05 novembro 2007

No Inimigo Público


Ainda os há!

Quero, com este post, prestar uma homenagem ao Presidente (do Executivo? da Assembleia?) da Junta de Freguesia de Vitorino de Piães (Ponte de Lima). Face à situação da funcionária que, contra o parecer dos próprios médicos, foi considerada apta para o trabalho pela outra Junta, a da Caixa Geral de Aposentações, não teve qualquer hesitação em afirmar que, do mesmo modo que aos traficantes de droga e a outros meliantes, não se pode deixar gente daquela por mais tempo sem julgamento. É bom saber que ainda há portugueses dignos de se intitularem como tal!

04 novembro 2007

Mas só para não dizerem...


... que não vos deixo nada de útil...

Olá a todos!

Isto por aqui tem andado muito mal de tempo! Por isso, limito-me por hoje a deixar-vos um pedacinho do texto de Vasco Pulido Valente, no PÚBLICO deste domingo.
(...) Este palavreado [dos economistas] esotérico esconde, como Portugal inteiro já está farto de saber, uma realidade básica: a impossibilidade de reduzir o pessoal e as funções do Estado, isto é, a impossibilidade da famigerada "reforma" que Sócrates prometeu e anda por aí a fingir que faz. Primeiro, porque os partidos, que são parte e parcela do Estado, não o permitiriam, mesmo quando na oposição pretendem que sim. Segundo, porque Sócrates, apesar do jogging, não tem feitio de suicida. E terceiro, porque se tornou dogmático na política indígena que tocar no estado Providência e num infinidade de "prestações sociais" (para usar essa palavra equívoca), sem utilidade ou justificação, provocariam um levantamento geral. A paralisia, no fundo, acabou por se tornar no verdadeiro destino do país. (...)
A maneira de resolver o irresolúvel é mudar os dados da questão.

27 outubro 2007

Mais um post...


... muito bom, do Alf.

Não sou eu quem o diz!!!

Escultura sul-coreana

É a Ciência!!! (via Womenage à Trois)

Hmm!Hmm!


Leiam isto...

23 outubro 2007

De fugida

Aqui há uns anos, o PCP manifestava-se veementemente contra o referendo popular sobre o tratado europeu, dizendo que tal referendo constituiria uma manobra para, através dela, os políticos serem desresponsabilizados dos males que do tratado adviriam no futuro, uma vez que poderiam alegar que ele fora legitimado pelos cidadãos.
Perante o que sucedeu posteriormente, o Partido Comunista exige agora que o tratado, cosmeticamente melhorado, seja sujeito à prova que anteriormente exorcisava, através da inversão dos mesmíssimos argumentos.
Dizia Lenine que "a verdade é o que convém à classe operária". E nisso o PC é coerente.

22 outubro 2007

21 outubro 2007

Atento, venerador e obrigado!


Na minha zona há uma tasquinha que ainda resiste tenazmente ao invasor. É um local acolhedor, onde, durante a semana, se reúnem para matarem o bicho, pela manhãzinha, antes de entrarem ao serviço, os funcionários menores da autarquia local, dos serviços municipalizados, da TVCabo, etc., que moram nas imediações. Aos fins-de-semana há petiscos e, às vezes, canta-se o fado. Nunca houve reclamações, intoxicações ou zaragatas e a higiene é irrepreensível.
O Viriato do digno e tradicional estabelecimento, quando lá fui há pouco beber o cafezinho, confidenciou-me que paga agora cerca de €100 mensais a uma empresa, cuja existência se justifica pela necessidade (ou missão?) de actualisar periodicamente os seus clientes no respeitante aos requisitos exigidos pela ASAE. Quanto à sua esposa, analfabeta, é-lhe também exigido o preenchimento de um papel, diariamente actualizado, que dê conta da peridicidade e das horas a que faz a limpeza dos lavabos, com a respectiva assinatura.
Não sei se precisam de algum esclarecimento, mas de momento, como disse uns posts atrás, falta-me o tempo. Só posso dizer que vou voltar ao trabalho, menos ingrato e muito mais confiante.
Até já.

Não há... quem aguente tanta comunicação!

Título maaaaaiiior dos três que compõem a página 7 da edição do PÚBLICO de hoje:

Forma de lidar com pilinhas dos bebés não reúne consenso entre a classe médica

Eu não tenho tempo para comentar devidamente.
Abobrinha, cumpre o teu dever!

Sem título

Goya
Coisa que já não acontecia há muito tempo: começou a haver gente com mais de 60 anos a tocar à minha porta, pedindo esmola. Ainda agora dei qualquer coisa a um homem pela casa dos 70.
O Portugal de Sócrates floresce de esperanças, de equidade e de solidariedade.
(Esqueci-me de referir há pouco que o homem disse, de olhos marejados e com uma postura digna, que era "pobrezinho")

20 outubro 2007

16 outubro 2007

Alguém me explica?!

Tenho o televisor ligado. Começa o primeiro programa de Joaquim Furtado sobre a guerra colonial. Os depoimentos dos representantes dos movimentos africanos são todos legendados, alguns deles "tratados" em termos da "correcção do português". Não compreendo. O sotaque deles é menos cerrado do que o de Alberto João Jardim e expressam-se com a mesma estrutura de oralidade que se encontra em qualquer aldeia portuguesa do interior.
Será para os pretos os perceberem?
Ou para os brasileiros?

Aquele abraço!


Liguei a televisão por uns instantes e apanhei o Prós e Contras, exactamente na altura em que se iniciava a intervenção de José Arruda, da Associação de Deficientes das Forças Armadas. Logo a seguir, tive oportunidade de ouvir o depoimento sofrido, patriótico e vibrante de alguém que conheci há anos e que, posteriormente, foi (soube-o pelos órgãos de comunicação) presidente dessa mesma associação: o Cândido Patuleia.
Para ele, pelo que de humano conseguiu trazer ao debate, um enorme abraço.

14 outubro 2007

Só mais isto, por hoje...


E vejam também este post do Nuno Josué, mai-la canção do Zeca nele referida.

Irmã Selma

12 outubro 2007

Viva!

Não consegui ter tempo para vir aqui anteontem, como prometera. Deixo-vos hoje aqui duas referências. Esta, a que devem juntar o comentário do próprio Alf, e esta, via Range-o-Dente.
Até já.

08 outubro 2007

Vamos lá a ter uma conversa!


Fez anteontem seis meses que arranjei este cantinho.
Pouco a pouco, tem vindo a crescer o número de pessoas que o frequenta. Contas por alto, registo, presentemente, entre 30 a 40 visitas diárias. Não é muito? Confesso que me interessa menos o número do que a qualidade dos visitantes. E - o que me agrada ainda mais - que posso arriscar, com certa segurança, em afirmar ter feito alguns amigos entre eles.
Só que vou entrar numa nova fase de trabalho e de vida, que exige, entre outras coisas, a realização de uma pós-graduação. O que implica deixar de poder dedicar ao blog o pouco tempo que ainda tinha.
Não estou a despedir-me. Não tenciono fechar o estaminé. Mas, como será evidente, diminuirá a frequência de posts, bem como a sua regularidade. A partir de hoje, a minha actividade blogueira passará, predominantemente, por comentários aos posts alheios. Os meus, salvo situações que me exijam desopilar o fígado com premência, serão publicados apenas às quartas-feiras e no inevitável fim-de-semana.
A todos um abraço.
Até já.
Joaquim Simões

06 outubro 2007

Hoje tive um dia p'ra esquecer!

Amanhã falamos!

Não enche!

Corroborando o que o Alf...

... diz no comentário ao post anterior, hoje Medina Carreira afirmava, em entrevista à SIC Notícias, que o problema do ensino em Portugal era que muito poucos entendem o que é a escola. Os pais não estão empenhados em que os filhos aprendam seja o que for, de facto estão é interessados em que eles tenham um papel - um canudo, um certificado - que lhes dê acesso a um emprego, de preferência um tacho (não o disse por estas palavras, mas o sentido era esse). E os alunos, por tabela, têm a mesma atitude.
É a visão da escola enquanto viveiro de funcionários, públicos ou privados, em busca da pastagenzinha de cada dia.
O problema, Alf, é que os tipos que mandam não tiveram pré-primária nem imaginam o que ela pode significar. E a escola, dela para a frente, também não. E agora?!
Mas não pense que os franceses que cita estão neste momento muito melhor do que nós...! Se não estiverem pior...! Mas isso é conversa para outro dia.

04 outubro 2007

A ter em atenção



Numa peça informativa da RTPN falava-se hoje do caso do julgamento de um alguém que, sem estar na posse das habilitações consideradas indispensáveis, durante vinte anos se auto-intitulou de psiquiatra, tendo, inclusivamente, dado pareceres a pedido de tribunais. Nunca houve quaisquer queixas e os pacientes que testemunharam trataram-no respeitosamente por "sr. doutor".
O que haverá a assinalar nisto tudo?
A vigarice intolerável? Claro!
A falta de fiscalização quanto às habilitações de quem exerce cuidados de saúde? Sem dúvida!
O facto de, pura e simplesmente, não se ter concedido o estatuto de psiquiatra a quem, pelos vistos, é dotado de tanta apetência para essa actividade que - caso raro em qualquer profissão - nem deu lugar a problemas, gerando mesmo o respeito dos que a ele recorreram? Talvez.
Que há que rever urgentemente o modo como o ensino superior é perspectivado em Portugal? Alguém discorda?!
Que o homem deveria, justificadamente, ocupar (se assim o entendesse) o lugar de professor nesse mesmo ensino e com maior legitimidade do que muitos que por lá andam?
Bom...

Transcrevo aqui...


... directamente este post d' O Jumento:

Cobardes es-equo

A maior promessa eleitoral de Sócrates foi a criação de 150.000 postos de trabalho, até teve honras de cartaz e tempo de antena nos debates públicos. É hoje evidente que Sócrates estava a mentir, talvez por ignorância ou mau conselho, mas em rigor o que fez foi recorrer a uma mentira para obter o voto dos portugueses. Agora que o desemprego aumentou contra a tendência da Europa o mínimo que se esperava do Governo era uma explicação.
Qualquer estudante de economia poderia fazê-lo e até poderia evitar grandes culpas para o governo, mas mesmo assim nenhum ministro teve a conhecida saliência anatómica própria dos que não têm medo. O ministro das Finanças poderia assumir a responsabilidade por uma receita típica doa anos duros do FMI, o ministro do Trabalho poderia questionar os critérios e explicar que os dados do desemprego valem o que valem e o ministro das Economia poderia justificar o desemprego como um resultado da reestruturação e modernização da economia. Mas nenhum deles teve coragem de dar a cara, optaram pela cobardia.

E atenção ao novo do Alf, que, passo a passo, procura reescrever a nossa história.

Vergonhas


Na sequência de um post que publiquei no passado dia 20 de Agosto, chamo a atenção para este outro, do 31 da Armada. Até amanhã.

03 outubro 2007

Da SIC, com amor

Assistir ao telejornal da SIC é uma experiência inolvidável (como, aliás, aos restantes)!
Num teste à minha inteligência (quem disse que a televisão estupidifica?!), dizia há pouco o comunicador de serviço, com um sorriso e uma entoação semelhantes a um piscar d'olho, que a gasolina em Espanha é €25 mais barata do que em Portugal. Ainda não consegui fazer as contas, mas estou a tentar porque acho que há um prémio em jogo. De qualquer modo, assim por alto, penso que deve ser oferecida.
Agora anuncia-se uma peça sobre os perigos do andarilho: diariamente, duas crianças são tratadas nos hospitais, devido a acidentes com esse tipo de velocípede. Fazendo as contas à gasolineiro espanhol, estaremos em presença (no universo de acidentes a que, por qualquer razão ainda misteriosa para a ciência, as crianças se encontram sujeitas) de uma percentagem não apenas significativa como alarmante, para a qual nunca é demais a vigilância da espécie. Aproveito mesmo para sugerir, humildemente, ao sr. primeiro-ministro que seja determinada, com urgência, a obrigatoriedade de uma carta de condução e estabelecida a "tolerância zero", a bem dos futuros cidadãos do país.
Sinto-me de espírito arrelampado. Vou desligar, antes que vomite.

02 outubro 2007

Portuguese old way


O texto de Rui Tavares, que se pode encontrar na contracapa do PÚBLICO de hoje, é, quanto a mim, exemplar. Ora leiam:

Chorai, elites

Em geral, as elites portuguesas não se distinguem por nada que tenham feito. Não têm o hábito de se elevar e, em consequência, resta-lhes empurrar o povo para baixo quando ele se chega muito perto. Vejamos, a título de exemplo, as célebres elites do PSD. (...)
Diz-se que as elites do PSD perderam por falta de comparência ou por acharem que tinham o partido na mão. Ambas as explicações significam isto: as elites do PSD, no fundo, não são tão elites quanto isso. Na tradição nacional, sempre esperaram que o seu lugar lhes fosse guardado e cedido: no conselho de administração como no conselho de ministros. Nos intervalos do poder, escolhiam um caseiro para tomar conta do partido. Da mesma forma, estes legítimos representantes da respeitabilidade cavaquista continuam a achar que o PSD tem de ter lugar cativo na sociedade prtuguesa, apenas porque sim. Sempre desprezaram a ideologia a favor de um suposto monopólio do "saber governar". Fizeram o elogio dos self-made men para depois os acusar de populismo. Fugiram das causas sociais e avisaram o seu povo para se manter afastado do "politicamente correcto". Repetiram durante anos que a iniciativa pública é incompetente e a iniciativa privada, virtuosa. Lembraram que, se fizermos tudo para beneficiar os investidores e os empresários, o dinamismo do mercado se encarregará de todos. Riram das graçolas de Alberto João Jardim e apresentaram-no como bom exemplo. Aliaram-se a Paulo Portas para governar o país. Chegaram a eleger Santana Lopes, não em directas, mas em Conselho Nacional. E agora choram: mas este foi o partido que eles fizeram.

01 outubro 2007

Vá! Toca a ler...

E. M. Escher, Três mundos
... mais um post do Alf.

Bruce Lopes


Em poucos dias, deixa a SIC de cara à banda, despacha de alto em Mário Soares, esgalha- pessegueiro em Marcelo Rebelo de Sousa...
Mudou de whisky? Trocou de namorada? Será da reforma?
Querem ver que o homem ainda se faz?!

É que tá-se mesmo...

... a ver!

30 setembro 2007

E haverá...


... muuuito mais do que isto a dizer! (via Range-o-Dente).

Só mais...


... esta e páro por hoje, que estou com trabalho até aqui!

Reencaminhando


Recebi isto há pouco, por e-mail, sem indicação de autor. Mas subscrevo e reencaminho.

Travar para pensar
Há uns meses optei por ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio. Comprado o bilhete, dei comigo num comboio que só se diferenciava dos nossos Alfa por ser menos luxuoso e dotado de menos serviços de apoio aos passageiros.
A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.
Não fora ser crítico do projecto TGV e conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemas únicos dos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos. Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza . A resposta está na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus museus e escolas de arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade. Percebe-se bem porque não construíram estádios de futebol desnecessários, porque não constroem aeroportos em cima de pântanos nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais.
O TGV é um transporte adaptado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.
É por isso, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, que existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos). É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos. Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa-Porto à custa de um investimento de cercade 7,5 mil milhões de euros não terá qualquer repercussão na economia do País. Para além de que, dado hoje ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.
Com 7,5 mil milhões de euros pode construir-se mil escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches inexistentes (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia para os nossos idosos (a 1 milhão de euros cada um). Ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências, como a urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.
CABE ao Governo REFLECTIR.
CABE à Oposição CONTRAPOR.
CABE AOS CIDADÃOS MANIFESTAREM-SE!!!
CABE À TUA CONSCIÊNCIA REENCAMINHAR OU DEIXAR FICAR.

Mário Soares...


... considera o que aconteceu no PSD como uma desgraça para o país. Imagine-se o que ele pensará de Hugo Chávez. Pchhh...!!

O Alberto João é que os topa!


Na escola,
na política...

Egrégios avós


No perfil biográfico de Luís Filipe Menezes feito pela SICNotícias, refere-se o facto de ele ter raptado a sua mulher de um colégio interno, onde os pais da mesma a tinham colocado para contrariarem o namoro.
Portugal tem agora um futuro primeiro-ministro de fibra, possuidor das virtudes maiores de que um português se pode orgulhar, desde Dinis e Pedro I! Qual é o que de entre nós, homem ou mulher, depois de saber isto, é capaz sequer de pensar em votar no engenheiro?!

29 setembro 2007

Aaai!...


... Agora é que eu me meneio
é que eu me meneio
é que eu me meneio!
Depois da eleição do Menezes
eu vivo sem arreceio!


(repete)

28 setembro 2007

Sublinhado meu


“Recupere a ilusão”, dizia um cartaz político que vi em Espanha durante as férias. Muitos políticos, noutros sítios como aqui, gostam de semear ilusões. Mas a realidade é a maior inimiga da ilusão. Em Julho, dias depois de o Ministério da Educação ter anunciado a melhoria das notas de exames de Matemática no 12º ano, eram divulgados os resultados catastróficos – dois em cada três alunos foram reprovados – no exame de Matemática do 9º ano, precisamente no nível de ensino para o qual o governo tinha um plano especial. Era preciso fazer mais alguma coisa. E, pasme-se, o que a ministra fez foi pedir aos autores do anterior currículo, especialistas na experimentação pedagógica e na desvalorização do saber, para o reformular. Não seria mais sensato pedir a outras pessoas? Não estaremos a ser iludidos?
Carlos Fiolhais
(recolhido no blog De Rerum Natura, via comentário da Abobrinha a um post de Ludwig Kripphal, no Que Treta! )

Superiores interesses

Uma criança de 4 anos caiu de uma varanda, em Belas.
Ela e uma outra irmã, com 2 anos, passam o dia sozinhas em casa, enquanto a mãe trabalha.
Entrevistada para um canal de televisão, uma vizinha diz que a mãe "ou trabalha e lhes dá de comer ou fica em casa com elas e deixa-as morrer à fome".
Foi determinado que as crianças que as crianças serão retiradas à progenitora e entregues às competentes instituições públicas.
Tal como no caso da que irá ser retirada aos pais adoptivos, tudo em nome dos superiores interesses das crianças, é claro.
Ah! É verdade! Já me estava a esquecer! E de uma maior justiça social.

27 setembro 2007

Marcel Marceau...


... foi sepultado hoje.

26 setembro 2007

Dentadas mediadas


De boas contas (via Range-o-Dente);

A histeria do ódio

Há uma coisa que, para mim, não ficou clara, naquela "tourada" que pudemos "ouver" na Universidade de Columbia, com o presidente do Irão.
As declarações que este fez sobre a homossexualidade foram de morrer, de um misto de riso e de desgosto. E não é por o homem se dizer servo de Deus: o ateu Cunhal, numa das últimas entrevistas que deu à RTP, respondeu à pergunta: "O que pensa da homossexualidade?", com um:"É uma tristeza!", que provocou idêntica reacção, juntamente com um arrepio provocado pela ideia do que poderia ter sucedido a muita gente, que não só homossexuais, se o PCP houvesse chegado ao poder.
A minha estranheza refere-se ao facto de o reitor da Universidade iniciar a conferência com um ataque cerrado ao convidado, utilizando os piores (merecidos) termos que se lhe podiam aplicar - a que o mesmo respondeu à letra, como seria de esperar (e o ele é, claramente, dos que não esquecem...).
A universidade não é uma instituição com funções governamentais de qualquer tipo, não lhe foram atribuídas sequer tarefas diplomáticas. Convidou o homem porque quis, não era obrigada a isso, ninguém lhe encomendou o sermão nem ele era necessário e o reitor, se não concordava com o convite, poderia ter-se recusado a estar presente.
Faz sentido alguém convidar com a intenção declarada de o hostilizar? É moralmente aceitável tal atitude? É, ao menos, do bom-senso mais elementar fazê-lo? É útil em qualquer sentido? Não me parece. Só me parece lamentável.
E preocupante. Muito preocupante.

O divino, os carnavais e coisas que tais 3

Sophia com Vinicius de Moraes

Começo por transcrever este belíssimo texto de Sophia de Mello Breyner Andresen, publicado, há uns anos, no nº 3 da revista Crítica.

Fernando Pessoa dizia: “Aconteceu-me um poema”. A minha maneira de escrever fundamental é muito próxima deste “acontecer”. O poema aparece feito, emerge, dado (ou como se fosse dado). Como um ditado que escuto e noto.
É possível que esta maneira esteja em parte ligada ao facto de, na minha infância, muito antes de eu saber ler, me terem ensinado a decorar poemas. Encontrei a poesia antes de saber que havia literatura. Pensava que os poemas não eram escritos por ninguém, que existiam em si mesmos, por si mesmos, que eram como que um elemento do natural, que estavam suspensos, imanentes. E que bastaria estar muito quieta, calada e atenta para os ouvir.
Desse encontro inicial ficou em mim a noção de que fazer versos é estar atento e de que o poeta é um escutador.
É difícil descrever o fazer de um poema. Há sempre uma parte que não consigo distinguir, uma parte que se passa na zona onde eu não vejo.
Sei que o poema aparece, emerge e é escutado num equilíbrio especial da atenção, numa especial da concentração. O meu esforço é para conseguir ouvir o “poema todo” e não apenas um fragmento. Para ouvir o “poema todo” são precisas duas coisas: que a atenção não se quebre ou atenue e que eu não intervenha. É preciso que eu deixe o poema dizer-se. Sei que quando o poema se quebra, como um fio no ar, o meu trabalho, a minha aplicação não conseguem continuá-lo.
Como, onde e por quem é feito esse poema que acontece, que aparece como já feito? A esse “como, onde e quem” os antigos chamavam Musa. É possível dar-lhe outros nomes e alguns lhe chamarão o subconsciente, um subconsciente acumulado, enrolado sobre si próprio como um filme que de repente, movido por qualquer estímulo, se projecta na consciência como num ecrã. Por mim, é-me difícil nomear aquilo que não distingo bem. É-me difícil, talvez impossível distinguir se o poema é feito por mim, em zonas sonâmbulas de mim, ou se é feito em mim por aquilo que em mim se inscreve. Mas sei que o nascer do poema só é possível a partir daquela forma de ser, estar e viver que me torna sensível - como a película de um filme - ao ser e ao aparecer das coisas. E a partir de uma obstinada paixão por esse ser e esse aparecer.
Deixar que o poema se diga por si, sem intervenção minha (ou sem intervenção que eu veja), como quem segue um ditado (que ora é mais nítido, ora mais confuso), é a minha maneira de escrever.
Assim algumas vezes o poema aparece desarrumado, desordenado, numa sucessão incoerente de versos e imagens. Então faço uma espécie de montagem em que geralmente mudo não os versos mas a sua ordem. Mas esta intervenção não é propriamente “inter-vir” pois só toco no poema depois de ele se ter dito até ao fim. Se toco a meio o poema nas minhas mãos desagrega-se. O poema “Crepúsculo dos Deuses” (Geografia) é um exemplo desta maneira de escrever. É uma montagem feito com um texto caótico que arrumei: ordenei os versos e acrescentei no final uma citação de um texto histórico sobre Juliano, o Apóstata.
Algumas vezes surge não um poema mas um desejo de escrever, um “estado de escrita”. Há uma aguda sensação de plasticidade e um vazio, como um palco antes de entrar a bailarina. E há uma espécie de jogo com o desconhecido, o “in-dito”, a possibilidade. O branco do papel torna-se hipnótico. Exemplo desta maneira de escrever, texto que diz esta maneira de escrever, é o poema de Coral:

“Que poema de entre todos os poemas
página em branco?...”

Outra ainda é a maneira que surgiu quando escrevi o “Cristo Cigano”: havia uma história, um tema, anterior ao poema. Sobre esse tema escrevi vários poemas soltos que depois organizei num só poema longo.
E por três vezes me aconteceu uma outra maneira de escrever: assim o poema “Fernando Pessoa” apareceu repentinamente depois de eu ter acabado de escrever uma conferência sobre Fernando Pessoa. E o poema “Maria Helena Vieira da Silva ou itinerário inelutável” emergiu de um artigo sobre a obra desta pintora. E enquanto escrevi este texto para a Crítica apareceu um poema que cito por ser a forma mais concreta de dar a resposta que me é pedida:

Aqui me sentei quieta
Com as mãos sobre os joelhos
Quieta muda secreta
Passiva como os espelhos
Musa ensina-me o canto
Imanente e latente
Eu quero ouvir devagar
O teu súbito falar
Que me foge de repente

Durante vários dias disse a mim própria: tenho de responder à Crítica. Sabia que ia escrever e sobre que tema ia escrever. Escrevi pouco a pouco, com muitas interrupções, metade escrito num caderno, metade num bloco, riscando e emendando para trás e para a frente, num artesanato muito laborioso, perdido em pausas e descontinuidades. E através das pausas o poema surgiu, passou através da prosa, apareceu na folha da direita do caderno que estava vazia.
Ninguém me tinha pedido um poema, eu própria não o tinha pedido a mim própria e não sabia que o ia escrever. Direi que o poema falou quando eu me calei e se escreveu quando parei de escrever quando parei de escrever. Ao tentar escrever um texto em prosa sobre a minha maneira de escrever “invoquei” essa maneira de escrever para “ver” e assim a poder descrever. Mas, quando “vi”, aquilo que me apareceu foi um poema.

Queria, em primeiro lugar, fazer notar aos mais distraídos que o poema que "aconteceu" a Sophia de Mello Breyner condensa tudo o que o texto diz. Em seguida, que o processo de criação estética por ela descrito é comum a todos os artistas fundamentais da nossa cultura (ocidental, em sentido lato, mas também nisso são seguidos pelos orientais). Note-se: todos! Paul Klee dizia mesmo que quando pintava era como se o seu braço estivesse a ser guiado por alguém de quem ele era apenas o veículo. A obra não é um produto surgido de uma deliberação, esta segue-se como aperfeiçoamento de uma intuição, seja lá o que isso signifique.

Por último, seria interessante ter em atenção o testemunho de diferentes cientistas (Niels Bohr, por exemplo) sobre o papel da intuição, do sonho, inclusivamente, na ciência. Einstein, a propósito de Edison, falava do "génio" como sendo "um por cento de inspiração e noventa e nove por cento de transpiração". Desta sabemos todos, da outra... bem, parece que eles sabiam alguma coisa.

No post seguinte desta série procurarei clarificar o que aqui deixo à consideração de quem me leia, bem como sistematizar algumas questões. Talvez lá para o final de sexta-feira, uma vez que entre amanhã e quinta me será muito difícil fazer mais do que comentar alguma "tourada" menor.

25 setembro 2007

Por hoje, ainda uma recomendação:


demorem-se um bocadinho a ler os novos textos do Alf.

24 setembro 2007

O divino, os carnavais e coisas que tais 2

Henri Rousseau

Na discussão que originou o primeiro post desta série, continua a existir, penso eu, mais do que uma confusão.
Uma diz respeito ao salto que frequentemente se dá, na argumentação, entre fé e religião. Esse salto só pode ser dado - e, mesmo assim, com várias reservas - quando se trata das religiões do Livro. Porque não existe qualquer fé no budismo ou no taoísmo, por exemplo, mas unicamente uma intuição radical, total, num plano semelhante ao que Descartes aponta como fundamento do conhecimento em si mesmo e que Platão e, em particular, Plotino, (para não falar de Hegel, de outra maneira) entenderam como o momento da sua aquisição definitiva. Uma coisa, porém, é intuir a existência do divino como fundamento de tudo e de mim mesmo, outra, a religião, que só pode provir de uma revelação divina ou de inferência humana sobre o que essa intuição traz consigo, incluindo as normas e os ritos destinados a confirmar e a celebrar a alegria desse encontro com a fonte eterna da vida.
Mas, como diz o mesmo Descartes, é preciso tornarmo-nos em atletas da intuição, aprender, pela prática continuada do exercício de pensar, a distinguir aquelas que são claras e distintas das nebulosas, das que ainda carregam em si elementos estranhos ou indevidamente ligados no raciocínio.
É por isso que, ao contrário do que o próprio Galileu disse, convictamente ou por conveniência, e que a partir daí foi usual dizer, a religião nem sequer pode ter a ver seja o que for com a moral. Na medida em que a intuição do divino varia, a ética que lhe está associada também; a única ética possível de ser associada à atitude religiosa é, assim, o respeito pelo outro enquanto participante ou criação do divino, quer dizer, enquanto nosso semelhante.
A religião como fundamento de normas morais, isto é, massificada, isto é, politizada, é o maior perigo que há, na medida em que estabelece uma antropologia definitiva e limitadora e qualquer uma que as estabeleça só pode vir a contar, mais tarde ou mais cedo, com as contradições entre a "razão" e a vontade, a revolta e a auto-destruição. Se a religião se arrogar ainda a acrescentar-se uma visão cosmológica será, como o foi para a cristandade ao arrepio dos Evangelhos, a tragédia que se viu, das quais ainda estamos em saldos de fim de estação. Essa é a forma abastardada da compreensão do divino, geradora de conflitos e sem a qual as pessoas viveriam bem melhor.
A intuição é um prelúdio ao conhecimento e, simultaneamente, um seu horizonte e quer um quer o outro exigem o desvelamento subsequente. A intuição do divino envolve a descoberta do encadeamento dos fenómenos na procura de os integrar no significado, no sentido da existência, mas apenas isso.
Pretendo eu dizer com isto que a dúvida é mais importante do que a crença e que o verdadeiro religioso é o que abençoa a própria dúvida? Sim. Só isso, obviamente, o tornará digno perante o seu deus, porque não o terá amado por cobardia ou medo, mas porque o quer amar face a face. E não é preciso sair do nosso século: só os “crentes” se escandalizaram e procuraram negar as dúvidas da Madre Teresa de Calcutá, vindas a público num livro publicado recentemente.
Pretendo eu dizer com isto que a esfera do religioso é semelhante à esfera do saber científico, sob este aspecto? Mais uma vez, sim. Então porque é que uma parte da humanidade não possui intuições sobre o divino ou se limita a crendices com interesses muito concretos? Possivelmente porque, da mesma maneira que há quem tenha intuições fundamentais em algo de tão abstracto como o raciocínio matemático ou estético, há quem as tenha em relação a um possível divino. Um ateu não tem essa intuição, do mesmo modo que Fernando Pessoa seria, talvez, um péssimo músico ou o excelente médico X, que demonstra uma intuição extraordinária para se orientar no meio de uma floresta de sintomas que a maioria dos seus colegas não consegue, será um péssimo artista plástico, porque não tem intuição espacial. Porquê? Dizer que está nos genes, não responde a nada: os genes são a expressão de uma possibilidade que a eles próprios permitiu que existissem e que lhe é obvia e necessariamente prévia. Haveremos de o saber, se decifrarmos o sentido da existência humana.
Um ateu vive muito bem, obrigado, se não vier um gajo qualquer dizer-lhe que é um deficiente “intuicional”. Vem um “crente” dizer-lhe: “Olha, não é por mal, mas tu és coxo de crenças, eu sou melhor do que tu, sou escorreito e o melhor é perceberes que se não for eu guiar-te, estás feito”. Não há paciência! Compreende-se! “Deficiente? Já te viste ao espelho, oh!, geniozinho da lâmpada?”. E não é que o ateu está carregado de razão? Se Deus fez o mundo, os ateus também são filhos dele, e portanto, se os fez que os ature; se formos todos deus, esquecidos de que o somos, os ateus lembrar-se-ão disso quando lhes for conveniente. Não se discute a existência do sentimento poético; quanto aos poemas, gosta-se ou não se gosta, estão de acordo com o nosso caminho ou acrescentam-nos. E eu posso não gostar ou mesmo recusar o que me traz uma determinada concepção do divino, senti-la mesmo contra a minha natureza (esse Paraíso violenta-me, meu!). A minha natureza é um facto e se a teoria não contempla o facto, é porque não é verdadeira. O problema é do teorizador.
Não aprendi isto sozinho. Passo a explicar: quando era jovenzinho, um dos amigos que fiz a certa altura tinha-se convertido recentemente ao islamismo. Se hoje em dia isso ainda seria maioritariamente considerado bizarro, nessa altura era mesmo quase inconcebível. A estranheza e a curiosidade que, naturalmente, lhe demonstrei geraram muitas horas de conversa entre os dois, bem como as minhas leituras do Corão e, depois, de livros de outras religiões que ele lera, antes da conversão, à mistura com os ateus Sartre e Nietzsche, de quem ele gostava particularmente.
Um dia em que fui até lá a casa, encontrei-o a falar com um amigo dele, que estudava o budismo. Entrei na conversa e, a dado momento, perguntei ao outro se ele acreditava em Deus. O meu amigo (parece-me estar ainda hoje a ver a cena) que estava de olhos baixos, ouvindo-nos, levantou de repente a cabeça, como se tivesse sido picado e disse-me num tom quase ríspido: “Pá!, isso não se pergunta a ninguém!!”. Fiquei tão surpreendido que não soube o que fazer e calei-me, sem sequer lhe perguntar porquê. Só descobri o que ele queria dizer e a sua reacção alguns dias depois. E nunca nenhum de nós chegou a falar com o outro sobre o assunto (escusado será dizer que ele não tinha grande apreço pela comunidade muçulmana portuguesa). Entretanto, tinha lido uma frase de Nietzsche de que nunca mais me esqueci: “Desconfiai dos berradores”.
Por hoje, chega. Quero que vocês se lixem. Nem revejo o texto, nem nada. Vou jantar, que já é tarde e tenho fome, seja lá qual for a razão que me fez com essa necessidade.
Até amanhã.

23 setembro 2007

Hoje...


... foi dia de aniversário, cá em casa. Até amanhã.

22 setembro 2007

Um e-mail que recebi


A educação em Portugal...relatório da OCDE

O nosso Presidente da República referiu nas primeiras horas de 2007 que queria resultados imediatos na educação... pois, mas não vai ter enquanto tivermos um governo que hostiliza os professores, a escola pública e os trabalhadores do estado em geral. E ele também não faz nada para melhorar a situação.O relatório OCDE sobre ensino revela o que o ministério da educação sabe mas esconde cobardemente de forma a virar os portugueses menos esclarecidos contra os que labutam dia a dia por um ensino público de melhor qualidade. *Os **PROFESSORES* * em Portugal não são assim tão maus...* Consulte a última versão (2006) do Education at a Glance, publicado pela OCDE aqui.
Se for à *página 58*, verá desmontada a convicção generalizada de que os professores portugueses passam pouco tempo na escola e que no estrangeiro não é assim. Nesse estudo é apresentado o tempo de permanência na escola, onde os professores portugueses estão em 14º lugar (em 28 países), com tempos depermanência superiores aos japoneses, húngaros, coreanos, espanhóis, gregos, italianos, finlandeses, austríacos, franceses,dinamarqueses,luxemburgueses, checos, islandeses e noruegueses.
Se considerarmos apenas países da UniãoEuropeia, Portugal ocupa a 7ª posição em 19 países,portanto acima da média de tempo de permanência na Escola. No mesmo documento poderá verificar, na *página 56*, que os professoresportugueses estão em 21º lugar (em 31 países) quanto a salários, e em15ºlugar de 22 países europeus. Na *página 32* poderá verificar que, quanto a investimento na educação em relação ao PIB, estamos num modesto 19º lugar (em 31 países) e em 23º lugar(em 31 países) quanto ao investimento por aluno. E isto, o governo não manda publicar...mas não faz mal, divulgamos nós para que se SAIBA A VERDADE.
DIVULGUEM, SFF...

O nosso sistema de saúde é dos melhores do mundo


É este o título dado à entrevista a Correia de Campos, feita por Rui Solano de Almeida para o Acção Socialista de 17 deste mês. O título reproduz uma frase do ministro.
Ninguém tem aí um calmantezito que dê ao homem?

Cardápios alheios

Agostinho da Silva na vadiagem com Cáceres Monteiro





Quem reconciliou a minha juventude com o fado