07 junho 2007
Mandaram-me isto hoje por e-mail

Desconheço o autor e o título é
Escrito por um português que não tem vergonha de o ser!
"Tenho-me mantido calado em relação ao desaparecimento ou rapto da menina inglesa, porque acho que há gente a mais a dizer alarvidades sobre o assunto.
Tenho-me abstido de manifestar a minha repugnância pelo procedimento asqueroso da imprensa inglesa em relação à actuação da polícia portuguesa, porque acho que vozes de burro não chegam ao céu.
Tenho optado por não manifestar o meu desacordo pelas conferências de imprensa que a PJ dá em inglês, num abjecto acto de subserviência em relação a esta classe de gente (e gente não é, certamente, que gente não procede assim), porque reconheço que do alto da sua arrogância, apenas têm contribuído para revelar ao Mundo a mentalidade de merda que existe por dentro daquelas cabecinhas loiras.
Agora o que não vou engolir é que um filho de puta inglês, que se diz ser o arquitecto da casa onde mora o principal suspeito, que reside em Portugal há cerca de trinta anos e não fala uma palavra de português, tenha o descaramento de criticar a GNR porque, segundo afirma o cretino, tentou dar informações pelo telefone e foi atendido por um agente que não falava inglês. Pior ainda, disse a besta com todo o ar de desdém que lhe coube naquelas fuças de porco inglês, foi quando, algumas horas depois voltou a telefonar e quem o atendeu sabia apenas algumas palavras da língua de sua majestade, a rainha da casa da maior pouca vergonha a que o Mundo assistiu nos últimos anos.
Estes ingleses não se mancam, mesmo.
Estes ingleses merdosos, que já no tempo da guerra afirmavam que a Europa estava completamente isolada pelo nevoeiro, estes ilhéus provincianos que em pleno século XXI continuam a conduzir fora de mão e a alimentar uma realeza de putaria, estes negreiros sem vergonha que espalharam e deixaram escravatura e racismo pelos quatro cantos do Mundo, estes arruaceiros de merda que espalham o terror pelos campos de futebol da Europa, têm o topete de viver trinta anos num país que lhes oferece um sol radioso, como eles nunca imaginaram existir, sem se darem ao trabalho de aprender uma palavra da nossa língua, ainda têm tempo de antena num canal de televisão nacional para falarem mal de nós?
Mas afinal que trampa de república de bananas é esta, que beija a mão a quem nunca respeitou um aliado, que parece ter esquecido o célebre mapa cor-de-rosa, com que nos roubaram metade de África, e fica impávida e serena, a ouvir os desabafos destes alarves, sem ao menos um protesto oficial.
Por onde é que anda o "gasolineiro" de Boliqueime quando a honra do país necessita ser defendida?
Onde é que está o "inginheiro" feito à pressa, sempre tão lesto a acariciar os "tomates" aos amigos trabalhistas?
Já não resta nem um pouco do orgulho nacional?
Depois admiram-se que meia dúzia de gatos-pingados, apreciadores de concursos televisivos, reabilitadores de apresentadeiras escorraçadas da política, façam do maior ditador do século vinte, o maior português de sempre.
Ao fundo com a Inglaterra e puta que pariu os ingleses!"
Tenho-me abstido de manifestar a minha repugnância pelo procedimento asqueroso da imprensa inglesa em relação à actuação da polícia portuguesa, porque acho que vozes de burro não chegam ao céu.
Tenho optado por não manifestar o meu desacordo pelas conferências de imprensa que a PJ dá em inglês, num abjecto acto de subserviência em relação a esta classe de gente (e gente não é, certamente, que gente não procede assim), porque reconheço que do alto da sua arrogância, apenas têm contribuído para revelar ao Mundo a mentalidade de merda que existe por dentro daquelas cabecinhas loiras.
Agora o que não vou engolir é que um filho de puta inglês, que se diz ser o arquitecto da casa onde mora o principal suspeito, que reside em Portugal há cerca de trinta anos e não fala uma palavra de português, tenha o descaramento de criticar a GNR porque, segundo afirma o cretino, tentou dar informações pelo telefone e foi atendido por um agente que não falava inglês. Pior ainda, disse a besta com todo o ar de desdém que lhe coube naquelas fuças de porco inglês, foi quando, algumas horas depois voltou a telefonar e quem o atendeu sabia apenas algumas palavras da língua de sua majestade, a rainha da casa da maior pouca vergonha a que o Mundo assistiu nos últimos anos.
Estes ingleses não se mancam, mesmo.
Estes ingleses merdosos, que já no tempo da guerra afirmavam que a Europa estava completamente isolada pelo nevoeiro, estes ilhéus provincianos que em pleno século XXI continuam a conduzir fora de mão e a alimentar uma realeza de putaria, estes negreiros sem vergonha que espalharam e deixaram escravatura e racismo pelos quatro cantos do Mundo, estes arruaceiros de merda que espalham o terror pelos campos de futebol da Europa, têm o topete de viver trinta anos num país que lhes oferece um sol radioso, como eles nunca imaginaram existir, sem se darem ao trabalho de aprender uma palavra da nossa língua, ainda têm tempo de antena num canal de televisão nacional para falarem mal de nós?
Mas afinal que trampa de república de bananas é esta, que beija a mão a quem nunca respeitou um aliado, que parece ter esquecido o célebre mapa cor-de-rosa, com que nos roubaram metade de África, e fica impávida e serena, a ouvir os desabafos destes alarves, sem ao menos um protesto oficial.
Por onde é que anda o "gasolineiro" de Boliqueime quando a honra do país necessita ser defendida?
Onde é que está o "inginheiro" feito à pressa, sempre tão lesto a acariciar os "tomates" aos amigos trabalhistas?
Já não resta nem um pouco do orgulho nacional?
Depois admiram-se que meia dúzia de gatos-pingados, apreciadores de concursos televisivos, reabilitadores de apresentadeiras escorraçadas da política, façam do maior ditador do século vinte, o maior português de sempre.
Ao fundo com a Inglaterra e puta que pariu os ingleses!"
Na sequência do que escrevi logo num dos primeiros posts que publiquei, subscrevo em grande medida. E relembro o que José Mourinho dizia, há uns dias, numa entrevista a um canal de televisão: "Neste país (Inglaterra), ou nos suicidamos (devido à pressão xenófoba, para não dizer racista, verdadeiramente selvática, da comunicação social e não só) ou nos adaptamos. Ora como eu não penso suicidar-me..."
Aproveito, já agora, para chamar a atenção para este post de Range-o-Dente.
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Hmm...?!

Contaram-me hoje o seguinte:
Face aos maus resultados registados entre os alunos de Matemática em Israel, o governo comprou todos os manuais da disciplina editados no mundo e decidiu-se por adoptar o que é utilizado em Singapura, país que apresenta o melhor aproveitamento escolar nesta área.
Singapura, hmm...?!
Israelitas, hmm...?!
05 junho 2007
Entendamo-nos!
René MagritteA existência de um curso superior denominado por Ciências da Educação supõe que elas existam, isto é, que constituam um saber específico e creditado ao nível de quaisquer outros que são ministrados em Universidades.
Daí se depreende a obrigatoriedade, determinada desde há muitos anos pelos sucessivos ministérios da Educação, de qualquer licenciado num ramo científico possuir e obter aprovação numa formação complementar de dois anos em matérias pedagógicas, se quiser ingressar na carreira docente. Com isto, pretende-se que a leccionação que venha a realizar assente em bases sólidas, provindas de conhecimentos especializados.
O facto de alguém possuir um conjunto de conhecimentos especializados pressupõe que ele conheça, melhor do que todos aqueles que os não possuem, as formas adequadas de trabalhar nessa área e de resolver os problemas que lhe são inerentes. Eu, por exemplo, que não sou engenheiro, não me possso arrogar de ser capaz de resolver, ou sequer avaliar, as questões que se colocam nesse âmbito.
Um engenheiro, porém, não lida com o mesmo tipo de materiais com que lida um professor. Um calhau, por menos aprendente que seja, possui um grau de complexidade nas variáveis que determinam o seu comportamento infinitamente superior, por exemplo, às ligas de materiais com que um engenheiro trabalha. O que torna o ofício de mestre-escola simultaneamente mais difícil e ainda menos avaliável por não-especialistas do que o ofício de engenheiro.
Se a ponte cai, bem!, pergunta-se pelo irresponsável que planeeou a obra, ou pelos que estiveram à frente da sua execução e fiscalização; e se, por acaso, o falhanço se deveu a micro-estruturas internas dos materiais impossíveis de detectar ou a qualquer outra coisa desse tipo, engole-se em seco e reconhece-se a contingência geral da vida e do género humano (afinal, "viver é não conseguir", como dizia o Pessoa).
No caso do professor, porém, a coisa é muito mais complicada, na medida em que o aluno possui uma vontade e que, no que respeita às estruturas que determinam a sua formação e aos caminhos que escolhe, a escola e a acção do professor estarão muito longe de serem as mais importantes. A avaliação do trabalho que um professor desenvolve com um aluno ainda mais difícil se tornará, assim, por parte de quem não esteja documentado nem possua formação em algo de tão complexo. A começar pela avaliação a fazer pelos próprios pais, possuidores de um saber pedagógico ao nível do mero senso-comum, segundo o que a existência de umas Ciências da Educação permite concluir. E isto na melhor das hipóteses, quer dizer, quando eles sequer possuam conhecimentos científicos ao nível do que a escola exige aos seus filhos.
Tudo o que disse atrás me leva, portanto, a concluir que ou o Ministério da Educação, ao determinar a obrigatoriedade de uma avaliação aos pais pelos professores, está a reconhecer implicitamente que não existe ciência em matéria de educação, mas apenas alguns conjuntos de técnicas, mais ou menos coerentes e ao alcance da compreensão de qualquer elemento da espécie humana, que as aplicará diferentemente consoante as variáveis que as circunstâncias apresentem - e então deverá extinguir o curso; ou que, caso contrário, deverá reforçar a autoridade dos professores em matéria de avaliação e o consequente nível de exigência aos alunos.
Ou, quem sabe!?, ambas as coisas.
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01 junho 2007
Coisas que não percebo 2

Aqui há uns tempos atrás, o prémio do Euromilhões chegou aos 111 milhões euros, o maior de sempre para um jogo deste tipo. Pela mesma altura, noticiava-se também o montante, ligeiramente inferior, que atingiria a construção do Metro do Porto.
Hoje veio à baila, nos telejornais da hora do almoço, a divulgação oficial, feita pelo Tribunal de Contas, de que terão sido gastos ilegalmente, pelo Estado, 700 milhões. Interrogado pelos jornalistas sobre o que teria a dizer sobre o assunto, o sr. Ministro das Finanças desvalorizou-o, esclarecendo que esses 700 milhões representam apenas 1% do total do orçamento e que constituem até um avanço no rigor da administração pública.
As contas são simples de fazer: o dinheiro gasto de forma ilegal daria, pelos vistos, para construir sistemas de transporte subterrâneos pelo menos em seis das principais cidades portuguesas e ainda sobraria dinheiro para fazer um sétimo, mais pequeno - em Ranholas ou em A-dos-Cabrões, por exemplo.
Não consigo, por isso, perceber se o sr. Teixeira dos Santos percebe aquilo que disse.
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Teixeira dos Santos
30 maio 2007
Sem título

"... será que não faremos senão confirmar
a incompetência da América católica,
a incompetência da América católica,
que sempre precisará de ridículos tiranos?!"
Caetano Veloso, Podres Poderes
http://www.youtube.com/watch?v=WSqer0lVy7s
Caetano Veloso, Podres Poderes
http://www.youtube.com/watch?v=WSqer0lVy7s
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29 maio 2007
Mentalidades...!
(imagem retirada de http://rindodospoliticos.blogspot.com)Disseram-me que, logo depois do 25 de Abril, podia ler-se nas paredes de muitas estações de caminho-de-ferro: "Abaixo as carruagens de primeira!". Um amigo de quem mo disse, recém-chegado de França, terá comentado: "Aqui está bem patente a mentalidade do povo português! Escrevem 'Abaixo as carruagens de primeira!' em vez de escreverem 'Abaixo as carruagens de segunda!'. Estamos tramados!".
Passados 32 anos, como os Centros de Saúde não estão suficientemente apetrechados, fecham-se. Como não há possibilidade de pagar tantas reformas, deixa-se os velhos em maior perigo de morrer. Como o esforço necessário para desenvolver o interior é maior do que continuá-lo no litoral, concentra-se quase tudo neste.
Estamos tramados!!!
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28 maio 2007
Coisas que não percebo 1

É do domínio público e da observação quotidiana que o número de filhos por casal em Portugal tem vindo a descer desde há muitos anos. Neste momento é 1,qualquer coisa, salvo erro.
A sra. Ministra da Educação nem sequer é engenheira, é mesmo socióloga e, portanto, sabe-o.
O Ministério que dirige aumentou para seis o número de anos durante os quais um manual deverá ser de uso obrigatório pela escola que o adoptou.
A justificação para essa medida assenta na necessidade de poupar as famílias às despesas excessivas com o material escolar, que assim poderia passar de irmão para irmão; e, secundariamente, para os professores poderem trabalhar melhor os manuais.
Terá a sra. Ministra informações sobre, por exemplo, alguma tendência, espontânea ou induzida, da população para se agregar segundo um escalonamento etário dos seus descendentes e, quem sabe, criar até Comissões de Prédio (ou quaisquer outras unidades habitacionais) para a Utilização de Manuais Escolares? Ou registos de qualquer planificação temporal de nascimentos entre os diferentes membros de uma ou mesmo de diferentes famílias, associações culturais ou clubes desportivos locais, etc., nesse sentido por todo o país? Por mim, confesso, a esse respeito, uma total ignorância e desconhecimento.
Quanto aos professores penso que, se achassem que deveriam trabalhar melhor o manual por eles próprios seleccionados, bastar-lhes-ia escolhê-lo uma segunda vez. Digo eu, não sei.
Nisto tudo apenas consigo ver como únicos verdadeiramente beneficiados os editores escolares, os quais garantem o escoamento do seu produto, e os consequentes ganhos, por um prazo significativamente mais alargado.
Vejo, mas não acredito.
26 maio 2007
E não se pode exterminá-los?!

"Acham que procederam bem, deixando os vossos filhos sozinhos enquanto jantavam?": a pergunta feita pela jornalista ao casal, durante uma peça transmitida no jornal de hoje, à hora do almoço, na RTP1, justificaria, a meu ver, não apenas a recusa de continuar a entrevista por parte daqueles, como - pelo menos! - a expulsão da mesma a pontapé. Justificaram-se os pais, com a maior dignidade, dizendo que não precisavam que lhes fizessem perguntas daquelas, porque ninguém se pode sentir mais responsáveis por tudo do que eles próprios.
É difícil ser-se mais perverso, mais abjecto, descer-se mais baixo do que acontece com 90% da "comunicação social" a que estamos sujeitos! Diria mesmo que é dos problemas mais graves do nosso tempo!
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24 maio 2007
Idoneidades...!

No PÚBLICO de domingo faz-se uma chamada de atenção, na contra-capa, para uma peça jornalística inserida na pág. 20. A mesma refere-se àquilo que a referida chamada de atenção já adianta, a saber: à "depredação urbanística que vandalizou as paisagens de Espanha", devido à publicação, dez anos atrás, da "Lei dos Solos que permitia às autarquias converter com toda a facilidade terrenos rústicos em terrenos urbanizáveis". A publicação desta lei gerou uma "crise política alimentada por intermináveis casos de corrupção".
O comentário desde logo possível a esta notícia é o de que os detentores do chamado "poder local", aqueles que estão mais próximos das populações e que elas, em teoria, melhor deveriam poder conhecer e controlar, parecem afinal estar tão impunes a esse controlo como os órgãos nacionais - ou até talvez mais. Se, além disso, compararmos o procedimento desses autarcas com os de outros países - os do Norte da Europa, por exemplo, em que o sentido de responsabilidade e de comprometimento com o real desenvolvimento do país é um facto tão evidente como a economia e as condições de vida que os seus governantes e dirigentes conseguiram gerar ao longo de umas poucas décadas -, então a actuação dos autarcas espanhóis (e, ao lado, a dos seus colegas lusos) é demonstrativa de um comportamento cívico e político alarmantes.
A descentralização admnistrativa é uma medida que, hoje em dia, quer a direita quer a esquerda propõem como suas, face às necessidades inerentes aos novos tempos. A prova é que tendo a lei sido publicada pelo governo do PP, os socialistas não a mantiveram em vigor. Os problemas referir-se-ão sempre, por isso, não à ideologia dos candidatos, mas à sua idoneidade moral.
Mas ainda há mais: a chamada de atenção que envia para a peça informativa encontra-se na rubrica "Sobe e Desce" de diferentes personalidades e instituições e, como seria natural, na coluna com a setinha para baixo. O que é curioso é o PÚBLICO haver inserido nela uma fotografia, não de qualquer autarca ou da sede de uma qualquer respectiva associação proeminente... mas do anterior primeiro-ministro!
Duas perguntas se põem de imediato.
A primeira: se Aznar fez a lei que Zapatero manteve e sobre a qual Juan Carlos nada disse, porque é que é Aznar que está em queda?
A segunda: qual é a idoneidade dos responsáveis pelo PÚBLICO?
NOTA- Já agora: nunca gostei do Aznar por aí além.
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23 maio 2007
A escola da tolerância e do desenvolvimento harmonioso
Na sexta-feira passada, na sala de espera do Hospital Egas Moniz, onde um familiar meu havia sido internado, encontrei um puto daqueles de que a gente diz que gostaria de ter como filho, neto, vizinho... Melhor dito, ele encontrou-me. Curioso, de raciocínio rápido, com um excelente sentido de humor, comunicativo até à exaustão, informado de tudo um pouco, incrivelmente afável. Ficámos amigos, é claro, ele propôs-se para, no dia seguinte, levar o tabuleiro de xadrez para uma partidinha e eu , emprestar-lhe um livro de BD. Assim foi. No meio do turbilhão dos assuntos abordados veio à baila, inevitavelmente, a escola. Bem, 5º ano, mas tinha mudado de escola a meio do ano: "Fui vítima de bulling".
- Foste vítima de quê?!
- De bulling. É aquilo... os outros alunos agrediam-me. Por isso, tive que mudar de escola. A minha mãe mudou-me, na escola disseram-me que era melhor eu mudar -diz-me ele com ar conformado.
- Olha lá, então e os outros, os que te chateavam? Ficaram?! Esses é que estavam lá a mais, acho eu! Eles é que deviam sair, ou não é?! Então não sabias quem era, ninguém sabia quem era?
- Oh! Pois! Mas não dava... Mesmo dentro da aula e tudo... Atiravam-me borrachas, lápis, depois não se sabia quem é que o tinha feito... Foi melhor assim. E eu até gosto mais desta escola. Fica é mais longe de casa. Agora, por causa do meu pai estar aqui, é que não dá muito jeito..
Hoje, num dos telejornais da hora do almoço (mas disseram-me que o assunto veio à baila noutras estações) referiu-se o caso de um aluno de uma escola do norte do país, que está há mais de dois meses em casa, com uma crise depressiva. O rapaz, que teve que ser submetido a tratamentos devido a (segundo me pareceu) um tumor cerebral e sofre de deficiência auditiva grave, era perseguido por colegas que lhe gritavam ao ouvido: "Surdo!", e "Porco!", por não poder utilizar os balneários. Foi aconselhado à mãe da criança que a mudasse de escola, nem sequer de turma!
Há uns tempos atrás, a minha sobrinha, aluna do 1º ano, foi gozada pelas colegas porque estava... a vomitar. A professora, pedagogicamente, admoestou-as brandamente: que isso é feio...
É esta a escola, centrada no aluno, promotora dos valores da cidadania, da justiça, da democracia? Ou a que mais profundamente deseduca e nega esse mesmo sentido?
Valha-me seja lá quem for, que já não se aguenta tanta estupidez, tanta hipocrisia, tanto pavão inchado de pedagogia!!!
Valha-me seja lá quem for, que já não se aguenta tanta estupidez, tanta hipocrisia, tanto pavão inchado de pedagogia!!!
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19 maio 2007
Atã pois...!

Dizia, dois dias atrás, um elemento (feminino) do governo de Israel, que o novo foco de conflito em Gaza só foi possível pelo facto de os países ocidentais encararem a situação de permanentes escaramuças e atentados na zona fronteiriça do país como normal.
E então?! A senhora não sabe que o judeu, para o ocidental o reconhecer na sua condição, tem que estar sempre a jeito de levar, pelo menos, uns calduços de vez em quando?
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Guterres e o pântano

Segundo a mais recente sondagem da Universidade Católica, se houvesse hoje eleições, o PS voltaria a ganhá-las, agora com 46%.
O desempenho do primeiro-ministro, porém, obtém a classificação de 10.1, numa escala de 0 a 20. Os dirigentes máximos da oposição, nem à positiva chegam.
A melhor classificação conseguida por dirigentes políticos nacionais em lugares de topo é a do novo presidente de todos os portugueses, com... 13,qualquercoisa!
Antóno Guterres foi enganado em toda a linha pelos portugueses, até mesmo no motivo que o levou à saída definitiva.
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16 maio 2007
A pornografia como problema filosófico
Nude on a table, John CurrinDois vídeos do filósofo brasileiro Paulo Ghiraldelli (http://www.ghiraldelli.pro.br/):
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Conhecem?
Filomena Moretti, nascida em 1973, em Sassari, na Sardenha. Tudo o mais que se acrescente é irrelevante. Ouçam-na! Em CD, no canal Mezzo: Albeníz, Villa-Lobos... Agora, chiuuuu!http://www.youtube.com/results?search_query=Filomena+Moretti
Os rejeitados
O PS escolheu António Costa - derrotado, há uns anos, em Loures - para candidato à Câmara de Lisboa. O PSD, Fernando Negrão, derrotado em Setúbal. O PCP e o BE, os do costume, desde sempre claramente rejeitados pela população. O PP, ainda não se sabe, mas também não se vislumbra que personalidade "de peso" possa apresentar. Helena Roseta durou um mandato em Cascais e continua a desgraça do costume.
Pobres lisboetas! Pobre país!
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Tourada total
14 maio 2007
Esta não me sai da cabeça!

Cheguei agora a casa e comecei a ver o Prós e Contras, onde se afirma que, muito provavelmente, a menina inglesa terá mesmo sido raptada por uma rede pedófila, um dos membros da qual se acoita, muito bem instalado, no Algarve, depois de ter sido condenado no seu país, Reino Unido, por crime de mutilação sexual.
Ainda anteontem (?), o criminologista de serviço do telejornal do Canal1 afirmava que existem 150 pedófilos ingleses assinalados em território português pela PJ, que, no entanto, não foi informada do facto pela polícia britânica, obviamente conhecedora do facto.
Limito-me a deixar aqui uma dolorosa interrogação: a de saber se as crianças portuguesas estarão em condições de satisfazer o mínimo legitimamente exigível pelo pior dos súbditos de Sua Eterna Majestade.
A bem do turismo e da hierarquia que Deus estabeleceu entre os homens.
A bem do turismo e da hierarquia que Deus estabeleceu entre os homens.
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08 maio 2007
Novo vómito

Desta vez, pela crueldade como a comunicação social portuguesa foca e acentua a responsabilidade dos pais da menina inglesa desaparecida. E, já agora, para o reafirmado tom xenófobo da das terras de Sua Majestade, pindérica deserdada do império.
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06 maio 2007
Desta vez, a Câmara de Oeiras

Ao fundo da página 27 do PÚBLICO de hoje, insere-se a seguinte notícia:
"Há, na forma de estar do dr. Isaltino Morais, sempre um olhar para o amanhã, o que me é grato, porque acho que este país perde tempo demais a olhar para ontem. Desse ponto de vista, tenho aprendido alguma coisa." A declaração, que consta de uma entrevista de duas páginas publicada na última edição do boletim municipal de Oeiras, pertence a Emanuel martins, um dos dois vereadores que o PS tem na Camara de Oeiras.
O autarca aceitou no ano passado os pelouros oferecidos por Isaltino Morais, juntamente com o seu companheiro de lista Carlos oliveira, e desempenha, também por convite de Isaltino, o lugar de presidente do conselho de administração da empresa intermunicipal Laboratório de Ensaios de Materiais de Obras.
Na entrevista ao boletim municipal Oeiras Actual, Emanuel Martins afirma que, "mesmo correndo o risco de ser criticado", quer "dizer exactamente" aquilo que sente. E que sente, garante, é uma "surpresa" na sua experiência de trabalho com Isaltino. "A pessoa que eu conheci está diferente e confesso que para melhor, do ponto de vista funcional", salienta. "(...) superou a expectativa que tinha quando decidimos aceitar pelouros, opinião que é partilhada pelo meu colega de vereação", acrescenta.
Nas últimas eleições Martins foi o cabeça de lista do PS e grande parte da sua campanha assentou no ataque a Isaltino Morais por estar acusado de corrupção pelo Minstério Público.
Na sequência do artigo de opinião de Pacheco Pereira a que me referi ontem, faço ainda notar que:
-Não é este, longe disso, o primeiro mandato de Emanuel Martins como vereador da Câmara Municipal de Oeiras;
-Foi o PS quem, através de Martins, viabilizou este executivo de Isaltino, como lembrou Marques Mendes na semana passada a Judite de Sousa, a propósito do diferente posicionamento dos socialistas em relação a Carmona Rodrigues, o qual, contrariamente a Isaltino Morais, não só não foi acusado formalmente, como, a vir a sê-lo, o será por motivos bem menos graves do que os deste;
-Por razões desconhecidas, o Partido Socialista nunca nomeou candidatos de peso para a disputa de uma das câmaras mais importantes do país, nem sequer quando, anos atrás, Isaltino se encontrava politicamente mais fragilizado.
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