28 agosto 2009

E, já agora...


... para que não restem dúvidas sobre o que uns e outros fazem e são capazes de fazer.

De volta


Inesperadamente, surgiu-me a oportunidade de descansar uns dias num daqueles recantos do país que pensamos já não existirem. Foi um "agora ou nunca" que nem deu tempo para vir aqui avisar.
Mal tinha regressado, anteontem por esta hora, e o fígado começava a ressentir-se. Ligo a tv no Canal1 e eis que me chamam a atenção para uma entrevista com Hubert Reeves, a ser transmitida daí a pouco na RTPN. Curioso, pronto a consolar-me pelo fim das férias ouvindo alguém usar despretensiosamente a inteligência, lá estava eu à hora prevista em frente à televisão. Confesso, esqueci-me de que o entrevistador era José Rodrigues dos Santos, que certamente não deixaria os seus créditos por mãos alheias.
E não deixou. Reproduzo de memória, mas, juro!, quase textualmente, o modo como abriu de imediato a conversa (em francês):
"JRS: Com esse seu aspecto, o cabelo... e essa barba branca, as pessoas terão de si a ideia do bom sábio (du bon savant)...
HR: (visivelmente constrangido) Ah!, sim... bom... talvez...
JRS: (lançado, em plena forma!) Acha que se poderá... que poderão fazer alguma comparação entre o senhor e o Professor Tournesol?"
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
E ninguém lhe mete um pau de vassoura pelo Tintin acima??!!

18 agosto 2009

Caras e caros amigos:


Tenho recebido vários honrosos convites para integrar diferentes comunidades virtuais, como, por exemplo, o Face Book. A falta de tempo fez com que, nalguns casos a minha inscrição fosse feita apenas ao fim de algumas semanas e, noutros, que a mesma ainda nem sequer haja seguido, apesar da renovação das mensagens nesse sentido. Por outro lado, confesso, o meu desconhecimento sobre como funciona o sistema, também tem pesado na demora quer em inscrever-me quer em iniciar a troca de ideias, já que me exigiria disponibilidade para ver como as coisas se processam.
Durante estas duas semanas finais de Agosto, porém, espero conseguir o tempo suficiente para o fazer.
Até já.

Esteios da democracia


Quem é que diz que o Estado Novo morreu?!

17 agosto 2009

Mais uma vez, Portugal na frente!


Não querem que nos falte mesmo nada!

16 agosto 2009

E diz assim...


... o Alberto João (Jardim):

Orgulho de professor


Mon ami, perdão!, mi amigo Chavez, enquanto vai encerrando aos poucos os campos de golfe, por serem um desporto de gente que não faz nada na vida e é contra-revolucionária, ainda tem tempo para aprender a bem utilizar o Magalhães...!

12 agosto 2009

Da "Ibéria"



Dias atrás, abordei neste post os resultados de uma sondagem aos portugueses sobre à sua aprovação ou desaprovação quanto à integração de Portugal no Estado espanhol. Fingi, na altura, que tomava a sério tal sondagem, não porque ela deixe de reflectir o que de facto se passa na mente de alguns, embora de forma intencionalmente aumentada e distorcida, como nos espectáculos de espelhos das feiras, mas na medida em que isso mesmo me daria azo, desde logo, a abordar uma parte do problema.
Com efeito, contacto diariamente, desde há muitos anos, com uma grande diversidade e quantidade de pessoas e raras foram, até hoje, as que se manifestaram seriamente a favor da união, inclusive aqueles que vivem junto à fronteira. Não acredito, pois, quer na metodologia utilizada quer nos resultados dessa sondagem, mas a pergunta quanto aos fins que ela persegue, bem como à sua utilidade e oportunidade, essa terá que ser posta.
No PÚBLICO do passado domingo, o General Loureiro dos Santos adiantou-se-me, através de um artigo de opinião onde fornece elementos que se encontram fora da minha área de informação, desmontando com subtil ironia a argumentação ligada à defesa do percurso actualmente previsto para o TGV e pondo, ao mesmo tempo e consequentemente, em questão as intenções subjacentes às declarações contrárias à formação da "Ibéria" de grande parte dos actuais dirigentes políticos, dentro e fora do governo e do PS. Neste contexto, a divulgação dos resultados da "sondagem" destinar-se-iam, acrescento eu, a ir preparando o terreno para a aceitação gradual dessa possibilidade por parte de um povo desiludido, cada vez mais auto-depreciativo e descrente das capacidades dos seus mandatários políticos.
Quem a encomendou não será, afinal, muito diferente dos que, em 1580, pensaram aumentar os proventos próprios, apoiando pelas armas essa união. União que, aliás, tal como hoje, em que a oposição ao centralismo castelhano é cada vez mais forte por parte das diferentes regiões de Espanha, iria uma vez mais, ao arrepio da História. Mas certamente de encontro à incompetência, ao provincianismo intelectual, à má-fé, ao oportunismo e à cobardia de uns quantos descendentes do Velho do Restelo.
NOTA: Como não sou assinante do jornal, é-me impossível transcrever o artigo. Aconselho, no entanto, a que, se puderem, o leiam, por suficientemente elucidativo.

Humor, humor!

Batalha de Aljubarrota

Ora leiam!

11 agosto 2009

Finalmente!


Verdadeiro humor na acção política! E não percam os posts que se lhe seguem!

05 agosto 2009

Um blog interessante


Quando, muitos anos atrás, eu frequentava a secção de Ciências, alínea f), do curso dos liceus (para os mais novos que por aqui passem: o equivalente ao actual 12º ano), podia ler-se no compêndio (manual) de Geologia que a Terra, segundo os cálculos da época, iniciaria um novo período glaciário cerca de 1980.
Alguns anos depois, porém, em ligação estreita com os "malefícios da lógica e do sistema capitalistas", com o "recurso desenfreado à tecnologia" e com a "progressiva desumanização e individualismo típicos das sociedades contemporâneas", começou a ouvir-se falar do "aquecimento global" causado pela "acção humana predadora da natureza", termo que tem vindo, cada vez mais, a ser substituído por "alterações climáticas", que esse "aquecimento global" agravaria catastroficamente.
Já falei aqui, neste post antigo, numa tia minha, octogenária, camponesa de raiz, que desde a sua juventude regista mensalmente as condições metereológicas, para se certificar da justeza dos provérbios antigos sobre o tempo. E que encolhe os ombros e se ri quando lhe falam em alterações climáticas. Para ela, "isso é tudo um negócio, mais um negócio que por aí anda".
Pela minha parte, tenho verificado que, ao longo desta década, lendo com atenção os jornais, as notícias referentes a meses com temperaturas abaixo do que era esperado e a invernos muito rigorosos são frequentes, embora em notícias publicadas num décimo do espaço que é concedido às que são dedicadas ao tal aquecimento. No que se refere a estudos contrários à teoria do aumento da temperatura, aí a percentagem sobe a pouco mais de 0%. Quanto às declarações recentes do "pai" da teoria do aquecimento global (de momento não me lembro do nome dele), segundo o qual não há, de facto, segundo os registos efectuados desde 2000, razões para continuar a sustentá-la, a notícia foi quase ignorada.
Num post inserido no Fiel Inimigo, o Range-o-Dente, que se tem dedicado desde há anos ao assunto, chama a atenção para este blog, polémico, mas, a meu ver, de interesse indiscutível. Isto sem esquecer o trabalho que o Alf fez até hoje no Outra Margem e ainda o Mitos Climáticos (ambos os links aí ao lado).
Boas leituras.
Até já.

03 agosto 2009

"O Portugal da vergonha"


Segundo a comunicação social, um inquérito feito aos portugueses sobre qual a sua opinião quanto a uma possível integração do seu país na Espanha, um Estado com menos 300 anos do que os que Portugal tem como país independente, 40% dos inquiridos manifestaram-se a favor dela.
Nenhum habitante de qualquer país vivo, de um país são, de um país que esteja bem consigo próprio deseja ou sequer pensa em "alargá-lo", muito menos quando isso representa a perda da sua real autonomia, política e económica. Só o mal-viver, o desgosto, o desespero, bem como a desconfiança e a descrença continuadas nos poderes públicos podem levar a que tamanha percentagem defenda a integração por tão humilhante e menorizante motivo: a de sermos gente de tal imaturidade que, por não saber subsistir por si própria, precisa de que tomem conta dela.
Se outra razão não houvesse, bastaria isto, mais do que qualquer outra coisa, para se poder avaliar a dimensão catastrófica da acção dos governos que Portugal tem tido desde há trinta anos (para não falar do aspirante a coveiro, Salazar), o último dos quais o - se assim se lhe pode chamar - governo de José Sócrates. Um "primeiro-ministro" que, ao fim de quatro anos de haver sido eleito, desuniu e criou crispações inúteis e absurdas entre os portugueses como talvez não haja memória ao longo dos séculos, ao mesmo tempo que não se registou qualquer resultado positivo ao nível do bem-estar e dos horizontes culturais dos seus governados, antes se verificando, em ambos os campos, um retrocesso doloroso e de inimagináveis consequências futuras.
O Portugal do sr. José Sócrates é hoje o Portugal em processo de mortificação e apodrecimento, o da sua decadência e desintegração enquanto nação, isto é, enquanto conjunto de seres humanos unidos por uma língua que contém os sinais de uma vivência histórica comum, expressão de uma identidade presente num futuro onde se continua. O Portugal em que, neste momento, tantos suspiram pela união com Espanha (onde, aliás, a reinvindicação quanto ao aprofundamento das autonomias é cada vez maior!) já não é o Portugal dos portugueses, mas o dos interesses de uns quantos, para quem o desânimo e a degradação social que tais suspiros reflectem são convenientes e bem-vindos. É o Portugal dos analfabetos históricos, dos merceeiros mixordeiros da cultura e da educação, dos vendilhões de mães.
Na verdade, o seu "governo", sr. "primeiro-ministro", é o equivalente daquilo que foi, para os alemães, o muro de Berlim, dividindo-os ao sabor das circunstâncias e das situações políticas internacionais, aquilo a que Churchill chamou "o muro da vergonha". O seu governo, sr. José Sócrates, é "o Portugal da vergonha".