01 fevereiro 2011

De um processo mal-frequentado

Brueghel, O Velho, Burro na Escola (desenho)


No Diário de Notícias:

Carlos Cruz, que recusou encontrar-se com Carlos Silvino, escreveu no seu site - As Provas da Verdade (www.processocarloscruz.com) - sobre as quatro personalidades do antigo motorista da Casa Pia. "Qual deles está a dizer a verdade?", interroga-se.

"Respondo por mim: não tenho nada a ver com esta história, nem com a Casa Pia, nem com abusos sexuais. Nada. Assim, só posso afirmar que Carlos Silvino diz a verdade quando diz que estou inocente ou, como fez até Agosto de 2003, quando não mete o meu nome em nenhuma situação", afirma Cruz.

O primeiro Carlos Silvino que o apresentador de televisão descreve é o que dizia não o conhecer e que nunca falou do seu nome até 4 de Agosto de 2003.

"O que se passou entretanto? Silvino esteve internado em Caxias para tratamento. Em Junho, o Dr. José Maria Martins passou a fazer equipa com o Dr. Dória Vilar e Carlos Silvino começa uma medicação, a partir de Julho, sob a orientação da Dr.ª Maria Keating. Com que objectivo? E contratada por quem?", volta a perguntar o apresentador.

O segundo Carlos Silvino é o que a 26 de Agosto (estava detido desde Novembro do ano anterior) acusa todos os arguidos. "Depois desse depoimento, o Dr. José Maria Martins dispensa a Dr.ª Maria Keating", recorda Cruz.

4 comentários:

Anónimo disse...

O meu feeling, que não me enganou nunca, desde o assassinato de Sá Carneiro passando pelo de Amílcar Cabral e inclusive John Kennedy, diz-me que neste caso da Casapia há "história mal contada" como costuma dizer-se.
Espero que tanto nesta como nas outras duas a verdade verdadinha venha ao de cima e que justiça justa seja feita se é caso disso.

J.Castro Maciel

Anónimo disse...

Em Portugal as coisas são escuras, fazem-nas escuras por mais clarinhas que sejam.
Baseados nisso, há gente de uma vila que tentam safar um assassino confesso fazendo pressão. Pensam que está cá, mas o sujeito está lá e lá não é o da joana como se diz.
Lol

Joaquim Simões disse...

J. Castro Maciel:
Este processo é muito estranho. Já escrevi aqui sobre o assunto(tenho que etiquetar os posts, mas não o fiz desde o início, fui-me descuidando e agora já são mais de mil!), e, sobre um dos acusados, disse o que eu próprio sabia do que outros (gente fiável, entenda-se) me disseram. E que, embora confirmador da sua homossexualidade, contraria, no entanto, a acusação de pedofilia.
Depois, há o resto, que me parece pouco consistente, cheio de meandros e razões escusas. Enfim, veremos o que isto dá, mas quase apostaria que o "peixe graúdo" ficará, uma vez mais, de fora, e que a arraia miúda é que pagará a conta deles todos, provavelmente à mistura com inocentes (que estavam no local errado à hora conveniente e que serviram para esconder ou desviar as atenções dos reais implicados) e outros, com quem alguém queria ajustar contas ou destruir.

Joaquim Simões disse...

Anónimo:
Nunca me referi aqui ao "caso Carlos Castro - Renato Seabra", porque julgo que ele é bastante complexo e eu não tenho elementos suficientes que me permitam ter uma opinião. Quando pensar que já possuo os suficientes, talvez venha a dizer algo sobre ele.
O folclore feito na vila sobre o assunto, pese embora as pulsões emocionais que resultam de o rapaz ser "filho da terra", amigo e conhecido de muita gente de lá, é que é lamentável, sobretudo porque se nota perfeitamente a intenção simultânea de aproveitar a situação para instigar a uma visão e a uma atitude matarruana sobre a sexualidade, com fundamentos pseudo-religiosos. Uma tristeza nunca vem só.