30 maio 2008

À espera


Se isto for verdade, o que esperarão os professores para o recusar? E se o não for, o que esperarão para desmentir os governantes?
O país, entretanto, espera vir a saber o que pensar dos que nele exercem funções de docência e de governação.

2 comentários:

Joaninha disse...

Ó Joaquim desculpa mas não entendo como vai funcionar esta coisa da avaliação.
Que raio, então mas é avaliação da escola, dos docentes, de ambos?
E como raio é que há cotas para as notas? Então e se ma escola tiver 90% de professores igualmente bons (ou igualmente maus) como é que resolve o problema?
Desculpa mas explica-me como se eu fosse a aluna mais burrinha que te passoupela frente ;)
(eu sou um bocadinho loira sabes, não digas a ninguem)

Joaquim Simões disse...

Joaninha:
O processo iniciado por esta equipa ministerial é, quanto a mim, comparável ao de quem quisesse construir uma casa começando pelo telhado, pelo facto de o terreno onde ela deveria assentar servir de abrigo a um grupinho de víboras no qual esse alguém não quisesse tocar, por medo ou por afinidade profunda.
Qualquer discussão sobre o melhor modo de o fazer cairia, obviamente, num mero exercício de non-sense, como de non-sense é tudo o que tem saído da cabeça desta gente, a começar pela argumentação, que se esquiva manhosamente ao essencial para se centrar nos "privilégios", o que é a melhor forma de provocar a zaragata entre todos para ficarem depois com a fama de justiceiros.
Uma das poucas pessoas que eu oiço falar com seriedade sobre educação é o Nuno Crato. O resto é muito, mas mesmo muito triste; e grave, muito, mas mesmo muito grave. E disto não se escapa a maioria dos professores que, pela inércia ou pela aceitação acrítica do que lhe é imposto, pelo snobismo imbecil e pela doutorice provinciana, também não tem muito menos do que merece.
Mas escrever a sério sobre o que penso de tudo isto é muito demorado. Por agora não tenho tempo.