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18 outubro 2010

Jura...!!!


Transcrevo parte da notícia (para a ler na totalidade, clicar aqui):

"O Banco de Portugal publicou hoje um retrato da população portuguesa no que a literacia financeira diz respeito.

As conclusões do Inquérito à Literacia Financeira de 2010, realizado pelo banco central, dão conta de uma população com fracos hábitos de poupança e despreocupada num conjunto alargado de hábitos financeiros, desde a gestão da conta bancária à comparação de produtos na hora de investir.

Poupança

O estudo do Banco de Portugal nota que "uma percentagem muito significativa (89%) dos inquiridos considera ‘importante' ou ‘muito importante' planear orçamento familiar", apesar de apenas 52% o fazer.

Os sinais de alarme aparecem quanto 54% considera como poupança o dinheiro deixado na conta à ordem para gastar mais tarde, quando 88% dos que não poupam dizem não ter rendimentos para o fazer e quando apenas 20% dos inquiridos garante poupar numa lógica de médio e longo prazo.

"As decisões quanto à poupança são determinadas também, em grande medida, por restrições financeiras: a maioria dos inquiridos que não poupam (88%) refere rendimento insuficiente como principal razão", lê-se no documento."

(...)

Sublinhados meus.

02 outubro 2010

E, quando tiveres fome,/ corta a tua mão e come!

Malhoa, Vou ser mãe

Acabei de ler que a CGD vendeu o edifício-sede, em Lisboa, ao seu Fundo de Pensões.

13 maio 2009

O óbvio


Acabei de ouvir, no telejornal, Belmiro de Azevedo afirmar que a crise só se resolve com a multiplicidade de pequenos investimentos e não com um ou dois megainvestimentos.
Não tenho grande apreço pelo sr. engenheiro. Mas reconheço que é um dos poucos que, neste país, vai dizendo desassombradamente algumas coisas que têm que ser ditas.

A ler...


... e reflectir.

09 abril 2009

Para variar...


... as contas sairam-me furadas quanto a tempo disponível e não consegui ainda nem recomeçar uma postagem regular nem responder por email a quem disse que iria fazê-lo por estes dias. Mas deixo, para já, registadas as palavras de Henrique Neto, na SICNotícias (não consegui colocar aqui o link para o vídeo), quando referiu a existência de "empresas do regime" e disse que, para isso, bastaria haver por lá um ex-ministro.
Não pronunciou, segundo o que ouvi, a palavra "sinistro". Mas precisaria dela para que no nosso espírito surja, clara, a imagem de tentáculos que se estendem, progredindo pela beira-mar até aos nossos corações?

27 fevereiro 2009

Novas Oportunidades


Na página 31 do jornal Ocasião de hoje, na secção Outros Serviços, pode-se ler o seguinte anúncio:
"Rapaz que sofra de flatulência, gases, para festa privada. Dá-se alojamento. Lisboa". Segue-se o número de telefone de contacto.
Com tal exemplo de busca de optimização da rentabilidade dos recursos, como se poderá duvidar do futuro do nosso querido torrão de terra?!

07 janeiro 2009

Ah, homem duma cana!

Larry Flint com Woody Harrelson, que o protagonizou no filme de Milos Forman

Sempre corrosivo! Sempre a bombar!

13 outubro 2008

Esquerda dixit

Quadro de Chirico

Gostei muito de ouvir hoje Miguel Portas criticar as medidas europeias com vista a enfrentar a crise financeira, dizendo que a Europa não fez o que deveria: baixar as taxas de juro, assim tirando do sufoco o cidadão comum e as pequenas e médias empresas, ao contrário do que tinham feito muitos países, "nomeadamente os Estados Unidos da América".
Lucidez é que é preciso!

09 outubro 2008

Da moralidade e da economia&finanças


Hoje, no Diário de Notícias, Ferreira Fernandes escreveu:
A seguradora AIG já era famosa quando andava sob o pescoço de Cristiano Ronaldo, na camisola do Manchester. Mas, famosa mesmo, mesmo, foi quando os americanos passaram a andar com a AIG ao pescoço. Esganados. Ela falira e não fosse sugarem-se os dinheiros públicos (85 mil milhões de dólares) a empresa fechava. Não fechar é bom e o que é bom festeja-se. Alguns executivos da AIG foram para um luxuoso hotel de Monarch Beach, Califórnia, com factura final de 300.000 euros, entre diárias, almoços e pedicura. Tudo pago pela empresa que, já vimos, era paga pelos contribuintes. Evidentemente, os invejosos do costume foram aos arames - na Câmara dos Representantes, alguns dos eleitos que ainda há pouco tinham votado o resgate da AIG indignaram-se com o abuso. É verdade que aqueles executivos, em superficial análise, parecem não merecer prémio algum, quanto mais pedicura. Como se fosse fácil lidar com a consciência. Esta é aquela voz interior que nos diz que alguém está olhando. Sem poderem usufruir dos luxos com merecida tranquilidade, aqueles executivos estavam, no entanto, a dar-nos uma esperança: a crise não é geral.
No próximo fim-de-semana voltarei a este assunto.

18 julho 2008

Distribuindo...

René Magritte


... chapeladas para aqui e para ali.

17 maio 2008

E aqui vai mais um e-mail que recebi


Exmos. Senhores Administradores do BES.

Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina da v/. Rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da tabacaria, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.
Funcionaria desta forma: todos os senhores e todos os usuários pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, farmácia, mecânico, tabacaria, frutaria, etc.). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao utilizador. Serviria apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade ou para amortizar investimentos. Por qualquer outro produto adquirido (um pão, um remédio, uns litro de combustível, etc.) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até ligeiramente acima do preço de mercado.
Que tal? Pois, ontem saí do BES com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e honestidade. A minha certeza deriva de um raciocínio simples. Vamos imaginar a seguinte situação: eu vou à padaria para comprar um pão. O padeiro atende-me muito gentilmente, vende o pão e cobra o serviço de embrulhar ou ensacar o pão, assim como todo e qualquer outro serviço. Além disso impõe-se taxas de. Uma "taxa de acesso ao pão", outra "taxa por guardar pão quente" e ainda uma "taxa de abertura da padaria". Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro. Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo no meu Banco.
Financiei um carro, ou seja, comprei um produto do negócio bancário. Os senhores cobram-me preços de mercado, assim como o padeiro me cobra o preço de mercado pelo pão. Entretanto, de forma diferente do padeiro, os senhores não se satisfazem cobrando-me apenas pelo produto que adquiri. Para ter acesso ao produto do v/. negócio, os senhores cobram-me uma "taxa de abertura de crédito"-equivalente àquela hipotética "taxa de acesso ao pão", que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar Não satisfeitos, para ter acesso ao pão, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente no v/. Banco. Para que isso fosse possível, os senhores cobram-me uma "taxa de abertura de conta". Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa "taxa de abertura de conta" se assemelharia a uma "taxa de abertura de padaria", pois só é possível fazer negócios com o padeiro, depois de abrir a padaria.
Antigamente os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como "Papagaios". Para gerir o "papagaio", alguns gerentes sem escrúpulos cobravam "por fora", o que era devido. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu antecipar-se aos gerentes sem escrúpulos. Agora, ao contrário de "por fora" temos muitos "por dentro". Pedi um extracto da minha conta - um único extracto no mês - os senhores cobram-me uma taxa de 1 EUR. Olhando o extracto, descobri uma outra taxa de 5 EUR "para manutenção da conta" - semelhante àquela "taxa de existência da padaria na esquina da rua". A surpresa não acabou. Descobri outra taxa de 25 EUR a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros mais altos do mundo. Semelhante àquela "taxa por guardar o pão quente".
Mas os senhores são insaciáveis. A prestável funcionária que me atendeu, entregou-me um desdobrável onde sou informado que me cobrarão taxas por todo e qualquer movimento que eu fizer. Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores se devem ter esquecido de cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de v/. Banco. Por favor, esclareçam-me uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma.
Depois de eu pagar as taxas correspondentes talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que a v/. responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências legais, que os riscos do negócio são muito elevados, etc., etc., etc. e que apesar de lamentarem muito e de nada poderem fazer, tudo o que estão a cobrar está devidamente coberto pela lei, regulamentado e autorizado pelo Banco de Portugal. Sei disso, como sei também que existem seguros e garantias legais que protegem o v/. negócio de todo e qualquer risco.
Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados. Sei que são legais, mas também sei que são imorais. Por mais que estejam protegidos pelas leis, tais taxas são uma imoralidade. O cartel algum dia vai acabar e cá estaremos depois para cobrar da mesma forma.

19 abril 2008

O Alf em grande forma!

Magritte, The Dangerous Liaison

Aqui e aqui. Fora o resto, já se sabe!

Da indignidade


A medida recentemente anunciada por Teixeira dos Santos de, através do alargamento do prazo do pagamento do empréstimo contraído para aquisição de habitação própria de 30 para 50 anos, aliviar a carga que, a cada mês que passa, afunda, mais e mais, o nível de vida das famílias portuguesas, não passa de uma tentativa desesperada, que a si se denuncia, de disfarçar o estado em que se encontra a economia do país ao fim de três anos de governação. Ao mesmo tempo que põe muito claramente a nu a atitude e os desígnios do primeiro-ministro e da sua equipa face aos seus concidadãos.
De facto, por um lado, com tal medida condiciona-se decisivamente a vida inteira dos portugueses (quem comprar uma casa aos 25 anos só a terá paga aos 75!!!), ao submetê-los, pela necessidade de cumprimento das obrigações assumidas, à aceitação de toda a espécie de condições de trabalho e de remuneração salarial que, “a bem da Nação”, seja conveniente impor-lhes. Por outro, de um mesmo golpe, o Governo pretende com ela ajudar a “salvar” o sector da construção civil, que se mantém há muitas décadas como principal fonte de emprego num país onde as unidades industriais desaparecem rapidamente, evitando assim a formação de uma situação socialmente explosiva.
O corajoso dirigente da “esquerda moderna”, o grande timoneiro que se atreveu às nunca até hoje necessárias reformas, torneia, deste modo e à semelhança de todos os que o precederam, o verdadeiro problema: o do preço dos terrenos, urbanizados e urbanizáveis, principal responsável pelo custo, sem paralelo na Europa, da celebrada "casa portuguesa", tanto na venda como no aluguer. Evitando pôr o pescoço em risco, e com uma brutalidade maquiavélica superior à do próprio Salazar, Sócrates prefere vergar, como qualquer cacique negreiro, o dos seus compatriotas. Nele e nos que o acompanham torna-se, assim, cada vez mais difícil distinguir entre indignidade política e indignidade pessoal.

30 setembro 2007

Reencaminhando


Recebi isto há pouco, por e-mail, sem indicação de autor. Mas subscrevo e reencaminho.

Travar para pensar
Há uns meses optei por ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio. Comprado o bilhete, dei comigo num comboio que só se diferenciava dos nossos Alfa por ser menos luxuoso e dotado de menos serviços de apoio aos passageiros.
A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.
Não fora ser crítico do projecto TGV e conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemas únicos dos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos. Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza . A resposta está na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus museus e escolas de arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade. Percebe-se bem porque não construíram estádios de futebol desnecessários, porque não constroem aeroportos em cima de pântanos nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais.
O TGV é um transporte adaptado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.
É por isso, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, que existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos). É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos. Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa-Porto à custa de um investimento de cercade 7,5 mil milhões de euros não terá qualquer repercussão na economia do País. Para além de que, dado hoje ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.
Com 7,5 mil milhões de euros pode construir-se mil escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches inexistentes (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia para os nossos idosos (a 1 milhão de euros cada um). Ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências, como a urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.
CABE ao Governo REFLECTIR.
CABE à Oposição CONTRAPOR.
CABE AOS CIDADÃOS MANIFESTAREM-SE!!!
CABE À TUA CONSCIÊNCIA REENCAMINHAR OU DEIXAR FICAR.

26 setembro 2007

Dentadas mediadas


De boas contas (via Range-o-Dente);

18 julho 2007

Até amanhã!


Seguramente descurando as suas principais actividades - desancar inocentes e pacíficos palestinianos, árabes e restantes vizinhos e dominar, mais ou menos subreptícia e perfidamente, a economia e as finanças internacionais - um grupo de técnicos israelitas passou uns dias em Trás-os-Montes, no sentido de procurar melhorar o aproveitamento local da água para fins agrícolas. Chegaram à conclusão de que os indígenas da região gastam três vezes mais do que é preciso ou, de outra maneira, que ela chega perfeitamente para se produzir o triplo do que se produz hoje, coisa que, para quem tem o hábito de transformar o deserto em áreas férteis, deve ter sido, no mínimo, doloroso.
Vi isto ontem, num telejornal qualquer, onde, entre outras coisas, se falou ainda dos gestores portugueses como estando internacionalmente classificados abaixo do medíocre, e de um senhor que, certamente para estimular a economia através do consumo interno e garantir uma boa morte aos portugueses, só vê como solução aumentar os impostos e subir o IVA (não confundir com IVG) para 25%.
Ah! E o PS continua a falar em vitória na Cãmara de Lisboa e declina qualquer responsabilidade no vergonhoso nível de abstenção. O que, diga-se de passagem, também é bem feito para os portugueses.

01 junho 2007

Coisas que não percebo 2


Aqui há uns tempos atrás, o prémio do Euromilhões chegou aos 111 milhões euros, o maior de sempre para um jogo deste tipo. Pela mesma altura, noticiava-se também o montante, ligeiramente inferior, que atingiria a construção do Metro do Porto.
Hoje veio à baila, nos telejornais da hora do almoço, a divulgação oficial, feita pelo Tribunal de Contas, de que terão sido gastos ilegalmente, pelo Estado, 700 milhões. Interrogado pelos jornalistas sobre o que teria a dizer sobre o assunto, o sr. Ministro das Finanças desvalorizou-o, esclarecendo que esses 700 milhões representam apenas 1% do total do orçamento e que constituem até um avanço no rigor da administração pública.
As contas são simples de fazer: o dinheiro gasto de forma ilegal daria, pelos vistos, para construir sistemas de transporte subterrâneos pelo menos em seis das principais cidades portuguesas e ainda sobraria dinheiro para fazer um sétimo, mais pequeno - em Ranholas ou em A-dos-Cabrões, por exemplo.
Não consigo, por isso, perceber se o sr. Teixeira dos Santos percebe aquilo que disse.