
Atendendo ao que dele fui tendo oportunidade de ler ao longo destes anos, sempre tive Ferreira Fernandes na conta de pessoa de razoável lucidez. Talvez porque o que li também não foi muito. Digo isto porque ontem, no Expresso da Meia-Noite, programa da SICNotícias, num animado debate entre os responsáveis pelo programa (Ricardo Costa e Nicolau Santos), Alfredo Barroso, um destacado elemento do PSD e um professor universitário, de cujos nomes não me recordo, bem como o próprio Ferreira Fernandes, este, respondendo a uma questão do irmão do actual presidente da Câmara de Lisboa, "Quais seriam os ministros deste governo que, se fosse José Sócrates, manteria no próximo?", disse: "Apenas um: Maria de Lurdes Rodrigues".
Não me lembro de o ter ouvido depois justificar o que afirmou. Mas parece-me que só poderia havê-lo feito em razão de uma de duas perspectivas: ou porque considera positivo o trabalho feito pela ministra; ou porque pretende ver levado às suas últimas consequências o desgaste provocado na imagem de Sócrates pela orientação e medidas tomadas pelo Ministério da Educação. Qualquer uma destas possibilidades, porém, revela somente algo que foi objecto de vociferação minha num comentário que fiz a um post do blog Fundação Velocipédica e que o responsável do mesmo decidiu transformar num outro post: revela que Ferreira Fernandes (mais um!) não tem o menor conhecimento do que fala, permitindo-se, no entanto, com enorme desonestidade profissional e cívica, emitir opiniões sobre o assunto. É que ninguém, repito: ninguém, que tenha consciência do que é a escola ou o ensino, bem como as condições a que eles estão sujeitos em Portugal, pode desejar a continuidade das actuais políticas e equipa do ME. Nem mesmo para apear Sócrates de vez, sob pena de acrescentar e reforçar por mais décadas os prejuízos causados ao país pela acção demente de Maria de Lurdes Rodrigues e dos seus secretários.
Afinal, Ferreira Fernandes merece o jornal onde escreve: o Diário de Notícias.
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