28 março 2009

A mais velha aliança do mundo


Portugal pode agradecer aos ingleses a sua ajuda nos períodos cruciais para a manutenção da nossa independência.
Em 1385, em Aljubarrota, perante a invasão castelhana.
Em 1810, em Torres Vedras, na expulsão dos exércitos de Napoleão.
Em 2009, em Alcochete...?

26 março 2009

22 março 2009

Recebido mesmo agora


A pedido de várias família s (História do capuchinho vermelho-acordo ortográfico 2010)

CAPUCHINHO VERMELHO

Tás a ver uma dama com um gorro vermelho? Yah, essa cena! A pita foi obrigada pela kota dela a ir à toca da velha levar umas cenas, pq a velha tava a bater mal, tázaver? E então disse-lhe:
- Ouve, nem te passes! Népia dessa cena de ires pelo refundido das árvores, que salta-te um meco marado dos cornos para a frente e depois tenho a bófia à cola!
Pá, a pita enfia a carapuça e vai na descontra pela estrada, mas a toca da velha era bué longe, e a pita cagou na cena da kota dela e enfiou-se pelo bosque. Népia de mitra, na boa e tal, curtindo o som do iPod...
É então que, ouve lá, salta um baita dog marado, todo chinado e bué ugly mêmo, que vira-se pa ela e grita:
- Yoo, tá td? Dd tc?
- Tásse... do gueto ali! E tu... tásse? - Disse a pita
- Yah! E atão, q se faz?
- Seca, man! Vou levar o pacote à velha que mora ao fundo da track, que tá kuma moka do camano!
- Marado, marado!... Bute ripar uma até lá?
- Epá, má onda, tázaver? A minha cota não curte dessas cenas e põe-me de pildra se me cata...
- Dasse, a cota não tá aqui, dama! Bute ripar até à casa da tua velha, até te dou avanço, só naquela da curtição. Sem guita ao barulho nem nada.
- Yah prontes, na boa. Vais levar um baile katéte passas!!!
E lá riparam. Só que o dog enfiou-se por um short no meio do mato e chegou à toca da velha na maior, com bué avanço, tázaver? Manda um toque na porta, a velha 'quem é e o camano' e ele 'ah e tal, e não sei quê, que eu sou a pita do gorro vermelho, e na na na...'. A velha abre a porta e PIMBA, o dog papa-a toda... Mas mesmo, abre a bocarra e o camano e até chuchou os dedos...
O mano chega, vai ao móvel da velha, saca uma shirt assim mêmo à velha que a meca tinha lá, mete uns glasses na tromba e enfia-se no VL... o gajo tava bué abichanado mêmo, mas a larica era muita e a pita era à maneira, tásaver?
A pita chega, e tal, e malha na porta da velha.
- Basa aí cá pa dentro! - Grita o dog.
- Yo velhita, tásse?
- Tásse e tal, cuma moca do camâno... mas na boa...
- Toma esta cena, pa mamares-te toda aí...
- Bacano, pa ver se trato esta cena.
- Pá, mica uma cena: pa ké esses baita olhos, man?
- Pá, pa micar melhor a cena, tázaver?
- Yah, yah... E os abanos, bué da bigs, pa ke é?
- Pá, pa poder controlar melhor a cena à volta, tázaver?
- Yah, bacano... e essa cremalheira toda janada e bué big? Pa que é a cena?
- É PA CHINAR ESSE CORPO TODO!!! GRRRRRRRR!!!!
E o dog manda-se à pita, naquela mêmo de a engolir, né? Só que a pita dá-lhe à brava na capoeira e saca um back-kick mesmo directo aos tomates do man e basa porta fora! Vai pela rua aos berros e tal, o dog vem atrás e dá-lhe um ganda-baite, pimba, mêmo nas nalgas, e quando vai pa engolir a gaja aparece um meco daqueles que corta as cenas cum serrote, saca de machado e afinfa-lhe mêmo nos cornos. O dog kinou logo ali, o mano china a belly do dog e saca de lá a velha toda cheia da nhanha. Ina man, e a malta a gregoriar-se toda!!!
E prontes, já tá...

19 março 2009

De olhos postos em Roma


"Um estudo da organização não-governamental ActionAid conclui que um grande número de lésbicas sul-africanas é sujeita, todos os anos, a violações correctivas, um castigo pela orientação sexual e para "curar o seu comportamento".
O trabalho, apresentado terça-feira em Joanesburgo, refere que só na cidade do Cabo dez lésbicas são violadas em média todas as semanas por atacantes que classificam o crime de violação correctiva. (...)
Os autores do trabalho referiram que o número de violações na África do Sul ascende a 500 mil por ano, um dos mais altos índices mundiais e as lésbicas, em particular, são alvo, desde há muito, de "violações correctivas" por homens que pensam que assim as "curam" das tendências homossexuais. (...)
O estudo cita uma organização de defesa dos direitos dos homossexuais na cidade do Cabo, segundo a qual 31 lésbicas foram assassinadas na última década naquela cidade e arredores, tendo apenas sido condenado um dos implicados em todos os crimes."

Diz-se no Expresso.

Para que tudo esteja conforme a lei do Senhor, espera-se agora, a todo o momento, que Bento XVI faça uma exortação aos violadores no sentido de não usarem preservativo.

Dois posts a ver


12 março 2009

Obrigatório


Os Vencidos da Vida

... para quem não ouveu: Medina Carreira entrevistado por Mário Crespo (via Fiel Inimigo).

09 março 2009

A "falha"


Legenda da notícia na TV: "Sofia Escobar falha prémio em Londres".
Mas "falha" porquê? Ela não concorreu, foi nomeada para melhor actriz de teatro musical em Inglaterra devido à qualidade do seu trabalho em "Weste Side Story". Como se pode falhar algo que nem sequer se tentou?
Ou não estaremos antes perante mais um exemplo da pequenez que se procura engrandecer por conta alheia? Ou não estaremos antes perante mais um exemplo da indignidade e da falta de carácter de quem quer "vencer" a todo o custo, mesmo que seja como juiz do mérito alheio através do estatuto que outrem lhe outorga? Ou não estaremos antes perante mais um exemplo da abjecção provinciana em que se tornou a quase totalidade da comunicação social no nosso país? Ou não estaremos antes perante mais um exemplo da fábula do lacaio aspirante a ditador?
Ou não estaremos antes perante o vórtice pantanoso de um país que cada vez mais se torna na verdadeira "falha atlântica"?

04 março 2009

Pelo correio


Não possuo informação que considere suficiente para discutir o que diz respeito à legitimidade do Duque de Bragança face a outros candidatos à herança do trono. Interessa-me, isso sim, discutir a racionalidade e o mais que monarquia e república põem em jogo nas suas pretensões a constituirem o melhor espelho e a melhor ferramenta da organização político-social.
Nesse sentido, na medida em que a voz dos monárquicos tem sido ignorada e abafada a partir de 1910 e que aquilo que é oficialmente veiculado, desde o ensino aos órgãos da comunicação, é a versão dos revolucionários republicanos, tenciono colaborar com a difusão dos seus pontos de vista, independentemente da facção que defendam. Sob condição de, evidentemente, se inserirem numa perspectiva democrática.
Passo, por este motivo, a transcrever este texto que me foi enviado ontem.

Abaixo divulgamos a mensagem de D. Duarte de Bragança, chefe da Casa
Real Portuguesa e presidente de honra do Instituto da Democracia
Portuguesa, proferida hoje, por ocasião do encerramento do I
Congresso Marquês Sá da Bandeira em Lisboa:

PERGUNTAS À DEMOCRACIA

D. Duarte de Bragança

Tem vindo a crescer em Portugal um sentimento de insegurança quanto
ao futuro, sentimento avolumado por uma crise internacional,
económica e social, de proporções ainda não experimentadas pela
maioria dos portugueses. São momentos em que importa colocar
perguntas à Democracia que desejamos.

Admitindo-se que a situação concreta é grave, torna-se necessário
encará-la de frente, antevendo todos os aspectos em que os
portugueses experimentam dificuldades.

Os tempos de crise vão-nos trazer privações mas também vêm
exigir reflexão. Este é o momento de olharmos para o que somos.
Para este país tão desaproveitado. Para a sua costa atlântica com
Portos tão ameaçados, para uma fronteira tão vulnerabilizada, para
um património cultural tão desaproveitado.

Temos de perguntar até onde deixaremos continuar o desordenamento do
território, que levou a população a concentrar-se numa estreita
faixa do litoral, ocupando as melhores terras agrícolas do país e
esquecendo o interior, reduzido a 10% do PIB.

Temos de perguntar à economia portuguesa por que razão os bens de
produção são despromovidos perante os “serviços”, o
imobiliário, e ultimamente, os serviços financeiros. O planeamento
das próprias vias de comunicação se subjugaram a essa visão.

Temos de perguntar até onde o regime democrático aguenta, semana
após semana, a perda de confiança nas instituições políticas e
uma atitude de “caudilhização” do discurso.

Temos de perguntar até onde continuaremos a atribuir recursos
financeiros a grandes naufrágios empresariais, ou a aeroportos e
barragens faraónicas que são erros económicos.

Temos de perguntar até onde o sistema judicial aguenta, sem
desguarnecer os direitos dos portugueses, a perda de eficácia e a
morosidade crescente dos processos.

Temos de perguntar se não deveríamos estabelecer um serviço de
voluntariado cívico em que os desempregados possam prestar um
contributo à comunidade.

Temos de perguntar até onde as polémicas fracturantes que só
interessam a uma ínfima minoria política, não ofendem a imensa
maioria das famílias, preocupadas com a estabilidade pessoal e
económica.

Temos de perguntar como vamos aproveitar o ciclo eleitoral que se
avizinha, a começar pelas eleições europeias, onde será
desejável que apareçam independentes que lutem pelos interesses
nacionais.

Temos de perguntar se nas relações lusófonas, estamos a dar
atenção suficente às relações especiais que sempre existiram
entre Portugal e o Brasil.

Para ultrapassarmos as dificuldades, precisamos de todos os nossos
recursos humanos em direcção a uma economia mais “real”, mais
sustentada, mais equitativa, uma economia em que respirem todas as
regiões a um mesmo “pulmão”.

Apesar de tudo, o nosso sector bancário fugiu das estrondosas
irresponsabilidades dos congéneres mundiais. Saibam os Governos
regulamentar os apoios para as empresas grandes, médias ou pequenas
mas que sejam produtivas.

Em regime democrático, exige-se processos e discursos ditados pelo
imperativo de responsabilidade. A equidade e integridade territorial
só poderão ser obtidas com a participação de todos, e com
sacrifícios para todos.

Estamos confiantes que somos capazes de fazer das nossas fragilidades
as nossas maiores vantagens. Onde outros tiveram soluções muito
rígidas que falharam, nós venceremos promovendo os portugueses que
lutam por um país de imensas vantagens competitivas.

Mostremos como somos um grande País, uma Pátria em que todos cabem
porque acreditam na Democracia. Portugal precisa de mostrar o seu
projecto para o século XXI. Pela minha parte, e pela Casa Real que
chefio, estou, como sempre, disponível para colaborar.

01 março 2009

As rosas de Espinho

Imagem obtida no site da RTP
Só mais esta, de que me lembrei há bocado:
O congresso dos socialistas em Espinho teve duas interrupções: a primeira, por mor do Porto-Sporting; a segunda, devido a um apagão. Mas os trabalhos acabaram à hora prevista, como se elas não tivessem existido.
O que significa que das duas, uma: ou, como, maldosamente, afirmou a oposição, não havia nada a discutir, mas somente uma exibição de apoio mútuo entre acossados a realizar; ou o secretário-geral do PS aplicou ao congresso o programa Simplex no plano ideológico, o que teria sido, da sua parte, uma manifestação de transparência.
Sinceramente, penso que foi devido a ambas coisas.
Por fim, ao ver José Sócrates com uma lágrima ao canto do olho, lembrei-me daqueles versos de Mário Cesariny, quando fala de gente "tão recomplicada, tão bielo-cosida, que já consegue chorar, com certa sinceridade, lágrimas cem por cento hipócritas."

Ingenuidades


Vital Moreira, que se autodenominou como socialista freelancer, provocando risos deliciados e ternurentos dos congressistas, aceitou o convite do PS para encabeçar a lista de candidatos a deputado europeu, tendo recebido de José Sócrates os qualificativos de "grande político", grande intelectual" e "grande defensor do projecto europeu".
No momento em que um canal de televisão transmitia um excerto da sua intervenção, um familiar meu entrou na sala e, nunca o tendo visto até hoje, perguntou ingenuamente:
- É o Avô Cantigas?
E eu ri-me, deliciado.

Um partido português...


... é o título do texto de Vasco Pulido Valente, no PÚBLICO de hoje, e que termina assim:
"(...) Tirando a dra. Manuela Ferreira Leite e uns milhares de ingénuos de província, o PSD não quer ganhar a eleição de Outubro. Meia dúzia de notáveis, a começar por Passos Coelho, querem suceder a Manuela. Dezenas de caciques querem as câmaras. Marcelo quer (presumivelmente) a presidência. E muita gente (mais do que se julga) quer a desforra. E, para chegar a esses nobres fins, quem se importa de abrir a porta ao PS de Sócrates? Quanto ao país, ele que se arranje como puder. E se puder."