29 maio 2009
27 maio 2009
Missa negra-rosa em fundo azul (vómito às três pancadas)

Castelo Branco, 27 Mai (Lusa) -- O PS vai hoje ensaiar em Castelo Branco um comício à norte-americana, com o pavilhão do núcleo empresarial da cidade a ser transformado num anfiteatro só com lugares sentados e com as bancadas ordenadas geometricamente em losanglo.
Segundo a direcção de campanha do PS, foram colocados cerca de 1400 lugares sentados.
Todos os apoiantes socialistas estão a receber instruções do "speaker" do comício para levantarem os cartazes de fundo azul com "o slogan" "dia 07 vote PS" e para gritarem essa palavra de ordem.
25 maio 2009
Vejam...

24 maio 2009
Olhem...

20 maio 2009
Repito a chamada de atenção

A vida académica e profissional posterior de cada um deles impediu a continuidade desse trabalho, do qual nunca chegou a ser editado qualquer disco, embora dois se tivessem profissionalizado no campo da música: um deles, José Machado, ao nível da docência, no Conservatório; o outro, Francisco Henriques (Xico Zé Henriques), participando em diversos projectos musicais, desde Carlos Mendes e Jorge Palma, até Rui Veloso e Carlos do Carmo, desenvolvendo, em simultâneo, uma actividade regular no campo do jazz, em projectos pessoais ou em conjunto com diversos músicos e cantores de primeiro plano.
19 maio 2009
Portugueses a sério

18 maio 2009
Portugueses à conquista do mundo
17 maio 2009
Angústias minhas

Diz-se no portal Sapo (clicar sobre o texto).
16 maio 2009
Socorro!
Quadro de Adriaen BouwerEscreveu Manuel António Pina no Jornal de Notícias de segunda-feira passada:
Terminaram as chamadas "Queimas das Fitas" e, salvo raras excepções, o balanço foi o do costume: alarvidade+Quim Barreiros+garraiadas+comas alcoólicos. No antigo regime, os estudantes universitários eram pomposamente designados de "futuros dirigentes da Nação". Hoje, os futuros dirigentes da Nação formam-se nas "jotas" a colar cartazes e a aprender as artes florentinas da intriga e da bajulice aos poderes partidários, enquanto à Universidade cabe formar desempregados ou caixas de supermercado. A situação não é, pois, especialmente grave. Um engenheiro ou um doutor bêbedo a guiar uma carrinha de entregas com música pimba aos berros não causará decerto tantos prejuízos como se lhe calhasse conduzir o país. Acontece é que muitos dos que por aí hoje gozam como cafres besuntando os colegas com fezes, emborcando cerveja até cair para o lado, perseguindo bezerros e repetindo entusiasticamente "Quero cheirar teu bacalhau" andam na Universidade e são "jotas". E a esses, vê-los-emos em breve, engravatados, no Parlamento ou numa secretaria de Estado (Deus nos valha, se calhar até já lá estão!).
Há muito tempo que não lia algo de tão impiedosa e arrepiantemente verdadeiro...!
15 maio 2009
13 maio 2009
O óbvio

10 maio 2009
Dizia Boris Vian...

05 maio 2009
Na sequência do post anterior

04 maio 2009
Nomes

02 maio 2009
A coisa, na altura, não me iria sair desta maneira…

No dia 16 de Abril, dia mundial da voz, a RTP, através do Canal 1 e das vozes de apoio de José Carlos Malato e de Marta Leite de Castro, afirmou publicamente a voz do fado como a voz representativa da lusitanidade, dando-lhe voz num programa dedicado à celebração da voz como património do humano.
Responderam à chamada da prestigiada instituição as vozes mais representativas da canção nacional, aquelas que a conservaram com orgulho e altivez patriótica e a quem, por esse motivo, devemos a maior reverência e agradecimento: as fadistas de gema e de antanho, com raízes da Lapa até Cascais, passando pelo Restelo. De fora, ficaram as rústicas e primárias imitações que, até hoje, o foram o adulterando pelos tugúrios da Mouraria, Bairro Alto, Madragoa e Alfama, bem como aqueles que a elas se colaram: os pouco sérios Carmos, Carvalhos, Arys, Tordos, Vitorinos de Almeida, etc., agitadores e mixordeiros do fado, os quais tanto contribuíram para a degradação e o desprestígio da nacional canção, ao ponto de um deles ter mesmo sido distinguido pela venenosa monarquia castelhana.
Para que, porém, não viesse a ser acusada de segregação cultural, quiçá, ideológica e política (que ele há por aí, sabemo-lo bem, gentinha capaz de tudo…!) a RTP não deixou de convidar alguém vagamente próximo de tal populaça: o fadista Camané, homem que cabe em todo o salão, o qual, num arroubo de inovação, ergueu também ele tanto quanto pôde a sua voz, ao som do piano de Mário Laginha. O comovente espectáculo terminou com João Braga entoando dois poemas de Manuel Alegre, poeta que fica bem em qualquer prateleira, também ele presente entre uma assistência rigorosamente seleccionada, composta pelos que, em Portugal, têm dado voz aos destinos do país desde a gloriosa madrugada. Assistência onde se podia ver de um cabeceante general Eanes até um britanicamente efusivo Paulo Portas, ao lado de sua mãe, Helena. Tudo do melhor, que os responsáveis da televisão pública não quiseram que nos faltasse nada.
Mas não se ficou por aqui a RTP. No seguimento do impulso de entusiasmo que a animava, transmitiu, logo de seguida, um filme sobre a internacionalmente premiada worldfadista Mariza, onde pontificava a erudição do ex-secretário de estado da cultura, Rui Vieira Nery.
Ficámos a saber, então, que o fado sofreu uma renovação e uma revalorização a partir dos anos 80 graças ao trabalho dos novos fadistas. Uma vez mais se fez justiça, dado que nenhum dos já citados mixordeiros foi referido, nem sequer gente duvidosa como Maria da Fé, ingenuamente promovida no Brasil pelo risível Caetano Veloso, Maria Armanda, Alexandra, e mesmo Rodrigo ou Paulo Bragança. Os novos fadistas são aqueles que são… os novos fadistas e está tudo dito. Os que cantam o que é a vida: a paisxão, o ciúme e o destino de sermos descobridores da tristeza à garupa da melancolia.
No meio do êxtase estético, intelectual e patriótico que o documentário proporcionava, poucos terão dado a devida importância à revolucionária revelação histórica com que Nery brindou os seus concidadãos, ao afirmar que o Estado Novo, tendo inicialmente hostilizado e marginalizado o fado, enquanto canção ligada ao anarco-sindicalismo, o aproveitou em seu favor após o final da II Guerra, em 1945. Com efeito, uma das cenas mais hilariantes do primeiro filme sonoro português, A Canção de Lisboa, realizado por Cottinelli Telmo em 1933, é a de Vasco Santana, na pele de um Vasquinho da Anatomia a quem a embriaguez solta imprudentemente a língua, lançando-se numa diatribe contra o fado, canção conformista e degradante do carácter, e contra os fadistas (Morte ao fado! Morram os fadistas!)… para depois ganhar a vida como fadista-residente até conquistar a respeitabilidade do estatuto de médico. A genialidade e a lucidez ímpares de Nery ficaram assim, uma vez mais, amplamente demonstradas, atirando esse aspecto menor para o lixo da irrelevância histórica. É com pessoas do seu quilate académico e do quilate dos responsáveis pelo canal público de televisão que podemos confiar, inequivocamente e sem temor, em que Portugal continua e continuará em boas mãos.
Porque certamente alguns dirão que a RTP serve, entre outras coisas, de tugúrio das vaidades da aristocracia provinciana, azeiteira e decadente que deixou espaço ao republicanismo analfabeto, azeiteiro e prepotente que com ela se enfeita.
E certamente outros dirão ainda que a RTP expôs, mais uma vez, a faceta do mccarthismo peixeiro que se entranhou de há muito em Portugal como um seu secular aroma peculiar e que afasta, inevitável e definitivamente, para bem longe de si qualquer narina educada.
Mas não eu.
01 maio 2009
Mais uma portuguesa

30 abril 2009
A receita




