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04 novembro 2010

Um caso de senilidade

Mohammed Saeed al-Sahar

O meu!
Felizmente, o David Levy, do Lisboa-Telaviv, chamou-me a atenção para o facto de eu ter cometido um erro no que diz respeito ao post sobre a condenação à morte de Tarez Aziz. Não sei o que me passou pela cabeça, mas na minha memória sobrepuseram-se os rostos do ministro dos Negócios Estrangeiros de Saddam Hussein e o do seu ministro da Informação, Mohammed Saeed al-Sahar, pelo que atribuí àquele a patética e triste figura que a todo o mundo provocou uma estranha mistura de riso e nojo.
Aqui ficam, pois, as minhas desculpas a todos, Tarek Aziz incluído (um assassino cujos méritos como ministro dos Negócios Estrangeiros são, apesar de tudo, indiscutíveis, contrariamente aos do seu colega do Interior), e os meus agradecimentos ao David Levy.

28 outubro 2010

Tarek Aziz ou Do ridículo que mata

Quando ouço falar de Tarek Aziz, a primeira coisa que me vem à memória é aquela figura patética a fazer declarações pateticamente inverosímeis sobre a vitória das tropas iraquianas enquanto os exércitos aliados entravam em Bagdad. A de uma espécie de palhaço sinistramente tolo, que se tenha encarregado da tarefa de fazer-nos descrer definitivamente da humanidade. Não é, portanto, de espantar, o seu fim, um fim de assassino ridículo que coloriu o seu país de um ridículo assassino.

A esse mesmo propósito, escreveu Nicolau Saião:

«TAREQ AZIZ CONDENADO À MORTE PELA REPRESSÃO BRUTAL QUE ENCABEÇOU CONTRA OS CURDOS E XIITAS – dos jornais

Este émulo de Goebbells e Stalin numa mistura de amigalhaço do Vaticano pensou durante algum tempo que os seus crimes iam ficar impunes. Enganou-se. Não me espanta que os politicamente correctos e os da "agit-prop" mais safada chorem sobre ele lágrimas de crocodilo. É o estilo deles - e a sua tarefa natural.

Este melífluo cavalheiro, pela boca de quem se viram passar as justificações e os branqueamentos mais cínicos ao serviço do déspota e seus apoiantes, decerto terá tido oportunidade de meditar na frase de Churchill: "É possível enganar todos durante muito tempo, alguns durante todo o tempo, mas não se consegue enganar todos durante TODO o tempo".

E o resto é conversa.»

03 abril 2008

Correcção ao post anterior

Niimura, Televisão

Revendo há pouco a peça ´"jornalística" de que falei, verifiquei que cometi uma incorrecção. De facto, não foi dito que o primeiro-ministro tinha um ar de lutador insatisfeito pelo dever ainda não cumprido, mas sim o de quem estaria aborrecido com um adversário, ou qualquer coisa assim. A razão do meu engano teve a ver com um incidente doméstico protagonizado pelo meu cão (raizopartam!) que, na altura, me distraiu e confundiu.
Tudo o resto, porém, corresponde ao que se pôde ver. Pelo que mantenho o mesmo ponto de vista e reafirmo a sugestão.