30 novembro 2008
29 novembro 2008
Ficam convidados...

... a, enquanto não volto mais regularmente, a lançarem aqui alguma luz sobre aquilo que julgam estar na origem de coisas deste tipo, impensáveis aqui há uns anos.
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25 novembro 2008
No dia em que decidi desalinhar-me...

... e ficar em casa, a descansar, deixo-vos aqui uma gravura, sem título, do notável, saudoso e esquecido Mário Botas, bem como um seu poema que me foi enviado por Nicolau Saião, a quem ele o ofereceu no decorrer de um encontro promovido por MANDRÁGORA - Centro de Cultura e Pesquisa de Arte, em Lisboa, em 1980, onde também participaram Mário Cesariny e Manuel de Almeida e Sousa.
“Seldom we find” says Solomon Don Dance
“Half an idea in the profoundest sonnet”
E.A.Poe
“Half an idea in the profoundest sonnet”
E.A.Poe
A fisionomia, o carinho das coisas impalpáveis,
o balbuciar, todo em amarelo, dos limões...
Cintura na pedra,
correio subtil de Lesbos para Marte.
Antinous visitou-me. Deixou a casa desarrumada
e um projecto em mim demasiadamente longo.
No frágil da memória eu durmo e sou eu
deuses de papelão sentando-se a meu lado.
No leito fluvial por onde dorme o cisne
chamam por mim os outros príncipes. Todos
irmãos.
Escuridão nova na velha escuridão,
efeito de luz nas janelas do poema...
O meu cão dorme. He is a poet, isn’t he?
o balbuciar, todo em amarelo, dos limões...
Cintura na pedra,
correio subtil de Lesbos para Marte.
Antinous visitou-me. Deixou a casa desarrumada
e um projecto em mim demasiadamente longo.
No frágil da memória eu durmo e sou eu
deuses de papelão sentando-se a meu lado.
No leito fluvial por onde dorme o cisne
chamam por mim os outros príncipes. Todos
irmãos.
Escuridão nova na velha escuridão,
efeito de luz nas janelas do poema...
O meu cão dorme. He is a poet, isn’t he?
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Mário Botas
24 novembro 2008
22 novembro 2008
19 novembro 2008
Se...

... isto for verdade (e tudo indica que o seja), então estaremos perante um procedimento inaceitável, ao melhor nível do Estado Salazarento. Não apenas porque constitui uma forma digna do filho do Manholas (alcunha do pai de Salazar) de conseguir argumentos, no sentido de afirmar que os professores cumprem e estão de acordo com o que foi determinado pelo Ministério, como também contraria o que é por ele estipulado para essa mesma avaliação quando estabelece, tanto quanto eu conheça do assunto, que os OI (objectivos individuais) têm um carácter pessoal e que, por questões de funcionalidade, com excepção dos casos litigiosos ou suspeitos, eles constituem somente matéria para o professor-avaliador.
José Sócrates é, sem dúvida, neste momento, o primeiro-ministro de um poder político que atingiu o sinistro ao nível do ridículo.
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Mais correio

Sócrates entregou Magalhães só para a fotografia
Por Margarida Davim
José Sócrates esteve na Escola do Freixo, em Ponte de Lima, a entregar computadores aos alunos do 1.º ciclo. Mas, depois de o primeiro-ministro ir embora, as crianças tiveram de devolver os Magalhães
A Escola do Freixo, em Ponte de Lima, foi o palco escolhido por José Sócrates, na passada quarta-feira, para mais uma acção de promoção dos computadores da JP Sá Couto para o 1.º ciclo. Sócrates chamou os jornalistas e distribuiu os Magalhães pelas crianças. Mas, terminada a cerimónia oficial, os portáteis tiveram de ser devolvidos. Contactado pelo SOL, o conselho executivo da Escola do Freixo explicou que as crianças não puderam ficar com os computadores, «porque há questões administrativas a tratar».
A mesma fonte – que não se quis identificar – assegura que os Magalhães «estão na escola», mas explica que isso não significa que os alunos do Freixo vão receber os portáteis mais depressa do que as crianças de outros estabelecimentos de ensino. «Não sabemos quando é que os computadores vão ser distribuídos», admitiu, acrescentando que a entrega «depende da logística administrativa». Antes da entrega real dos equipamentos, a escola vai ter de «preencher toda a papelada e os pais que não estiverem abrangidos pelo 1.º escalão da acção social escolar vão ter de fazer o pagamento do computador». Um processo que a escola admite desconhecer quanto tempo poderá demorar. Fica também por esclarecer se os Magalhães que Sócrates já deixou na escola serão suficientes para todas as crianças.
A Escola do Freixo tem 185 alunos inscritos no 1.º ciclo, mas o conselho executivo diz não saber quantos portáteis foram entregues na cerimónia que contou com a presença do primeiro-ministro. «Não sei quantos computadores cá ficaram», disse ao SOL um elemento do conselho executivo. Ao que o SOL apurou, foi explicado a alguns alunos que os computadores tinham de ser devolvidos no final da visita de Sócrates por terem problemas nas baterias. No entanto, o conselho executivo da Escola do Freixo garante que «as crianças sabiam» que não iam ficar com os Magalhães naquele dia, porque lhes «foi explicado que era preciso realizar alguns procedimentos administrativos».
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Mas, já agora:

No portal Sapo, lê-se que, a propósito das afirmações de Manuela Ferreira Leite, segundo Santos Silva, "nenhum dirigente político pode deixar qualquer sombra de dúvida sobre a sua atitude face à democracia".
Deixou Santos Silva a dúvida sobre se por palavras ou se por actos...
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É que...

... porra!, não me dão uns minutos de folga para desabafar! E há tanto para dizer neste momento...!
Volto antes do fim-de-semana, mas não sei quando. Entretanto, vão lendo este texto.
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Vasco Pulido Valente
15 novembro 2008
Chamada de atenção

No dia em que mais uns milhares de professores (os não-alinhados com os sindicatos) se manifestaram em Lisboa e em que os inspectores do Ministério da Educação vieram dizer que este modelo de avaliação é inexequível, chamo a atenção para este post.
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13 novembro 2008
Da autoridade

O sr. Secretário de Estado da Educação, dr. Jorge Pedreira, diz que os alunos que atiraram ovos na Escola D. Dinis não pertenciam àquele estabelecimento de ensino e que a coisa foi organizada por adversários do Governo.
Naturalmente que este último ponto não oferecerá dúvidas, a não ser que os actuais governantes tenham amigos verdadeiros, daqueles que dizem o que pensam e que deste modo lhes estejam a apontar o caminho digno da demissão. Mas não me parece crível que isso pudesse acontecer. Apontaria até, reforçando o que afirmou o sr. Secretário de Estado, para que se trate igualmente de um caso de plágio de procedimentos, pois o Ministério também já, em outras ocasiões, contratou actores e figurantes para tomarem o lugar de alunos de verdade em acções de propaganda, perdão!, de divulgação de medidas em prol da grei.
O dr. Jorge Pedreira tem, sem dúvida, autoridade suficiente para suspeitar de algo neste campo e não serei eu a contestá-la.
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Correio

Nicolau Saião (que não conheço pessoalmente), poeta da velha guarda surrealista, alentejano de todos os costados, enviou-me um texto que apenas hoje li devido às confusões em que tenho andado metido. Aqui o deixo, à consideração de todos os que por cá passam.
Tempos de Novo Apólogo
“Fátima Felgueiras absolvida de 22 crimes de que vinha acusada e condenada em 3 anos e 3 meses de pena suspensa por apropriação de 177 Eur de ajudas de custo e utilização por diversas vezes de um carro da autarquia” - Dos jornais
SE NÃO FOSTE TU FOI O TEU FILHO
Durante anos, a pretexto de diversas razões intimidatórias, foram feitas contra Fátima Felgueiras verdadeiras campanhas de difamação e de calúnia.
Nomeadamente em órgãos de informação que deviam ser responsáveis e alinharam naquilo a que Unamuno chamou "a solidariedade dos crápulas".
Uma monstruosidade, sim, porque o enquadramento real é este: como é que esta sanha foi possível num país civilizado ou que tem foros de o dever ser?
Para camuflar outros casos, esses sim vergonhosos e gritantes?
Durante anos segui este caso e escrevi sobre ele em Portugal e no estrangeiro. Muitas vezes, sabendo o que sabia de todo este assunto, me perguntei: como é que Fátima Felgueiras aguenta tanta pressão? De tentarem compará-la a um Al Capone, quando eu via olhos nos olhos que era apenas uma mulher determinada a não se deixar esmagar?
Condenada por umas ajudas de custo...por utilização de um carro...
Tenho a certeza de que em recurso se provará a sua completa inocência.
Mas o ódio contra ela, pelos vistos continua.
Não é ela o vosso inimigo, portugueses. Esse - são sim outros!
Em breve virei a lume num jornal estrangeiro, de maneira mais aprofundada, tratar este assunto de forma alongada e com pormenores como por exemplo este: por diversas vezes me foram feitos telefonemas anónimos injuriando-me, ameaçando-me de me “limparem o sarampo” (textual).
Mas porquê, perguntar-se-á? É muito simples: porque o meu filho mais velho, pessoa que como não é covarde nem gosta de sangue na praça pública, que é o que os caluniadores, os falsos moralistas e os difamadores gostam (eles “sabiam” que Fátima Felgueiras tinha roubado milhões, assim como “sabiam” que um carro que comprei com muito custo e continuo a pagar tinha sido outorgado para me taparem a boca - chegaram a esta infâmia) dizia, porque esse filho, de nome João Garção, revoltado com as calúnias concorreu e foi eleito por maioria absoluta como vereador na equipa camarária da “criminosa”. A ele ofertaram-lhe o mimo de difundirem que tinha fugido com o cofre da Escola Superior onde era director; mas não tinha fugido sózinho e sim com duas espanholas de Vigo... Depois, quando tal enxovalho foi desmascarado, fizeram soar que como era de famílias ricas, sempre que se sentia em apertos refugiava-se na paterna herdade de Évora...
Como qualquer ser medianamente culto saberá, a minha herdade é sim em Arronches. E, provavelmente por causa do calor alentejano, ou do frio alentejano, encolheu – e é hoje um simples quintal nas traseiras duma simples casa que uma tia me deixou e que com custo mandei recuperar e ando a pagar – porque, ao contrário do Estado português, que deve mil milhões aos militares além de outros pequenos trocos por aqui e por ali, pago as minhas contas e por isso todos os dias almoço sem ser de cara rebaixada!
Mas o mais vergonhoso é que a sanha odienta de Torquemadas de pacotilha não foi apenas propalada por primários e por gente sem gabarito. Gente houve (lembram-se de comentadores da nossa santa TV, etc?) que, eivados de santíssima sabença (conheciam o processo...sem nunca o terem lido!) deblateravam, deblateraram – e não davam direito de resposta – como aquele conhecido santarrão das letras que disse que as pessoas que concorriam com a autarca eram apenas lixo.
Ou seja: sou, com muita honra e assumidamente, pai dum bocado de lixo. Um bocado de lixo que, todavia, demonstrou de outras formas, publicamente, que é menos lixo e tem mais talento e vergonha numa mão do que o conspícuo indivíduo tem no corpo todo.
Foi esta, durante dez anos, a democracia de tais senhores. A da cobarde injúria. E não me refiro a quem, como era seu direito, analisava e comentava ponderadamente o caso!
Mas sim a essa récua de gente que, como dizia Cesariny, vê os argueiros dos outros sem ver as esguelhas próprias...
Simplesmente.
Nomeadamente em órgãos de informação que deviam ser responsáveis e alinharam naquilo a que Unamuno chamou "a solidariedade dos crápulas".
Uma monstruosidade, sim, porque o enquadramento real é este: como é que esta sanha foi possível num país civilizado ou que tem foros de o dever ser?
Para camuflar outros casos, esses sim vergonhosos e gritantes?
Durante anos segui este caso e escrevi sobre ele em Portugal e no estrangeiro. Muitas vezes, sabendo o que sabia de todo este assunto, me perguntei: como é que Fátima Felgueiras aguenta tanta pressão? De tentarem compará-la a um Al Capone, quando eu via olhos nos olhos que era apenas uma mulher determinada a não se deixar esmagar?
Condenada por umas ajudas de custo...por utilização de um carro...
Tenho a certeza de que em recurso se provará a sua completa inocência.
Mas o ódio contra ela, pelos vistos continua.
Não é ela o vosso inimigo, portugueses. Esse - são sim outros!
Em breve virei a lume num jornal estrangeiro, de maneira mais aprofundada, tratar este assunto de forma alongada e com pormenores como por exemplo este: por diversas vezes me foram feitos telefonemas anónimos injuriando-me, ameaçando-me de me “limparem o sarampo” (textual).
Mas porquê, perguntar-se-á? É muito simples: porque o meu filho mais velho, pessoa que como não é covarde nem gosta de sangue na praça pública, que é o que os caluniadores, os falsos moralistas e os difamadores gostam (eles “sabiam” que Fátima Felgueiras tinha roubado milhões, assim como “sabiam” que um carro que comprei com muito custo e continuo a pagar tinha sido outorgado para me taparem a boca - chegaram a esta infâmia) dizia, porque esse filho, de nome João Garção, revoltado com as calúnias concorreu e foi eleito por maioria absoluta como vereador na equipa camarária da “criminosa”. A ele ofertaram-lhe o mimo de difundirem que tinha fugido com o cofre da Escola Superior onde era director; mas não tinha fugido sózinho e sim com duas espanholas de Vigo... Depois, quando tal enxovalho foi desmascarado, fizeram soar que como era de famílias ricas, sempre que se sentia em apertos refugiava-se na paterna herdade de Évora...
Como qualquer ser medianamente culto saberá, a minha herdade é sim em Arronches. E, provavelmente por causa do calor alentejano, ou do frio alentejano, encolheu – e é hoje um simples quintal nas traseiras duma simples casa que uma tia me deixou e que com custo mandei recuperar e ando a pagar – porque, ao contrário do Estado português, que deve mil milhões aos militares além de outros pequenos trocos por aqui e por ali, pago as minhas contas e por isso todos os dias almoço sem ser de cara rebaixada!
Mas o mais vergonhoso é que a sanha odienta de Torquemadas de pacotilha não foi apenas propalada por primários e por gente sem gabarito. Gente houve (lembram-se de comentadores da nossa santa TV, etc?) que, eivados de santíssima sabença (conheciam o processo...sem nunca o terem lido!) deblateravam, deblateraram – e não davam direito de resposta – como aquele conhecido santarrão das letras que disse que as pessoas que concorriam com a autarca eram apenas lixo.
Ou seja: sou, com muita honra e assumidamente, pai dum bocado de lixo. Um bocado de lixo que, todavia, demonstrou de outras formas, publicamente, que é menos lixo e tem mais talento e vergonha numa mão do que o conspícuo indivíduo tem no corpo todo.
Foi esta, durante dez anos, a democracia de tais senhores. A da cobarde injúria. E não me refiro a quem, como era seu direito, analisava e comentava ponderadamente o caso!
Mas sim a essa récua de gente que, como dizia Cesariny, vê os argueiros dos outros sem ver as esguelhas próprias...
Simplesmente.
NICOLAU SAIÃO
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12 novembro 2008
Aos que ainda têm paciência para vir até aqui
09 novembro 2008
Respondendo...

Magritte, Golconde
... aos comentários do Mestre Carranza:
Será que a ministra, segundo Sócrates, "rosto do governo" considerará a manifestação por via eleitoral que lhe permitiu, três anos atrás, chegar ao cargo, como a forma de uma parte dos portugueses chantagear outra? Pertencerão então os 120.000 que se manifestaram à parte chantageada? Terá a ministra contabilizado os votos recebidos por José Sócrates para ver se aqueles que o fizeram poderiam pertencer na totalidade a essa minoria ou se, pelo contrário, poderiam pertencer também aos seus (agora ex-) apoiantes ou incluí-los? E, assim, entenderá a manifestação como mais ou menos significativa do ponto de vista da legitimidade da acção que tem desenvolvido e das medidas que tem tomado?
Finalmente: deverá o governo pedir um empréstimo para financiar as contas públicas? É que um conjunto de instituições que, na boca da ministra, conta com, pelo menos ao que parece, um mínimo de 120.000 accionistas é mais do que um parceiro social, é um verdadeiro parceiro económico...!
... ao comentário do RoD:
Pois. Mas até que ponto ia esse acordo? Também gostaria de estar informado. Por ambas as partes.
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A coisa está cada vez mais divertida

Aaah...! Isto explica o que me aconteceu um ano atrás e, ao que parece, se mantém no hospital onde estive!
Entretanto, os reitores das universidades denunciam a miséria económica - bem como a que dela decorre - das instituições de ensino superior e, no caso da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (salvo erro), o dinheiro já nem chega para cobrir os subsídios de Natal.
O Carnaval vem a seguir.
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08 novembro 2008
Mais baixo, cada vez mais baixo...
Fotografia obtida no Sapo
A alegada ministra da Educação do alegado governo do alegado primeiro-ministro disse, num telejornal, que os bastante mais de cem mil professores que hoje se manifestaram contra este modelo de avaliação o fizeram como forma de chantagear, pela intimidação, os restantes (mais ou menos 20%).
Não descobriram ainda em Sociologia, ou não lho terão ensinado durante o curso, que o poder, quando cai na disformidade do ridículo e da má-fé, cai mais baixo ainda do que a rua?
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