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23 maio 2011

Abaixo a Oposição!


Ou alguém poderia sequer imaginar que o socialismo é responsável por isto que aqui se diz e eu transcrevo?!

"O risco da dívida espanhola chegou hoje ao seu valor mais elevado desde Janeiro, tendo crescido 18,5 por cento em apenas uma semana, com o diferencial face aos títulos alemães a superar os 260 pontos base.

Dados do mercado citados pela imprensa espanhola atribuem esse aumento à incerteza sobre a situação na Grécia, as advertências do FMI sobre a Irlanda e aos resultados das eleições regionais e municipais de domingo.

Hoje, o risco da dívida espanhola a dez anos subiu até aos 263 pontos base, com uma taxa de juro de 5,614 por cento, acima dos 248 pontos base com que terminou na semana passada, segundo os dados do mercado secundário citados pela imprensa.

Em apenas uma semana o diferencial subiu de 222 para 263 pontos base, com os investidores a temerem que as eleições municipais e regionais em Espanha podem ter um impacto negativo no défice e dívida pública."

15 novembro 2009

Uma homenagem urgente


Segundo o PÚBLICO de hoje, a Junta da Extremadura espanhola promove actualmente uma polémica, mas firme campanha de educação sexual através da qual visa ensinar os jovens entre os 14 e os 17 anos a masturbarem-se. A campanha, que recebeu o nome de código "El placer está en tus manos", contempla a utilização de, por exemplo, vibradores e bolas chinesas e é uma iniciativa do Conselho da Juventude, com fundos cedidos pelo governo socialista de Zapatero.
Os reaccionários do Partido Popular pronunciaram-se como se esperaria, afirmando que esses "workshps de masturbação" são um "atentado" à inteligência dos jovens. E acrescentam que a verba que lhes foi destinada, oriunda do Instituto da Mulher (um organismo governamental), teria muito melhor aplicação no combate ao desemprego das 18.233 pessoas com menos de 25 anos que se regista na província espanhola.
Embora sem esperança na possibilidade de que um golpe de inteligência ilumine as mentalidades retorcidas e obscurantistas dos dirigentes da direita, desejamos, apesar disso, lembrar-lhes que, face ao implemento, em Espanha, das correntes pedagógicas humanistas que têm vindo a dar forma à escola pública entre nós, bem como à adopção do modelo espanhol de ensino para adultos em Portugal, tal campanha constitui uma contribuição genial e oportuníssima para a resolução dos problemas que afectam alunos, professores e funcionários de ambos os lados da fronteira. Com efeito, a masturbação colectiva no início de cada tempo lectivo, libertando endomorfinas, acalma os naturais ímpetos irreprimíveis dos adolescentes, dispondo mais facilmente as suas energias, devolvidas ao equilíbrio natural, para a compreensão dos conteúdos, entretanto devidamente aligeirados, que os pedagogos do Estado socialista, avisada e cientificamente, lhes providenciam. Por outro lado, é indiscutível a melhoria de estado de espírito e de qualidade vida de qualquer desempregado conseguida através da prática masturbatória, desmascarando o reaccionarismo e o obsoletismo da anedota do fulano que chega a casa, vai buscar uma 7Up ao frigorífico, senta-se no sofá em frente ao televisor, põe um filme pornográfico a correr, suspira e diz:"Ah! Mulheres e champagne! Isto é que é vida!".
Ao pioneirismo destes continuadores das ideologias colectivistas dos "amanhãs que cantam", lanço aqui, assim, o meu incentivo a que se não deixem abater pelas forças contra-revolucionárias e que se mantenham na via visionária inaugurada por Tony Blair, quando aconselhou os seus compatriotas a chuparem-se uns aos outros com maior frequência. E que nuestros hermanos tributem uma homenagem digna desse nome ao seu primeiro-ministro e a Laura Garrido, presidente do Conselho da Juventude, exigindo a decorrente segunda fase de uma educação sexual alargada e progressista, na qual possam ser utilizados pela juventude espanhola, inclusivé ao nível do ensino da identidade do género, manequins insufláveis que reproduzam as formas físicas quer de um quer de outro.
A bem de uma humanidade livre.
(Texto não submetido a revisão final, mas redigido com o gosto possível)

24 maio 2007

Idoneidades...!



No PÚBLICO de domingo faz-se uma chamada de atenção, na contra-capa, para uma peça jornalística inserida na pág. 20. A mesma refere-se àquilo que a referida chamada de atenção já adianta, a saber: à "depredação urbanística que vandalizou as paisagens de Espanha", devido à publicação, dez anos atrás, da "Lei dos Solos que permitia às autarquias converter com toda a facilidade terrenos rústicos em terrenos urbanizáveis". A publicação desta lei gerou uma "crise política alimentada por intermináveis casos de corrupção".

O comentário desde logo possível a esta notícia é o de que os detentores do chamado "poder local", aqueles que estão mais próximos das populações e que elas, em teoria, melhor deveriam poder conhecer e controlar, parecem afinal estar tão impunes a esse controlo como os órgãos nacionais - ou até talvez mais. Se, além disso, compararmos o procedimento desses autarcas com os de outros países - os do Norte da Europa, por exemplo, em que o sentido de responsabilidade e de comprometimento com o real desenvolvimento do país é um facto tão evidente como a economia e as condições de vida que os seus governantes e dirigentes conseguiram gerar ao longo de umas poucas décadas -, então a actuação dos autarcas espanhóis (e, ao lado, a dos seus colegas lusos) é demonstrativa de um comportamento cívico e político alarmantes.

A descentralização admnistrativa é uma medida que, hoje em dia, quer a direita quer a esquerda propõem como suas, face às necessidades inerentes aos novos tempos. A prova é que tendo a lei sido publicada pelo governo do PP, os socialistas não a mantiveram em vigor. Os problemas referir-se-ão sempre, por isso, não à ideologia dos candidatos, mas à sua idoneidade moral.

Mas ainda há mais: a chamada de atenção que envia para a peça informativa encontra-se na rubrica "Sobe e Desce" de diferentes personalidades e instituições e, como seria natural, na coluna com a setinha para baixo. O que é curioso é o PÚBLICO haver inserido nela uma fotografia, não de qualquer autarca ou da sede de uma qualquer respectiva associação proeminente... mas do anterior primeiro-ministro!

Duas perguntas se põem de imediato.

A primeira: se Aznar fez a lei que Zapatero manteve e sobre a qual Juan Carlos nada disse, porque é que é Aznar que está em queda?

A segunda: qual é a idoneidade dos responsáveis pelo PÚBLICO?

NOTA- Já agora: nunca gostei do Aznar por aí além.