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05 junho 2011

03 junho 2011

O estranho caso da bactéria ariana


Não é este o título, mas apeteceu-me brincar com o novo texto do Alf, que pode ser lido clicando aqui ou no link do Outra Margem (no meu Miradouro).
E, já agora, alguém tomou atenção aos números? É que a percentagem de mortes, relativamente ao total de infectados, é de... 1%. Exactamente, 1603 dos 1620, ou seja, 99% dos doentes ficaram curados após tratamento...! Porquê, então, todo este alarido? Ou melhor, para quê?

A César...


26 março 2011

Em complemento à resposta que dei a Nausícaa...


... aqui, reproduzo a primeira página do jornal Expresso de hoje.

Adenda: Segundo os telejornais de há bocadinho (meio-dia de hoje, sábado) nem Cavaco Silva está interessado em as pedir - por medo das repercussões que os resultados dessa auditoria possam ter no plano da credibilidade externa do país - nem Bruxelas deseja fazê-lo - pelo medo do que pode ser assacado à UE em termos da fiscalização quanto ao destino e gestão das verbas de apoio. O que é que se esperaria?

19 fevereiro 2011

04 fevereiro 2011

Receitas para restos de governação - 1


Pegue um governo no país pelo qual é responsável e, em proveito próprio, directo ou interposto, ou, simplesmente por mera incompetência, crie nele a instabilidade, a inquietação e a incerteza sobre um tranquilo existir no dia seguinte, assente no trabalho, na honestidade e na garantia de apoio do colectivo em momentos de maiores dificuldades.
Colocados os governados nesse estado-de-sítio surdo provocado pela sua governação irresponsável, dilua então os esse governo os impulsos de revolta em crescendo entre eles reforçando a pulsão individual do "salve-se quem puder" mediante o recurso a um qualquer factor estimulador do id que permita relegar definitivamente a racionalidade para um lugar secundário ou mesmo neutro. Por exemplo, transferindo para a magia ou para a boa ou má-sorte de cada um a possibilidade de ultrapassar a respectiva situação, como forma de quebrar psicologicamente os laços sociais e, desse modo, manter em mãos o poder pelo aprofundamento da desagregação que a sua acção anterior provocou.
Os custos de tudo isso... bem, isso agora não interessa nada!
Lembrei-me desta receita ao ler isto (via Fiel Inimigo).

31 dezembro 2010

Notícias que não surgem por cá


Mas que, seja qual for a posição de cada um de nós, deverão ser divulgadas e discutidas.

28 novembro 2010

Da Europa...


08 outubro 2010

Notícias da Holanda e da Europa


Ainda segundo o PÚBLICO do passado domingo, na mesma página 15 de onde retirei a notícia que esteve origem do texto que ontem aqui publiquei, finalizando uma outra, cujo cabeçalho é "Democratas-cristãos holandeses dão luz verde ao novo Governo", pode ler-se:

«A medida mais popular do programa de governo da nova coligação é o investimento de 1000 milhões de euros em cuidados para idosos, seguindo-se o fim do abono de família para quem tem filhos a viver fora da Europa e o reforço da polícia com 2500 agentes.

Outras medidas que estão a ser bem recebidas são a introdução de uma pena mínima para crimes graves, a retirada da nacionalidade holandesa aos imigrantes que cometem crimes graves e a instauração cidadania temporária de cinco anos para quem se queira naturalizar holandês. De acordo com o programa deste Governo apoiado por Wilders, será proibida a burqa».

O partido de Wilders, Partido da Liberdade, tem registado constantes subidas nas sondagens por se assumir como anti-islamista. A pátria da liberdade de pensamento em que a Holanda se tornou a partir do século XVII; o país que serviu de refúgio político a tantos daqueles de que hoje a Europa se orgulha pelo património cultural, filosófico e científico que nos legaram; a terra da tolerância religiosa que acolheu os judeus ibéricos, expulsos pelos reis católicos de Espanha e por D. Manuel I, de Portugal; a cultura que permitiu desenvolverem-se no seu interior as culturas alternativas e as contra-culturas que fertilizaram, ao espalharem-se por todo o mundo, as mudanças que, a esse nível, quase todo o planeta experimentou a partir dos anos 60 do século XX, alterando a nossa forma de estar na vida - esse laboratório social europeu com quatro séculos de actividade, pelos vistos, fartou-se. Fartou-se e, em nome da continuidade da sua identidade de cultura aberta, começa a fechar-se às culturas fascizantes e obscurantistas que dizem agir em nome da defesa dos princípios de uma religião, bem ao parasitismo descarado e à violência intimidatória que, disfarçada de emigração, chega à Europa, vinda de todos os lados.

Não foi o humanismo europeu, de que todos nos devemos orgulhar, quem provocou esta triste situação. Foram o humanismo apatetado, em ligação com o oportunismo político, os responsáveis por este estado de coisas. Saibamos reagir a tempo de não vermos, por necessidade, a Europa transformada, a breve trecho, numa fortaleza e nós, de novo, dentro dela, como os nossos antepassados de há mil anos atrás.

30 agosto 2010

Efeito "bola de neve"

Agora que voltei e fiquei a saber que a sra. Ministra da Educação decidiu arrasar de vez com o que restava do ensino nocturno, acabando com o ensino secundário por módulos capitalizáveis, aqui deixo algo, cuja autoria desconheço, que me foi enviado por email.

16 fevereiro 2010

Do carácter da UE


Quando alguém como Vítor Constâncio conta com apoios suficientes dentro da União Europeia para conseguir alcançar o lugar de vice-presidente do BCE, será preciso dizer mais sobre a Europa que se constitui na sombra e no silêncio?

11 fevereiro 2010

12 agosto 2009

Da "Ibéria"



Dias atrás, abordei neste post os resultados de uma sondagem aos portugueses sobre à sua aprovação ou desaprovação quanto à integração de Portugal no Estado espanhol. Fingi, na altura, que tomava a sério tal sondagem, não porque ela deixe de reflectir o que de facto se passa na mente de alguns, embora de forma intencionalmente aumentada e distorcida, como nos espectáculos de espelhos das feiras, mas na medida em que isso mesmo me daria azo, desde logo, a abordar uma parte do problema.
Com efeito, contacto diariamente, desde há muitos anos, com uma grande diversidade e quantidade de pessoas e raras foram, até hoje, as que se manifestaram seriamente a favor da união, inclusive aqueles que vivem junto à fronteira. Não acredito, pois, quer na metodologia utilizada quer nos resultados dessa sondagem, mas a pergunta quanto aos fins que ela persegue, bem como à sua utilidade e oportunidade, essa terá que ser posta.
No PÚBLICO do passado domingo, o General Loureiro dos Santos adiantou-se-me, através de um artigo de opinião onde fornece elementos que se encontram fora da minha área de informação, desmontando com subtil ironia a argumentação ligada à defesa do percurso actualmente previsto para o TGV e pondo, ao mesmo tempo e consequentemente, em questão as intenções subjacentes às declarações contrárias à formação da "Ibéria" de grande parte dos actuais dirigentes políticos, dentro e fora do governo e do PS. Neste contexto, a divulgação dos resultados da "sondagem" destinar-se-iam, acrescento eu, a ir preparando o terreno para a aceitação gradual dessa possibilidade por parte de um povo desiludido, cada vez mais auto-depreciativo e descrente das capacidades dos seus mandatários políticos.
Quem a encomendou não será, afinal, muito diferente dos que, em 1580, pensaram aumentar os proventos próprios, apoiando pelas armas essa união. União que, aliás, tal como hoje, em que a oposição ao centralismo castelhano é cada vez mais forte por parte das diferentes regiões de Espanha, iria uma vez mais, ao arrepio da História. Mas certamente de encontro à incompetência, ao provincianismo intelectual, à má-fé, ao oportunismo e à cobardia de uns quantos descendentes do Velho do Restelo.
NOTA: Como não sou assinante do jornal, é-me impossível transcrever o artigo. Aconselho, no entanto, a que, se puderem, o leiam, por suficientemente elucidativo.

22 outubro 2008

Recomendo a leitura...


... deste post no Fiel Inimigo, bem como os recomendados pelo RoD no comentário ao meu post anterior, em As Minhas Leituras (link já disponível aí ao lado).
(Aviso: este produto pode provocar sessões incómodas de espirros aos espíritos mais sensíveis)

13 outubro 2008

Esquerda dixit

Quadro de Chirico

Gostei muito de ouvir hoje Miguel Portas criticar as medidas europeias com vista a enfrentar a crise financeira, dizendo que a Europa não fez o que deveria: baixar as taxas de juro, assim tirando do sufoco o cidadão comum e as pequenas e médias empresas, ao contrário do que tinham feito muitos países, "nomeadamente os Estados Unidos da América".
Lucidez é que é preciso!

18 agosto 2008

Europa, Europa...!


Sempre a velha Europa...!

12 agosto 2008

Breve, que estou farto de estar em casa


Ainda a propósito do post de ontem:
Dez anos atrás, um amigo meu, que tinha ido à Hungria em viagem de trabalho, falava-me das preocupações do país com os ciganos, que as alterações ao nível do comércio, mundial e local punham cada vez mais na miséria. E do cada vez maior recurso que estes faziam àquilo de que sempre se tinham demarcado, o tráfico de droga, bem como do crescente nível de delinquência e de prostituição entre as suas mulheres.
A cultura cigana, tal como outras, hoje em vias de desaparecimento, considera que o trabalho é indigno de um ser humano livre e, muito embora a progressiva sedentarização das comunidades e a sua inserção no nosso sistema económico seja bem visível, demorará ainda muito tempo até que a sua inevitável integração se consume.
Os incidentes que o processo necessariamente comportará não podem ser considerados como meras questões de segurança (incluindo a internacional) e muito menos de xenofobia ou de "racismo". Mas de inteligência.

30 junho 2008

Recomendo...


... a leitura disto (via Fiel Inimigo) e também disto.

16 maio 2008

Escrito à pressa, mas com sintimento

Chirico, O Arqueólogo
Os 60 anos da refundação do Estado de Israel foram comemorados há poucos dias.
Em Israel organiza-se Love Parades (blheeerrrggh!) e são permitidos casamentos homossexuais.
Ao lado, num dos países mais permissivos do Médio Oriente, o Egipto, o guarda-redes da selecção nacional de futebol está em risco de ir a tribunal, acusado de libertinagem por fazer publicidade a uma marca de vinho na sua camisola.
A esquerda-das-orelhas-de-burro reflecte ideologicamente o que critica à direita e prefere apoiar o status quo socio-teológico mais reaccionário e isolacionista do planeta, tanto mais reaccionário quanto agressivamente rancoroso. Em nome do internacionalismo e da defesa dos povos oprimidos.
A "Europa" curva-se ao peso dos tiranetes matarruanos e esclavagistas, novos-velhos-ricos subitamente enriquecidos pelo petróleo de que ela depende. E ressuscita discretamente, em anedotas murmuradas pelos cantos da boca e dos corredores, os velhos estereotipos justificativos do injustificável, para de novo justificar a sua má-consciência. Ao mesmo tempo, deixando aos Estados-Unidos a tarefa do óbvio, apresenta-se na sua propaganda, perdão!, comunicação social como "progressista e humanista"... de esquerda - aquela que já não há (se é que alguma vez a houve). E isto para aliviar um segundo lado da sua outra má-consciência ressentida: a de o que "Herói Salvador", que libertou a sua cultura (e não foi esta, no seu melhor, determinada pela cultura judaica?!) da distorção aberrante dessa mesma cultura que foi o nazismo, tenha tido que atravessar o Atlântico.
É que a Europa nunca teve a grandeza de assumir os seus erros. A mesma Europa que, no século XVIII, acobardada perante os turcos , preferia as cedências à solidariedade, deixando Viena à mercê dos invasores.
E tanto que dependemos do heroísmo da presença de Israel no seu território histórico...!
Nota: A esquerda que para aí baboseia alguma vez terá posto os olhos no livro Israel, do (anarquista) Erico Veríssimo, que eu li ainda adolescente?