27 outubro 2007

Mais um post...


... muito bom, do Alf.

Não sou eu quem o diz!!!

Escultura sul-coreana

É a Ciência!!! (via Womenage à Trois)

Hmm!Hmm!


Leiam isto...

23 outubro 2007

De fugida

Aqui há uns anos, o PCP manifestava-se veementemente contra o referendo popular sobre o tratado europeu, dizendo que tal referendo constituiria uma manobra para, através dela, os políticos serem desresponsabilizados dos males que do tratado adviriam no futuro, uma vez que poderiam alegar que ele fora legitimado pelos cidadãos.
Perante o que sucedeu posteriormente, o Partido Comunista exige agora que o tratado, cosmeticamente melhorado, seja sujeito à prova que anteriormente exorcisava, através da inversão dos mesmíssimos argumentos.
Dizia Lenine que "a verdade é o que convém à classe operária". E nisso o PC é coerente.

22 outubro 2007

21 outubro 2007

Atento, venerador e obrigado!


Na minha zona há uma tasquinha que ainda resiste tenazmente ao invasor. É um local acolhedor, onde, durante a semana, se reúnem para matarem o bicho, pela manhãzinha, antes de entrarem ao serviço, os funcionários menores da autarquia local, dos serviços municipalizados, da TVCabo, etc., que moram nas imediações. Aos fins-de-semana há petiscos e, às vezes, canta-se o fado. Nunca houve reclamações, intoxicações ou zaragatas e a higiene é irrepreensível.
O Viriato do digno e tradicional estabelecimento, quando lá fui há pouco beber o cafezinho, confidenciou-me que paga agora cerca de €100 mensais a uma empresa, cuja existência se justifica pela necessidade (ou missão?) de actualisar periodicamente os seus clientes no respeitante aos requisitos exigidos pela ASAE. Quanto à sua esposa, analfabeta, é-lhe também exigido o preenchimento de um papel, diariamente actualizado, que dê conta da peridicidade e das horas a que faz a limpeza dos lavabos, com a respectiva assinatura.
Não sei se precisam de algum esclarecimento, mas de momento, como disse uns posts atrás, falta-me o tempo. Só posso dizer que vou voltar ao trabalho, menos ingrato e muito mais confiante.
Até já.

Não há... quem aguente tanta comunicação!

Título maaaaaiiior dos três que compõem a página 7 da edição do PÚBLICO de hoje:

Forma de lidar com pilinhas dos bebés não reúne consenso entre a classe médica

Eu não tenho tempo para comentar devidamente.
Abobrinha, cumpre o teu dever!

Sem título

Goya
Coisa que já não acontecia há muito tempo: começou a haver gente com mais de 60 anos a tocar à minha porta, pedindo esmola. Ainda agora dei qualquer coisa a um homem pela casa dos 70.
O Portugal de Sócrates floresce de esperanças, de equidade e de solidariedade.
(Esqueci-me de referir há pouco que o homem disse, de olhos marejados e com uma postura digna, que era "pobrezinho")

20 outubro 2007

16 outubro 2007

Alguém me explica?!

Tenho o televisor ligado. Começa o primeiro programa de Joaquim Furtado sobre a guerra colonial. Os depoimentos dos representantes dos movimentos africanos são todos legendados, alguns deles "tratados" em termos da "correcção do português". Não compreendo. O sotaque deles é menos cerrado do que o de Alberto João Jardim e expressam-se com a mesma estrutura de oralidade que se encontra em qualquer aldeia portuguesa do interior.
Será para os pretos os perceberem?
Ou para os brasileiros?

Aquele abraço!


Liguei a televisão por uns instantes e apanhei o Prós e Contras, exactamente na altura em que se iniciava a intervenção de José Arruda, da Associação de Deficientes das Forças Armadas. Logo a seguir, tive oportunidade de ouvir o depoimento sofrido, patriótico e vibrante de alguém que conheci há anos e que, posteriormente, foi (soube-o pelos órgãos de comunicação) presidente dessa mesma associação: o Cândido Patuleia.
Para ele, pelo que de humano conseguiu trazer ao debate, um enorme abraço.

14 outubro 2007

Só mais isto, por hoje...


E vejam também este post do Nuno Josué, mai-la canção do Zeca nele referida.

Irmã Selma

12 outubro 2007

Viva!

Não consegui ter tempo para vir aqui anteontem, como prometera. Deixo-vos hoje aqui duas referências. Esta, a que devem juntar o comentário do próprio Alf, e esta, via Range-o-Dente.
Até já.

08 outubro 2007

Vamos lá a ter uma conversa!


Fez anteontem seis meses que arranjei este cantinho.
Pouco a pouco, tem vindo a crescer o número de pessoas que o frequenta. Contas por alto, registo, presentemente, entre 30 a 40 visitas diárias. Não é muito? Confesso que me interessa menos o número do que a qualidade dos visitantes. E - o que me agrada ainda mais - que posso arriscar, com certa segurança, em afirmar ter feito alguns amigos entre eles.
Só que vou entrar numa nova fase de trabalho e de vida, que exige, entre outras coisas, a realização de uma pós-graduação. O que implica deixar de poder dedicar ao blog o pouco tempo que ainda tinha.
Não estou a despedir-me. Não tenciono fechar o estaminé. Mas, como será evidente, diminuirá a frequência de posts, bem como a sua regularidade. A partir de hoje, a minha actividade blogueira passará, predominantemente, por comentários aos posts alheios. Os meus, salvo situações que me exijam desopilar o fígado com premência, serão publicados apenas às quartas-feiras e no inevitável fim-de-semana.
A todos um abraço.
Até já.
Joaquim Simões

06 outubro 2007

Hoje tive um dia p'ra esquecer!

Amanhã falamos!

Não enche!

Corroborando o que o Alf...

... diz no comentário ao post anterior, hoje Medina Carreira afirmava, em entrevista à SIC Notícias, que o problema do ensino em Portugal era que muito poucos entendem o que é a escola. Os pais não estão empenhados em que os filhos aprendam seja o que for, de facto estão é interessados em que eles tenham um papel - um canudo, um certificado - que lhes dê acesso a um emprego, de preferência um tacho (não o disse por estas palavras, mas o sentido era esse). E os alunos, por tabela, têm a mesma atitude.
É a visão da escola enquanto viveiro de funcionários, públicos ou privados, em busca da pastagenzinha de cada dia.
O problema, Alf, é que os tipos que mandam não tiveram pré-primária nem imaginam o que ela pode significar. E a escola, dela para a frente, também não. E agora?!
Mas não pense que os franceses que cita estão neste momento muito melhor do que nós...! Se não estiverem pior...! Mas isso é conversa para outro dia.

04 outubro 2007

A ter em atenção



Numa peça informativa da RTPN falava-se hoje do caso do julgamento de um alguém que, sem estar na posse das habilitações consideradas indispensáveis, durante vinte anos se auto-intitulou de psiquiatra, tendo, inclusivamente, dado pareceres a pedido de tribunais. Nunca houve quaisquer queixas e os pacientes que testemunharam trataram-no respeitosamente por "sr. doutor".
O que haverá a assinalar nisto tudo?
A vigarice intolerável? Claro!
A falta de fiscalização quanto às habilitações de quem exerce cuidados de saúde? Sem dúvida!
O facto de, pura e simplesmente, não se ter concedido o estatuto de psiquiatra a quem, pelos vistos, é dotado de tanta apetência para essa actividade que - caso raro em qualquer profissão - nem deu lugar a problemas, gerando mesmo o respeito dos que a ele recorreram? Talvez.
Que há que rever urgentemente o modo como o ensino superior é perspectivado em Portugal? Alguém discorda?!
Que o homem deveria, justificadamente, ocupar (se assim o entendesse) o lugar de professor nesse mesmo ensino e com maior legitimidade do que muitos que por lá andam?
Bom...

Transcrevo aqui...


... directamente este post d' O Jumento:

Cobardes es-equo

A maior promessa eleitoral de Sócrates foi a criação de 150.000 postos de trabalho, até teve honras de cartaz e tempo de antena nos debates públicos. É hoje evidente que Sócrates estava a mentir, talvez por ignorância ou mau conselho, mas em rigor o que fez foi recorrer a uma mentira para obter o voto dos portugueses. Agora que o desemprego aumentou contra a tendência da Europa o mínimo que se esperava do Governo era uma explicação.
Qualquer estudante de economia poderia fazê-lo e até poderia evitar grandes culpas para o governo, mas mesmo assim nenhum ministro teve a conhecida saliência anatómica própria dos que não têm medo. O ministro das Finanças poderia assumir a responsabilidade por uma receita típica doa anos duros do FMI, o ministro do Trabalho poderia questionar os critérios e explicar que os dados do desemprego valem o que valem e o ministro das Economia poderia justificar o desemprego como um resultado da reestruturação e modernização da economia. Mas nenhum deles teve coragem de dar a cara, optaram pela cobardia.

E atenção ao novo do Alf, que, passo a passo, procura reescrever a nossa história.

Vergonhas


Na sequência de um post que publiquei no passado dia 20 de Agosto, chamo a atenção para este outro, do 31 da Armada. Até amanhã.

03 outubro 2007

Da SIC, com amor

Assistir ao telejornal da SIC é uma experiência inolvidável (como, aliás, aos restantes)!
Num teste à minha inteligência (quem disse que a televisão estupidifica?!), dizia há pouco o comunicador de serviço, com um sorriso e uma entoação semelhantes a um piscar d'olho, que a gasolina em Espanha é €25 mais barata do que em Portugal. Ainda não consegui fazer as contas, mas estou a tentar porque acho que há um prémio em jogo. De qualquer modo, assim por alto, penso que deve ser oferecida.
Agora anuncia-se uma peça sobre os perigos do andarilho: diariamente, duas crianças são tratadas nos hospitais, devido a acidentes com esse tipo de velocípede. Fazendo as contas à gasolineiro espanhol, estaremos em presença (no universo de acidentes a que, por qualquer razão ainda misteriosa para a ciência, as crianças se encontram sujeitas) de uma percentagem não apenas significativa como alarmante, para a qual nunca é demais a vigilância da espécie. Aproveito mesmo para sugerir, humildemente, ao sr. primeiro-ministro que seja determinada, com urgência, a obrigatoriedade de uma carta de condução e estabelecida a "tolerância zero", a bem dos futuros cidadãos do país.
Sinto-me de espírito arrelampado. Vou desligar, antes que vomite.

02 outubro 2007

Portuguese old way


O texto de Rui Tavares, que se pode encontrar na contracapa do PÚBLICO de hoje, é, quanto a mim, exemplar. Ora leiam:

Chorai, elites

Em geral, as elites portuguesas não se distinguem por nada que tenham feito. Não têm o hábito de se elevar e, em consequência, resta-lhes empurrar o povo para baixo quando ele se chega muito perto. Vejamos, a título de exemplo, as célebres elites do PSD. (...)
Diz-se que as elites do PSD perderam por falta de comparência ou por acharem que tinham o partido na mão. Ambas as explicações significam isto: as elites do PSD, no fundo, não são tão elites quanto isso. Na tradição nacional, sempre esperaram que o seu lugar lhes fosse guardado e cedido: no conselho de administração como no conselho de ministros. Nos intervalos do poder, escolhiam um caseiro para tomar conta do partido. Da mesma forma, estes legítimos representantes da respeitabilidade cavaquista continuam a achar que o PSD tem de ter lugar cativo na sociedade prtuguesa, apenas porque sim. Sempre desprezaram a ideologia a favor de um suposto monopólio do "saber governar". Fizeram o elogio dos self-made men para depois os acusar de populismo. Fugiram das causas sociais e avisaram o seu povo para se manter afastado do "politicamente correcto". Repetiram durante anos que a iniciativa pública é incompetente e a iniciativa privada, virtuosa. Lembraram que, se fizermos tudo para beneficiar os investidores e os empresários, o dinamismo do mercado se encarregará de todos. Riram das graçolas de Alberto João Jardim e apresentaram-no como bom exemplo. Aliaram-se a Paulo Portas para governar o país. Chegaram a eleger Santana Lopes, não em directas, mas em Conselho Nacional. E agora choram: mas este foi o partido que eles fizeram.

01 outubro 2007

Vá! Toca a ler...

E. M. Escher, Três mundos
... mais um post do Alf.

Bruce Lopes


Em poucos dias, deixa a SIC de cara à banda, despacha de alto em Mário Soares, esgalha- pessegueiro em Marcelo Rebelo de Sousa...
Mudou de whisky? Trocou de namorada? Será da reforma?
Querem ver que o homem ainda se faz?!

É que tá-se mesmo...

... a ver!