16 janeiro 2008
Lixo no ambiente

O meu conhecimento das questões técnicas, ambientais e quaisquer outras levantadas pelo sistema de co-incineração é absolutamente nulo. Pessoas em quem confio tanto pela sua formação científica como pelo discernimento, levam-me, no entanto, por aquilo de que já falei com elas sobre o assunto, a considerá-la como uma solução razoável e aceitável para o problema.
Mas num parque natural, no caso o da mais do que castigada Arrábida?! E porque não em Monsanto ou mesmo no Parque Eduardo VII?! Talvez fosse até o seu melhor e mais coerente enquadramento... Não acha, sr. Ministro do Ambiente? Não constituiria isso uma ainda superior "vitória do governo" (sic) do sr. engenheiro?
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15 janeiro 2008
Ele também não sabe dizer mais nada

No Portugal dos Pequeninos, João Gonçalves escreve isto e isto. Como poderá continuar um país onde comentários destes se multiplicam? Será que sequer ainda existe? É que já não estamos no mero plano da tradicional "maledicência portuguesa", é muito, mas muito mais do que isso o que está crescentemente em jogo...
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13 janeiro 2008
Não sei dizer mais do que isto

Complementares entre si, os textos de Vasco Pulido Valente e de António Barreto no PÚBLICO de hoje são, a meu ver, simultaneamente, exemplares e patéticos. Exemplares, porque colocam o fenómeno José Sócrates em parâmetros que permitem compreeender, lata e profundamente, o seu significado. Patéticos, porque são eles mesmos sintomas da incapacidade em contribuirem para modificar no que quer que seja a situação que analisam.
Ficarão, para um dia - do ponto de vista histórico, certamente não muito longínquo - virem a ser estudados como documentos típicos de um país em vias de desaparecimento.
A não ser que...
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11 janeiro 2008
06 janeiro 2008
Três horas atrás...

... morreu Luiz Pacheco. Lá onde estejas a rires-te disto tudo, recebe um grande abraço, meu velho sacana do caralho!
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02 janeiro 2008
Faits divers
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01 janeiro 2008
Repete: mentiroooso! mentiroooso...!

(Recebido por e-mail)
A mensagem de Natal do 1º ministro ou a falta de rigor como instrumento de manipulação política.
O 1º ministro, na sua mensagem de Natal, com o objectivo de convencer os portugueses de que o seu governo estava a resolver os problemas do País, manipulou dados e utilizou-os de uma forma pouco rigorosa. Para tornar a sua mensagem mais credível, utilizou o próprio nome do INE. Sócrates afirmou textualmente o seguinte: «Segundo os dados oficiais do Instituto Nacional de Estatística, nestes dois últimos anos e meio a economia criou em termos líquidos 106.000 postos de trabalho». No entanto, os dados do INE não permitem fazer tal afirmação. Efectivamente, se a comparação for feita com base em trimestres homólogos, conclui-se que o crescimento do emprego não foi aquele que o 1º ministro afirmou (106 mil postos de trabalho), mas um outro muito diferente. Entre o 1º Trimestre de 2005 e o 1º trimestre de 2007, o aumento foi apenas de 41,3 mil postos de trabalho; entre o 2º trimestre de 2005 e o 2º Trimestre de 2007, foi somente de 22,6 mil postos de trabalho; e, entre o 3º Trimestre de 2005 e o 3º Trimestre de 2007, o crescimento foi de 70,3 mil postos de trabalho. Se a comparação for feita entre a média do emprego nos primeiros três trimestres de 2005 (5.118,8 mil) e a média do emprego nos três primeiros trimestres de 2007 (5.163,5 mil), em que o efeito da sazonalidade está mais diluído, o aumento de postos de trabalho é apenas de 44,7 mil, o que corresponde a 42% do aumento referido por Sócrates na sua mensagem de Natal. E mesmo este crescimento reduzido do emprego é aparente pois, entre 2005 e 2007, o emprego total aumentou em 44,7 mil, mas o emprego a tempo parcial cresceu em 45,2 mil. Portanto, o crescimento do emprego que se verificou, deveu-se apenas ao aumento do emprego a tempo parcial, porque o emprego a tempo completo até diminuiu. E a remuneração de um emprego a tempo parcial corresponde apenas a cerca de 47% da remuneração de um emprego a tempo completo (em 2006, segundo o INE, a remuneração média a tempo completo era de 730 euros, e a tempo parcial de apenas 340 euros). Os dados do INE mostram também que esse aumento foi conseguido fundamentalmente através de emprego precário pois, entre 2005 e 2007, os contratos a prazo aumentaram em 95,8 mil, enquanto os contratos sem termo diminuíram em 27,2 mil. Uma questão extremamente preocupante é a destruição líquida elevada e crescente de postos de trabalho destinados aos trabalhadores de escolaridade e qualificação mais elevadas. Assim, segundo o INE, o número de postos de trabalho destinados a “quadros superiores” + “Especialistas de profissões intelectuais e científicas” + “Técnicos profissionais de nível intermédio” diminuiu, entre o 1º Trimestre de 2005 e o 1º Trimestre de 2007, em 89,9 mil; e, entre o 3º Trimestre de 2005 e o 3º Trimestre de 2007, a redução de postos de trabalho destinados àqueles três grupos já foi de 123 mil. http://infoalternativa.org/autores/eugrosa/eugrosa153.htm
P.S. Há alguma possibilidade deste José Sócrates dizer algo que não seja mentira???
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31 dezembro 2007
Mentiroooso! Mentiroooso!...

Ontem, no Eixo do Mal da Sic-Notícias, Luís Pedro Nunes (director de O Inimigo Público), com aquele seu modo agitado e truculento, lia a passagem da entrevista ao El País em que José Sócrates declarava haver deixado de fumar e, por isso, ter passado a dedicar-se ao jogging, ao mesmo tempo que mostrava um exemplar do jornal do Parlamento Europeu ou da União Europeia com uma foto do mesmo José Sócrates a fumar, durante uma pausa da recente cimeira com o Brasil.
E o que questionava era algo evidente: se alguém falta à verdade por tão pouco…
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30 dezembro 2007
Na mouche!

O PS mantém-se uma associação, mas parece estar a desenvolver-se como uma sociedade anónima de capitais públicos e interesse privado. O PS procura transformar-se nun grupo económico com poder efectivo. Através da presença do Governo em sectores estratégicos, este partido adquire um papel de peso na economia.
António Barreto, hoje, no PÚBLICO
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29 dezembro 2007
Subscrevo inteiramente!

"A democracia no Paquistão é estimada e compreendida por uma pequena oligarquia, que ficou do Império, joga cricket e frequenta Oxford. Durou, pelo menos na sua forma exterior (e com uma ou outra ditadura pelo meio), enquanto durou a influência dessa oligarquia sobre a população. Hoje, com a população sublevada e organizada pelas madrassas, não faz sentido. A escolha deixou de ser entre um partido ou outro: a escolha é entre uma espécie qualquer de teocracia e uma ditadura militar. O Ocidente perceberá um dia que não existem “moderados” no islão. Tirando a tecnologia, o islão rejeita em grosso e por atacado, tudo o que o Ocidente criou e representa. A começar pela democracia."
"A blogosfera é tão avessa à crítica como os media tradicionais, com a agravante de que o envolvimento narcísico é tão forte que, mesmo dentro de blogues colectivos, a mais pequena fractura se torna explosiva. Os blogues não gostam de ser objecto de críticas e, como é óbvio, têm uma alta noção de si próprios e estão tão cheios de autocomplacência e de elogios mútuos que consideram um anátema qualquer discurso que lhes pareça exterior e que os ponha em causa, a eles e às regras do jogo que estabeleceram."
"A blogosfera é tão avessa à crítica como os media tradicionais, com a agravante de que o envolvimento narcísico é tão forte que, mesmo dentro de blogues colectivos, a mais pequena fractura se torna explosiva. Os blogues não gostam de ser objecto de críticas e, como é óbvio, têm uma alta noção de si próprios e estão tão cheios de autocomplacência e de elogios mútuos que consideram um anátema qualquer discurso que lhes pareça exterior e que os ponha em causa, a eles e às regras do jogo que estabeleceram."
Excertos de, respectivamente, Vasco Pulido Valente e José Pacheco Pereira, no PÚBLICO de hoje.
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27 dezembro 2007
A propósito...

... deste post e no dia em que Benazir Buttho foi assassinada (com terríveis consequências possíveis para o resto do mundo!), lembro a sua afirmação recente de que o Islão proíbe que se atente contra as mulheres e, que por isso, estava segura de que nenhum verdadeiro muçulmano a atacaria.
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24 dezembro 2007
16 dezembro 2007
15 dezembro 2007
No dia em que Sócrates chorou

Nesse dia fui à Repartição de Finanças da minha área.
E expus à funcionária que me atendeu o seguinte:
- Nos finais de Setembro, ao consultar o meu saldo bancário, verificara que, por engano, o sector público de onde eu fora transferido no mês anterior me processara o salário;
- Alertara de imediato a secretaria do referido sector, tendo-me informado a funcionária de que iriam notificar as Finanças para fazer a cobrança, ao mesmo tempo que me pedia as maiores desculpas pelo incómodo que isso me iria causar;
- Recebera mais tarde a notificação da obrigatoriedade da reposição do dinheiro no prazo de trinta dias a partir da data da assinatura do aviso de recepção, em 16 de Outubro;
- Não tendo podido deslocar-me à repartição até ao dia 15 de Novembro, telefonara para a mesma e perguntara ao funcionário que me atendera se teria que proceder ao pagamento nessa data ou se a contagem dos trinta dias incluía o dia 16, ao que ele me respondera que poderia fazê-lo, ainda sem multa, no dia seguinte;
- Perguntara-lhe também se teria que liquidar obrigatoriamente a minha "dívida" naquela repartição ou se a Loja do Cidadão também serviria para o efeito e a resposta fora que isso seria indiferente, já que os serviços "de lá" comunicariam com os "daqui";
- Pagara no dia seguinte e na Loja do Cidadão;
- Tinha recebido, dias atrás, um notificação das Finanças, uma vez que não teria liquidado a "dívida", para que repusesse a quantia do vencimento, acrescida de mais 70 e tal euros de juros de mora;
- Telefonara para a repartição e haviam-me informado de que a Loja do Cidadão não tinha enviado nada, mas que bastaria deslocar-me até lá, acompanhado do documento comprovativo do pagamento e a situação ficaria regularizada de imediato.
Após me ter ouvido:
- A funcionária começou por descobrir que as vias informáticas haviam enlaçado as existências fiscais do meu nome com o de um Carlos-qualquer-coisa, numa comunhão de dívidas que utrapassavam os 5000 euros;
- Efectuada uma cuidadosa investigação, a mesma funcionária desfez tão auspiciosa união (não sei se para sempre!), mas, verificando a data da liquidação da "dívida", afirmou que eu teria que pagar um multa de € 16,34, por o haver feito um dia depois do prazo-limite;
- Acrescentou ainda que o sector que me processara erradamente o vencimento deveria enviar o comprovativo da reposição para aquela repartição, para que o caso ficasse encerrado;
Liguei, de seguida, para a secretaria do meu antigo sector, do qual me garantiram que a funcionária das Finanças não sabia o que dizia, porque eles não tinham que enviar rigorosamente nada, o Gabinete de Gestão Financeira (?) é que enviará a nota de pagamento efectuado para ambos e que eles próprios ainda não haviam recebido fosse o que fosse, aconselhando-me a voltar às Finanças para esclarecer o assunto.
Recebi também nesse mesmo dia um email dos serviços do ministério das ditas, avisando-me de que os contribuintes que não paguem as suas dívidas até ao dia 31 de Dezembro não usufruirão de quaisquer benefícios fiscais na próxima declaração de IRS.
No dia em que o país - este país! - pôde ver o seu primeiro-ministro choramingando, narcisicamente, na assinatura do tratado europeu.
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14 dezembro 2007
Abobrinha!!!

Vim ao correio, à pressa, aproveitei para ver se o blog continuava no sítio, respondi ao comentário do Range-o-Dente no post sobre o Islão, fui num instante ao blog da Abobrinha e bem... imperdível!
12 dezembro 2007
Raisparta!
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