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21 setembro 2008

O estado da Nação (cont.)

Quadro de René Magritte
Correia de Campos reconhece, num livro que vai segunda-feira para as bancas, que a criação de novas taxas moderadoras não visou moderar o acesso, como na altura justificou, mas preparar a opinião pública para uma alteração do financiamento do sistema, noticia o portal SAPO.
O primeiro-ministro, como seria de esperar, apresentou a acção da ministra da Educação como modelo da sua proposta governativa e concedeu-lhe o estatuto de vedeta convenientemente aplaudida. Entretanto, recebi, minutos atrás, o e-mail seguinte:

Deputados a prof. titular
Os deputados do PS estão contra nós, mas querem ser titulares sem porem os pés na escola. Que VERGONHA!
Retirado da Ordem Trabalhos hoje ME / Plataforma:
Ponto 8. Acesso à categoria de Professor Titular para os Professores em exercício de funções ou actividades de interesse público, designadamente, enquanto Deputados à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu, Autarcas, Dirigentes da Administração Pública, Dirigentes de Associações Sindicais e Profissionais.
Agora é que não percebo nada! Mas agora já se pode 'atingir o topo'... mesmo estando 'fora' da escola? Todas as mudanças que o ME quis fazer não foi para acabar com 'isso'? Não ia ser titular apenas quem provasse, 'no terreno', a sua excelência?
Dizem uma coisa, fazem outra... a toda a hora! Depois de se terem 'esquecido' dos que antes estiveram nessas funções, no primeiro concurso....: mais um concurso extraordinário? ou só conta daqui para a frente, e os «tristes» que ficaram para trás? Tem que ser o tribunal a dar-lhes razão? O novo 4º escalão será, provavelmente, para os 'Professores-titulares-avaliadores'. Deste modo, cria um 'estatuto' diferente para quem é avaliador e foge às incompatibilidades de avaliador e avaliado concorrerem às mesmas cotas. Quantos chegaram a titular por haver uma vaga na escola e não ter mais ninguém a concorrer, no entanto escolas houve em que colegas com quase o dobro dos pontos não acederam a PT porque não havia vaga, e com isto só quero dizer e afirmar da injustiça desta peça, monstruosamente montada e maquiavelicamente posta em prática que é a dos professores titulares.
Esta proposta do PM é inaceitável. Espero que professores e sindicatos estejam bem conscientes desta proposta que é verdadeiramente ofensiva, para não dizer outra coisa! Tenhamos dignidade e não nos deixemos vender. Esta é das respostas mais repugnantes jamais feitas por um governo. Oferecem tachos a sindicalistas, boys e girls das direcções gerais dos vários ministérios, há uma tentativa de oferecer aos professores avaliadores um 'acesso' ao 4º escalão de titular. *Chegamos ao limite da indecência e a resposta só pode ser uma*: revisão do ECD, anulação da divisão da carreira e combate total a esta avaliação.
DEVEMOS OBRIGAR OS SINDICATOS A REJEITAR LIMINARMENTE ESTAS PROPOSTAS!

18 janeiro 2008

Quem não se sente...


A política de saúde do governo parece-se com a de alguém que, querendo mudar de casa, começasse por pôr os seus haveres na rua, em seguida contratasse uma empresa de mudanças e só depois se pusesse a procurar o seu próximo poiso.
E por isso as avozinhas do sr. Ministro Correia de Campos, aquele que foi eleito pelo mesmo povo que agora evita, se fossem vivas talvez lhe ministrassem aquilo que os meus avós, camponeses de limpa origem, aconselhariam: uma belas correadas...

02 janeiro 2008

Faits divers


Ainda noutro dia tinha pensado o mesmo, anteontem pensei o mesmo, e achei piada a este.

17 novembro 2007

Ainda os há! (2)


Desta vez, o bastonário da Ordem dos Médicos. Alguém ouviu a entrevista que deu à SICNotícias há uns dias atrás? Digo-vos: um modelo de lucidez e de clareza, aliada à atitude de quem não manda recado! Como diria o Range-o-Dente, chapelada com vénia (dupla).

05 novembro 2007

22 setembro 2007

O nosso sistema de saúde é dos melhores do mundo


É este o título dado à entrevista a Correia de Campos, feita por Rui Solano de Almeida para o Acção Socialista de 17 deste mês. O título reproduz uma frase do ministro.
Ninguém tem aí um calmantezito que dê ao homem?

31 agosto 2007

Setinha para cima...


Os hospitais convertidos em entidades públicas empresariais viram os seus prejuízos reduzir-se em 50 por cento no primeiro semestre. Alguns, como o S. João, do Porto, deram até lucros. À partida, o ministro da Saúde está de parabéns pelos resultados apresentados. Resta agora saber se dependem da eficácia do novo modelo de gestão ou da diminuição da qualidade dos serviços prestados.
Este é o texto do PÚBLICO de hoje, incluído na rubrica "Sobe e desce", ilustrado com uma fotografia de Correia de Campos e com uma seta no sentido ascendente. Mas se, tal como é dito, não se sabe a que ou quem atribuir estes números, porquê esta "subida" que o jornal dá ao sr. ministro? Será que lhe deve favores?
Setinha a descer para o PÚBLICO...

19 julho 2007

Mais um, menos um

Brueghel

Desta vez é o SAC do Centro de Saúde de Seixal a ser encerrado. Servia 170.000 pessoas. Comentários?

07 julho 2007

Impunidade até quando?


Poucos anos atrás, tendo-me sentido algo indisposto, na sequência de um problema respiratório, fui, por insistência de familiares, ao SAP do Centro de Saúde de Oeiras. Saí de lá numa ambulância para o Hospital de S. Francisco Xavier, por estar à beira de uma paragem cardíaca. E só ao final de uns bons meses a situação ficou definitivamente controlada, embora não tivesse chegado a ser internado.
Diga-se que não me ocorreria (nem sequer aos meus familiares) dirigir-me ao hospital, pela aparente pequena gravidade dos sintomas. No S. Francisco Xavier, dado o enorme afluxo de doentes, tive que esperar pela atenção de médicos, assoberbados de trabalho e incapazes, por isso, de acorrer de imediato até mesmo àquilo que era visivelmente urgente. Valeram-me as medidas prévias tomadas no Centro de Saúde para travar momentaneamente a degradação da situação. Devo, portanto, em primeiro lugar aos médicos de serviço no SAP nessa noite estar hoje ainda vivo.
O que o sr. Correia de Campos não refere, porque muito provavelmente não serve à lógica das suas intenções nem às do sr. eng. José Sócrates Pinto de Sousa, é que os Serviços de Atendimento Permanente, se não estão (e não deveriam estar?) equipados para responder a (pelo menos algumas) situações mais graves, também não são apenas retardadores da sua resolução, antes, como no meu caso, a possibilitam ou alertam para a urgência imediata de medidas adequadas.
Vem isto a propósito de me terem dito que o SAP do Centro de Saúde de Oeiras, que serve mais do que uma freguesia de um dos mais populosos concelhos do país, fechou a meio da passada semana. Não terão sido apenas os utentes a serem apanhados de surpresa pela medida, mesmo alguns dos médicos terão sabido dela somente na véspera, ao início da tarde.
O Hospital de S. Francisco Xavier, que fica a cerca de 15 km, não possui nem pode possuir estruturas que viabilizem uma resposta adequada e suficiente ao afluxo acrescentado que o encerramento deste serviço de urgência traz consigo.
De quantos crimes se permitirá que esta gente fique impune?

29 junho 2007

Remodelação à vista no governo


A futura indigitação de Correia de Campos para a pasta da Cultura torna-se cada vez mais previsível. Com efeito, o actual ministro da Saúde vem revelando desde há tempos a sua vocação para crítico de teatro. Esta faceta ficou patente ainda há dias, não apenas na jocosidade ácida como avaliou o carácter, a seu ver, teatral de uma questão que lhe foi posta, mas também na demissão da directora do teatro, perdão!, do Centro de Saúde onde era tradição de um ou mais médicos, ao que parece, fazer teatro-jornal. Tal medida, de carácter inequivocamente cultural, foi, no entanto, travestida de medida admnistrativa ao nível da saúde, ao nomear para o mesmo cargo um médico de bom estômago, vereador eleito pelo seu partido para a autarquia.
Dias radiosos se avizinham, pois.