21 outubro 2007

Atento, venerador e obrigado!


Na minha zona há uma tasquinha que ainda resiste tenazmente ao invasor. É um local acolhedor, onde, durante a semana, se reúnem para matarem o bicho, pela manhãzinha, antes de entrarem ao serviço, os funcionários menores da autarquia local, dos serviços municipalizados, da TVCabo, etc., que moram nas imediações. Aos fins-de-semana há petiscos e, às vezes, canta-se o fado. Nunca houve reclamações, intoxicações ou zaragatas e a higiene é irrepreensível.
O Viriato do digno e tradicional estabelecimento, quando lá fui há pouco beber o cafezinho, confidenciou-me que paga agora cerca de €100 mensais a uma empresa, cuja existência se justifica pela necessidade (ou missão?) de actualisar periodicamente os seus clientes no respeitante aos requisitos exigidos pela ASAE. Quanto à sua esposa, analfabeta, é-lhe também exigido o preenchimento de um papel, diariamente actualizado, que dê conta da peridicidade e das horas a que faz a limpeza dos lavabos, com a respectiva assinatura.
Não sei se precisam de algum esclarecimento, mas de momento, como disse uns posts atrás, falta-me o tempo. Só posso dizer que vou voltar ao trabalho, menos ingrato e muito mais confiante.
Até já.

Não há... quem aguente tanta comunicação!

Título maaaaaiiior dos três que compõem a página 7 da edição do PÚBLICO de hoje:

Forma de lidar com pilinhas dos bebés não reúne consenso entre a classe médica

Eu não tenho tempo para comentar devidamente.
Abobrinha, cumpre o teu dever!

Sem título

Goya
Coisa que já não acontecia há muito tempo: começou a haver gente com mais de 60 anos a tocar à minha porta, pedindo esmola. Ainda agora dei qualquer coisa a um homem pela casa dos 70.
O Portugal de Sócrates floresce de esperanças, de equidade e de solidariedade.
(Esqueci-me de referir há pouco que o homem disse, de olhos marejados e com uma postura digna, que era "pobrezinho")

20 outubro 2007

16 outubro 2007

Alguém me explica?!

Tenho o televisor ligado. Começa o primeiro programa de Joaquim Furtado sobre a guerra colonial. Os depoimentos dos representantes dos movimentos africanos são todos legendados, alguns deles "tratados" em termos da "correcção do português". Não compreendo. O sotaque deles é menos cerrado do que o de Alberto João Jardim e expressam-se com a mesma estrutura de oralidade que se encontra em qualquer aldeia portuguesa do interior.
Será para os pretos os perceberem?
Ou para os brasileiros?

Aquele abraço!


Liguei a televisão por uns instantes e apanhei o Prós e Contras, exactamente na altura em que se iniciava a intervenção de José Arruda, da Associação de Deficientes das Forças Armadas. Logo a seguir, tive oportunidade de ouvir o depoimento sofrido, patriótico e vibrante de alguém que conheci há anos e que, posteriormente, foi (soube-o pelos órgãos de comunicação) presidente dessa mesma associação: o Cândido Patuleia.
Para ele, pelo que de humano conseguiu trazer ao debate, um enorme abraço.

14 outubro 2007

Só mais isto, por hoje...


E vejam também este post do Nuno Josué, mai-la canção do Zeca nele referida.

Irmã Selma

12 outubro 2007

Viva!

Não consegui ter tempo para vir aqui anteontem, como prometera. Deixo-vos hoje aqui duas referências. Esta, a que devem juntar o comentário do próprio Alf, e esta, via Range-o-Dente.
Até já.

08 outubro 2007

Vamos lá a ter uma conversa!


Fez anteontem seis meses que arranjei este cantinho.
Pouco a pouco, tem vindo a crescer o número de pessoas que o frequenta. Contas por alto, registo, presentemente, entre 30 a 40 visitas diárias. Não é muito? Confesso que me interessa menos o número do que a qualidade dos visitantes. E - o que me agrada ainda mais - que posso arriscar, com certa segurança, em afirmar ter feito alguns amigos entre eles.
Só que vou entrar numa nova fase de trabalho e de vida, que exige, entre outras coisas, a realização de uma pós-graduação. O que implica deixar de poder dedicar ao blog o pouco tempo que ainda tinha.
Não estou a despedir-me. Não tenciono fechar o estaminé. Mas, como será evidente, diminuirá a frequência de posts, bem como a sua regularidade. A partir de hoje, a minha actividade blogueira passará, predominantemente, por comentários aos posts alheios. Os meus, salvo situações que me exijam desopilar o fígado com premência, serão publicados apenas às quartas-feiras e no inevitável fim-de-semana.
A todos um abraço.
Até já.
Joaquim Simões

06 outubro 2007

Hoje tive um dia p'ra esquecer!

Amanhã falamos!

Não enche!

Corroborando o que o Alf...

... diz no comentário ao post anterior, hoje Medina Carreira afirmava, em entrevista à SIC Notícias, que o problema do ensino em Portugal era que muito poucos entendem o que é a escola. Os pais não estão empenhados em que os filhos aprendam seja o que for, de facto estão é interessados em que eles tenham um papel - um canudo, um certificado - que lhes dê acesso a um emprego, de preferência um tacho (não o disse por estas palavras, mas o sentido era esse). E os alunos, por tabela, têm a mesma atitude.
É a visão da escola enquanto viveiro de funcionários, públicos ou privados, em busca da pastagenzinha de cada dia.
O problema, Alf, é que os tipos que mandam não tiveram pré-primária nem imaginam o que ela pode significar. E a escola, dela para a frente, também não. E agora?!
Mas não pense que os franceses que cita estão neste momento muito melhor do que nós...! Se não estiverem pior...! Mas isso é conversa para outro dia.

04 outubro 2007

A ter em atenção



Numa peça informativa da RTPN falava-se hoje do caso do julgamento de um alguém que, sem estar na posse das habilitações consideradas indispensáveis, durante vinte anos se auto-intitulou de psiquiatra, tendo, inclusivamente, dado pareceres a pedido de tribunais. Nunca houve quaisquer queixas e os pacientes que testemunharam trataram-no respeitosamente por "sr. doutor".
O que haverá a assinalar nisto tudo?
A vigarice intolerável? Claro!
A falta de fiscalização quanto às habilitações de quem exerce cuidados de saúde? Sem dúvida!
O facto de, pura e simplesmente, não se ter concedido o estatuto de psiquiatra a quem, pelos vistos, é dotado de tanta apetência para essa actividade que - caso raro em qualquer profissão - nem deu lugar a problemas, gerando mesmo o respeito dos que a ele recorreram? Talvez.
Que há que rever urgentemente o modo como o ensino superior é perspectivado em Portugal? Alguém discorda?!
Que o homem deveria, justificadamente, ocupar (se assim o entendesse) o lugar de professor nesse mesmo ensino e com maior legitimidade do que muitos que por lá andam?
Bom...

Transcrevo aqui...


... directamente este post d' O Jumento:

Cobardes es-equo

A maior promessa eleitoral de Sócrates foi a criação de 150.000 postos de trabalho, até teve honras de cartaz e tempo de antena nos debates públicos. É hoje evidente que Sócrates estava a mentir, talvez por ignorância ou mau conselho, mas em rigor o que fez foi recorrer a uma mentira para obter o voto dos portugueses. Agora que o desemprego aumentou contra a tendência da Europa o mínimo que se esperava do Governo era uma explicação.
Qualquer estudante de economia poderia fazê-lo e até poderia evitar grandes culpas para o governo, mas mesmo assim nenhum ministro teve a conhecida saliência anatómica própria dos que não têm medo. O ministro das Finanças poderia assumir a responsabilidade por uma receita típica doa anos duros do FMI, o ministro do Trabalho poderia questionar os critérios e explicar que os dados do desemprego valem o que valem e o ministro das Economia poderia justificar o desemprego como um resultado da reestruturação e modernização da economia. Mas nenhum deles teve coragem de dar a cara, optaram pela cobardia.

E atenção ao novo do Alf, que, passo a passo, procura reescrever a nossa história.