02 abril 2011

Falando por palavras alheias


Do PÚBLICO de ontem, respigo dois apontamentos.


O primeiro, o diálogo do cartoon de Luís Afonso:

Barman – O Dia das Mentiras é uma data a que não damos a devida importância.

Cliente – Acha?

Barman – A mentira institucionalizou-se e faz parte do nosso património político e cultural.

O 1 de Abril, com todo o seu simbolismo, devia passar a ser feriado nacional, quiçá mesmo o Dia de Portugal!


O segundo, um excerto da crónica de Vasco Pulido Valente:

Desde que Sócrates se demitiu, começou uma estranhíssima conversa sobre quem lhe iria suceder e apareceu uma corrente de opinião com a ideia peregrina de uma “maioria alargada”. Mas, curiosamente, ninguém explica o que seria essa maioria alargada. Almeida Santos pediu um governo de “salvação nacional”, sem acrescentar pormenores. Pedro Passos Coelho recusou uma aliança eleitoral com o CDS e fala, com a sua costumada clareza, em coligações com outros partidos (no plural) e com “independentes”. Algumas figuras (da política e dos “negócios”) querem um arranjo a três: PS, PSD e CDS. O ponto comum à generalidade destas receitas para a salvação da pátria está em que toda a gente concorda que elas não se deverão submeter ao sufrágio dos portugueses. Os portugueses que votem e os sábios tratarão deles depois.

(…) E, ainda por cima, Sócrates não morreu e foi eleito secretário-geral do PS. Ficaria de fora ou de dentro dessa “coligação alargada”? De fora não se deixaria ele ficar e, ficando de dentro, para que servem eleições?

Pedro Passos Coelho que responda.

3 comentários:

Anónimo disse...

Vou tentar dar uma achega a Pulido Valente, que é valente e é polido, ou seja, que não é um calhaço como o Santos Silva ou um bijutim como o delicodoce Silva Pereira da boquinha horizontal-vertical.

Quando o Almeida Santos fala em gov. de salvação nacional, ele que em tempos propôs uma omertá entre políticos para não se lhes conhecerem os podres, quer dizer na sua: um gov. que os safe de se conhecerem as manigancias dos boys e que não lhes faça perder o estatuto de mando.
Um gov. com a gentinha de Sócrates, o abalante, seria o mesmo que meter num cercado de galinhas o tipo que as pilhava, para pôr ovos com elas. Ridículo.
O gov. para salvar Portugal tem em princípio de nos salvar de vigaristas, assessores e gestores milionários e apoiantes pantomineiros e ladrões.
Senão salva Portugal de quê? Das pulgas?
Haja um gov. sólido, sóbrio e experiente. Um governo sério, em que não marginalizem o Portas e os novos desenquadrados emergentes. Que têm muito para dizer e fazer. Isso porá de lado definitivamente os dinossauros, velhos relhos videirinhos e surripiadores, os tipos do Xico Savonarola e os papagueadores do Jerónimo, que criticam mas só fizeram mérdola onde quer que estivessem.
Ouçam o Soares e tudo o que ele disser deve fazer-se ao contrário. Só assim o velho hipócrita, manobrador e senil se calará de vez.
Abanrota

Carlos Alberto disse...

O meu caro Joaquim não viu um dos Exterminadores Implacáveis onde o Schwarzenegger diz: "I´LL BE BACK" Assim são os xuxas.

Sabem que vão perder mas querem voltar a todo o custo nem que seja através dessa coisa estranhissima que se chama: Bloco Central

Joaquim Simões disse...

Abanrota e Carlos Alberto:

De acordo com ambos.
Dentro do pouquíssimo tempo de que disponho, tenciono, no decorrer da próxima semana, escrever alguma coisa sobre este e outros temas.
Até lá, irei pescando em searas e hortas alheias.