste momento, um país em que não é permitido a uma adolescente de 14 anos espetar um palito na língua, mesmo com autorização dos pais, mas onde, em contrapartida, pode fazer um aborto sem ter que dar cavaco a ninguém.


03 abril 2008

Correcção ao post anterior

Niimura, Televisão

Revendo há pouco a peça ´"jornalística" de que falei, verifiquei que cometi uma incorrecção. De facto, não foi dito que o primeiro-ministro tinha um ar de lutador insatisfeito pelo dever ainda não cumprido, mas sim o de quem estaria aborrecido com um adversário, ou qualquer coisa assim. A razão do meu engano teve a ver com um incidente doméstico protagonizado pelo meu cão (raizopartam!) que, na altura, me distraiu e confundiu.
Tudo o resto, porém, corresponde ao que se pôde ver. Pelo que mantenho o mesmo ponto de vista e reafirmo a sugestão.

02 abril 2008

Sugestão


Richard Marchand, Televisão
Cerca de duas horas e meia atrás, o jornal das 13h na televisão pública anunciava a presença em Portugal de um dos melhores cem psicólogos do mundo, aquele que detectou a mentira no rosto de Clinton aquando do "caso Mónica Lewinsky" e que, sendo especialista nessa área, já formou alguns milhares de agentes destinados a detectar terroristas em aeroportos através da análise das expressões faciais dos passageiros. Tendo-lhe sido pedido para se pronunciar sobre os pais de Maddie McCann, continuava a peça, exigiu uma entrevista directa ao casal, que não foi aceite.
A sua maior especialidade, porém, é o que diz respeito aos políticos, pelo que a RTP o convidou a analisar algumas imagens dos comandantes partidários portugueses, começando pelo primeiro-ministro.
Segundo o psicólogo (não memorizei o seu nome), José Sócrates mostra-se encantador, alguém com quem se teria muito gosto em conversar descontraidamente enquanto se toma um copo. Na entrevista que dá a um jornalista, a sua expressão facial é a de um lutador que denota descontentamento consigo próprio, no sentido de um dever ainda por cumprir (ver correcção no post acima) e parece revelar algum aborrecimento por ter que voltar a responder a perguntas que já lhe foram feitas anteriormente várias vezes. Segue-se-lhe, na rua, Francisco Louçã que, se possível, é ainda mais encantador do que Sócrates! "Chaaarming", verdadeiramente inultrapassável nesse tipo de "performance" da política que é comum a todos os dirigentes. E agora vem, também na rua, Paulo Portas.
Ouve-se um riso bem disposto, um gesto largo para o monitor de quem vai dizer qualquer coisa, "este...". As palavras com que põe a claro a personalidade dos restantes opositores ao primeiro-ministro desaparecem da peça a partir deste momento. No que respeita a Portas fica apenas esse gesto que, sem elas, assume um significado puramente depreciativo, referente a alguém de quem nem vale a pena falar (por farsante? por ridículo?). Sobre as imagens de Filipe Menezes e de Jerónimo de Sousa, ainda mais brevemente incluídas (Menezes visto somente do pescoço para cima a ler calmamente um discurso) fala-se do político como um actor. As considerações sobre o tema terminam, porém, com novas imagens de José Sócrates, acompanhando a ideia de "actor de sucesso".
A polícia política brasileira dos tempos da ditadura recebeu formação da PIDE. Penso por isso que, agora, os responsáveis pelos canais públicos, públicos e privados, da democracia poderiam ensiná-la proveitosamente a Mugabe ou, ainda melhor, enquanto reforço do estreitamento das relações lusófonas, a José Eduardo dos Santos. Não tenho a menor dúvida de que esta sugestão seria muito bem recebida por ambos.

Para desenjoar, algo sobre Educação


Leiam isto e mais isto (via Abobrinha). A ideia referente ao empréstimo de manuais escolares, defendo-a eu também há muito tempo, mas em moldes diferentes. Fica para um próximo post.