07 dezembro 2008

Não me comprometa!


Se assim vier a acontecer, ficamos desde já a saber que a culpa não será dele.

06 dezembro 2008

E se por acaso pensavam...


... que isto só acontece nos filmes...

Faits-divers


No dia em que a Ministra da Educação não sei quê e os sindicatos aguentem aí os cavais oh pessoal, saiu uma sondagem da euro não sei quantos, dizendo que, se fosse hoje, o PS, quer dizer, Sócrates teria novamente a maioria absoluta que deixara já de ter dois dias atrás.

04 dezembro 2008

Significativo


Mário Nogueira contabilizou em cerca de 134.000 professores, aqueles que ontem fizeram greve. O governo falou, se fizermos as contas em pouco mais de 60% do total de docentes, ou seja, mais de 84.000.
Será legítimo supor que, se 120.000 estiveram na rua, os grevistas terão sido em número, pelo menos, aproximado. O que fará tender a balança para o lado dos sindicalistas, tornando a equipa ministerial em putativa mentirosa.
Porém, mesmo que esta tivesse razão, 84.000 em greve de uma vez só não seria um pouco mais do que "significativo", segundo as palavras do Secretário de Estado, Valter Lemos?
E, já agora, sr. Secretário de Estado, "significativo" de quê?

30 novembro 2008

Por solidariedade...

Mário Botas, Os passeios de um sonhador

... dei uma mãozinha neste texto.

29 novembro 2008

É só fazer as contas

Sem dúvida!!!

Quadro de Arcimboldo
Solidarizo-me por inteiro!

Ficam convidados...


... a, enquanto não volto mais regularmente, a lançarem aqui alguma luz sobre aquilo que julgam estar na origem de coisas deste tipo, impensáveis aqui há uns anos.

25 novembro 2008

No dia em que decidi desalinhar-me...


... e ficar em casa, a descansar, deixo-vos aqui uma gravura, sem título, do notável, saudoso e esquecido Mário Botas, bem como um seu poema que me foi enviado por Nicolau Saião, a quem ele o ofereceu no decorrer de um encontro promovido por MANDRÁGORA - Centro de Cultura e Pesquisa de Arte, em Lisboa, em 1980, onde também participaram Mário Cesariny e Manuel de Almeida e Sousa.


“Seldom we find” says Solomon Don Dance
“Half an idea in the profoundest sonnet”
E.A.Poe


A fisionomia, o carinho das coisas impalpáveis,
o balbuciar, todo em amarelo, dos limões...
Cintura na pedra,
correio subtil de Lesbos para Marte.

Antinous visitou-me. Deixou a casa desarrumada
e um projecto em mim demasiadamente longo.
No frágil da memória eu durmo e sou eu
deuses de papelão sentando-se a meu lado.

No leito fluvial por onde dorme o cisne
chamam por mim os outros príncipes. Todos
irmãos.

Escuridão nova na velha escuridão,
efeito de luz nas janelas do poema...
O meu cão dorme. He is a poet, isn’t he?

Às vezes ainda dá gosto...


24 novembro 2008

22 novembro 2008

Em plena crise de tempo...

Maria Keil, pormenor de um mural
... só me dá para aconselhar o que outros vão dizendo, isto, por exemplo, e mais isto. Penso que lá para quarta ou quinta-feira começarei a ter mais alguma disponibilidade para tourear umas quantas coisas.

19 novembro 2008

Se...


... isto for verdade (e tudo indica que o seja), então estaremos perante um procedimento inaceitável, ao melhor nível do Estado Salazarento. Não apenas porque constitui uma forma digna do filho do Manholas (alcunha do pai de Salazar) de conseguir argumentos, no sentido de afirmar que os professores cumprem e estão de acordo com o que foi determinado pelo Ministério, como também contraria o que é por ele estipulado para essa mesma avaliação quando estabelece, tanto quanto eu conheça do assunto, que os OI (objectivos individuais) têm um carácter pessoal e que, por questões de funcionalidade, com excepção dos casos litigiosos ou suspeitos, eles constituem somente matéria para o professor-avaliador.
José Sócrates é, sem dúvida, neste momento, o primeiro-ministro de um poder político que atingiu o sinistro ao nível do ridículo.

Mais correio


Sócrates entregou Magalhães só para a fotografia
Por Margarida Davim
José Sócrates esteve na Escola do Freixo, em Ponte de Lima, a entregar computadores aos alunos do 1.º ciclo. Mas, depois de o primeiro-ministro ir embora, as crianças tiveram de devolver os Magalhães
A Escola do Freixo, em Ponte de Lima, foi o palco escolhido por José Sócrates, na passada quarta-feira, para mais uma acção de promoção dos computadores da JP Sá Couto para o 1.º ciclo. Sócrates chamou os jornalistas e distribuiu os Magalhães pelas crianças. Mas, terminada a cerimónia oficial, os portáteis tiveram de ser devolvidos. Contactado pelo SOL, o conselho executivo da Escola do Freixo explicou que as crianças não puderam ficar com os computadores, «porque há questões administrativas a tratar».
A mesma fonte – que não se quis identificar – assegura que os Magalhães «estão na escola», mas explica que isso não significa que os alunos do Freixo vão receber os portáteis mais depressa do que as crianças de outros estabelecimentos de ensino. «Não sabemos quando é que os computadores vão ser distribuídos», admitiu, acrescentando que a entrega «depende da logística administrativa». Antes da entrega real dos equipamentos, a escola vai ter de «preencher toda a papelada e os pais que não estiverem abrangidos pelo 1.º escalão da acção social escolar vão ter de fazer o pagamento do computador». Um processo que a escola admite desconhecer quanto tempo poderá demorar. Fica também por esclarecer se os Magalhães que Sócrates já deixou na escola serão suficientes para todas as crianças.
A Escola do Freixo tem 185 alunos inscritos no 1.º ciclo, mas o conselho executivo diz não saber quantos portáteis foram entregues na cerimónia que contou com a presença do primeiro-ministro. «Não sei quantos computadores cá ficaram», disse ao SOL um elemento do conselho executivo. Ao que o SOL apurou, foi explicado a alguns alunos que os computadores tinham de ser devolvidos no final da visita de Sócrates por terem problemas nas baterias. No entanto, o conselho executivo da Escola do Freixo garante que «as crianças sabiam» que não iam ficar com os Magalhães naquele dia, porque lhes «foi explicado que era preciso realizar alguns procedimentos administrativos».

Mas, já agora:


Deixou Santos Silva a dúvida sobre se por palavras ou se por actos...

É que...


... porra!, não me dão uns minutos de folga para desabafar! E há tanto para dizer neste momento...!
Volto antes do fim-de-semana, mas não sei quando. Entretanto, vão lendo este texto.

15 novembro 2008

Chamada de atenção


No dia em que mais uns milhares de professores (os não-alinhados com os sindicatos) se manifestaram em Lisboa e em que os inspectores do Ministério da Educação vieram dizer que este modelo de avaliação é inexequível, chamo a atenção para este post.

13 novembro 2008

Da autoridade


Naturalmente que este último ponto não oferecerá dúvidas, a não ser que os actuais governantes tenham amigos verdadeiros, daqueles que dizem o que pensam e que deste modo lhes estejam a apontar o caminho digno da demissão. Mas não me parece crível que isso pudesse acontecer. Apontaria até, reforçando o que afirmou o sr. Secretário de Estado, para que se trate igualmente de um caso de plágio de procedimentos, pois o Ministério também já, em outras ocasiões, contratou actores e figurantes para tomarem o lugar de alunos de verdade em acções de propaganda, perdão!, de divulgação de medidas em prol da grei.
O dr. Jorge Pedreira tem, sem dúvida, autoridade suficiente para suspeitar de algo neste campo e não serei eu a contestá-la.