
12 julho 2008
10 julho 2008
Gente de sucesso

Naide Gomes, campeã nacional, europeia e mundial de atletismo, nascida em S. Tomé e Príncipe e naturalizada portuguesa, dizia ontem no decorrer de uma peça biográfica transmitida ao final da noite na RTPN (reproduzo de memória):
Quando vim de S. Tomé, a primeira coisa que estranhei mesmo foi a escola. Fiquei assim, como que chocada...! Era tudo muito... Os alunos maltratavam os professores!, muito barulho...! confusão...!, aquilo era... não dava para nada...! Em S. Tomé isso era impensável, até porque levávamos logo porrada...! Fui para casa e disse à minha mãe: Mãe, eles maltratam os professores...! E ela disse: eles, sim; mas tu, não...! Senão levas porrada!
Daqui, um grande abraço para Naide e para a sua mãe. E os meus maiores agradecimentos.
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08 julho 2008
Mas, antes, sobra-me um bocadinho...
... para recomendar esta!
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06 julho 2008
04 julho 2008
02 julho 2008
30 junho 2008
25 junho 2008
Ainda a propósito dos Mistérios Esotéricos da Educação...

... a opinião de José Júdice no jornal Metro de hoje:
Aproveitando uma Conferência Internacional sobre Violência nas Escolas que está a decorrer em Lisboa, a ministra da Educação tentou sossegar os portugueses garantindo que, embora a indisciplina seja generalizada, os “fenómenosde violência estão circunscritos”. O país, disse a ministra, tem de ter a noção de que existe uma distinção entre violência escolar e indisciplina. E qual é essa distinção, perguntam ansiosos os pais e os professores, esperando da boca ministerial o conceito rigoroso que permita ao país, naturalmente confuso, distinguir entre falar ao telemóvel na sala de aula e dar uns sopapos na professora? A resposta, como era de esperar, é nenhuma. “Precisamos de um conhecimento mais aprofundado dessa distinção”, disse a ministra. Para perceber a diferença entre fazer barulho ou andar à pancada, a ministra precisa “de um conhecimento aprofundado dessa distinção”.
A maneira mais simples, e barata, de aprofundar esse conhecimento e contribuir para um melhor esclarecimento das políticas educativas seria enviar um secretário de Estado que se voluntariasse para o sacrifício de dar uma aula numa escola escolhida ao acaso (a Carolina Michaëlis do Porto salta imediatamente à mente, mas pode ser qualquer outra). Se o secretário de Estado fosse interrompido por risadinhas, conversas entre os alunos, ataques com aviões de papel ou toques de telemóvel, perceberia imediatamente o que é indisciplina. Caso os raides com aviões de papel evoluíssem numa escalada de violência para ataques com mísseis mais sólidos, como bolos de arroz, garrafas vazias de Coca-Cola ou ofensivas de infantaria ao sopapo e pontapé, o governante poderia tranquilamente concluir que estava a ser alvo de violência escolar e fugiria da escola mais rico e sabedor. Eventualmente com escoriações e nódoas negras, sim, mas enriquecido interiormente pelo “conhecimento mais aprofundado da distinção” entre indisciplina e violência.
Em vez deste saber de experiência feito, o que faz o ministério? Não faz nada, ou seja, anuncia“um conjunto muito vasto de medidas”: a criação de coordenadores de segurança nas escolas, a criação de uma Equipa de Missão para a Segurança Escolar, o reforço do programa Escola Segura, a colocação de centenas de professores em “comissões”, a criação de “cartões de estudante”, a vigilância electrónica e um exército de pedagogos e psicólogos fechados em gabinetes, provavelmente por receio de que levem pancada dos alunos. Reforçar a autoridade do professor na sala de aulas não lhes passa pela cabeça.
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22 junho 2008
É uma pedra!...

... o texto deste e-mail que acabei de receber. Os meus parabéns ao autor, seja lá ele quem for, embora deixe muuuito por dizer quanto à relação entre avaliação, formação académica e investigação.
Jorge Pedreira admitiu hoje o óbvio: a Avaliação do Desempenho não tem por objectivo cimeiro aumentar a qualidade da oferta educativa das escolas e, muito menos, promover o desenvolvimento profissional dos docentes. Nas palavras do Secretário de Estado (que é Jorge mas que de educação nada percebe) apenas visa contribuir para a redução do défice público. — Eureka!
O enigma da má-fé ministerial fica finalmente revelado.
No fórum da 'TSF' da manhã de hoje, Pedreira justificou os motivos pelos quais o ME discorda da proposta de António Vitorino em adiar a avaliação e testar-se o modelo preconizado pelo M.E. em escolas piloto durante um ou dois anos.
Pedreira (o Jorge, que até é secretário da ministra Lurdes), confessou o politicamente inconfessável: *Terá de haver avaliação para que os professores possam progredir na carreira e assim possam vir beneficiar de acréscimos salariais* (sic).
Ou seja, aquilo que hoje se discute no mundo ocidental (democrático e desenvolvido, como rotula, mas desconhece a 'primeira ministra'), gira em torno da dicotomia de se saber se a avaliação do desempenho docente serve propósitos de requalificação educativa (se para isso directamente contribui) ou se visa simplesmente constituir-se em mais um instrumento de redução do défice público.
Nesta matéria, Pedreira (o tal que é Jorge e ao mesmo tempo teima em ser secretário da ministra que também parece oriunda de uma pedreira), foi claro: *Importa conter a despesa do Estado com a massa salarial dos docentes *; o resto (a qualidade das escolas e do desempenho dos professores) é tanga(!!!).
Percebe-se, assim, por que motivo este modelo de avaliação plagia aquele que singra na Roménia, no Chile ou na Colômbia. Países aos quais a OCDE, o FMI, o *New Public Management* americano, impôs: *a desqualificação da escola pública em nome da contenção da despesa pública*; percebe-se, assim, por que razão a ministra Maria de Lurdes (que tem um secretário que, como ela, também é pedreira) invoque a Finlândia para revelar dados estatísticos de sucesso escolar e a ignore em matéria de avaliação do desempenho docente.
Percebo a ministra pedreira: não se pode referenciar aquilo que não existe. A Finlândia, com efeito, não tem em vigor qualquer sistema ou modelo formal e oficial de avaliação do desempenho dos professores!
Agradeço à pedreira intelectual que grassa no governo de Sócrates (que por acaso não é pedreiro — até é engenheiro faxciendo), finalmente nos ter brindado com tão eloquente esclarecimento. Cito-os:
*A avaliação dos Docentes é mais um adicional instrumento legislativo para
combater o défice público*(!).
Obrigado, Srs. Pedreiras, pela clarificação do óbvio.
O enigma da má-fé ministerial fica finalmente revelado.
No fórum da 'TSF' da manhã de hoje, Pedreira justificou os motivos pelos quais o ME discorda da proposta de António Vitorino em adiar a avaliação e testar-se o modelo preconizado pelo M.E. em escolas piloto durante um ou dois anos.
Pedreira (o Jorge, que até é secretário da ministra Lurdes), confessou o politicamente inconfessável: *Terá de haver avaliação para que os professores possam progredir na carreira e assim possam vir beneficiar de acréscimos salariais* (sic).
Ou seja, aquilo que hoje se discute no mundo ocidental (democrático e desenvolvido, como rotula, mas desconhece a 'primeira ministra'), gira em torno da dicotomia de se saber se a avaliação do desempenho docente serve propósitos de requalificação educativa (se para isso directamente contribui) ou se visa simplesmente constituir-se em mais um instrumento de redução do défice público.
Nesta matéria, Pedreira (o tal que é Jorge e ao mesmo tempo teima em ser secretário da ministra que também parece oriunda de uma pedreira), foi claro: *Importa conter a despesa do Estado com a massa salarial dos docentes *; o resto (a qualidade das escolas e do desempenho dos professores) é tanga(!!!).
Percebe-se, assim, por que motivo este modelo de avaliação plagia aquele que singra na Roménia, no Chile ou na Colômbia. Países aos quais a OCDE, o FMI, o *New Public Management* americano, impôs: *a desqualificação da escola pública em nome da contenção da despesa pública*; percebe-se, assim, por que razão a ministra Maria de Lurdes (que tem um secretário que, como ela, também é pedreira) invoque a Finlândia para revelar dados estatísticos de sucesso escolar e a ignore em matéria de avaliação do desempenho docente.
Percebo a ministra pedreira: não se pode referenciar aquilo que não existe. A Finlândia, com efeito, não tem em vigor qualquer sistema ou modelo formal e oficial de avaliação do desempenho dos professores!
Agradeço à pedreira intelectual que grassa no governo de Sócrates (que por acaso não é pedreiro — até é engenheiro faxciendo), finalmente nos ter brindado com tão eloquente esclarecimento. Cito-os:
*A avaliação dos Docentes é mais um adicional instrumento legislativo para
combater o défice público*(!).
Obrigado, Srs. Pedreiras, pela clarificação do óbvio.
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Depois...
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20 junho 2008
17 junho 2008
16 junho 2008
A notícia esperada

O Ministro da Cultura convidou sua Excelência, o senhor Presidente da República, para presidir às comemorações dos cem anos do realizador de cinema Manuel de Oliveira.
A notícia não espantou os portugueses. Seria de esperar. O senhor Presidente deve conhecer, de olhos fechados, a obra do mestre...
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Cavaco Silva
14 junho 2008
Fernandinho e o gato

Gato que brincas na rua
como se fosse na cama,
invejo a sorte que é tua
porque nem sorte se chama.
Bom servo das leis fatais
que regem pedras e gentes,
que tens instintos gerais
e sentes só o que sentes,
és feliz porque és assim.
Todo o nada que és é teu.
Eu sinto-me e estou sem mim.
Conheço-me e não sou eu.
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11 junho 2008
Ainda sem saber o que sairá...

... da reunião dos camionistas, na Batalha:
Há pouco, no jornal da SICNotícias, Ângelo Correia e Ruben Carvalho estiveram de acordo nas suas análises ao problema da paralisação e na solução que lhe dariam. E, quanto a mim, muito bem em ambos os aspectos.
Haverá finalmente esperança de que o bom-senso, neste país, venha a sobrepor-se ao sectarismo e aos interesses partidários?
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Sou camionista
10 junho 2008
Eles existem...
... os camionistas inteligentes! No noticiário da TVI apareceram dois, na raia algarvia (salvo erro) ! Um, dizendo que os motoristas estavam a ser utilizados pelos patrões. O outro, alertando os seus colegas de Espanha e França de que isto se trata de uma luta entre das empresas com os governos e que, portanto, deveriam ter cuidado e não se deixarem arrastar para ela.
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Sou camionista
Raça do homem!

Acossado pelo jornalista que lhe pedia uma declaração sobre a paralisação dos camionistas (a do “Comboio dos Duros”, como, sempre imaginativa e irreverente, a comunicação social a designa), o senhor Presidente da República, especialista na postura “não me comprometo”, arvorou o costumado sorriso manholas de recorte bacoco e respondeu que a ocasião não era propícia, que hoje era o Dia de Portugal. E, perante a insistência do determinado profissional, no meio da atrapalhação em que se sentia não acrescentou, como Guterres, que “é só fazer as contas”. Antes, como alguém da sua idade, azucrinado durante muitos anos pela cartilha de Santa Comba e a quem a memória selecciona já automática e primeiramente o que nela há de mais antigo, acrescentou que se tratava do “dia da raça”, despachando o importuno o mais rapidamente que podia e pôs-se ao fresco, estugando o passo. Coitado, nem deu pela gaffe!
A esquerda é que não perdeu tempo. Iria lá perdê-lo!
A esquerda é que não perdeu tempo. Iria lá perdê-lo!
A esquerda correcta, podre de chic e da cultura de novas universidades, não poderia, obviamente, calar-se perante tamanho sintoma do regresso de retrógrados obscurantismos. Falou, com hálito a rosas, de mitos e mistificações científicas, de negregados períodos da história do nosso país, de propaganda… A esquerda de sempre, do sempre-povo, lembrou, por seu turno, o que lembra sempre sobre o que sempre há que lembrar.
Porque ele há gente que é mesmo de má-raça! Como há fadistas de raça ou atletas com raça...! E a esquerda de e com raça não se esquece que tem que acabar com a raça dessa raça de gentinha!
Porque ele há gente que é mesmo de má-raça! Como há fadistas de raça ou atletas com raça...! E a esquerda de e com raça não se esquece que tem que acabar com a raça dessa raça de gentinha!
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Sou camionista
08 junho 2008
Uma conspiração de estúpidos

"O país de José Sócrates é um país de ficção, construído laboriosamente por uma eficaz agenda de propaganda. Só que a propaganda já não chega para esconder a realidade."
Luís Marques, no Expresso (via PÚBLICO de hoje)
"Prosseguem as greves e manifestações. Funcionários públicos, professores, enfermeiros, pescadores, automobilistas, camionistas... O mal-estar social é evidente. A grande manifestação de Lisboa atingiu uma dimensão surpreendente. Mas o governo despreza manifestações e números. Diz o primeiro-ministro que só os argumentos lhe interessam, não os números. Coitado! Não sabe que as manifestações e os números são argumentos."
António Barreto, no PÚBLICO de hoje
Eu acrescentaria que Sócrates manda no país no sentido precisamente contrário, isto é, tendo em atenção os números e as manifestações do que e de quem considera importante, e jamais qualquer argumentação que não seja a dos seus próprios horizontes. Eis ao que chama "determinação".
Ora é precisamente isto, o nunca se pôr em causa a si mesmo , o que constitui a raiz e a medida da estupidez.
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