22 janeiro 2008

Discreta vigilância na fronteira


Na raia alentejana:
- Compadre, tá vendo aléim aqueli?
- Qual? O que tá cagando atrás da azinhêra?
- Sim... Consegue ver-lhe daí a cor das nalgas?
- Nã é fácil, compadre, mas...
- Sã brancas ou escuras?
- Daqui parecem escuras...
- Oh, diabo! Mas pode ser que tenha andado ca pêda ao léu na praia... E a merda, consegue vê-la?
- É assim amarela...
- Mau! Deve ser do caril e do açafrão...
- Dêxe estar o compadre, que ê vô lá e pergunto-lhe onde é que se almoça bem...
- Boa, compadre! Talvez no restaurante a gente consiga informações... Mas temos que ser discretos...!
- Pois, compadre, sempre munto discretos...!

2 comentários:

alf disse...

pode explicar de novo? eheheh será que depois do Alqueva eu já não entendo o alentejano?

Joaquim Simões disse...

Ná! O que vocemecê nã percebe é o bem-falar alentejano de A.A.(antes do Alqueva), o dos mês antepassados mais próximos.