23 agosto 2007

Razões deste post


Miguel Portas publicou ontem o seguinte texto:
Noticia o DN a execução da 400ª sentença de morte dos últimos 30 anos em Huntsville, Texas.A senhora Michelle Lyons, do departamento de justiça criminal, afiança tratar-se de “uma cidade muito simpática” onde vivem, pasme-se, “professores, artistas, reformados e estudantes”.Dave Atwood, da coligação para a abolição da pena de morte, pensa de modo bem diferente. Segundo este advogado, “os texanos parecem ter uma relação de amor com a pena de morte”. Agora percebo melhor o texano dos texanos, G.W.Bush. No fundo, lá bem no fundo, é tudo uma questão de amor…

Deixei-lhe hoje, à porta, este recado:
"Caro Miguel Portas:
Não se iluda. Se fizesse um inquérito de rua sobre o assunto no Portugal do século XXI…
A sério, nunca lhe passe pela cabeça propor um referendo sobre a pena de morte, está bem?
É que se o Vasco Graça Moura decidir fazer um poema sobre o assunto, bem… estamos num país de poetas, sabe disso.
Só para para evitar equívocos: sou absolutamente contra a aplicação da pena de morte.
Mas, lá por isso, não utilizo o meu ponto de vista para fabricar maniqueísmos políticos."
Fi-lo com algum desgosto.
Daí este post.

2 comentários:

Range-o-dente disse...

"Não se iluda. Se fizesse um inquérito de rua sobre o assunto no Portugal do século XXI…"

Para a maralha em causa, 'ilusão' desemboca em 'crença', resvalando de imediato em 'certeza' ... qualquer coisa como 'já toda a gente sabe que', extrapolando 'certezas' caseiras em 'verdades universais'.

Hoje morreram umas dezenas de gajos esturricados numa prisão brasileira.

Se fosse em Guantânamo ...

.

Tarzan disse...

Nem mais!