04 abril 2011

Bons serviços


Transcrevo integralmente, em seguida, o que aqui se diz (via 31 da Armada). Apenas os sublinhados são meus.

Diretores-gerais, adjuntos de gabinetes e diplomatas estão entre os 156 nomeados e promovidos, cujas indicações foram publicadas desde 24 de março. As contas foram feitas pelo “Diário de Notícias” e são apresentadas na edição deste domingo.

O jornal concluiu que a média de nomeações por dia, 12, é superior às nove nomeações diárias efetuadas após a aprovação do PEC III. Entre as 85 nomeações, apenas 27 são "em regime de substituição”. O ritmo de nomeações é superior ao do primeiro mandato de José Sócrates e ao dos governos de Durão Barroso, Santana Lopes e António Guterres.

O "Diário de Notícias" nota que não está a ser aplicada a regra definida para as substituições na administração pública: “saem dois, entra um”.

O Governo demissionário não teve dúvidas sobre a legitimidade das nomeações e garante que as nomeações já estavam previstas.

Aos jornalistas, convocados pelo secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros é sublinhado que "muitas das nomeações foram feitas em janeiro, em fevereiro, e apenas foram publicadas após 23 de março".

"É completamente falso que essas nomeações tenham sido feitas depois do pedido de demissão do primeiro-ministro", faz questão de esclarecer João Tiago Silveira, que remete para as datas da nomeação indicadas no "Diário da República".

"A única exceção corresponde ao coordenador nacional de saúde mental, que é um cargo não remunerado", acrescenta, sobre a nomeação de Álvaro de Carvalho.

Entre os nomeados citados pelo "Diário de Notícias" estão adjuntos dos secretários de Estado do Orçamento, da Administração Local, Administração Interna e Administração Pública, bem como diplomatas para a Representação Portuguesas na União Europeia (REPER) e elementos para as comissões da Igualdade de Género e Planeamento de Emergência no Transporte Marítimo.

O ministério da Administração Interna foi o recordista nas nomeações, com 19 novos elementos e 47 promoções, todas na Guarda Nacional Republicana. O ministro da Administração Interna assinou os despachos de nomeação a 22 de março, o dia anterior ao primeiro-ministro anunciar o pedido de demissão.

Na lista dos que mais nomearam segue-se a Presidência do Conselho de Ministros, com 13 designações, e o ministério da Defesa, com nove nomeações e 24 promoções.

Com as eleições marcadas para 5 de junho, algumas nomeações como a de um elemento do gabinete da ministra da Cultura, referem que esta vigora enquanto a ministra Gabriela Canavilhas se mantiver no cargo.

O ministério da Justiça foi o único a não fazer qualquer nomeação.

2 comentários:

Anónimo disse...

Como bem sabe, convém não acreditar no que dizem os jornais. Há um ministério que conheço pessoalmente, o da Cultura. A "nomeação" do assessor da Cultura, por exemplo, é apenas a re-nomeação de alguém que já o era, que enquanto jurista precisou de ir à barra durante uma semana, pediu escusa, porque a lei não permite acumulações, e terminado o processo foi re-nomeado para o lugar que já exercia. Houve até o cuidado ético (mas até desnecessário, pois todos esses lugares cessam com os ministros, por lei) de referir que a nomeação era enquanto a ministra estivesse em funções! E esta foi a unica nomeação nos ultimos tempos! Agora compare isto com o que a juventude PSD e alguns jornais vão dizendo aos portugueses!

Joaquim Simões disse...

Caro anónimo:

Sei muito bem o que valem os jornais, como, em demasia, que não valem. No que respeita ao Ministério da Cultura, não tenho informação suficiente sobre o que eles dizem. Mas tenho-a, desde há muito tempo, quanto ao que se passa noutros ministérios e departamentos. E ela coincide com o que, na sua generalidade, é referido na notícia. Infelizmente.
Quanto ao PSD, não é nem nunca foi o meu clube, os meus amigos, por estranho que lhe possa parecer, dado o pendor do que escrevo ou a de quem dou voz, situam-se todos à esquerda, do PS ao BE. Mas não são cegos nem surdos, apenas têm, coitados, problemas de afectividade que lhes tolhe a fala com frequência.