18 maio 2010

Ou há moral...


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Clara Pinto Correia expõe os seus orgasmos, e nada acontece; Bruna Real posa despida numa revista e logo é acusada de… causar alarmismo social !!!
A Clara Pinto Correia, figura pública, professora universitária com uma carreira académica reconhecida, expõe fotos suas em pleno orgasmo numa galeria de exposições lisboeta, e nada lhe acontece. A Bruna Real, transmontana de 27 anos feitos, professora do ensino básico em Torre de D. Chama, posa despida em revista da especialidade, e cai-lhe em cima a Vereadora e a Autarquia de Mirandela, e é expulsa do seu emprego de professora sob a acusação de causar alarmismo social.
Situações análogas recebem tratamentos diferentes.
E porquê?
Provavelmente porque o erotismo do povo é muito mais subversivo que o erotismo das elites…
No primeiro caso, o erotismo popular é perigoso e ameaça a moral, constituindo um potencial motivo de subversão libidinosa popular que pode desviar as «massas» para caminhos que não são os desejados pela cultura dominante.No segundo caso, o erotismo das elites já passa por socialmente aceitável, e até é convertido em arte.
Melhor objecto de estudo para a sociologia não poderia haver ... Um bom dia para todos!...
Já agora, cliquem no endereço de onde retirei a foto. Delicioso!
Nota: Devo dizer que a minha perspectiva sobre o assunto, bem como sobre as semelhanças e as diferenças entre os dois casos, é, em boa medida, diferente da que é expressa no texto que me enviaram. Mas achei por bem transcrevê-lo, na medida em que constitui um bom ponto de partida para uma avaliação mais lata e aprofundada. Alguém quer começar?

6 comentários:

Anónimo disse...

Diabos me levem, se bem o digo, eu quero apenas chamar a v/ atenção para uma frase que se me antolha excelente, lúcida e informada de Luke Bodard no seu pequeno ensaio, um magro livrito de 180 páginas mas que é de lamber os dedos "Desmesuras Controladas" saído em 2009 no Canadá francófono. Diz ele: "A pornografia é o erotismo dos pobres controlados pelos ricos, assim como a feitiçaria é a magia dos mesmos reprimida pelos mesmos. Tudo o que vai entre controle e repressão é o signo dum desejo mortificado que acabará por se tornar luciferino".
Mais adiante, ao traçar a geografia do fenómeno "serial killer", chama a atenção para o facto de que um assassino em série é, e cito "Normalmente um crente em negativo elevado à última potência da parábola".
Perante isto, que dizer mais senão que uma bela mulher ainda consegue seguir a ser mais bela que um automóvel, ao contrário do que queria o Poeta, masgnífico mas intrinsecamente masturbador na sua erotomania?

Ricardo Bandeiras

Anónimo disse...

Rio um pouco pela referencia que é feita ao orgasmo da dona Clarinha.
Porque, e agora já estão a ver a piada da ligação, ela foi apanhada como plagiadora numa revista, anos atrás, o que deu uma boa peixeirada.
E a prof é que plagiou? Bom, só concluo que cada um se vem nos mídias como mais jeito lhe dá...

M.Lopes Guerra

Anónimo disse...

Façamos o ponto da situação, meus: a Clareta pôs um orgasmo em público? De verdade? Então das duas uma: ou, o que estaria muito bem, é para seduzir um amado e é uma estratégia corajosa. Ou uma pose artística. Se assim é, é um acto típico de "artista" lusa, que pensam que são muuuito livres por se virem no tablado. Coisa de pequeno burgueses rascas, pois um gajo, uma gaja, deve vir-se com todos os matadores mas é em privado. Essa é que é a divina loucura, dar-se tudo sem ser um circo mediático-plutocrata. Pois esse espectáculo, dessa maneira, não é mais que uma forma de safada putice ou cavalice de beubéu.
É como certas senhoras e senhores das letras, que se pensam muito livres só porque dizem, em maus versos, punhetices como leit-motiv.Para se ser depravado em verso é preciso génio, cara...o!
O erotismo não é um espectáculo, é mesmo o contrário do espectáculo.
Fazem que se vêm em público porque não sabem vir-se e fazer vir como deve ser, em privado, no lugar da grande aventura.
...E, a propósito, a Clara com o devido respeito, se é que foi ela que deu o show, já está um pouco passada.
Assim não, roupas!

Porfírio Rubirosa

RioDoiro disse...

Eu tenho a impressão que os pimpolhos e bezerros fariam ou tornaram as aulas num pandemónio. Pelos corredores, as pí..as seriam mais que muitas. Ou não?

Anónimo disse...

Rio Douro deu na mouche. Ou seja, no centro...do meio.

Porfírio Rubirosa

Eurico Moura disse...

Eu só não entendi como é que os putos tem acesso à Play Boy...
Foram os pais que lha compraram para verem a soutoura como eles sempre desejaram e nunca tiveram coragem de pedir?
Será que a seguir vão demitir os profs gays por terem práticas sexuais pecaminosas? Atendendo ao que o nº 2 da Santa Sé disse...
Este país está louco mesmo!
Não haja dúvidas que o sexo continua a ser o ultimo tabú.
Pode roubar, mandar espancar, corromper, ser corrompido, por o país de gatas e continuar a desempenhar um alto cargo político. Mas aparecer nú numa revista, jamé!