03 maio 2011

Uma outra abordagem da morte de Bin Laden

Osama Bin Laden, em 1998


... a de Luís Dolhnikoff:


QUAL, AFINAL, O SIGNIFICADO DA MORTE DE BIN LADEN?


1. A morte do líder e a vitalidade do movimento

A pergunta relevante sobre a morte do terrorista saudita Osama bin Laden, fundador e líder da rede Al Qaeda, responsável pelos ataques de 11 de setembro de 2001, é a do título: qual o seu real significado? Porém é impossível compreendê-lo sem compreender o que significava a própria atuação de Bin Laden.

Osama bin Laden não era um lobo – muito menos um louco – solitário. Tampouco liderava um bando amalucado de renegados do islã. Toda a sua atuação tem um contexto histórico compreensível. Este não é, porém, a revolta desesperada dos desesperados do mundo contra a agressão imperialista ocidental.

Em primeiro lugar, seu grupo não é único. Existem inúmeros grupos terroristas islâmicos. Uma lista breve inclui a Jihad Islâmica egípcia, o Grupo Combatente Islâmico Líbio, o Exército Islâmico do Iêmen, o Jamaat al Tawhid wal Jihad iraquiano, o Lashkar-Taiba e o Jaish-e-Muhammad da Cachemira, o Movimento Islâmico do Uzbequistão, a Al Qaeda do Magreb Islâmico, o Grupo Armado Islâmico (GIA) da Argélia, o grupo Abu Sayaf das Filipinas e a Jemaah Islamiya do sudeste asiático. Mas talvez o mais importante seja que tais grupos ainda não oferecem o quadro geral.

Pois eles compartilham, se não o método do terrorismo, a ideologia e o objetivo estratégico com outros grupos, justamente, não-terroristas. Esses outros grupos são, na verdade, movimentos políticos de massa – dos quais o mais conhecido é a Irmandade Muçulmana. Mas incluem, também, o Hezbollah libanês e o Hamas palestino (que imediatamente lamentou a morte de Bin Laden e o declarou um grande mártir do causa islâmica).

Para compreender a morte de Bin Laden é preciso, então, compreender não apenas a origem dos grupos terroristas islâmicos, mas igualmente sua contraparte, os movimentos islâmicos de massa.

2. Dando nomes aos bois (ou melhor, aos touros)

Os movimentos islâmicos de massa tiveram sua aparição mais dramática na história recente em 1979, no Irã, em sua versão xiita, com a tomada do poder por uma revolução popular contra a ditadura do xá. Modelo que se teme, com razão, poder reermergir agora no mundo árabe sunita: revoltas populares contra autocracias corruptas derrubam o governo que, em seguida, por golpe ou por eleição, é tomado por grupos que instauram a teocracia islâmica.

Eis o contexto histórico e ideológico para a compreensão da atuação e, portanto, da morte de Bin Laden: o movimento internacional pela teocracia islâmica, atuante com mais ou menos força em todos os países muçulmanos. E mal conhecido e pior nomeado como terrorismo islâmico, jihadismo ou fundamentalismo.

O movimento internacional pela teocracia islâmica, que pode ser resumido como movimento islamista internacional (notar que islamista não é igual a islâmico ou a muçulmano), não se confunde com o terrorismo islâmico. Primeiro, porque este é somente um método – o objetivo estratégico ou político é a instauração da teocracia. Além disso, o terrorismo é o método de apenas parte dos grupos que lutam e/ou atuam pela instauração da teocracia islâmica – que incluem, como dito, também movimentos ou partidos de massa.

O movimento islamista internacional tampouco pode ser chamado de jihadista. Porque a jihad, ou guerra santa, isto é, a guerra de muçulmanos contra “infiéis”, é um conceito religioso islâmico histórico e geral. É utilizado por grupos terroristas islâmicos, mas não os define (o que os define é o uso o terrorismo como método na luta pela teocracia islâmica).

Por fim, nem os grupos terroristas nem os movimentos de massa podem ser ditos fundamentalistas.

O termo fundamentalismo surgiu nos EUA, no início do século XX, para se referir a grupos protestantes que decidiram reagir ao criticismo bíblico, ou seja, às análises históricas, teológicas, sociológicas, linguísticas etc., de que a Bíblia se tornara objeto no Ocidente desde o século XIX. A essa transformação da Bíblia em literatura e em tema acadêmico, e em reação paralela à modernidade em geral e ao evolucionismo darwiniano em particular, grupos protestantes americanos pretenderam voltar aos fundamentos de uma sociedade cristã, tendo por “mapa do caminho” os Evangelhos. Seu método seria então a leitura literal das Escrituras. Isso nada tem a ver com o islã. Ou com o judaísmo.

Judeus ortodoxos são judeus ortodoxos, não “fundamentalistas”. E nenhum muçulmano é ou pode ser fundamentalista. Pois, neste caso, todos os muçulmanos do mundo, cerca de 1,5 bilhão de pessoas, seriam fundamentalistas: a leitura literal do Corão é a norma teológica do islã desde sempre. As escolas corânicas, as madrassas, baseiam-se na leitura e releitura direta até que o aluno memorize partes crescentes do Corão.

O islã como ideologia política não é, portanto, “fundamentalista”. Pois tampouco se trata de voltar aos fundamentos de um modo vida islâmico em seu sentido confessional ou religioso, mas sim de um projeto de poder, de uma ideologia. O objetivo do islã político é, como dito, a instauração da teocracia islâmica (a adoção de um modo de vida islâmico, portanto, não é na verdade seu objetivo, mas uma de suas consequências).

A mídia ocidental e a preguiça intelectual consagraram os termos fundamentalismo e fundamentalista para se referir a qualquer coisa que cheire a ortodoxia religiosa, sem poupar, naturalmente, a islamismo político. O atual movimento político islâmico internacional, que tem como objetivo a instauração de teocracias nos vários países islâmicos, é na verdade muito mais semelhante ao movimento comunista do que ao fundamentalismo cristão.

3. O nascimento da revolução islâmica mundial

O comunismo como ideologia e projeto de poder nasceu, grosso modo, em 1848, com as revoltas trabalhistas que varreram então a Europa, com o lançamento do Manifesto Comunista por Marx e Engels e com a fundação da Internacional Comunista. O antecedente islâmico equivalente é a fundação da Irmandade Muçulmana nos anos 1920, no Egito e na Turquia, visando restabelecer o Califado, ou império islâmico, depois da derrota e da derrocada do Império Otomano. O Marx do islamismo foi Hassan Banna, fundador e primeiro teórico da Irmandade Muçulmana, e seu Lênin, Sayyd Qutb, seu sucessor e defensor de uma moderna jihad em várias frentes e de vários modos contra a modernidade, o Ocidente e os EUA.

A primeira grande derrota dos islamistas se deu já nos 1920, na Turquia, onde Kemal Ataturk, o criador da República Turca dos escombros do Império Otomano, emergiu como um déspota esclarecido, erguendo um Estado oficialmente laico e, dentro do possível, moderno, ao mesmo tempo em que, por isso mesmo, combatia não apenas os grupos islamistas, mas as próprias instituições e práticas culturais islâmicas.

Em seguida, durante boa parte do século XX, o movimento islamista sofreria a concorrência de grupos nacionalistas árabes e dos próprios comunistas árabes, que após o fim dos impérios otomano e europeus, e com o surgimento de novos países árabes independentes nas ex-colônias, defenderam a modernização como caminho para a estruturação e o fortalecimento desses novos Estados. Na prática, os grupos nacionalistas, ao tomarem o poder, como regra por golpes militares, degeneraram em ditaduras autocráticas, enquanto os comunistas foram encampados ou eliminados por nacionalistas “de esquerda” que, por sua vez, ao tomarem o poder, como regra por golpes militares, degeneraram em ditaduras autocráticas... Os islamistas não desaparecerem, mas perderam seu ímpeto inicial e se tornaram oposição a essas novas autocracias árabes, cujo discurso não era “islâmico”, mas “modernizante”, e cuja prática era oligárquica, afastando os demais grupos – incluindo os comunistas e os islamistas – do poder.

4. O renascimento da revolução islâmica mundial

Assim como o chamado comunismo internacional teria sua primeira grande vitória na Revolução Russa de 1917, o movimento islamita internacional teve sua primeira vitória importante na Revolução Iraniana de 1979. O déspota esclarecido do Irã, o xá Reza Pahlevi, que tentava modernizar o país enquanto combatia toda oposição política, incluindo nacionalistas, comunistas e islamistas, foi derrubado por uma revolução popular – que sofreu então uma “revolução” dentro da revolução, liderada pelo clero xiita e pelo aiatolá Kohmeini. Sua retrovolução seria a primeira vitória da teocracia islâmica no mundo contemporâneo. Fruto de um movimento de massa, a retrovolução teocrática iraniana tinha a particularidade de se dar em um país xiita, enquanto a maioria dos muçulmanos é sunita.

No mesmo ano de 1979, porém, a URSS invadiria o Afeganistão, país sunita que tinha então no poder um “despotismo esclarecido” de esquerda, liderado pelo Partido Comunista local com apoio dos soviéticos. Foi a ameaça a esse governo comunista afegão representada, mais uma vez, por grupos nacionalistas e islamistas, que levou à invasão soviética.

Essa invasão por uma potência estrangeira serviu não apenas para agrupar e fortalecer a oposição ao governo comunista afegão, mas também para atrair jovens muçulmanos de todo o mundo, já exaltados pela Revolução Iraniana, para uma nova jihad. Pois o invasor era uma “potência ateia”, porque comunista. Um dos que iriam lutar no Afeganistão seria o jovem milionário saudita Osama bin Laden.

A derrota da URSS em 1989 não levou, porém, nenhum grupo afegão ao poder, mas o país à guerra civil, após a saída das tropas soviéticas. A guerra civil afegã seria vencida pelo grupo islamista Taleban em 1996, resultando na instalação de uma nova teocracia islâmica, desta vez sunita.

O que se seguiu foi uma cadeia de eventos maior e mais imprevisível do que qualquer islamista poderia imaginar em seus sonhos mais loucos.

Em parte, ao menos, pelos grandes gastos militares com a invasão do Afeganistão e a guerra subsequente de dez anos (o “Vietnã” dos soviéticos), e em parte pelo desprestígio internacional e os problemas políticos de sua derrota (além de todos seus problemas econômicos e estruturais), a URSS acabaria entrando em colapso logo após a retirada do Afeganistão. O fim da URSS, o “império ateu”, foi então interpretado pelos islamistas de todo o mundo como uma consequência direta de sua derrota para os islamistas afegãos.

Isso daria uma nova força e também um novo sentido para a Al Qaeda, criada durante a guerra civil afegã. Pois a libertação do Afeganistão das tropas soviéticas e a instauração ali da teocracia islâmica, em vez de serem vistas como um fim, a partir da queda da URSS foram vistas como um início. Se uma superpotência, como se dizia à época, podia ser derrotada – e afinal destruída – pelos islamistas, então a outra superpotência, os EUA, também poderia. Em termos ideológicos, os EUA eram tão “ateus”, ou seja, materialistas e “infiéis” quanto a URSS; em termos políticos, apoiavam boa parte das autocracias árabes que combatiam os islamistas locais.

5. Questão de método

Mas se o combate à URSS fora pela guerra de guerrilha contra as tropas soviéticas em solo afegão, a luta contra os EUA não poderia sê-lo, pela inexistência, então, de tropas americanas atuando em qualquer Estado muçulmano. O caminho alternativo foi o terror em larga escala, o terror de massa, o terror midiático e internacional, a fim de enfraquecer o inimigo em termos estratégicos, e o forçarem a abandonar seus aliados árabes, em termos políticos imediatos, abrindo caminho para que os movimentos islamistas nacionais, como a Irmandade Muçulmana, instaurassem a teocracia (não por acaso, o número dois da Al Qaeda, o egípcio Ayman Al Zawahiri, que deve agora suceder Bin Laden, era antes um membro destacado da Jihad egípcia, próxima da Irmandade Muçulmana).

Isso demonstra outra semelhança com o antigo revolucionarismo comunista. Além de este também ter se dividido, quanto ao método, em grupos de “vanguarda” e em partidos de massa, se dividira quanto às fronteiras de atuação: os partidos comunistas atuavam dentro de limites nacionais, os grupos de “vanguarda” agiam transnacionalmente.

Como as Brigadas Vermelhas italianas, o grupo alemão Baader-Meinhof (na verdade, Fração do Exército Vermelho), o Exército Vermelho japonês, a Frente de Libertação da Palestina etc. se uniram nos anos 1970 numa espécie de internacional terrorista de esquerda, atacando tanto alvos nacionais nos respectivos países como alvos ocidentais, americanos e judaico-israelenses em todo o mundo, vários grupos islamistas se uniriam nos anos 1990 sob inspiração e orientação da Al Qaeda e de Osama bin Laden, numa internacional do terror islâmico. Osama bin Laden tornou-se assim o grande líder da corrente que pretendia “exportar a revolução” teocrática mundial – e, neste sentido, a comparação com um Che Guevara islâmico, feita por alguns analistas em função de seu carisma e popularidade entre jovens muçulmanos, é politicamente correta.

Por falar em popularidade, houve um contraste gritante, no mundo muçulmano, entre os dias 11 de setembro de 2001 e 1º de maio de 2011. Na primeira data, inúmeras manifestações de rua saudaram os atentados terroristas e a figura de Osama bin Laden. Na segunda data, a de sua morte, um enorme silêncio emergiu dos países islâmicos.

6. Porque numa fortaleza paquistanesa – e não numa caverna afegã

Osama bin Laden foi localizado e morto (antes tarde do que nunca) próximo a Islamabad, a capital paquistanesa. E ainda mais próximo de uma instalação militar na localidade de Abottabad. Por fim, não em um cortiço obscuro qualquer, mas numa espécie de grande fortaleza residencial. Não é difícil entender por quê.

Ele era protegido pelo governo paquistanês. Se não por todo o governo paquistanês, por seu aparato militar e de inteligência. O que significa um governo paquistanês dividido, fraturado. Assim como a sociedade paquistanesa.

Há uma diminuta classe média e uma ainda menor elite empresarial e política que gostariam de ver o Paquistão como uma democracia moderna. Porém uma parte importante da cultura política paquistanesa vê o mundo por lentes islâmicas. Ela é hoje dominante no aparato militar e de inteligência.

O próprio Paquistão, no mesmo contexto histórico de emergência do islamismo político moderno, foi concebido e criado por um partido islâmico indiano, a Liga Muçulmana, que em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, nos primórdios do que viria a ser o movimento pela independência da Índia, adotou, contra a vontade de Gandhi, a doutrina dos Dois Estados, ou seja, a divisão da Índia em um Estado hindu e um islâmico, nas áreas de maioria muçulmana. A divisão se efetivaria em 1947, quando da independência da Índia, com a partição do país não em dois, mas em três Estados: o Paquistão Ocidental (atual Paquistão), a Índia e o Paquistão Oriental (Bangladesh). Paquistão significa “terra dos puros” (ou “dos fiéis”), e Islamabad, sua capital, Cidade do Islã.

Além de razões históricas e ideológicas, a comunidade militar e de inteligência paquistanesa é islamista por dois motivos geopolíticos. Primeiro, ela usa a causa islamista para manter tensa a situação na Cachemira indiana, com sua maioria muçulmana, e assim tentar enfraquecer a Índia perante a reivindicação paquistanesa sobre esse território indiano, cuja razão é religiosa. Segundo, a comunidade militar e de inteligência paquistanesa vê o Afeganistão como uma aérea de recuo estratégico. A geografia explica. O Paquistão é uma tira de terra espremida entre a Índia e o Afeganistão. Numa eventual invasão indiana, em função da disputa pela Cachemira, o exército paquistanês, menor que o indiano, acredita precisar, na retaguarda, de um governo aliado no Afeganistão, a fim de garantir um recuo para além de suas fronteiras, e permitir um contra-ataque. E um governo afegão cativamente aliado é concebido pelo viés religioso (não por acaso, o Taleban foi criado, durante a guerra civil afegã, por exilados afegãos em território paquistanês, com o apoio da inteligência paquistanesa).

O Paquistão tem bombas nucleares e mísseis funcionais. A descoberta de que um assassino de massa como Bin Laden estava ali protegido por sua comunidade militar comprovaria todas as suspeitas sobre a divisão do governo paquistanês. E sobre a simpatia de alguns de seus setores pelo terror islâmico.

As acusações que fatalmente virão da comunidade e da opinião pública internacionais pela conivência paquistanesa – ainda que parcial – com a Al Qaeda aumentarão as tensões dentro do próprio establishment paquistanês. O problema é que tal aumento de tensão pode, no limite, desestabilizar o governo, e resultar na transformação do Paquistão em uma teocracia islâmica. E nuclear.

7. Consequências

Haverá ataques da Al Qaeda e de grupos aparentados, de várias magnitudes e em várias partes do mundo, em retaliação pela morte de Bin Laden. Além da vingança, eles precisam demonstrar que ainda estão vivos.

O governo paquistanês será tratado com ainda mais desconfiança no cenário mundial, e as suas tensões internas crescerão. Inclusive porque a Al Qaeda também deve atacar no próprio Paquistão, como vingança pela proteção ineficaz.

As atuais revoltas árabes não deverão sofrer impacto. Os movimentos islamistas de massa locais continuarão com seu objetivo de tomar o poder e instaurar a teocracia islâmica, mas o momento dependerá da correlação de forças. Em todo caso, ao contrário de Bin Laden e dos grupos terroristas, eles não têm pressa. Pois têm certeza do resultado final.

7 comentários:

Nausícaa, São Paulo, Brasil disse...

Caro Joaquim Simões,

"Que tempos! Que costumes!"

Ainda embriagados pelo esplêndido casamento real e pela beatificação de um Papa, eis que surge os EUA, digo, Mister Obama com sua mais espetacular manchete. Que semana!!

Fossem antigos atores, nós, ocidentais, também antigos, estaríamos exultantes.

Mas, ao ver-se o sucessor do trono britânico assoando o nariz imediatamente antes de estender a mesma mão para cumprimentar sacerdotes na entrada da abadia de Westminster; um papa que beijou um corão para expressar sua submissão ecumênica; a invasão ilegal a um país soberano para matar quem quer que seja; enfim, o que se vê é a macaquice geral.

Sem falar da desnecessidade do Barça roubar os adversários, o que nos leva a mais uma macaquice didaticamente ensinada a mais uma geração! Resta o consolo de ver, ao menos, algumas figuras públicas que ainda conseguem ser independentes, por exemplo, Ronaldo, o fenômeno, insistindo em sua aposta na vitória madrilenha nos dois últimos jogos pela UEFA de Barcelona x RealMadri, como comentarista convidado pela TV Globo.

No mais, grata pela exposição de Luís
Dolhnikoff e atenta ao seu sereno retorno.

Joaquim Simões disse...

Nausícaa:

É...! É o social-macaquismo, como dizia um saudoso amigo meu.

Nausícaa, São Paulo, Brasil disse...

Qual a sua aposta para a premiação da mais sensacional manchete da semana, - ou melhor, do século! - realizada pelo Mister Obama?

Eu aposto no Monte Rushmore?

Anónimo disse...

O Nausíca diz correcto, mas numa coisa eu até nem concordo e veja que é assim, o Paquistão está longe de ser um país soberano, a soberania ali é a dos militares islâmicos e portanto da Internacional Islâmica, país soberano é aquele onde o povo é soberano por democracia haver. Não ir lá apanhar o bandido era deixar que com a ficção de país soberano os que ali dominam ilegalmente continuassem a proteger Laden.
Então não há o internacionalismo proletário, então mundo não é um só de os humanos em geral? Bandidos não podem esconder-se detrás de nacionalismos, aliás ninguém na realidade é soberano, somos todos servos, uns pagando com terror como os de Torres Gémeas.
Eu desejo a todos vocês boa sorte.

Marco

Joaquim Simões disse...

Nausícaa:

Obama não considerará ao seu nível algo inferior à Estátua da Liberdade.

Joaquim Simões disse...

Marco:

Bem observado!

Nausícaa, São Paulo, Brasil disse...

Sim, minha imaginação é muuuito aborrecida frente aos delírios dessa gente.