04 novembro 2007

Olá a todos!

Isto por aqui tem andado muito mal de tempo! Por isso, limito-me por hoje a deixar-vos um pedacinho do texto de Vasco Pulido Valente, no PÚBLICO deste domingo.
(...) Este palavreado [dos economistas] esotérico esconde, como Portugal inteiro já está farto de saber, uma realidade básica: a impossibilidade de reduzir o pessoal e as funções do Estado, isto é, a impossibilidade da famigerada "reforma" que Sócrates prometeu e anda por aí a fingir que faz. Primeiro, porque os partidos, que são parte e parcela do Estado, não o permitiriam, mesmo quando na oposição pretendem que sim. Segundo, porque Sócrates, apesar do jogging, não tem feitio de suicida. E terceiro, porque se tornou dogmático na política indígena que tocar no estado Providência e num infinidade de "prestações sociais" (para usar essa palavra equívoca), sem utilidade ou justificação, provocariam um levantamento geral. A paralisia, no fundo, acabou por se tornar no verdadeiro destino do país. (...)
A maneira de resolver o irresolúvel é mudar os dados da questão.

27 outubro 2007

Mais um post...


... muito bom, do Alf.

Não sou eu quem o diz!!!

Escultura sul-coreana

É a Ciência!!! (via Womenage à Trois)

Hmm!Hmm!


Leiam isto...

23 outubro 2007

De fugida

Aqui há uns anos, o PCP manifestava-se veementemente contra o referendo popular sobre o tratado europeu, dizendo que tal referendo constituiria uma manobra para, através dela, os políticos serem desresponsabilizados dos males que do tratado adviriam no futuro, uma vez que poderiam alegar que ele fora legitimado pelos cidadãos.
Perante o que sucedeu posteriormente, o Partido Comunista exige agora que o tratado, cosmeticamente melhorado, seja sujeito à prova que anteriormente exorcisava, através da inversão dos mesmíssimos argumentos.
Dizia Lenine que "a verdade é o que convém à classe operária". E nisso o PC é coerente.

22 outubro 2007

21 outubro 2007

Atento, venerador e obrigado!


Na minha zona há uma tasquinha que ainda resiste tenazmente ao invasor. É um local acolhedor, onde, durante a semana, se reúnem para matarem o bicho, pela manhãzinha, antes de entrarem ao serviço, os funcionários menores da autarquia local, dos serviços municipalizados, da TVCabo, etc., que moram nas imediações. Aos fins-de-semana há petiscos e, às vezes, canta-se o fado. Nunca houve reclamações, intoxicações ou zaragatas e a higiene é irrepreensível.
O Viriato do digno e tradicional estabelecimento, quando lá fui há pouco beber o cafezinho, confidenciou-me que paga agora cerca de €100 mensais a uma empresa, cuja existência se justifica pela necessidade (ou missão?) de actualisar periodicamente os seus clientes no respeitante aos requisitos exigidos pela ASAE. Quanto à sua esposa, analfabeta, é-lhe também exigido o preenchimento de um papel, diariamente actualizado, que dê conta da peridicidade e das horas a que faz a limpeza dos lavabos, com a respectiva assinatura.
Não sei se precisam de algum esclarecimento, mas de momento, como disse uns posts atrás, falta-me o tempo. Só posso dizer que vou voltar ao trabalho, menos ingrato e muito mais confiante.
Até já.

Não há... quem aguente tanta comunicação!

Título maaaaaiiior dos três que compõem a página 7 da edição do PÚBLICO de hoje:

Forma de lidar com pilinhas dos bebés não reúne consenso entre a classe médica

Eu não tenho tempo para comentar devidamente.
Abobrinha, cumpre o teu dever!

Sem título

Goya
Coisa que já não acontecia há muito tempo: começou a haver gente com mais de 60 anos a tocar à minha porta, pedindo esmola. Ainda agora dei qualquer coisa a um homem pela casa dos 70.
O Portugal de Sócrates floresce de esperanças, de equidade e de solidariedade.
(Esqueci-me de referir há pouco que o homem disse, de olhos marejados e com uma postura digna, que era "pobrezinho")

20 outubro 2007

16 outubro 2007

Alguém me explica?!

Tenho o televisor ligado. Começa o primeiro programa de Joaquim Furtado sobre a guerra colonial. Os depoimentos dos representantes dos movimentos africanos são todos legendados, alguns deles "tratados" em termos da "correcção do português". Não compreendo. O sotaque deles é menos cerrado do que o de Alberto João Jardim e expressam-se com a mesma estrutura de oralidade que se encontra em qualquer aldeia portuguesa do interior.
Será para os pretos os perceberem?
Ou para os brasileiros?

Aquele abraço!


Liguei a televisão por uns instantes e apanhei o Prós e Contras, exactamente na altura em que se iniciava a intervenção de José Arruda, da Associação de Deficientes das Forças Armadas. Logo a seguir, tive oportunidade de ouvir o depoimento sofrido, patriótico e vibrante de alguém que conheci há anos e que, posteriormente, foi (soube-o pelos órgãos de comunicação) presidente dessa mesma associação: o Cândido Patuleia.
Para ele, pelo que de humano conseguiu trazer ao debate, um enorme abraço.

14 outubro 2007

Só mais isto, por hoje...


E vejam também este post do Nuno Josué, mai-la canção do Zeca nele referida.