04 fevereiro 2011

O terceiro e último post de hoje volta a ser de...

... Nicolau Saião:

Caro Director

Caro/as leitor/as

Não se apoquentem porque nada está ainda perdido, mas tenho de lhes dar uma triste notícia, que pelo menos vos vai fazer estremecer: aliás o facto já é conhecido, pois a rádio disso fez eco, o que em certos mentideros apenas se murmura: o Doutor José Jagodes, que a própria CNM classificou - a meu ver muito justamente - como a última reserva ecológica, ups, moral e ética da Nação, PASSOU À CLANDESTINIDADE!

Clandestinidade, é certo, de cunho acentuadamente pacifista, mas que o não deixa de ser! E embora ele esteja em... Mas adiante!

Dois jornalistas, um da "Royter Agency" e outro, da "Notícias de Vila Pouca de Créteil" (o jornal mais lido pela nossa comunidade de emigrantes nos países francófonos) tentaram uma entrevista.

Esforço baldado.

O grande pensador negou-se terminantemente. Já não dá entrevistas!

Aludiu a que o estado a que ... mas não vou agora abordar o que ele disse, numa jaculatória simultaneamente cívica mas firme. Digo apenas que tivemos que recorrer aos grandes meios, como se costuma dizer. Para grandes males grandes remédios - acho que a informação, o dever de informar e a liberdade de expressão, que no nosso País tem sido garantida pelos jornais mais destacados, que praticamente não fazem censura a não ser que isso seja imperativo para o bom nome de Portugal e de quem o lidera, é fundamental.

Daí que, sem olharmos a despesas e a esforços, conseguimos colocar na vivenda do Autor de "Mateus Bernarda e os movimentos emancipalistas entre os algarvios sem bigode" (com tradução para o americano de Adolf Schiklegruber Jr.), a nossa grande (e gira, já agora) repórter Marina Salcêde, camuflada de criada de quarto da Tia de JJ, com quem ele vive quando não está a leccionar na Sourbonne, que captou as conversas, informais, conquanto cheias de verve, do ilustre revolucionário (das letras) com o seu confidente e guarda-costas Tomás Figueira e uma leve intervenção do Dr. Pitta Raposo, que o foi visitar para uns drinques.

Não temos a sensação de ter crivado a privacidade de JJ de setas de abuso! É um serviço a nosso ver prestado ao público e à Pátria.

Neste momento, Manolo Sardinha, o nosso redactor para os CDs, está a transcrever e, devido à especificidade, a "cacha", que intitularemos de "O exílio do Jagodes (Jagode's Flop) e se apresenta sob a forma de diálogos teatrais, será enviada ao espaço que V.Exa. proficientemente dirige assim que tenhamos dessa Redacção o agréement, dando de barato que é praticamente um Exclusivo (com excepção, é claro, da Al-Janirra, que esses metem-se em tudo e conseguiram apanhar duplicados).

Sem mais por ora, o abrqs e o bjh do

n.

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