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09 outubro 2008

Da opinião pública


Entre as várias superstições verbais de que se alimenta a pseudo-inteligência da nossa época, a mais vulgarmente usada é a da "opinião pública". E, como acontece com todas as superstições que conseguem deveras enraizar-se mas que não conseguem tornar-se nunca lúcidas, este critério instintivo respeitador da opinião pública em palavras (porque sente que há por detrás da frase uma realidade), mas pouco respeitador dela em actos (porque não sabe definitivamente que realidade é essa), é ao mesmo tempo o esteio e o vício das sociedades modernas. (...)
Todos nós sentimos, qualquer que seja a nossa política que, em resultado, toda a política, para que não seja mais do que um oportunismo de egoístas, tem de se conformar com a "opinião pública", com a pressão insistente de uma opinião geral. Todos temos a intuição, natural ou adquirida, de que uma nação vale o que vale a sua "opinião pública"; porque, como essência de uma poliítica estável e fecunda, consiste na sua conformação com a opinião pública, pressupõe-se, na nação em que tal política é possível, um estado da opinião pública que persistentemente compila os políticos, os governantes, sob pena de deixarem de o ser, a conformar-se com as suas imposições. (...)
O que precisamos, portanto, de determinar para que devidamente nos orientemos no assunto, é, primeiro, que espécie de cousa é essa "opinião pública", com a qual uma política fecunda tem que se conformar, se essa "opinião pública" na verdade coincide com a "opinião das maiorias"; se essa "opinião pública" (...) pode ser manifestada pelo sufrágio; e, segundo, em que princípio, em que regras, assenta, por que processos se produz, essa "conformação" da acção dos governantes com a "opinião pública", qual a maneira por que na verdade a interpretam ou servem, e não apenas dizem servi-la e interpretá-la.
Fernando Pessoa, A Opinião Pública, Editorial Nova Ática

24 setembro 2008

Pequenas notas de uma música decadente


A primeira, é a da já habitual coincidência de cabeçalhos entre o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias em (mais ou menos) discretos elogios ao governo. Ontem, a propósito do justiceiro e firme enfrentamento deste ao aumento dos combustíveis.
A segunda, a da reacção de Alberto João Jardim, chamando pública e directamente a Sócrates "sem-vergonha" e "mentiroso", a propósito das insinuações do primeiro-ministro. Nisto coincidiu, aliás, embora por diferentes motivos, com uma grande parte dos portugueses. Mas quando os altos responsáveis eleitos do país falam, com ou sem razão, deste modo, não é possível deixar de pensar que ele se encontra em fase adiantada de esboroamento.
O regime, aliás, está de tal modo desacreditado, o espírito anímico nacional tão envenenado por um "salve-se quem puder" cada vez mais disseminado, que, caso fosse permitido o referendo ao retorno da monarquia, muito provavelmente o herdeiro do trono luso não teria grande dificuldade em vencer. E nem sequer por uma questão de mérito seu ou de quem o rodeasse (embora o possua - a importante actividade paralela que Duarte de Bragança tem desenvolvido ao nível internacional em prol de Portugal, raramente é referida pelos órgãos de comunicação). Estou convencido de que sucederia ao regime republicano o mesmo que sucedeu ao do Estado Novo em 25 de Abril de 74: cairia de podre, com muito poucos a defendê-lo. E também, já se sabe, que no dia imediatamente seguinte a essa vitória surgiriam buéda monárquicos de onde antes só se avistavam jacobinos convictos, ajuramentados e até militantes.
Já agora, leiam o que D. Duarte diz no respeitante às nossas relações com Espanha em http://somosportugueses.com/. O link passa, a partir de hoje, a estar disponível aí ao lado, em Monárquicos Portugueses.
Porque o são.

10 setembro 2008

Triste ou vergonhoso?


Reparem bem no modo sofístico como esta "informação" é dada, nas contradições que encerra a forma de exposição e de tratamento de dados, o que é sugerido nas entrelinhas.
Só me lembrei da minha cunhada, que aqui há uns tempos, no auge da campanha dos candidatos, pensava, de boa fé, que se estava a escolher entre Obama e Hillary Clinton para a presidência dos Estados Unidos e que desconhecia por completo a existência de McCain, porque nunca tinha ouvido falar dele na "comunicação social". E que achava Obama "muito querido" e gostava da mulher dele porque o chamava para a verdadeira realidade, que é a dos filhos para criar e dos problemas que uma mãe enfrenta.
E olhem que ela até nem é das piores...! Conheço muitos portugueses que estavam convencidos, pelo alarido, que Obama já tinha sido eleito como próximo presidente. E que nem sabiam que existe um Partido Republicano, só aquele gajo, o Bush.
O provincianismo dos nossos jornalistas e da "esmagadora maioria" dos nossos intelectuais corresponde ao nível cultural do povo por eles "in-formado" e é, de facto, acabrunhante.
Triste e vergonhoso.

22 agosto 2008

Um bom trabalho...


... sobre as eleições nos Estados Unidos é este que RB vem fazendo no Fiel Inimigo, contrastando com o provincianismo da generalidade dos órgãos de "comunicação" portugueses.

05 maio 2008

A pérola no bolo


No dia em que este blog faz um ano, a RTP1 encarregou o repórter de serviço na cobertura em directo ao incêndio desta manhã na reitoria da Universidade do Porto de me oferecer uma prenda. Repórter a quem envio daqui os maiores parabéns pelo profissionalismo com que cumpriu a tarefa de que o incumbiram.
É que foi algo inesquecível e comovente ouvi-lo perguntar ao reitor, com a maior seriedade: "Ficou contente por o fogo não ter atingido as dependências que continham os documentos mais importantes?"...

27 abril 2008

Emenda ao post anterior


Ouvindo agora com mais atenção a notícia, verifico que no Rio, afinal, morreram 96 pessoas. O número 200, bem como os 100.000 eram relativos a todo o Brasil, e desde há quatro meses. Por isso, terei que emendar os cálculos.
Assim, a percentagem dos cariocas infectados passa para metade, isto é, para 0,001% (uma milésima percentual). Por outro lado, se os cariocas são dez milhões, os brasileiros, no seu total, são mais de cento e oitenta milhões, o que faz com que, dividindo os 0,002% por 18, dê... aeeeuh!... bem, é só fazer as contas, mas deve rondar os 0,0001% (uma décima milésima percentual). As percentagens apontadas para a soma de mortos ao fim de dez anos deverão ser alteradas na mesma proporção.
Já agora, para quem não saiba ou não tenha presente: o país dos nossos irmãos tem uma área 92 vezes superior à de Portugal, ou seja, o equivalente à quase totalidade da Europa, Rússia ocidental incluída - a qual, por sua vez, ocupa um espaço quase igual à soma de todos os outros países (os que fazem e os que não fazem parte da UE). Relacionando estes números com os anteriores...

26 abril 2008

O nível da comunicação social


O dengue é uma doença perigosa.
No Rio de Janeiro vivem 10.000.000 de pessoas.
No Rio de Janeiro houve, até agora, 100.000 casos diagnosticados.
Morreram 200 pessoas.
Fazendo as contas:
Em cada 100 cariocas, houve 1 desgraçado que teve que ir para o hospital por ter sido picado por um mosquito.
De cada 500 hospitalizados, 499 voltaram para casa refeitos e 1, bem... morreu mais cedo do que se preveria.
De outra maneira:
99% da população do Rio anda na boa. Melhor dizendo, 99,998%, uma vez que 99.800 dos 100.000 já recuperaram. Neste mês, morreu 0,002% (duas milésimas percentuais) de quem lá vive, devido ao dengue. A este ritmo, isto é, se o número de mosquitos e de habitantes se mantivessem, bem como o número e tipo de cuidados de saúde presentemente existentes, ao fim de 10 anos teriam morrido o,3% (arredondamento por excesso) dos cariocas.
Os níveis necessários para que o ser humano entre em pânico são praticamente insignificantes, dizem os psicólogos. A comunicação social reflecte-o e aproveita-o. Cumpre assim uma função inversa do que deveria ser a sua.
O que é caso para entrar em pânico.

07 abril 2008

A teia 1


Mais uma vez o Jornal das 13, na RTP1. O locutor anuncia uma nova peça, referindo que se fazem sentir já em Portugal as consequências das alterações climáticas. As palavras abrem caminho à entrevista de rua ao "cidadão comum" que, sem excepção, afirma que esta variação de tempo é... absolutamente normal, já que estamos em Abril e Abril sempre foi assim!
"Em Abril, águas mil", lembra um deles. "E em Abril, queima a velha o carril", diz também, ao meu lado, a tia de quem já falei noutro post, "que há anos em que este mês é muito frio...!".
Mas educador que é educador não desarma e, vai daí, a peça seguinte informa-nos dessas alterações pela boca de investigadores devidamente abalizados cá da terra.
Só faltou à RTP chamar Al Gore. É que isto do conhecimento aprofundado e actualizado é uma missão de que os nossos órgãos informativos não prescindem...!
Ouve lá...! Olha lá...!

02 abril 2008

Sugestão


Richard Marchand, Televisão
Cerca de duas horas e meia atrás, o jornal das 13h na televisão pública anunciava a presença em Portugal de um dos melhores cem psicólogos do mundo, aquele que detectou a mentira no rosto de Clinton aquando do "caso Mónica Lewinsky" e que, sendo especialista nessa área, já formou alguns milhares de agentes destinados a detectar terroristas em aeroportos através da análise das expressões faciais dos passageiros. Tendo-lhe sido pedido para se pronunciar sobre os pais de Maddie McCann, continuava a peça, exigiu uma entrevista directa ao casal, que não foi aceite.
A sua maior especialidade, porém, é o que diz respeito aos políticos, pelo que a RTP o convidou a analisar algumas imagens dos comandantes partidários portugueses, começando pelo primeiro-ministro.
Segundo o psicólogo (não memorizei o seu nome), José Sócrates mostra-se encantador, alguém com quem se teria muito gosto em conversar descontraidamente enquanto se toma um copo. Na entrevista que dá a um jornalista, a sua expressão facial é a de um lutador que denota descontentamento consigo próprio, no sentido de um dever ainda por cumprir (ver correcção no post acima) e parece revelar algum aborrecimento por ter que voltar a responder a perguntas que já lhe foram feitas anteriormente várias vezes. Segue-se-lhe, na rua, Francisco Louçã que, se possível, é ainda mais encantador do que Sócrates! "Chaaarming", verdadeiramente inultrapassável nesse tipo de "performance" da política que é comum a todos os dirigentes. E agora vem, também na rua, Paulo Portas.
Ouve-se um riso bem disposto, um gesto largo para o monitor de quem vai dizer qualquer coisa, "este...". As palavras com que põe a claro a personalidade dos restantes opositores ao primeiro-ministro desaparecem da peça a partir deste momento. No que respeita a Portas fica apenas esse gesto que, sem elas, assume um significado puramente depreciativo, referente a alguém de quem nem vale a pena falar (por farsante? por ridículo?). Sobre as imagens de Filipe Menezes e de Jerónimo de Sousa, ainda mais brevemente incluídas (Menezes visto somente do pescoço para cima a ler calmamente um discurso) fala-se do político como um actor. As considerações sobre o tema terminam, porém, com novas imagens de José Sócrates, acompanhando a ideia de "actor de sucesso".
A polícia política brasileira dos tempos da ditadura recebeu formação da PIDE. Penso por isso que, agora, os responsáveis pelos canais públicos, públicos e privados, da democracia poderiam ensiná-la proveitosamente a Mugabe ou, ainda melhor, enquanto reforço do estreitamento das relações lusófonas, a José Eduardo dos Santos. Não tenho a menor dúvida de que esta sugestão seria muito bem recebida por ambos.

30 março 2008

Enfim, a Luz!

Chirico, Ariadne

Há pouco, num serviço noticioso da RTPN, dizia-se que havia um mistério composto por M's no facto de Mendes, empresário de Mourinho, se ter deslocado a Milão para falar com o presidente do Inter, Moratti, para que na próxima época, o treinador português venha a substituir o actual treinador, Mancini.
De repente, não mais que de repente, a luz veio sobre mim!
Estamos perante 5 M's. Mas o autor da peça jornalística é somente um aprendiz, não decifrou o Código. É que a mulher de Mourinho chama-se Matilde! As seis pontas da estrela de Salomão, da realeza do Conhecimento e da Sabedoria estarão, enfim, desveladas no final dos Tempos! E eu sou o sétimo M, sou o Mensageiro, ao estar no centro da Revelação!
Eu proclamo: Mourinho é o nome escondido de Deus! E Maria Madalena não está, como quereria Miterrand, sob a pirâmide de vidro do Louvre, mas por debaixo do círculo do pontapé de saída do estádio de San Ciro.
Alguém duvida?!

14 março 2008

Um provérbio muito velho


Não vi as intimidades do nosso primeiro-ministro que o pseudo-voyeurismo da SIC decidiu revelar. Mas vi, inevitavelmente, a amostra da peça "jornalística" que encheu os espaços entre os programas da SICNotícias. Nela se podia ouvir José Sócrates dizer "sou um homem generoso", com a entoação de quem não consegue lutar contra isso.
O que me trouxe mais uma vez à memória um provérbio judaico milenar que li na adolescência e de que nunca mais me esqueci, tantas as ocasiões em que algo me fez pensar nele: "Que alguém se orgulhe da sua beleza, é normal; mas que se orgulhe da sua bondade, é trágico".

10 março 2008

Estou muito mais descansado!


Afinal se, durante o dia de hoje, todos os telejornais abriram com a demissão do treinador do Benfica, dando-lhe, no mínimo, uma dezena de minutos, é porque a coisa não estará assim tão grave (renego qualquer intenção blasfema do que disse em relação ao Glorioso, o Eterno, abençoado para sempre seja o Seu nome!). Além disso, logo a seguir, veio a Naíde Gomes, campeã do mundo em salto em comprimento e o Nelson Évora, medalha de bronze.
Mais do que inchado, fiquei arrelampado! Eu e todos os portugueses, que os órgãos de comunicação não querem que nos falte nada! Que bem que cumprem a missão de que se incumbem de alimentar e preservar a alma lusitana...!
Ah! E nem se esqueceram de nos avisar de que o sr. Presidente da República voltou à Pátria, depois de ter visitado a nossa ex-colónia da América do Sul! Nem do funeral da pequena Mariluz!

Uma pequena nota


Desde há algum tempo que cessou a divulgação, quase diária e por diferentes órgãos de comunicação, de sondagens que mantinham a atribuição de maioria absoluta ao Partido Socialista em caso de eleições.

09 dezembro 2007

Vasco Pulido Valente, no PÚBLICO de hoje, a propósito de uma entrevista de Sócrates ao El País


Deixou de fumar, começou a fazer jogging, agora corre a meia maratona. A saúde conta. Não é autoritário, nem reservado, nem austero, nem arrogante, é firme. A firmeza vem da vontade, a vontade vem da convicção. É um português que serve. Gosta mais, de resto, de servir o país nos momentos difíceis do que nos momentos fáceis. Não fala, santamente, de sacrifício. Fala, santamente, de missão. É fiel à sua missão e não pretende outra recompensa. Sofre por vir nos jornais; como o outro, não gosta de "ser falado". Viveu sempre dividido entre a acção e "a contemplação e o pensamento". Há, dentro dele, um "permanente paradoxo". A política, no fundo, não passou de "uma soma de casualidades". Mas dará sempre "o melhor de si". Quem não ficará extasiado com este exemplo?
Um homem de família, um homem simples, que tenta ver os filhos: disciplinadamente. Um homem tolerante. Ouve as críticas. Respeita a opinião alheia e espera que respeitem a dele. Quando não está de acordo, não está: e não esquece que foi escolhido pela maioria do povo para "cumprir" o "melhor" para esse povo. "Muito obsessivo com o trabalho", não se considera um workaholic. Tem pena de não ler, por falta de tempo. No Verão, lê "obsessivamente", impelido talvez pelo seu lado contemplativo e de pensamento. Este Verão, leu três livros, dois livros de história e um romance. Admira Ortega y Gasset, "um bom filósofo", que "escreve bem". Quanto a poetas, não admira nenhuma personalidade viva, com a presumível excepção de Manuel Alegre, de que retira um indescrito "prazer".
Acredita que nada impede Portugal de se tornar um "país moderno, competitivo, com uma boa educação e com protecção social". Quer um Portugal "aberto e dinâmico". Acha Portugal "muito aberto". Reafirma que é de esquerda, como provam a Lei do Aborto e as leis da paridade e da procriação medicamente assistida. Pensa que a perspectiva socialista é a de "pôr o Estado ao serviço dos mais pobres". Sabe que ainda existem bolsas de pobreza. Insiste em que os países que controlam o défice são mais livres. Mais democráticos.
Isto o que é? Não é uma pessoa, não é um político, não é um ente reconhecivelmente humano. É uma montagem publicitária: polida, vácua, inócua. O herói de plástico, uma invenção. É José Sócrates, o primeiro-ministro.

28 outubro 2007

Não gosto do director do PÚBLICO...


... mas o editorial que escreveu para a edição de hoje é bastante bom. Se puderem, leiam-no.

21 outubro 2007

Não há... quem aguente tanta comunicação!

Título maaaaaiiior dos três que compõem a página 7 da edição do PÚBLICO de hoje:

Forma de lidar com pilinhas dos bebés não reúne consenso entre a classe médica

Eu não tenho tempo para comentar devidamente.
Abobrinha, cumpre o teu dever!

16 outubro 2007

Alguém me explica?!

Tenho o televisor ligado. Começa o primeiro programa de Joaquim Furtado sobre a guerra colonial. Os depoimentos dos representantes dos movimentos africanos são todos legendados, alguns deles "tratados" em termos da "correcção do português". Não compreendo. O sotaque deles é menos cerrado do que o de Alberto João Jardim e expressam-se com a mesma estrutura de oralidade que se encontra em qualquer aldeia portuguesa do interior.
Será para os pretos os perceberem?
Ou para os brasileiros?

03 outubro 2007

Da SIC, com amor

Assistir ao telejornal da SIC é uma experiência inolvidável (como, aliás, aos restantes)!
Num teste à minha inteligência (quem disse que a televisão estupidifica?!), dizia há pouco o comunicador de serviço, com um sorriso e uma entoação semelhantes a um piscar d'olho, que a gasolina em Espanha é €25 mais barata do que em Portugal. Ainda não consegui fazer as contas, mas estou a tentar porque acho que há um prémio em jogo. De qualquer modo, assim por alto, penso que deve ser oferecida.
Agora anuncia-se uma peça sobre os perigos do andarilho: diariamente, duas crianças são tratadas nos hospitais, devido a acidentes com esse tipo de velocípede. Fazendo as contas à gasolineiro espanhol, estaremos em presença (no universo de acidentes a que, por qualquer razão ainda misteriosa para a ciência, as crianças se encontram sujeitas) de uma percentagem não apenas significativa como alarmante, para a qual nunca é demais a vigilância da espécie. Aproveito mesmo para sugerir, humildemente, ao sr. primeiro-ministro que seja determinada, com urgência, a obrigatoriedade de uma carta de condução e estabelecida a "tolerância zero", a bem dos futuros cidadãos do país.
Sinto-me de espírito arrelampado. Vou desligar, antes que vomite.

12 setembro 2007

Já agora...

Goya, Feiticeiras

... e como diz o Rodrigo Moita de Deus...

31 agosto 2007

Setinha para cima...


Os hospitais convertidos em entidades públicas empresariais viram os seus prejuízos reduzir-se em 50 por cento no primeiro semestre. Alguns, como o S. João, do Porto, deram até lucros. À partida, o ministro da Saúde está de parabéns pelos resultados apresentados. Resta agora saber se dependem da eficácia do novo modelo de gestão ou da diminuição da qualidade dos serviços prestados.
Este é o texto do PÚBLICO de hoje, incluído na rubrica "Sobe e desce", ilustrado com uma fotografia de Correia de Campos e com uma seta no sentido ascendente. Mas se, tal como é dito, não se sabe a que ou quem atribuir estes números, porquê esta "subida" que o jornal dá ao sr. ministro? Será que lhe deve favores?
Setinha a descer para o PÚBLICO...