24 agosto 2007

O assédio...

... sexual de que Macário Correia é acusado por um funcionária superior da Câmara de Tavira, surge num momento de assédio ao poder dentro do PSD. O caso tem, só por isso, fora o resto que é relatado no Diário de Notícias sobre o assunto, contornos nebulosos. Mas, lá por isso, não se resiste ao sentido de humor deste post!

Contrariamente à opinião da maioria...

... penso que os Gato Fedorento deixam muito a desejar como humoristas. Mas, de vez em quando, têm uma arrancada das (muito) boas. É o caso deste texto de Ricardo Araújo Pereira, publicado na revista Visão, de que tive conhecimento via Caldeirada de Neutrões (pensava eu - ver caixa de comentários).

23 agosto 2007

Razões deste post


Miguel Portas publicou ontem o seguinte texto:
Noticia o DN a execução da 400ª sentença de morte dos últimos 30 anos em Huntsville, Texas.A senhora Michelle Lyons, do departamento de justiça criminal, afiança tratar-se de “uma cidade muito simpática” onde vivem, pasme-se, “professores, artistas, reformados e estudantes”.Dave Atwood, da coligação para a abolição da pena de morte, pensa de modo bem diferente. Segundo este advogado, “os texanos parecem ter uma relação de amor com a pena de morte”. Agora percebo melhor o texano dos texanos, G.W.Bush. No fundo, lá bem no fundo, é tudo uma questão de amor…

Deixei-lhe hoje, à porta, este recado:
"Caro Miguel Portas:
Não se iluda. Se fizesse um inquérito de rua sobre o assunto no Portugal do século XXI…
A sério, nunca lhe passe pela cabeça propor um referendo sobre a pena de morte, está bem?
É que se o Vasco Graça Moura decidir fazer um poema sobre o assunto, bem… estamos num país de poetas, sabe disso.
Só para para evitar equívocos: sou absolutamente contra a aplicação da pena de morte.
Mas, lá por isso, não utilizo o meu ponto de vista para fabricar maniqueísmos políticos."
Fi-lo com algum desgosto.
Daí este post.

22 agosto 2007

O caso das borboletas trapalhonas


É este o título do texto de Vasco Graça Moura (de quem não gosto particularmente) publicado no Diário de Notícias de hoje e que transcrevo parcialmente de seguida:
O nº 3 do artº 255 do Código de Processo Penal manda fazer exactamente o contrário daquilo que a GNR fez no caso dos transgénicos: em flagrante delito, primeiro procede-se à detenção e, se o procedimento criminal depender da queixa e esta não for apresentada, depois é que a detenção é levantada.
A GNR não deteve ninguém. O ministro da Administração Interna ignorou a questão do flagrante delito!
A GNR identificou seis pessoas. Deixou escapar uma dezena de criminosos estrangeiros, mascarados e surpreendidos em flagrante delito, apesar de se dever pensar que 18 dos seus agentes deviam chegar para deter e identificar a horda. (…)
A destruição de uma coisa de valor elevado é um crime de dano qualificado. O artº 202 do CP diz-nos que o valor elevado, aqui, é o que excede 50 unidades de conta, ou seja, actualmente 4800 euros.
O ministro não explicou como é que a GNR pode ter avaliado no local se o valor da coisa danificada era ou não elevado… mostrou-se candidamente convencido de que a GNR percebe mais de áreas de milho, de toneladas produzidas e de cotações no mercado, do que do cumprimento dos seus próprios deveres.
Esqueceu-se ainda de que só foi destruído um hectare, mas a plantação tem mais 49. dando de barato que a horda obedeceu à GNR e cessou as malfeitorias logo que intimada por ela (ministro dixit), torna-se evidente que, sem a intervenção da autoridade, a destruição teria sido levada a toda a propriedade.
Logo, estar-se-ia sempre, pelo menos, perante a forma tentada de um crime de destruição de coisas de valor consideravelmente elevado.
E isto, para não falar de outras tipificações penais em que vários factos poderiam ser subsumidos, como as de instigação pública ao crime, apologia pública desse crime, participação em motim, ou incitamento à desobediência colectiva.(…)
As espertezas saloias não ficam por aqui. O ministro da Agricultura precipitou-se a garantir o apoio do Estado ao proprietário.
Luís Grifo, o técnico que presta assistência àquela plantação de milho, dissera à Lusa que a parcela destruída deveria produzir cerca de 30 toneladas.
Mas o ministro da Agricultura pôs-se a engrossar rapidamente umas contas para concluir que 17 toneladas de milho esperado deveriam corresponder a um prejuízo de uns 3900 euros!
Assim, o primeiro e prestimoso apoio do Estado consistiu em barbear nada menos de 13 toneladas à normal expectativa do produtor…
Porquê? Porque era preciso fazer tudo para se ficar muito abaixo dos 6900 euros, que excederiam o valor elevado de que fala o artº 213 do Código Penal. De outro modo, a GNR ficava logo em xeque.(…)
Na sua arrogância, o Governo achou que não precisava de fazer mais do que um comunicado pateta.
Mas o PR deu-lhe um puxão de orelhas a doer, afirmando que quem tem o poder de fazer cumprir a lei não pode deixar de utilizá-lo.(…)
E Sócrates mostrou até que ponto é medroso. Não tem só medo de ir à Madeira, que é uma parte integrante do território nacional onde ele não ousa pôr os pés. Tem medo de aparecer a dar a cara perante os portugueses.(…)
Foi por isso que o Governo pôs dois ministros a fazerem assim uma figura de de borboletas desastradamente esvoaçantes e caricatamente trapalhonas..

21 agosto 2007

Continuando a blogar...


... encontrei dois posts - este e este - com muito interesse e, o que é bastante importante, escritos com (bom) humor.

Andres Segovia: Heitor Villa-Lobos e J. S. Bach



O chefe recomenda...

Arcimboldo


... os pitéus abaixo indicados:
- no 31 da Armada, este e também este;
- no Caldeirada de Neutrões, este;
- no Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos , este;
- n' O Jumento, este.

20 agosto 2007

A ser verdade...


Na segunda página do jornal Associação, editado pela Associação Portuguesa de Deficientes, que me deram hoje a ler, chama-se a atenção para o facto da proposta de Lei de Aposentação do Governo não contemplar nenhum regime de excepção para pessoas com deficiência.
A ser verdade, não há que temer as palavras: um governo que propõe algo deste calibre não passa de um bando de canalhas, a quem deveriam ser retirados todos os direitos políticos.

Ainda Luciana Souza: cantando Neruda e com a Maria Schneider Orchestra



A descobrir: Luciana Souza e Romero Lubambo

19 agosto 2007

Já agora...

Henri Rousseau, O sonho
... quero referir este e mais este post publicados no Outra Margem. Tratam de um tema muito caro ao já falecido grande físico e autor de textos de ficção científica Fred Hoyle, para o qual chamo frequentemente a atenção de quem me ouve. Pela oportunidade e pela clareza dos textos, um abraço de parabéns ao Alf.

Tinha de dizer isto!


O energúmeno representante de qualquer coisa verde que acabei de ouvir no telejornal da 2 afirmou que não houve violência por parte dos “ecologistas”, que se “limitaram a destruir” parte da plantação de milho transgénico, abandonando o local quando as autoridades a tal os intimaram. Violência “até certo ponto compreensível”, continuou a aberração, foi a do comportamento do agricultor e dos amigos, por questões “emocionais”. E não vê a necessidade de abrir um inquérito público por causa de uma coisa destas.
E se calhar ainda há quem diga que é um gajo bem intencionado!

Hoje não faço um...


... volto amanhã.

16 agosto 2007

Será do Simplex?


A comunicação social portuguesa que, no ano passado, noticiava o simples acender de um fósforo, raramente nos deu, até agora, o espectáculo de um incendiozito em Portugal. Só na Europa e nos Estados Unidos.
Tch! Tch!...

Avante circular


Encontrei hoje na minha caixa do correio um folheto da próxima festa do Avante!. Folheto em que se anunciam coisas tão interessantes como uma homenagem ao Frank Zappa que, aqui há uns anos, era não um autor "cuja obra, para além de invulgarmente extensa e extraordinariamente multifacetada, possui ainda várias outras características que a tornam única no panorama musical da segunda metade do séc. XX", mas mais uma anarquizante personagem da cena do espectáculo burguês, destinada a afastar os jovens da revolução. E em que Sam the Kid, debitador de discursos machistas e reaccionários de um primarismo confrangedor, é incluído nas cabeças de cartaz.
A esquerda (toda ela) é hoje uma mosca tonta em volta de um pedaço de qualquer alimento que lhe permita o prolongamento do estertor próprio do fim a que se condenou.

15 agosto 2007