21 dezembro 2008

Mas o que é que há nisto...


... que seja espantoso ou imprevisível? Pelos vistos, há gente a quem a lucidez chega tarde. Ou a vergonha. Ou gente a quem frustraram as expectativas? Ou...

17 dezembro 2008

Da genialidade na intuição política


Zita Seabra justificou a sua falta à votação da proposta do CDS-PP sobre a suspensão da avaliação dos professores, dizendo que é "contra a suspensão do processo de avaliação dos professores porque de cada vez que em política se pára para pensar suspendem-se as coisas durante anos".
Odete Santos deve estar a roer-se de inveja. Nem ela conseguiu alguma vez chegar tão longe...!

13 dezembro 2008

O subliminar


O Governo alterou o Orçamento pouco tempo depois de o haver aprovado e adoptou, em parte ou mesmo totalmente, medidas propostas pela Oposição, da esquerda à direita, em especial as do CDS. Sem, no entanto, jamais referir a sua proveniência.
A cada dia que passa, o Governo perde mais e mais a face, enterrando-se num autoritarismo enraizado na incompetência que, insegura, procura proteger-se a todo o custo. E o estranho braço-de-ferro que "a ministra" mantém com os professores, ajudando a manter as divisões entre os portugueses (tanto mais facilitadas quanto não houve ainda a preocupação de elucidar o país sobre aquilo em que, de facto, consiste essa avaliação), constitui uma forma subtil de reforçar o sentimento da falta de uma autoridade que, na ausência de uma oposição credível, apenas José Sócrates tem possibilidade de assegurar.
Portugal apresta-se (aprestam-no) para descer ainda um pouco mais fundo.

Razão do meu silêncio?



Além das trapalhadas do costume, estive internado dois dias para exames de rotina. Retomarei a postagem neste fim-de-semana.
Até já.

07 dezembro 2008

Do vegetarianismo democrático


Esta equipa de ministerial educação lembra-me aquela velha história de um democratíssimo senhor vegetariano, arreigado opositor do Estado Novo, que compreendia e admitia perfeitamente que a sua mulher e os seus filhos gostassem da comida de que ele não gostava... desde que fossem vegetarianos. E que, como razão para tal empenho e firmeza, argumentava com a posição que a lei do antigo regime lhe conferia para cuidar da saúde da família, tarefa para a qual estaria habilitado pela leitura de uns quantos artigos da revista A Verdadeira Ciência Alimentar. Além disso, apesar de tudo, ficava mais barato comer umas couvitas do que bifes....

Não me comprometa!


Se assim vier a acontecer, ficamos desde já a saber que a culpa não será dele.

06 dezembro 2008

E se por acaso pensavam...


... que isto só acontece nos filmes...

Faits-divers


No dia em que a Ministra da Educação não sei quê e os sindicatos aguentem aí os cavais oh pessoal, saiu uma sondagem da euro não sei quantos, dizendo que, se fosse hoje, o PS, quer dizer, Sócrates teria novamente a maioria absoluta que deixara já de ter dois dias atrás.

04 dezembro 2008

Significativo


Mário Nogueira contabilizou em cerca de 134.000 professores, aqueles que ontem fizeram greve. O governo falou, se fizermos as contas em pouco mais de 60% do total de docentes, ou seja, mais de 84.000.
Será legítimo supor que, se 120.000 estiveram na rua, os grevistas terão sido em número, pelo menos, aproximado. O que fará tender a balança para o lado dos sindicalistas, tornando a equipa ministerial em putativa mentirosa.
Porém, mesmo que esta tivesse razão, 84.000 em greve de uma vez só não seria um pouco mais do que "significativo", segundo as palavras do Secretário de Estado, Valter Lemos?
E, já agora, sr. Secretário de Estado, "significativo" de quê?

30 novembro 2008

Por solidariedade...

Mário Botas, Os passeios de um sonhador

... dei uma mãozinha neste texto.

29 novembro 2008

É só fazer as contas

Sem dúvida!!!

Quadro de Arcimboldo
Solidarizo-me por inteiro!

Ficam convidados...


... a, enquanto não volto mais regularmente, a lançarem aqui alguma luz sobre aquilo que julgam estar na origem de coisas deste tipo, impensáveis aqui há uns anos.

25 novembro 2008

No dia em que decidi desalinhar-me...


... e ficar em casa, a descansar, deixo-vos aqui uma gravura, sem título, do notável, saudoso e esquecido Mário Botas, bem como um seu poema que me foi enviado por Nicolau Saião, a quem ele o ofereceu no decorrer de um encontro promovido por MANDRÁGORA - Centro de Cultura e Pesquisa de Arte, em Lisboa, em 1980, onde também participaram Mário Cesariny e Manuel de Almeida e Sousa.


“Seldom we find” says Solomon Don Dance
“Half an idea in the profoundest sonnet”
E.A.Poe


A fisionomia, o carinho das coisas impalpáveis,
o balbuciar, todo em amarelo, dos limões...
Cintura na pedra,
correio subtil de Lesbos para Marte.

Antinous visitou-me. Deixou a casa desarrumada
e um projecto em mim demasiadamente longo.
No frágil da memória eu durmo e sou eu
deuses de papelão sentando-se a meu lado.

No leito fluvial por onde dorme o cisne
chamam por mim os outros príncipes. Todos
irmãos.

Escuridão nova na velha escuridão,
efeito de luz nas janelas do poema...
O meu cão dorme. He is a poet, isn’t he?

Às vezes ainda dá gosto...


24 novembro 2008

22 novembro 2008

Em plena crise de tempo...

Maria Keil, pormenor de um mural
... só me dá para aconselhar o que outros vão dizendo, isto, por exemplo, e mais isto. Penso que lá para quarta ou quinta-feira começarei a ter mais alguma disponibilidade para tourear umas quantas coisas.