29 março 2008
26 março 2008
Como é possível?!

Depois de tudo o que disse até ontem com a maior convicção e fervor patriótico quanto à descida de impostos e a decisão hoje anunciada sobre o IVA, só um louco ou alguém da mesma igualha pode desejar este homem para qualquer cargo, público ou privado.
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25 março 2008
Já começo a enjoar as conversas sobre o ensino, os professores, os alunos, os pais e sei lá que mais...

... mas, antes de fazer uma pausa, só mais esta, que recebi hoje por e-mail:
AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES PELOS PAIS TUGAS
As razões dum Pai
O gajo não presta. O gajo fala, fala, fala, mas o puto não entende pêva do que ele está práli a dizer e por isso é que não aprende. Depois, só porque o puto recebe uma mensagem no telemóvel, que até fui eu que lha mandei porque ele tinha deixado o gato fechado na cozinha, põe-se aos gritos com ele que preturba a aula. Preturba mas é o c.... que o gato podia dar-nos cabo do almoço. O gajo é mas é parvo. Não tem compreenção pelos alunos, é o que é. Deu nega ao meu puto, mas agora quem vai ter a nega é ele! E vamos aver se pró ano, se calhar outra vez ao puto este gajo como professor, ele não le vai dar uma nota de jeito... não percisa ser um 5, que eu também sei que o meu puto não tem grande queda para os estudos, mas o que ele não tem é de andar praí a perjudicar o futuro dos miudos que assim com notas dessas, como é que vão comseguir tirar as facoldades?
O gajo quer é ser ele e os da sua laia a serem dotores só eles.
Eu cá já decidi. Nota negativa!
Mai nada!
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22 março 2008
Não percebo!

Se um atleta, de qualquer faixa etária, pode ser irradiado da prática da sua modalidade por agressão a outros atletas, árbitros ou dirigentes desportivos e ninguém se lembra de apenas o mudar de clube, porque é que uma medida idêntica não é aplicável aos alunos do ensino público que cometem actos do mesmo tipo? Como, aliás, acontecia até aqui há alguns anos...!
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Ferreira Fernandes, no DN on line
E para quando a avaliação dos papás?O Carolina Michaëlis, que já teve o belo nome de liceu, não serve os miúdos do bairro do Aleixo, no Porto. Não, aquele vídeo (ver págs. 4 e 5) não mostra gente com desculpas fáceis, vindas do piorio. Pela localização daquela escola, quem para lá vai vive às voltas da Boavista e os pais têm jantes de liga leve sem precisar de as gamar. Os pais da miúda histérica que agride a professora de francês estarão nessa média. Os pais do miúdo besta que filma a cena, também. Tudo isso nos remete para a questão tão badalada das avaliações. Claro que não me permito avaliar a citada professora. A essa senhora só posso agradecer a coragem. E pedir-lhe perdão por a mandar para os cornos desses pequenos cobardolas sem lhe dar as condições de preencher a sua nobre profissão. Já avaliar os referidos pais, posso: pelo visto, e apesar das jantes de liga leve, valem pouco. O vídeo mostrou-o. É que se ele foi filmado numa sala de aula, o que mostrou foi a sala de jantar daqueles miúdos.
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21 março 2008
Por e-mail

Uma solteirona descobre que uma amiga ficou grávida só com uma oração rezada na igreja de uma aldeia próxima. Uns dias depois, foi à mesma igreja ter com o padre:
- Bom dia senhor padre.
- Bom dia minha filha. Em que posso ajudar-te?
- Sabe, senhor padre, soube que uma amiga minha esteve aqui e ficou grávida só com uma avé maria.
- Não minha filha, foi com um padre nosso. Mas já foi transferido!
Luzes da ribalta
Chirico, A esfingeHá pouco, no Telejornal das 13h da RTP1, o presidente da Associação Nacional de Professores iniciou desta maneira o seu comentário ao incidente disciplinar ocorrido numa sala de aula de uma escola do Porto: "Bom, as novas tecnologias trouxeram para as escolas problemas que anteriormente não existiam..."
Os Gato Fedorento que se cuidem...! A concorrência no mundo do espectáculo é feroz!
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19 março 2008
17 março 2008
Excerto
Chirico, Love Song
Qualquer João Figueiredo sabe para que servem as meras rodas dentadas do anónimo mecanismo do Leviathan e do PRACE. O Estado é isto, meus senhores, a abstracção de um discurso de estadão, no tempo da "folle du logis" e da "teledemocracia". Os indivíduos, infelizmente, são meros elementos fungíveis de uma tabela estatística que suporta as regras das sondagens e dos estudos de opinião pública.
Aliás, quanto mais à esquerda se pensa o poder, mais ilusão têm os detentores do mesmo quanto à bondade dos meios que utilizam, dado que se deixam enlevar pela altitude dos fins que julgam prosseguir. Os tais instrumentos ditos inquisitoriais, com excessos ditos purgas, porque os chefes e engenheiros de almas, abrasados pelos fins dos superiores interesses do país, se desleixam das correias de transmissão e das rodas dentadas do Estado-Aparelho.
Se os chefes têm, com eles, a doutrina, nenhuma parcela da força do estadão lhes pode fugir, e todos os opositores que não queiram comer à mesa do orçamento passam à categoria de filhos das trevas. E este é o país do rigor, da competência, de mais qualidade, de mais qualificações, de modernização, onde, infelizmente, até nos acusam de irmos depressa demais. Quando o país estava atrasado demais, parado demais, sem compreender a urgência da mudança. O mundo está a mudar e os país tem de mudar com o mundo.
Nós, chefes, somos a força da modernização, o futuro que precisamos de construir e não somos dos que vão para onde sopra o vento, atrás de qualquer protesto. Nem sequer somos dos que alimentam a descrença e fomentam o pessimismo, como dizia Marcello Caetano, antes de ser metido na Chaimite. Somos o partido progressista de Portugal. Temos connosco o Jorge Coelho, que bem sabe fazer oposição à oposição, sem se comprometer com apoios à Maria de Lurdes. Temos o princeps Almeida Santos, que sempre apoiou a Ota por causa das pontes que podem ser dinamitadas por terroristas e que ainda é capaz de juntar cem mil pessoas na rua.
Nós somos o novo estado, o rigor, a modernidade, a Europa, o mundo, a competência, o aborto, a luta contra os berloques na língua, o Lemos de Castelo Branco, o Teixeira dos Santos, o Mariano Gago, o Santos Silva, mesmo que já não sejamos o Campos Cunha, a SEDES, o Freitas do Amaral. E até podemos vir a ser o Vital Moreira, o José Miguel Júdice e o Pedro Mexia. Somos como sempre fomos, o Costa Cabral, o Fontes Pereira de Melo, o Afonso Costa, o António de Oliveira, o Cavaco Silva, mesmo sem uma ideia de Portugal e sem uma ideia de Europa. Mesmo sem qualquer ideia de ideias.
Aliás, quanto mais à esquerda se pensa o poder, mais ilusão têm os detentores do mesmo quanto à bondade dos meios que utilizam, dado que se deixam enlevar pela altitude dos fins que julgam prosseguir. Os tais instrumentos ditos inquisitoriais, com excessos ditos purgas, porque os chefes e engenheiros de almas, abrasados pelos fins dos superiores interesses do país, se desleixam das correias de transmissão e das rodas dentadas do Estado-Aparelho.
Se os chefes têm, com eles, a doutrina, nenhuma parcela da força do estadão lhes pode fugir, e todos os opositores que não queiram comer à mesa do orçamento passam à categoria de filhos das trevas. E este é o país do rigor, da competência, de mais qualidade, de mais qualificações, de modernização, onde, infelizmente, até nos acusam de irmos depressa demais. Quando o país estava atrasado demais, parado demais, sem compreender a urgência da mudança. O mundo está a mudar e os país tem de mudar com o mundo.
Nós, chefes, somos a força da modernização, o futuro que precisamos de construir e não somos dos que vão para onde sopra o vento, atrás de qualquer protesto. Nem sequer somos dos que alimentam a descrença e fomentam o pessimismo, como dizia Marcello Caetano, antes de ser metido na Chaimite. Somos o partido progressista de Portugal. Temos connosco o Jorge Coelho, que bem sabe fazer oposição à oposição, sem se comprometer com apoios à Maria de Lurdes. Temos o princeps Almeida Santos, que sempre apoiou a Ota por causa das pontes que podem ser dinamitadas por terroristas e que ainda é capaz de juntar cem mil pessoas na rua.
Nós somos o novo estado, o rigor, a modernidade, a Europa, o mundo, a competência, o aborto, a luta contra os berloques na língua, o Lemos de Castelo Branco, o Teixeira dos Santos, o Mariano Gago, o Santos Silva, mesmo que já não sejamos o Campos Cunha, a SEDES, o Freitas do Amaral. E até podemos vir a ser o Vital Moreira, o José Miguel Júdice e o Pedro Mexia. Somos como sempre fomos, o Costa Cabral, o Fontes Pereira de Melo, o Afonso Costa, o António de Oliveira, o Cavaco Silva, mesmo sem uma ideia de Portugal e sem uma ideia de Europa. Mesmo sem qualquer ideia de ideias.
O resto do texto pode ser lido (leiam-no!) aqui, no post com esta mesma data.
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15 março 2008
Mais depressa se apanha um mentiroso...

Vitalino Canas, porta-voz do PS, diz que o seu partido não tem culpa de haver ganho as eleições em Março e que por isso não existe qualquer ligação entre a "manifestação" marcada para um Pavilhão qualquer, no Porto, e uma resposta à manifestação dos professores do sábado passado, bem como aos restantes protestos, relativos à política governativa em geral, que alastram desde há meses pelo país. Esta "manifestação", comemorativa de três anos de grandes vitórias de José Sócrates, estaria naturalmente programada há muito tempo.
Hoje, o militante organizador do "evento" justificava a escolha de um local onde, por falta de condições, se teve que investir muito dinheiro para as criar, dizendo que só lhe deram um mês para o realizar...
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14 março 2008
Um provérbio muito velho

Não vi as intimidades do nosso primeiro-ministro que o pseudo-voyeurismo da SIC decidiu revelar. Mas vi, inevitavelmente, a amostra da peça "jornalística" que encheu os espaços entre os programas da SICNotícias. Nela se podia ouvir José Sócrates dizer "sou um homem generoso", com a entoação de quem não consegue lutar contra isso.
O que me trouxe mais uma vez à memória um provérbio judaico milenar que li na adolescência e de que nunca mais me esqueci, tantas as ocasiões em que algo me fez pensar nele: "Que alguém se orgulhe da sua beleza, é normal; mas que se orgulhe da sua bondade, é trágico".
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10 março 2008
Cá está ele!

Um amigo enviou-me por e-mail o texto de Vasco Pulido Valente incluído no PÚBLICO de 2 de Março de 2008, a que fiz referência dois ou três posts atrás. Aqui fica, para quem o não tenha lido.
A avaliação dos professores
Como se pode avaliar professores, quando o Estado sistematicamente os "deseducou" durante 30 anos? Como se pode avaliar professores, quando o ethos do "sistema de ensino" foi durante 30 anos conservar e fazer progredir na escola qualquer aluno que lá entrasse? Como se pode avaliar professores, se a ortodoxia pedagógica durante 30 anos lhes tirou pouco a pouco a mais leve sombra de autoridade e prestígio? Como se pode avaliar professores, se a disciplina e a hierarquia se dissolveram? Como se pode avaliar professores, se ninguém se entende sobre o que devem ser os curricula e os programas? Como se pode avaliar professores se a própria sociedade não tem um modelo do "homem" ou da "mulher" que se deve "formar" ou "instruir"?
Sobretudo, como se pode avaliar professores, se o "bom professor" muda necessariamente em cada época e cada cultura? O ensino de Eton ou de Harrow (grego, latim, desporto e obediência) chegou para fundar o Império Britânico e para governar a Inglaterra e o mundo. Em França, o ensino público, universal e obrigatório (grego, latim e o culto patriótico da língua, da literatura e da história) chegou para unificar, republicanizar e secularizar o país. Mas quem é, ao certo, essa criatura democrática, "aberta", tolerante, saudável, "qualificada", competitiva e sexualmente livre que se pretende (ou não se pretende?) agora produzir? E precisamente de que maneira se consegue produzir esse monstro? Por que método? Com que meios? Para que fins? A isso o Estado não responde.
O exercício que em Portugal por estúpida ironia se chama "reformas do ensino" leva sempre ao mesmo resultado: à progressão geométrica da perplexidade e da ignorância. E não custa compreender porquê. Desde os primeiros dias do regime (de facto, desde o "marcelismo") que o Estado proclamou e garantiu uma patente falsidade: que a "educação" era a base e o motor do desenvolvimento e da igualdade (ou, se quiserem, da promoção social). Não é. Como se provou pelo interminável desastre que veio a seguir. Mas nem essa melancólica realidade demoveu cada novo governo de mexer e remexer no "sistema", sem uma ideia clara ou um propósito fixo, imitando isto ou imitando aquilo, como se "aperfeiçoar" a mentira a tornasse verdade. Basta olhar para o "esquema" da avaliação de professores para perceber em que extremos de arbítrio, de injustiça e de intriga irá inevitavelmente acabar, se por pura loucura o aprovarem. Mas loucura não falta.
Sobretudo, como se pode avaliar professores, se o "bom professor" muda necessariamente em cada época e cada cultura? O ensino de Eton ou de Harrow (grego, latim, desporto e obediência) chegou para fundar o Império Britânico e para governar a Inglaterra e o mundo. Em França, o ensino público, universal e obrigatório (grego, latim e o culto patriótico da língua, da literatura e da história) chegou para unificar, republicanizar e secularizar o país. Mas quem é, ao certo, essa criatura democrática, "aberta", tolerante, saudável, "qualificada", competitiva e sexualmente livre que se pretende (ou não se pretende?) agora produzir? E precisamente de que maneira se consegue produzir esse monstro? Por que método? Com que meios? Para que fins? A isso o Estado não responde.
O exercício que em Portugal por estúpida ironia se chama "reformas do ensino" leva sempre ao mesmo resultado: à progressão geométrica da perplexidade e da ignorância. E não custa compreender porquê. Desde os primeiros dias do regime (de facto, desde o "marcelismo") que o Estado proclamou e garantiu uma patente falsidade: que a "educação" era a base e o motor do desenvolvimento e da igualdade (ou, se quiserem, da promoção social). Não é. Como se provou pelo interminável desastre que veio a seguir. Mas nem essa melancólica realidade demoveu cada novo governo de mexer e remexer no "sistema", sem uma ideia clara ou um propósito fixo, imitando isto ou imitando aquilo, como se "aperfeiçoar" a mentira a tornasse verdade. Basta olhar para o "esquema" da avaliação de professores para perceber em que extremos de arbítrio, de injustiça e de intriga irá inevitavelmente acabar, se por pura loucura o aprovarem. Mas loucura não falta.
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Vasco Pulido Valente
Estou muito mais descansado!

Afinal se, durante o dia de hoje, todos os telejornais abriram com a demissão do treinador do Benfica, dando-lhe, no mínimo, uma dezena de minutos, é porque a coisa não estará assim tão grave (renego qualquer intenção blasfema do que disse em relação ao Glorioso, o Eterno, abençoado para sempre seja o Seu nome!). Além disso, logo a seguir, veio a Naíde Gomes, campeã do mundo em salto em comprimento e o Nelson Évora, medalha de bronze.
Mais do que inchado, fiquei arrelampado! Eu e todos os portugueses, que os órgãos de comunicação não querem que nos falte nada! Que bem que cumprem a missão de que se incumbem de alimentar e preservar a alma lusitana...!
Ah! E nem se esqueceram de nos avisar de que o sr. Presidente da República voltou à Pátria, depois de ter visitado a nossa ex-colónia da América do Sul! Nem do funeral da pequena Mariluz!
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Uma pequena nota

Desde há algum tempo que cessou a divulgação, quase diária e por diferentes órgãos de comunicação, de sondagens que mantinham a atribuição de maioria absoluta ao Partido Socialista em caso de eleições.
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08 março 2008
Segunda rapidinha do dia

Segundo a PSP, 80.000 professores, isto é, cerca de dois terços de um dos maiores, senão o maior grupo profissional do país, vindos de todos os cantos do mesmo, deslocaram-se até à capital, marchando depois pela Avenida da Liberdade, no que constituiu uma enorme manifestação de mal-estar nacional, inédita por envolver os elementos de uma única profissão.
Sintoma também inédito, afinal, da maior manifestação de incompetência técnica e de inabilidade política e governativa de que há memória em Portugal desde há 34 anos.
Sócrates perde o país, à medida que ele se perde nas suas mãos. E perde o partido que, com ele, também se perde.
Resta saber o que se achará depois disto.
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Tourada total
Rapidinha
Escher, CôncavoA trabalhar (raisparta!), ouço a SICNotícias e levanto os olhos quando anunciam uma peça sobre o sistema de avaliação dos professores na Bélgica, que desconheço completamente. Parece-me completamente adequado àquilo que se pretende: em primeiro lugar, ela incide sobre a escola no seu conjunto e, só em casos excepcionais, sobre o professor, a pedido do director, em função de uma diferença de nível clara observada entre o nível da média de resultados obtidos pela escola numa determinada disciplina e a das turmas que lhe foram distribuídas. A remuneração do docente não é afectada pelo resultado.
Recordo o que afirmou noutro dia um senhor da empresa Jerónimo Martins (ouvi-o de raspão, mas pareceu-me que foi qualquer coisa deste género): o tipo de avaliação determinada para os professores é feito na sua empresa há muitos anos e nada há nela de extraordinário. Como comentário apenas se poderá relembrar que as pessoas consideradas - e auto-consideradas - importantes deste país continuam a ser os mestres-de-obras, alguns dos quais já sabem ler.
Finalmente (tenho que voltar ao trabalho!), verifico que, nas escolas belgas, os alunos usam, desde a infância, computadores da Apple MacIntosh, a empresa que melhores programas tem ao nível da educação. Aqui ao lado, em Espanha, o Estado também fez um contrato com a mesma empresa há algum tempo, em Inglaterra é o que se vê e pela Europa fora... Em Portugal, ensina-se com recurso a programas tipo Office e conheço gente, recém-saída da Universidade, que nem sequer sabia da existência de tal marca antes de eu lhe falar dela. O que acaba por ser natural, num país onde a classe política se especializou mais no uso do fax.
Este post foi possível com produtos do Bill Gates.
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06 março 2008
Subscrevo inteiramente...

... este texto de Francisco Mendes da Silva, publicado hoje no 31 da Armada, bem como o texto de Vasco Pulido Valente no PÚBLICO do passado domingo (alguém leu?).
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