01 março 2009

Um partido português...


... é o título do texto de Vasco Pulido Valente, no PÚBLICO de hoje, e que termina assim:
"(...) Tirando a dra. Manuela Ferreira Leite e uns milhares de ingénuos de província, o PSD não quer ganhar a eleição de Outubro. Meia dúzia de notáveis, a começar por Passos Coelho, querem suceder a Manuela. Dezenas de caciques querem as câmaras. Marcelo quer (presumivelmente) a presidência. E muita gente (mais do que se julga) quer a desforra. E, para chegar a esses nobres fins, quem se importa de abrir a porta ao PS de Sócrates? Quanto ao país, ele que se arranje como puder. E se puder."

28 fevereiro 2009

A cauda da Europa (oh! ta grosse queue!)

Gustave Courbet, A Origem do Mundo
Quando, poucos anos atrás, uma exposição dos mestres da pintura portuguesa do século XIX, realizada em Paris por iniciativa do nosso Ministério da Cultura, foi considerada pela crítica francesa como um conjunto de obras que se limitavam a exprimir uma concepção de arte na época já há muito ultrapassada, os patrioteiros do costume mostraram-se emproadamente indignados com mais uma afronta à dignidade nacional.
A indignação, porém, não pode esconder aquilo que alguém minimamente conhecedor de arte sabe: que a crítica francesa tinha toda a razão e que apenas a inexistência de educação e de perspectiva estéticas elementares pode engrandecer aquilo que é, de facto, confrangedoramente provinciano e, para o tempo, tristonhamente convencional. Foi esta, aliás, a estreiteza de vistas com a qual, pouco tempo depois, se deparou Amadeo de Souza-Cardoso e com que se depararam Pessoa, Almada, Sá-Carneiro e todos os outros. No Portugal onde ainda agora se passou isto, a propósito do quadro de Courbet, pintor francês contemporâneo de Columbano e Malhoa, que ilustra este desabafo.
O episódio é mais do que ridículo ou lamentável. Porque é a confirmação (mais uma) de que o país não muda na sua essência, que continua viscosamente hipócrita, manhosamente mesquinho, submerso na pequenez que o mantém num limbo infernal e, pior do que isso, incapaz de se ver ao espelho sem querer tirar de imediato um qualquer proveito que compense, ao seu olhar, desorientado e incerto, a cobardia que o tolhe.
Algo que o faça ganhar moralmente. E, se possível (sempre!), uns tostõezitos. Que isto vai para aí uma crise...!

27 fevereiro 2009

Novas Oportunidades


Na página 31 do jornal Ocasião de hoje, na secção Outros Serviços, pode-se ler o seguinte anúncio:
"Rapaz que sofra de flatulência, gases, para festa privada. Dá-se alojamento. Lisboa". Segue-se o número de telefone de contacto.
Com tal exemplo de busca de optimização da rentabilidade dos recursos, como se poderá duvidar do futuro do nosso querido torrão de terra?!

20 fevereiro 2009

Nenhum honrado ditador...


... seria tão desprezível ao ponto de dar uma desculpa destas.

15 fevereiro 2009

Pin'ups com Doutoramento


A partir de uma conversa com o Professor Doutor Nuno Nabais, do Departamento de Filosofia da Universidade de Lisboa, promotor-empresário de cafés-livrarias com tertúlias, conversador regular do Rádio Clube Português e possivel protagonista de outras meritórias actividades in, Ana Sousa Dias escreve, a páginas 45 da revista PÚBLICA de hoje, que o mesmo afirma saber "demasiadas coisas sobre as mulheres porque, além de ter a sorte de conhecer mulheres monumentais e curiosas, estudei muito Filosofia e li muito sobre a questão da condição humana e do feminino. Aquilo que estudei (...) está sempre a viciar a minha relação com o mundo e, neste caso, com as mulheres", acrescentando ainda, entre muitas outras coisas, que não consegue "namorar com uma pessoa que não seja de Filosofia, por mais bonita que seja".
Apesar de estarmos ainda em Fevereiro, este blog decidiu atribuir desde já ao Professor o prémio "Pin'up loira 2009".

10 fevereiro 2009

Onde as coisas já vão!

Mário Botas, A morte de um cão

Nem o sr. general consegue disfarçar o vómito.

07 fevereiro 2009

Se alguém tinha dúvidas...


Francisco Louçã afirma, em entrevista ao PÚBLICO, que a disputa do BE é com os 45% do PS.
O negócio é mesmo números...
Tenho andado longe daqui, deste cantinho, quero dizer. Espero voltar a uma maior regularidade dentro de três semanas. O meu obrigado aos que ainda teimam em vir aqui de vez em quando.

30 janeiro 2009

A saúde de Freitas do Amaral


Diogo Freitas do Amaral deu uma oportuna entrevista à jornalista Ana Lourenço, na SICNotícias, durante a qual, depois de ter analisado (e bem) a especulação jornalística em volta do envolvimento do primeiro-ministro no caso Freeport, fez os maiores elogios a José Sócrates e referiu a excelência da sua equipa.
Pelo meio, disse também que a operação o havia curado do problema de coluna. Mas isso não se notou nada.

25 janeiro 2009

Sinais


O sr. primeiro-ministro não escondeu o seu desagrado pelo facto de pessoas que são contrárias a acordos com o CDS terem votado a favor da proposta desse partido, no sentido da suspensão da avaliação dos professores.
Os deputados que se manifestaram a favor de tal proposta, militantes de raiz do PS e convictamente socialistas, tê-lo-ão feito por considerarem ser o interesse de Portugal superior aos interesses deste governo. Votaram na condição de patriotas e não de militantes. Votaram, talvez, também por oposição a um processo de instalação de grupos de diferentes e variadas afinidades que transformarão cada vez mais a liberdade e a democracia numa saudade de tempos idos.
Sócrates divide cada vez mais o país, no sentido de reforçar o seu poder. Nisso, é semelhante a Salazar. Tal como para o ditador, ele é Portugal. Tal como o homem de Santa Comba modificou as palavras de Cristo, dizendo-se cristão, ao mudar "quem não é contra nós, é por nós" para "quem não é por nós, é contra nós", também Sócrates, afirmando-se democrata, inverte o sentido da liberdade política. Tal como Salazar, ele marca um perigoso e aviltante período de decadência.

24 janeiro 2009

Chamo a vossa atenção...


... para dois posts no Fundação Velocipédica: este e este.
Parabéns ao Nicolau Saião e ao Almeida e Sousa!
Volto amanhã, domingo.

19 janeiro 2009

Elementar, meu caro Valter!

Os sindicatos afirmam que a percentagem dos professores em greve é, tal como na anterior greve, de mais de 90%. O ministério, através do sr. dr. Valter Lemos, diz que essa percentagem, de facto, não se alterou em relação à greve de 3 de Dezembro, mas que é de 67%.
Ora, segundo a matemática mais elementar, com a qual certamente a veneranda equipa ministerial estará habilitada, a percentagem de 67% corresponde a dois terços dos professores. Se estes números correspondessem a uma vitória eleitoral (do PS), considerá-los-iam, com razão, como confirmadores de uma "vitória esmagadora". Neste contexto, significam que são "apenas" 67% e não os mais de 90% dos sindicatos.
Não será tudo isto, afinal, apenas decorrente do cariz esmagador de um poder que não demonstra as mais elementares honestidade e competência políticas?

18 janeiro 2009

À atenção de José Sócrates e de Cavaco Silva


Segundo o semanário SOL e de acordo com o que o ouvimos dizer na televisão:
«Com o passar dos anos, a maioria dos americanos pôde voltar à vida que tinha antes de 11 de Setembro, mas eu nunca pude» , afirmou o presidente. «Todas as manhãs eu recebia um resumo das ameaças à nossa nação. Eu prometi fazer tudo ao meu alcance para nos manter a salvo».
Bush citou medidas na área de segurança que adoptou nos dois mandatos como presidente, como a criação do Departamento de Segurança Interna, a introdução de «novas ferramentas» para vigiar «terroristas», e as invasões do Afeganistão e do Iraque.
Segundo Bush, «pode haver um debate legítimo sobre muitas destas decisões, mas não sobre os resultados».
«Passaram mais de sete anos sem outro ataque terrorista no nosso solo» .
«O Afeganistão passou de uma nação onde os Talibãs abrigavam a (rede extremista) Al-Qaeda e apedrejavam mulheres nas ruas para uma jovem democracia que combate o terror e encoraja as jovens mulheres a irem à escola» .
«O Iraque foi de uma ditadura brutal e inimigo declarado dos Estados Unidos para uma democracia árabe no coração do Médio Oriente e um amigo dos Estados Unidos» .
Mas Bush advertiu que a ameaça de ataque aos americanos persiste: «Precisamos de manter a nossa determinação. E nunca podemos baixar a guarda».
O presidente afirmou que, assim como predecessores, enfrentou ‘revezes’, e que «há coisas que fazia de forma diferente se tivesse oportunidade». Mas que sempre agiu «tendo em mente o interesse do país».
«Segui a minha consciência e fiz o que achei ser o correcto» , afirmou.

17 janeiro 2009

16 janeiro 2009

Esta pausa forçada...


... deve-se a excesso de trabalho. Espero voltar, já com tudo em dia, a partir deste fim-de-semana.
Até já.

10 janeiro 2009

08 janeiro 2009

07 janeiro 2009

Ah, homem duma cana!

Larry Flint com Woody Harrelson, que o protagonizou no filme de Milos Forman

Sempre corrosivo! Sempre a bombar!

05 janeiro 2009

O "mundo" (desabafo)


"A ofensiva terrestre de Israel na Faixa de Gaza provocou, este domingo, reacções de preocupação e apelos ao cessar-fogo oriundos de todo o mundo, a par de manifestações populares em vários países", dizia a TSF e reproduzia o SAPO instantes atrás.
O "mundo" terá estado a dormir desde 19 de Dezembro até agora?! É que o Hamas começou a bombardear Israel desde essa data, recusando o prolongamento do cessar-fogo e pelo menos 70 rockets (foi o que os órgãos de comunicação disseram, na altura) foram atirados sobre israelitas (civis), antes deles perderem a paciência. Nessa altura, porém, o "mundo" nem se preocupou nem se manifestou...! Mas preocupa-se agora, raramente referindo que o Hamas, movimento golpista que oprime outros palestinianos, se escuda com estes, fundindo instalações militares e civis de tal maneira que é impossível a qualquer exército proceder a uma operação sem fazer um grande número de vítimas entre a população!
O Hamas desce abaixo do que desceram os nazis e os seus dirigentes deveriam ser julgados por crimes contra a humanidade. Está na hora do sr. Garzón provar que não é zarolho y que los tiene en su sitio. Ou sê-lo-á, de facto? A pergunta é retórica (alguém tem dúvidas)?
Para a extrema-direita e para o Islão matarruano (porque há outro Islão!), se os "judeus" não ripostam, prova-se a teoria de que são uma "raça" decadente, degenerescente, que contamina quem com eles fornique, coabite ou conviva e cujas características maiores são a cobardia e a hipocrisia; ; se ripostam, é porque não passam de um bando de malfeitores e assassinos que há que eliminar. Para a esquerda continuam a ser isso tudo, coisa que o capitalismo também é, enquanto invenção judaica. Quanto a Marx não era judeu, apenas internacionalista.
Mas que raio de "mundo" este! E não só o da TSF...