
10 abril 2011
04 abril 2011
O Brasil e o terrorismo islâmico

Exclusivo: documentos da CIA, FBI e PF mostram como age a rede do terror islâmico no Brasil
A POLÍCIA FEDERAL TEM PROVAS DE QUE A AL QAEDA E OUTRAS QUATRO ORGANIZAÇÕES EXTREMISTAS USAM O PAÍS PARA DIVULGAR PROPAGANDA, PLANEJAR ATENTADOS, FINANCIAR OPERAÇÕES E ALICIAR MILITANTES
Khaled Hussein Ali nasceu em 1970, no leste do Líbano. Seguidor da corrente sunita do islamismo, prestou serviço militar. Depois, sumiu. No início dos anos 90, reapareceu em São Paulo. Casou-se e teve uma filha. Graças a ela, obteve, em 1998, o direito de viver no Brasil. Mora em Itaquera, na Zona Leste paulistana, e sustenta sua família com os lucros de uma lan house. Ali leva uma vida dupla. É um dos chefes do braço propagandístico da Al Qaeda, a organização terrorista comandada pelo saudita Osama bin Laden. De São Paulo, o libanês coordena extremistas em dezessete países. Os textos ou vídeos dos discípulos de Bin Laden só são divulgados mediante sua aprovação. Mais: cabe ao libanês dar suporte logístico às operações da Al Qaeda. Ele faz parte de uma rede de terroristas que estende seus tentáculos no Brasil.
Tratado como “Príncipe” por seus comparsas, Ali foi seguido por quatro meses pela Polícia Federal, até ser preso, em março de 2009. Além das provas de terrorismo na internet, a Polícia Federal encontrou no computador de Ali spams enviados aos Estados Unidos para incitar o ódio a judeus e negros. Abordado por VEJA, Ali negou sua identidade. Esse material, no entanto, permitiu que a Polícia Federal o indiciasse por racismo, incitação ao crime e formação de quadrilha. Salvou-se da acusação de terrorismo porque o Código Penal Brasileiro não prevê esse delito. O libanês permaneceu 21 dias preso. Foi liberado porque o Ministério Público Federal não o denunciou à Justiça. Casos como o de Ali alimentam as divergências do governo americano com o Brasil.
05 fevereiro 2011
10 novembro 2010
07 outubro 2010
Imagens do futuro que nos espera

Antes de lerem o que se segue, seria conveniente terem em atenção este excelente texto.
Todos (?) nos lembramos do enorme escândalo internacional que atingiu o centro mundial de estudos e pesquisa sobre as alterações climáticas, o efeito de estufa provocado pelo CO2, o alargamento dos buracos do ozono e por aí fora, há menos de um ano. Todos (?) nos lembramos da dificuldade que os seus responsáveis tiveram em negar convincentemente que as actividades do instituto adquiriram um carácter verdadeiramente mafioso, com tentáculos espalhados pelo seu tão bem-amado planeta. Desde manipulação de dados ou mesmo a sua eliminação, com vista à confirmação das “realidades” apocalípticas consequentes à” feroz e irracional exploração capitalista”, até à ameaça física aos cientistas que os contestavam, passando pela extorsão disfarçada às empresas que os não financiassem, de tudo se pôde encontrar nos arquivos que julgavam inexpugnáveis.
Ao descrédito e à desconfiança vieram somar-se os cada vez mais numerosos e patentes dados sobre a vigarice planetária perpetrada e os sempre zelosos órgãos de comunicação, quando se trata de explorar o filão d’ “o drama, a tragédia, o horror” (conforme a expressão do inigualável Artur Albarran) começaram a perceber que era melhor mudarem de esquina e de peditório, pelo menos até o burburinho acalmar e, assim, poderem começar a inverter o discurso e a retórica. As coisas, porém, não são assim tão simples, nem se ficaram nem ficarão por aqui. Se os hackers, infinitamente mais do que quaisquer dados, vieram desmascarar iniludivelmente a natureza dos “climatologistas” e afins concentrados em diferentes universidades e institutos, sustentados por chorudos subsídios oficiais e particulares, minando-lhes a credibilidade e a influência, isso não significa que os desmandos produzidos pela sua acção desapareçam tão depressa como se desejaria.
Um primeiro factor diz respeito ao facto da “ciência” ecológica ser, no primarismo dos seus pressupostos, de fácil e leve digestão - umas noçõezitas básicas de biologia, de física, acompanhados de uns quantos slogans e está formada, finalmente, a sabedoria a sério, nada daquelas coisas abstractas e secantes que nos querem impingir na escola, agora é que eles vão perceber que não brincam connosco, que a gente sabe muito bem o que quer. Em suma, uma ciência que proporciona, ao ego de quem não se quer maçar muito com isso do rigor no conhecimento e do correspondente trabalho de investigação, um curso de formação rápida em profetismo - ainda por cima, com estatuto “científico” - que o eleva acima da massa ignorante, crédula, incauta e, sobretudo, consumista como, ainda por cima, nos dá uma arma de ataque “àqueles gajos”.
Não se pode querer mais de uma ciência ao alcance de qualquer “mente razoável” e, naturalmente, bem-intencionada, senão que seja o veículo que proporciona a uns quantos serem os olhos da multidão predadora - cega, oprimida ou simplesmente cobarde e desprezível. Os “cientistas do ambiente” multiplicaram-se mais depressa do que os cogumelos, do café à internet e, inevitavelmente, foram recebidos de braços abertos pela esquerda, que, mesmo nas barbas da ASAE, aproveita tudo para derrubar o “imundo sistema capitalista”.
Mas a simples pregação da mensagem ecológica não conseguiu demover a maioria das consciências adormecidas ou renitentes em aceitar as evidências dos pecados cometidos contra a Mãe-Natureza. E , se bem que a democracia seja, por definição, o sistema assente no diálogo e o ecologista se considere a si mesmo como que o único e universal (porque tem em conta todos os seres vivos) democrata e pacifista, quando o apocalipse vem aí e a Palavra que traz a Luz por mais que se ele esforce não penetra, há que recorrer à acção directa e etc.. O “ecologista” torna-se militante, endurece o discurso e os propósitos. Há que travar o matricídio, há que cumprir a missão que a Mãe-Terra lhe confiou de a preservar inalterada e inalterável, para que, para sempre, possa continuar a dar-nos o leite e o mel. Venha a Green Peace da Humanidade eterna! Formemos “o Partido”, sejamos “os Verdes” e conquistemos o Poder, pela acção reforçaremos as nossas reivindicações nos Parlamentos!
A este primeiro factor, composto por tão altos e nobres desígnios, junta-se um outro, bem mais prosaico. As empresas criadas para produzirem e comercializarem as diferentes mercadorias “verdes”, essas, no entanto, têm continuado as suas actividades altruístas, apoiadas quase sempre pelos diferentes governos, “preocupados com o bem-estar e o futuro saudável dos cidadãos”, acompanhados por banda e foguetório eleitoralista, criando uma rede de interesses e de dependências políticas e económicas. Tais empresas, como quaisquer outras, visam fazer valer os seus produtos sobre os restantes existentes no mercado, pelo que assentam no alargamento do número de consumidores desses produtos. Nesse sentido, estão, muitas delas, em vantagem concorrencial com as “tradicionais”, uma vez que os governos se servem delas como meio de propaganda de imagem, subsidiando, por diferentes meios, esses produtos.
Em estreita ligação com os dois factores anteriormente referidos vem a “ideologia” verde, entretanto imposta às escolas pelos pedagogos de serviço desses mesmos governos. E lá se decretou a “ciência verde” como atitude a inserir na formação cívica, permitindo às crianças e aos adolescentes papaguear sabiamente uma teoria “à la Disney”, fundada em dados cuja real compreensão se encontra muito para além das suas possibilidades de análise e sistematização. E, uma vez mais, inflando e modelando um ego em construção, o ego de uma cidadania responsável. Tudo em nome do melhor dos mundos. E da, a cada dia mais facilitadora (ora, pois…!), Escola do Saber dos Dias Melhores.
Assim se logra uma educação ainda mais “harmoniosa” pela interacção entre propaganda e clientela políticas, ilusão sobre a posse de um conhecimento visionário ou, pelo menos, real, e garantia de um permanente alargamento futuro da clientela das referidas empresas que o Estado acalenta. Já há bastante tempo que um conhecido escritor de FC, entretanto falecido, escreveu um romance sobre uma tramóia mafiosa assente no alarido sobre as catastróficas e iminentes alterações da “saúde” do planeta. A rede estendeu-se, porventura, ainda mais para além do que a imaginação lho permitiu perspectivar. Estamos perante um 1984 de risonha face democrática.
Junte-se, por fim, o factor que cimenta tudo isto, aquilo que é conhecido da natureza humana e que se chama autodefesa do ego. Toda a acção desenvolvida pela dupla mistificadora constituída pelos interesses político-económicos e respectivo sucesso tem por base a fraca exigência da escola em relação ao que é uma rigorosa compreensão dos conceitos fundamentais a reter por parte dos “aprendentes” e sua organização e a preguiça generalizada quanto ao alargamento e aprofundamento de conhecimentos pela generalidade dos cidadãos. Não há democracia sem conhecimento e, por isso, não existirá democracia sem uma escola exigente. Uma escola “facilitadora” é um sinal de alarme para a ditadura que se prepara na sombra.
“Educado” na falta de rigor, no facilitismo e na indisciplina, o carácter humano tende a cair no laxismo moral e mesmo na perversidade. Agostinho da Silva, professor que, como Einstein e tantos outros, desde sempre esteve contra a escola surgida no século XVIII, considerava, no entanto, ser um dever frequentá-la. Justificava-o, lembrando que as crianças teriam, desde cedo, que compreender as noções de necessidades e deveres partilhados por todos (pais, trabalhando nas suas empresas; filhos, trabalhando nas escolas para adquirirem conhecimentos que lhes permitissem ser pessoas), para que pudéssemos viver humanamente. E, também a exemplo de outros, nesse sentido afirmou - e percebe-se muito bem porquê, face ao descalabro vivido por Portugal a este nível - que “mais importante que educar é não deixar deseducar”.
Quanto menos sabedor e pouco disciplinado no saber e na persistência da sua busca, menos se é permeável a novas ideias ou sequer à sua reformulação - na medida em que tal acarreta, inevitavelmente, uma mudança no estar e, provavelmente, no modo de ser daquele que as muda ou reformula. Assim, o militante de base do “ecologismo” tenderá a persistir cegamente no que já se viu não coincidir com a realidade. A exemplo da esquerda, na qual frequentemente milita ou de que é simpatizante e votante, faz orelhas moucas a tudo o que contrarie os seus “princípios” e a sua “ciência contestatária” (“daqueles gajos”), o seu estatuto messiânico, mesmo o que o mais elementar bom senso lhe aponte uma realidade bem diferente dos pressupostos que lhe moldam o raciocínio. Ou isso ou, por falta de norte, cai numa dolorosa desorientação para o ego e na mais que provável depressão. Reagir implica conhecer a sério e isso dá muito trabalho e exige um treino da atenção - que não tem e em que a escola, pouco rigorosa, não o iniciou suficientemente no tempo em que a frequentou.
Eis porque a bola de neve, embora abrandando, continua ainda o seu percurso destrutivo de uma verdadeira e necessária política ambiental - ninguém, por exemplo, fala dos desmandos ambientais e económicos que são permitidos à construção civil, ocupando com betão hectares e hectares de terras excelentes para a agricultura, tendo ao lado outras, pedregosas e estéreis. Porque está formado o seu núcleo, difícil de desmantelar: o que diz respeito à inércia e ao medo. E é esse núcleo, facilmente manobrável, que os poderes político e económico, numa comunhão de interesses apoiada no “prestígio universitário” que subsidiam, não descuram nem cessam de alimentar. Em nome da sua incessante e sincera luta pela vida dos cidadãos. Confirmando-a na educação que dão aos futuros cidadãos. Na escola. Sempre na escola, campo aberto à socialmente indispensável e democrática militância pelo futuro.
A que propósito vem tudo isto? A propósito desta notícia, que se pode ler na página 15 da edição do PÚBLICO do passado domingo, a qual transcrevo integralmente de seguida e que não diz respeito à Al-Quaeda:
«Campanha Mundial para cortar CO2 suspende filme polémico
O objectivo era difundir ainda mais a campanha 10:10, lançada em 2009 no Reino Unido e que convida cidadãos, empresas e outras entidades a, com atitudes simples, cortarem dez por cento das suas emissões de CO2 num ano. Mas o filme, que seria lançado nas televisões e nos cinemas, foi engavetado no mesmo dia da sua antestreia em alguns sites da Internet, na sexta-feira.
Com cerca de quatro minutos, o filme mostra inicialmente uma cândida professora estimulando os seus alunos a juntarem-se à campanha. “Não se sintam pressionados”, diz ela. Alguns dizem que não e a professora, com o premir de um botão, explode-os literalmente. A cena, misturando humor e realismo, repete-se num escritório, num treino de futebol e num estúdio de gravação.
Supostamente, o filme deveria ser visto com humor, mas assim que foi pré-publicado na net, nos sítios do diário Guardian e da campanha 10:10, choveram reacções negativas.
Ao fim da tarde de sexta-feira, o filme foi retirado do sítio da campanha e substituído por um pedido de desculpas. “Com as alterações climáticas a tornarem-se cada vez mais ameaçadoras e cada vez menos faladas nos media, queríamos encontrar um modo de trazer este assunto crítico de volta às manchetes e, ao mesmo tempo, fazer as pessoas rirem”, argumenta o texto. “Muitas pessoas consideraram o resultado extremamente engraçado, mas algumas não, infelizmente, e pedimos sinceras desculpas a quem se tenha ofendido.”
Cerca de 90 mil pessoas já aderiram à campanha 10:10. Em Portugal, onde a iniciativa arrancou este ano, há já cerca de 900 inscritos, mais duas dezenas de empresas.»
O resto é com todos nós. Como, aliás, não poderia deixar de ser.
NOTA: Uma vez mais, não tive tempo para corrigir o texto, escrito, como o anterior, de rajada. As minhas desculpas. Fica a intenção.
18 janeiro 2010
Por motivos diferentes...

18 janeiro 2009
À atenção de José Sócrates e de Cavaco Silva

Bush citou medidas na área de segurança que adoptou nos dois mandatos como presidente, como a criação do Departamento de Segurança Interna, a introdução de «novas ferramentas» para vigiar «terroristas», e as invasões do Afeganistão e do Iraque.
Segundo Bush, «pode haver um debate legítimo sobre muitas destas decisões, mas não sobre os resultados».
«Passaram mais de sete anos sem outro ataque terrorista no nosso solo» .
«O Afeganistão passou de uma nação onde os Talibãs abrigavam a (rede extremista) Al-Qaeda e apedrejavam mulheres nas ruas para uma jovem democracia que combate o terror e encoraja as jovens mulheres a irem à escola» .
«O Iraque foi de uma ditadura brutal e inimigo declarado dos Estados Unidos para uma democracia árabe no coração do Médio Oriente e um amigo dos Estados Unidos» .
Mas Bush advertiu que a ameaça de ataque aos americanos persiste: «Precisamos de manter a nossa determinação. E nunca podemos baixar a guarda».
O presidente afirmou que, assim como predecessores, enfrentou ‘revezes’, e que «há coisas que fazia de forma diferente se tivesse oportunidade». Mas que sempre agiu «tendo em mente o interesse do país».
«Segui a minha consciência e fiz o que achei ser o correcto» , afirmou.
05 janeiro 2009
O "mundo" (desabafo)

06 dezembro 2008
25 outubro 2008
Encontrado numa gaveta

11 agosto 2008
Workaholic

12 dezembro 2007
Ninguém...

18 novembro 2007
Artigo de Bruno Rascão, na Pública de hoje




