Mostrar mensagens com a etiqueta Saúde. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Saúde. Mostrar todas as mensagens

02 julho 2010

Acho que não é preciso muito mais...


... para se perceber, por este exemplo, onde se encontra a principal causa do crescente número de erros que têm vindo a acontecer. Quem utilizou regularmente os serviços dos hospitais desde há cinco anos tem, aliás, uma muito clara percepção da situação.
O estratagema que o "governo" usa para disfarçar a raiz do problema que criou, é, como sempre, instaurar um clima de suspeição pública generalizada sobre as competências e o profissionalismo dos envolvidos, nomeando ou fazendo nomear comissões de inquérito e de acompanhamento de processos, com o consequente clima de tensão, medo e crispação entre todos, que em nada contribui para qualquer melhoria de desempenho, antes para a degradação do mesmo. Dividir para melhor distrair a população da sua atroz incompetência, dividir para mais eficazmente impor o domínio de um grupo sobre os restantes cidadãos, tem sido, aliás, o procedimento preferido e corrente de "governantes" que, na prática, negam o seu próprio país e a função para que foram eleitos.
Sabe-o quem trabalha na saúde, sabe-o quem trabalha no ensino, sabe-o... sabe Deus!

30 junho 2009

A ter em...


15 abril 2009

A ter em atenção


Ora leiam.

09 novembro 2008

A coisa está cada vez mais divertida


Aaah...! Isto explica o que me aconteceu um ano atrás e, ao que parece, se mantém no hospital onde estive!
Entretanto, os reitores das universidades denunciam a miséria económica - bem como a que dela decorre - das instituições de ensino superior e, no caso da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (salvo erro), o dinheiro já nem chega para cobrir os subsídios de Natal.
O Carnaval vem a seguir.

21 setembro 2008

O estado da Nação (cont.)

Quadro de René Magritte
Correia de Campos reconhece, num livro que vai segunda-feira para as bancas, que a criação de novas taxas moderadoras não visou moderar o acesso, como na altura justificou, mas preparar a opinião pública para uma alteração do financiamento do sistema, noticia o portal SAPO.
O primeiro-ministro, como seria de esperar, apresentou a acção da ministra da Educação como modelo da sua proposta governativa e concedeu-lhe o estatuto de vedeta convenientemente aplaudida. Entretanto, recebi, minutos atrás, o e-mail seguinte:

Deputados a prof. titular
Os deputados do PS estão contra nós, mas querem ser titulares sem porem os pés na escola. Que VERGONHA!
Retirado da Ordem Trabalhos hoje ME / Plataforma:
Ponto 8. Acesso à categoria de Professor Titular para os Professores em exercício de funções ou actividades de interesse público, designadamente, enquanto Deputados à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu, Autarcas, Dirigentes da Administração Pública, Dirigentes de Associações Sindicais e Profissionais.
Agora é que não percebo nada! Mas agora já se pode 'atingir o topo'... mesmo estando 'fora' da escola? Todas as mudanças que o ME quis fazer não foi para acabar com 'isso'? Não ia ser titular apenas quem provasse, 'no terreno', a sua excelência?
Dizem uma coisa, fazem outra... a toda a hora! Depois de se terem 'esquecido' dos que antes estiveram nessas funções, no primeiro concurso....: mais um concurso extraordinário? ou só conta daqui para a frente, e os «tristes» que ficaram para trás? Tem que ser o tribunal a dar-lhes razão? O novo 4º escalão será, provavelmente, para os 'Professores-titulares-avaliadores'. Deste modo, cria um 'estatuto' diferente para quem é avaliador e foge às incompatibilidades de avaliador e avaliado concorrerem às mesmas cotas. Quantos chegaram a titular por haver uma vaga na escola e não ter mais ninguém a concorrer, no entanto escolas houve em que colegas com quase o dobro dos pontos não acederam a PT porque não havia vaga, e com isto só quero dizer e afirmar da injustiça desta peça, monstruosamente montada e maquiavelicamente posta em prática que é a dos professores titulares.
Esta proposta do PM é inaceitável. Espero que professores e sindicatos estejam bem conscientes desta proposta que é verdadeiramente ofensiva, para não dizer outra coisa! Tenhamos dignidade e não nos deixemos vender. Esta é das respostas mais repugnantes jamais feitas por um governo. Oferecem tachos a sindicalistas, boys e girls das direcções gerais dos vários ministérios, há uma tentativa de oferecer aos professores avaliadores um 'acesso' ao 4º escalão de titular. *Chegamos ao limite da indecência e a resposta só pode ser uma*: revisão do ECD, anulação da divisão da carreira e combate total a esta avaliação.
DEVEMOS OBRIGAR OS SINDICATOS A REJEITAR LIMINARMENTE ESTAS PROPOSTAS!

20 maio 2008

Medicina ranhosa


Uma sobrinha minha, de 7 anos, acaba de voltar de uma consulta no hospital mais próximo, onde lhe foi diagnosticada uma gastro-enterite. A mãe decidiu levá-la à urgência, depois de, duas horas antes, no Serviço de Atendimento Complementar da área, a médica lhe haver receitado pingos... para o nariz!!!
Nota: A rapariga não manifestava qualquer anomalia no funcionamento do aparelho respiratório.

28 abril 2008

27 abril 2008

Emenda ao post anterior


Ouvindo agora com mais atenção a notícia, verifico que no Rio, afinal, morreram 96 pessoas. O número 200, bem como os 100.000 eram relativos a todo o Brasil, e desde há quatro meses. Por isso, terei que emendar os cálculos.
Assim, a percentagem dos cariocas infectados passa para metade, isto é, para 0,001% (uma milésima percentual). Por outro lado, se os cariocas são dez milhões, os brasileiros, no seu total, são mais de cento e oitenta milhões, o que faz com que, dividindo os 0,002% por 18, dê... aeeeuh!... bem, é só fazer as contas, mas deve rondar os 0,0001% (uma décima milésima percentual). As percentagens apontadas para a soma de mortos ao fim de dez anos deverão ser alteradas na mesma proporção.
Já agora, para quem não saiba ou não tenha presente: o país dos nossos irmãos tem uma área 92 vezes superior à de Portugal, ou seja, o equivalente à quase totalidade da Europa, Rússia ocidental incluída - a qual, por sua vez, ocupa um espaço quase igual à soma de todos os outros países (os que fazem e os que não fazem parte da UE). Relacionando estes números com os anteriores...

26 abril 2008

O nível da comunicação social


O dengue é uma doença perigosa.
No Rio de Janeiro vivem 10.000.000 de pessoas.
No Rio de Janeiro houve, até agora, 100.000 casos diagnosticados.
Morreram 200 pessoas.
Fazendo as contas:
Em cada 100 cariocas, houve 1 desgraçado que teve que ir para o hospital por ter sido picado por um mosquito.
De cada 500 hospitalizados, 499 voltaram para casa refeitos e 1, bem... morreu mais cedo do que se preveria.
De outra maneira:
99% da população do Rio anda na boa. Melhor dizendo, 99,998%, uma vez que 99.800 dos 100.000 já recuperaram. Neste mês, morreu 0,002% (duas milésimas percentuais) de quem lá vive, devido ao dengue. A este ritmo, isto é, se o número de mosquitos e de habitantes se mantivessem, bem como o número e tipo de cuidados de saúde presentemente existentes, ao fim de 10 anos teriam morrido o,3% (arredondamento por excesso) dos cariocas.
Os níveis necessários para que o ser humano entre em pânico são praticamente insignificantes, dizem os psicólogos. A comunicação social reflecte-o e aproveita-o. Cumpre assim uma função inversa do que deveria ser a sua.
O que é caso para entrar em pânico.

18 janeiro 2008

Quem não se sente...


A política de saúde do governo parece-se com a de alguém que, querendo mudar de casa, começasse por pôr os seus haveres na rua, em seguida contratasse uma empresa de mudanças e só depois se pusesse a procurar o seu próximo poiso.
E por isso as avozinhas do sr. Ministro Correia de Campos, aquele que foi eleito pelo mesmo povo que agora evita, se fossem vivas talvez lhe ministrassem aquilo que os meus avós, camponeses de limpa origem, aconselhariam: uma belas correadas...

17 novembro 2007

Ainda os há! (2)


Desta vez, o bastonário da Ordem dos Médicos. Alguém ouviu a entrevista que deu à SICNotícias há uns dias atrás? Digo-vos: um modelo de lucidez e de clareza, aliada à atitude de quem não manda recado! Como diria o Range-o-Dente, chapelada com vénia (dupla).

05 novembro 2007

No Inimigo Público


Ainda os há!

Quero, com este post, prestar uma homenagem ao Presidente (do Executivo? da Assembleia?) da Junta de Freguesia de Vitorino de Piães (Ponte de Lima). Face à situação da funcionária que, contra o parecer dos próprios médicos, foi considerada apta para o trabalho pela outra Junta, a da Caixa Geral de Aposentações, não teve qualquer hesitação em afirmar que, do mesmo modo que aos traficantes de droga e a outros meliantes, não se pode deixar gente daquela por mais tempo sem julgamento. É bom saber que ainda há portugueses dignos de se intitularem como tal!

04 outubro 2007

A ter em atenção



Numa peça informativa da RTPN falava-se hoje do caso do julgamento de um alguém que, sem estar na posse das habilitações consideradas indispensáveis, durante vinte anos se auto-intitulou de psiquiatra, tendo, inclusivamente, dado pareceres a pedido de tribunais. Nunca houve quaisquer queixas e os pacientes que testemunharam trataram-no respeitosamente por "sr. doutor".
O que haverá a assinalar nisto tudo?
A vigarice intolerável? Claro!
A falta de fiscalização quanto às habilitações de quem exerce cuidados de saúde? Sem dúvida!
O facto de, pura e simplesmente, não se ter concedido o estatuto de psiquiatra a quem, pelos vistos, é dotado de tanta apetência para essa actividade que - caso raro em qualquer profissão - nem deu lugar a problemas, gerando mesmo o respeito dos que a ele recorreram? Talvez.
Que há que rever urgentemente o modo como o ensino superior é perspectivado em Portugal? Alguém discorda?!
Que o homem deveria, justificadamente, ocupar (se assim o entendesse) o lugar de professor nesse mesmo ensino e com maior legitimidade do que muitos que por lá andam?
Bom...

21 agosto 2007

Continuando a blogar...


... encontrei dois posts - este e este - com muito interesse e, o que é bastante importante, escritos com (bom) humor.

07 julho 2007

Impunidade até quando?


Poucos anos atrás, tendo-me sentido algo indisposto, na sequência de um problema respiratório, fui, por insistência de familiares, ao SAP do Centro de Saúde de Oeiras. Saí de lá numa ambulância para o Hospital de S. Francisco Xavier, por estar à beira de uma paragem cardíaca. E só ao final de uns bons meses a situação ficou definitivamente controlada, embora não tivesse chegado a ser internado.
Diga-se que não me ocorreria (nem sequer aos meus familiares) dirigir-me ao hospital, pela aparente pequena gravidade dos sintomas. No S. Francisco Xavier, dado o enorme afluxo de doentes, tive que esperar pela atenção de médicos, assoberbados de trabalho e incapazes, por isso, de acorrer de imediato até mesmo àquilo que era visivelmente urgente. Valeram-me as medidas prévias tomadas no Centro de Saúde para travar momentaneamente a degradação da situação. Devo, portanto, em primeiro lugar aos médicos de serviço no SAP nessa noite estar hoje ainda vivo.
O que o sr. Correia de Campos não refere, porque muito provavelmente não serve à lógica das suas intenções nem às do sr. eng. José Sócrates Pinto de Sousa, é que os Serviços de Atendimento Permanente, se não estão (e não deveriam estar?) equipados para responder a (pelo menos algumas) situações mais graves, também não são apenas retardadores da sua resolução, antes, como no meu caso, a possibilitam ou alertam para a urgência imediata de medidas adequadas.
Vem isto a propósito de me terem dito que o SAP do Centro de Saúde de Oeiras, que serve mais do que uma freguesia de um dos mais populosos concelhos do país, fechou a meio da passada semana. Não terão sido apenas os utentes a serem apanhados de surpresa pela medida, mesmo alguns dos médicos terão sabido dela somente na véspera, ao início da tarde.
O Hospital de S. Francisco Xavier, que fica a cerca de 15 km, não possui nem pode possuir estruturas que viabilizem uma resposta adequada e suficiente ao afluxo acrescentado que o encerramento deste serviço de urgência traz consigo.
De quantos crimes se permitirá que esta gente fique impune?

29 maio 2007

Mentalidades...!

(imagem retirada de http://rindodospoliticos.blogspot.com)

Disseram-me que, logo depois do 25 de Abril, podia ler-se nas paredes de muitas estações de caminho-de-ferro: "Abaixo as carruagens de primeira!". Um amigo de quem mo disse, recém-chegado de França, terá comentado: "Aqui está bem patente a mentalidade do povo português! Escrevem 'Abaixo as carruagens de primeira!' em vez de escreverem 'Abaixo as carruagens de segunda!'. Estamos tramados!".
Passados 32 anos, como os Centros de Saúde não estão suficientemente apetrechados, fecham-se. Como não há possibilidade de pagar tantas reformas, deixa-se os velhos em maior perigo de morrer. Como o esforço necessário para desenvolver o interior é maior do que continuá-lo no litoral, concentra-se quase tudo neste.
Estamos tramados!!!