14 setembro 2007

Esta...


... tem muita piada!

13 setembro 2007

Ainda a visita do Dalai Lama


Quem conhece um pouco de budismo sabe que o termo "irrelevante", aplicado pelo Dalai Lama à decisão do governo e do presidente da república portuguesa de não o receberem, exprime exactamente o que ele sente e pensa, que não se trata de uma forma de contornar algo que lhe é politicamente inconveniente, de responder com o reverso da mesma moeda ou de disfarçar uma humilhação pessoal.
O primeiro-ministro, a sua equipa governativa e o presidente de todos os portugueses deram-se assim a si próprios, por reflexo das suas acções, a maior bofetada das suas vidas.
E tanto maior quanto nem sequer a sentiram.

Criou-ma m'nha menzinha p'ra isto...!


Ah! A China...!
Ah! Que falta de paciência...!!!

Tás porreiro?


Frases que talvez possam mudar o mundo

"Jornalista: Porque é que veio a Portugal?
Dalai Lama: Porque me convidaram e me deram um bilhete."

12 setembro 2007

Já agora...

Goya, Feiticeiras

... e como diz o Rodrigo Moita de Deus...

10 setembro 2007

Dúvidas minhas


Na entrevista a que aludi ontem, dada pelo coordenador da comissão do livro escolar da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros e "representante daquela que é ainda é a maior editora escolar, a Porto Editora", Vasco Teixeira, o mesmo responde à pergunta "As movimentações no mundo editorial alteraram o terreno?", dizendo: "Temos concorrentes mais capazes, mais dinâmicos, mais fortes. Isso é bom. Acho que o engº Paes do Amaral [proprietário da Texto Editora e da ASA] se apercebeu de uma oportunidade de concentração que não existia. A Porto Editora deu o mote à concentração quando, em 2002-2003, comprou a Areal e a Lisboa Editora. Só não comprámos mais porque não é fácil sem ir à Autoridade da Concorrência, por causa da burocracia que implicava".
Para aqueles que desconheciam o facto, o engº Paes do Amaral decidiu recentemente investir no mercado livreiro escolar. O homem será suicida?

No primeiro dia em que foi noticiada a abertura de (salvo erro) duzentas e tal novas creches nos próximos anos, referiu-se o facto de o número das que já encerraram ser substancialmente superior, (salvo erro) trezentas e tal. Nos dois dias seguintes, já não ouvi nada.
Estarei a ensurdecer com a idade?

09 setembro 2007

Uma anedota que me enviaram ontem



Um bebedolas entra num bar e pede ao balcão três cafés.


- Três cafés? - Pergunta, atónito, o empregado.


- Sim, um para mim, outro para ti e outro prá puta da tua mãe.


No dia seguinte, o mesmo bebedolas repete o mesmo pedido, no mesmo café e ao mesmo empregado:


- Três cafés...


- Três?...


- Sim. TRÊS... Um para mim, outro para ti e outro prá puta da tua mãe.


Desta vez o empregado "passou-se", saiu do balcão, agarrou no bebedolas e deu-lhe uma sova e peras!


No dia seguinte, todo entrapado, o bebedolas vai na mesma ao café, dirige-se ao balcão e o empregado com um sorrisinho cínico pergunta-lhe:


- Então, três cafezinhos, não é verdade?...


- Não, responde o bebedolas, só dois: um para mim e outro prá puta da tua mãe! Pra ti não, porque o café "altera-te" o sistema nervoso...

08 setembro 2007

07 setembro 2007

Para que não se diga que eu só digo mal...!

René Magritte

A responsável pela mais abjectamente incompetente e arrogante equipa política do Ministério da Educação desde há, pelo menos, quatro décadas, Maria de Lurdes Rodrigues, afirmou que não lhe compete a si nem ao ministério resolver o problema dos professores desempregados.
Pela primeira vez, a ministra tem razão! Mas disse uma meia-verdade! A sério, a sério, nem a meia chegou...
Neste texto com que dei via Range-o-Dente (tem andado ausente, homem!), explica-se um dos bocadinhos de verdade de que ela não falou. Da outra, encarregar-me-ei, tanto quanto saiba e possa, dentro dos próximos dias. É que o trabalho já começou a apertar...

06 setembro 2007

Comentário

Turner, Naufrágio
A este texto de Miguel Portas, hoje publicado...
Justiça em mar, julgamento em terra
A 7 de Agosto, algures entre a costa tunisina e a ilha italiana de Lampedusa, dois pescadores tunisinos, regularmente inscritos no departamento marítimo de Monastir, socorreram em alto mar 44 imigrantes sem papéis, entre os quais 11 mulheres e duas crianças, pouco antes da barca em que iam se afundar. Recolhidos, os pescadores levaram-nos até porto seguro, em Lampedusa.
Por causa disto, os sete homens que constituíam a equipagem das duas embarcações, foram presos pelas autoridades italianas. Contra eles foi aberto um processo legal a 14 de Agosto, na cidade de Agrigento, no Sul de Itália. que se pode concluir com uma condenação até 15 anos de cadeia. Acusação: favorecimento da imigração clandestina e tráfico de seres humanos.
Depois destes acontecimentos, repetiram-se casos em que embarcações legais quebraram o princípio da solidariedade no mar, para que as suas equipagens não incorressem em risco de prisão.
Palavras para quê? Amanhã realiza-se em Agrigento uma vigília de solidariedade que exigirá a mudança da lei. Vários eurodeputados - incluindo este vosso servidor - subscreveram um apelo que exige da Comissão Europeia e do governo italiano o fim da criminalização de quem proceda ao salvamento de náufragos, incluindo aqueles que a lei designa como “ilegais”.
... só pude responder, desde logo, isto, na caixa de comentários:
"Quer dizer, funcionou o princípio da cobardia! Em vez de uma manifestação de solidariedade que incluísse partir aquela m... toda, se preciso fosse, deixaram morrer náufragos! Em vez da desobediência civil, a traição à solidariedade mais básica! É a continuação e o reforço da impunidade dos que praticam a arbitrariedade! É a defesa do opressor, reforçando a opressão sobre os e pelos oprimidos!Acho que a sua acção como deputado deveria ser não apenas a exigência da alteração da lei italiana como mas também a de um castigo exemplar para quem infringiu a lei do mar!
Vamos a isso?
Depois logo se fala do problema da imigração clandestina..."
Mas tenciono voltar ao(s) assunto(s).

Para terminar por hoje em beleza...

Luiz Pacheco

... aqui fica uma referência a um texto erótico-satírico de Luiz Pacheco, pescado no recém-adicionado (aí ao lado) Confraria da Alfarroba.
Deliciem-se e até amanhã.

05 setembro 2007

O sonho de um louco


Ouvi agora de raspão, no telejornal da 1, que haverá três carreiras docentes no país: a que o ME decretou no continente e outras duas, correspondentes a cada uma das regiões autónomas. Ao que parece, pelos menos nos Açores, os aspectos mais polémicos do novo estatuto da carreira docente não entrarão em vigor.
É uma boa altura para Paulo Portas se começar a preparar para ser o novo primeiro-ministro. Basta que estenda a sua proposta de os alunos poderem escolher livremente as escolas que pretendem frequentar aos professores, isto é, que estes possam leccionar na escola que desejem, e terá uma vitória retumbante em 2009.
Ou será que, com o previsível melhor funcionamento futuro dos estabelecimentos de ensino da Madeira e dos Açores em relação aos de Portugal continental, este foi um golpe para anular o perigo da actual proposta do Paulinho?
Agora a sério: parabéns aos governos autónomos! Haja alguém que mantenha a lucidez, no meio do verdadeiro sonho de um louco em que o actual governo está a conseguir fazer imergir o país. Mas que também não haja dúvidas quanto aos perigos que este tipo de coisas representa para a coesão dos portugueses...!

04 setembro 2007

O que é que há de estranho ou de escandaloso nisso?

E. M. Escher, Relatividade

Os partidos de raiz bolchevique distinguem-se dos restantes socialistas ou de tendência socializante pelo apelo à força, como única forma de os espoliados conseguirem alguma vez alcançar o poder e instaurar a sua ditadura sobre os restantes membros da sociedade, de forma a realizarem a sua concepção de justiça. Um partido comunista que renegue a tomada do poder pela violência se preciso for (e, segundo Lenine, ela será sempre necessária) deixa de se poder apresentar como tal, reduzindo-se nesse caso ao estatuto de ala radical de um partido socialista.
Durante anos, a existência da URSS permitiu que os comunistas europeus se afirmassem não-leninistas, como forma de captarem eleitorado e porque tal convinha ao berço do homem novo, na sua concretização dos amanhãs-que-cantam. Foi o que se viu. Quanto ao PCP, Álvaro Cunhal e os seus camaradas foram condicionados nas suas aspirações à tomada do poder não apenas pela oposição interna, mas também pela falta de apoio do Kremlin nesse sentido. No resto do mundo, a coisa era diferente: a União Soviética sustentava a maioria da guerrilha anti-americana, apostando deste modo em ganhar terreno em seu favor.
Com a implosão do bloco de Leste, os partidos marxistas-leninistas europeus sobreviventes viram-se ainda mais obrigados a negarem a sua raiz distintiva, isto é, a apologia do recurso à violência como condição indispensável à revolução dos explorados e oprimidos e, por consequência, encontraram-se rapidamente à beira da extinção a médio prazo, uma vez que, na nova situação, pouco mais podiam oferecer do que os partidos socialistas. Um processo de morte lenta que os resultados eleitorais vêm também anunciando desde há tempos em relação ao Partido Comunista Português, de entre todos o mais vigoroso, devido ao seu historial de resistência política a Salazar.
A legítima indignação e revolta daqueles que são atropelados por um capitalismo caótico e, em simultâneo, excessivamente concentracionista é, porém, inevitável e enquanto a propaganda do partido não soar como demasiado obsoleta, este irá angariando alguma juventude para as suas fileiras, mas não em número suficiente para conseguir perdurar por muito tempo à morte dos velhos militantes.
É neste contexto, apressada e superficialmente exposto, que, penso eu, devemos encarar a presença das FARC na próxima festa do Avante!, que tanta polémica tem gerado. O PCP não está a ser incoerente, mesmo quando mente com quantos dentes os seus dirigentes têm na boca, muito pelo contrário. Essa é a única estratégia possível na perspectiva que lhe é própria sobre a actual situação nacional e internacional, sem trair os seus ideais. Um passo atrás, dois à frente, segundo prescreve o manual leninista. As FARC são-lhe indispensáveis para marcar a diferença em relação a todas as outras correntes socialistas: elas são a "prova" de que o que distingue o PCP dos outros partidos está vivo e que, portanto, o comunismo é tão actual e tem uma natureza tão perene como o recurso à violência é inerente à espécie humana, de que o PCP é um partido que "vale a pena". A presença das FARC não é inocente, mas também não é uma provocação nem um demonstração de rebeldia ou de força. É somente o estrebuchar de quem luta desesperadamente pela sobrevivência.

Pensamentos cruzados

E. M. Escher, Encontro


Hoje de manhã, na RDP1, noticiava-se a instalação de sistemas de videovigilância nas escolas públicas. Em consequência:
Primeiro, lembrei-me da história do médico que se empenhava em fazer desaparecer os sintomas da doença, em vez de ir à sua raiz, eliminando-a. Assim, os pacientes pagavam de bom grado as consultas e os tratamentos, demorando mais tempo a aperceberem-se da sua incompetência.
E de que esta lhes acelerava a morte.
Depois lembrei-me desta frase, não sei de quem: "Ser polícia não é uma profissão, é um estado de espírito".
A seguir, veio-me à memória uma outra, proferida por Lord Darwin, personagem do romance Fundação, de Isaac Asimov: "A violência é o refúgio dos incompetentes".
Por fim, o que, anos atrás, um amigo meu, antigo docente da Escola Superior de Belas-Artes, me contou sobre uma experiência marcante que teve como professor na Venezuela da década de 60, a Venezuela de Carlos Andrés-Perez, à época grande esperança para a evolução democrática da América Ibérica.
Até hoje, nunca mais se esqueceu da sensação indescritível de ter que dar aulas com um polícia de metralhadora ao lado da secretária.
Foi isto.

03 setembro 2007

Apreensões


Ouvi há pouco, na RTP1, a notícia de umas quantas medidas tomadas pelo Ministério da Educação para combater o abandono escolar ao nível do Ensino Secundário e, de seguida, a sra. Professora Doutora Maria de Lurdes Rodrigues, correspondente ministra, a justificá-las e a defendê-las das objecções de José Rodrigues dos Santos com os mesmos lugares-comuns de sempre.
Como dizia a aristocrata francesa, de cujo nome me não recordo de momento, é preciso mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma. À excepção das medidas destinadas a diminuir as despesas do Estado com a educação, para a memória futura do país, porém, nada mais restará da acção da sra. Ministra e da sua equipa do que o total descalabro do ensino público em Portugal. Porque não mudou, de facto, nada. Pior: a pretexto de os combater, aprofundou, reforçou e ajudou a enraizar ainda mais todos os males de que esse mesmo ensino precisaria livrar-se com a maior urgência, manifestando uma completa desorientação e irreflexão quanto aos critérios a adoptar, traduzidas, frequentemente, na postura autoritarista e em decisões administrativas lamentáveis próprias de quem, por esse motivo, se fica pela atitude defensiva.
Atendendo, contudo, ao que tenho ouvido dos partidos da oposição com representação parlamentar (ainda há minutos Paulo Portas, entrevistado por Mário Crespo, falava das propostas do PP sobre o tema), é assustadora, mesmo sinistra, a superficialidade das perspectivas e o vazio de ideias manifestado pelos seus dirigentes neste campo.
É que, mais do que perante um problema político, estamos perante um problema cultural da sociedade portuguesa no seu conjunto, um problema de séculos e que será, a meu ver, dolorosamente difícil de ultrapassar.

02 setembro 2007

A ler


Não vi a entrevista a Gualter Batista, do Verde Eufémia, feita por Mário Crespo. Mas conheço, todos conhecemos, o tipo de argumentos referidos neste post de O Observador, de André Abrantes Amaral. Que recomendo como se fosse meu.

Na boa tradição portuguesa...


É que...


... estou mesmo a queimar os últimos cartuchos!
Aproveito para agradecer ao António, do Sem Penas, a amabilidade das suas palavras, bem como o ter-me colocado entre os blogs favoritos. Já tinha lido o texto que me indicou e tencionava, como já fiz, pô-lo também entre os links que aconselho a quem apareça por aqui.
Responderei aos comentários logo que me passe a lazeira.
Aconselho ainda a leitura deste texto de Rodrigo Moita de Deus, no 31 da Armada, que poderia, em grande medida, ter sido escrito por mim (tenciono, aliás, abordar o assunto um dia destes, embora numa perspectiva mais alargada e em discordância com ele sobre alguns aspectos).
Até amanhã.

01 setembro 2007

Boa malha!

E. M. Escher, Dragão

E não percam este texto (que inveja a minha!) n' O Jumento