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16 agosto 2009

Orgulho de professor


Mon ami, perdão!, mi amigo Chavez, enquanto vai encerrando aos poucos os campos de golfe, por serem um desporto de gente que não faz nada na vida e é contra-revolucionária, ainda tem tempo para aprender a bem utilizar o Magalhães...!

26 junho 2009

O artista


Hugo Chavez comentou o facto de os media mundiais terem passado umas boas horas a falar de Michael Jackson, com um "se morreu, pois que descanse em paz" e que se ninguém soubesse o que era toda esta atenção à sua morte, ele o diria: "É o capitalismo, companheiros, é o capitalismo!".
Não explicou, evidentemente, o modo como gostaria que venha a ser noticiada a sua própria morte. Será talvez como a do verdadeiro artista...

11 novembro 2007

A ler com...

... atenção. E, já agora, mais isto - até apetece ser monárquico! (via Range-o-Dente)

31 agosto 2007

A propósito...

... da leitura, no mesmo jornal, de um texto de Nuno Pacheco sobre o falecimento de Daniel Morais, adido cultural da embaixada portuguesa em Caracas, velho opositor do Estado Novo, companheiro de Soares no MUD, e que, ao contrário deste, não sentia nenhuma espécie de simpatia por Chávez, lembrei-me de duas notícias que li aqui há uns tempos, quando ainda não blogava, de uma das quais, pelo menos, todos se recordarão. Refiro-me ao célebre gesto de Bush, apontando com a mão para cima em resposta à pergunta sobre de onde provinha o aconselhamento que recebia nos momentos em que deveria tomar decisões cruciais. Imediatamente os comentadores de esquerda, Mário Soares inclusivé, lhe caíram em cima, falando em fanatismo religioso e mesmo em desiquilíbrio. O alarido foi de ordem tal que faz hoje parte do anedotário que qualquer pateta alegre debita sobre o homem.
Tenho a certeza de que todos os sábios e honestos ideólogos, mais ou menos ateus, que se preocuparam em denunciar às massas de cidadãos o secreto significado do gesto imperialista o fizeram também já em diversas circunstâncias, querendo com ele referir-se à sua intuição ou a um salto para a incerteza, pela imprevisibilidade das consequências de um acto numa situação cuja evolução depende de uma miríade de pormenores encadeados. Mas admito a possibilidade da interpretação segundo a qual, com o gesto, Bush se estivesse a referir a uma sua tentativa de, tal como o Papa, apelar para o espírito divino, único verdadeiro conhecedor do Bem, de modo a evitar um erro trágico. Admito e não me escandaliza. Uns agem em nome da razão (seja lá o que for que isso queira dizer) outros, em nome de Deus (dependendo do Deus de que falem), outros ainda em nome da Bondade Universal (e aí manda o conceito de "universo"). Só espero que, honestamente, façam o que melhor lhes parecer.
A segunda notícia vem complicar um pouco mais tudo isto. É que, pouco tempo depois, o presidente pré-vitalício da Venezuela discursou na ONU, no dia imediatamente seguinte àquele em que falara o presidente americano. Hugo Chávez começou por dizer: "Ontem esteve aqui o Diabo."
E a esquerda aplaudiu o fino, subtil e intrépido sentido de humor de que ele, uma vez mais, deu mostras. Mas, cá para mim, Chávez é mesmo fanático. Ou ainda pior.

30 maio 2007

Sem título


"... será que não faremos senão confirmar
a incompetência da América católica,
que sempre precisará de ridículos tiranos?!"

Caetano Veloso, Podres Poderes

http://www.youtube.com/watch?v=WSqer0lVy7s