10 outubro 2009

E vejam...


... mais isto.

Do alfabeto da arte


08 outubro 2009

Envelhecendo na frente



05 outubro 2009

5 de Outubro 1143 - 1910

(1830-1910)


03 outubro 2009

Afinal...

Fotografia de Willy Ronis
Atendendo ao que dele fui tendo oportunidade de ler ao longo destes anos, sempre tive Ferreira Fernandes na conta de pessoa de razoável lucidez. Talvez porque o que li também não foi muito. Digo isto porque ontem, no Expresso da Meia-Noite, programa da SICNotícias, num animado debate entre os responsáveis pelo programa (Ricardo Costa e Nicolau Santos), Alfredo Barroso, um destacado elemento do PSD e um professor universitário, de cujos nomes não me recordo, bem como o próprio Ferreira Fernandes, este, respondendo a uma questão do irmão do actual presidente da Câmara de Lisboa, "Quais seriam os ministros deste governo que, se fosse José Sócrates, manteria no próximo?", disse: "Apenas um: Maria de Lurdes Rodrigues".
Não me lembro de o ter ouvido depois justificar o que afirmou. Mas parece-me que só poderia havê-lo feito em razão de uma de duas perspectivas: ou porque considera positivo o trabalho feito pela ministra; ou porque pretende ver levado às suas últimas consequências o desgaste provocado na imagem de Sócrates pela orientação e medidas tomadas pelo Ministério da Educação. Qualquer uma destas possibilidades, porém, revela somente algo que foi objecto de vociferação minha num comentário que fiz a um post do blog Fundação Velocipédica e que o responsável do mesmo decidiu transformar num outro post: revela que Ferreira Fernandes (mais um!) não tem o menor conhecimento do que fala, permitindo-se, no entanto, com enorme desonestidade profissional e cívica, emitir opiniões sobre o assunto. É que ninguém, repito: ninguém, que tenha consciência do que é a escola ou o ensino, bem como as condições a que eles estão sujeitos em Portugal, pode desejar a continuidade das actuais políticas e equipa do ME. Nem mesmo para apear Sócrates de vez, sob pena de acrescentar e reforçar por mais décadas os prejuízos causados ao país pela acção demente de Maria de Lurdes Rodrigues e dos seus secretários.
Afinal, Ferreira Fernandes merece o jornal onde escreve: o Diário de Notícias.

Dos híbridos e eléctricos...


... e do desenvolvimento sustentável - aqui.

29 setembro 2009

28 setembro 2009

As movimentações continuam


... por aqui e por ali.

Dois pormenores significativos a reter na noite de ontem:


A festa do PS remetida, de rabo entre as pernas, ao interior do edifício, por não haver quase ninguém nas ruas para a costumada celebração de vitória e, neste caso, de tão "grande vitória".
Mário Lino, expressão imbecil e vazia, oscilando, claramente embriagado, enquanto ouvia o discurso de Sócrates.
Qualquer deles nos permite intuir mais o que se avizinha do que aquilo que os comentadores de serviço se esforçam por ignorar.

26 setembro 2009

Volto amanhã, domingo



18 setembro 2009

Dentadura de ouro


É assim:
O Presidente da República pensa que o SIS, preocupado, a mando, com o estado dos dentes da magistratura presidencial, entrou em acção em escutas sobre aquilo de que se alimenta e pensa vir a alimentar-se. Algarviamente, não tencionando deixar que se devassassem as partes íntimas do cargo que ocupa, encarrega o PÚBLICO de o confirmar, por portas travessas.
Julgando confirmada a dita coisa, pela investigação que realizou, o referido jornal afia o dente e publica a notícia dezassete meses depois. Cavaco Silva mostra assim, discretamente, a excelência da sua dentadura a José Sócrates e ao PS. O país desconfia de que os cidadãos possuam dentes para o futuro que lhes estão a preparar.
"Porque raio suspeitou o gajo de...? E agora, como é que se prova que...? Bem só pode ser se...". Pois!
O inefável DN publica hoje e-mails trocados entre os jornalistas. O director do PÚBLICO afirma que apenas o SIS poderia ter acesso a tais documentos. O primeiro-ministro dá a sua dentadinha, dizendo que José Manuel Fernandes demonstrou, de novo, possuir uma imaginação fértil.
Jerónimo de Sousa mordisca, dizendo que, no meio disto tudo, o que nunca é investigado é o próprio SIS, o qual, obviamente, negou qualquer envolvimento com quantos dentes tem na boca.
Conclusão de tudo isto? Estamos perante uma vitória deste governo, que tanto se preocupou, ao longo da legislatura, com a saúde dentária dos portugueses.

15 setembro 2009

Morreu anteontem...

Fotografia de 1959

... aos 99 anos, Willy Ronis.

11 setembro 2009

De ir às lágrimas (via Fundação Velocipédica)!!!

With a little help from my friends


Falta pessoal auxiliar nas escolas. Os funcionários desdobram-se o mais que podem, sem o conseguirem, e, assim, nem sempre as instalações se encontram devidamente limpas, os problemas técnicos resolvidos a horas. Este estado de coisas mantém-se e agravou-se, desde há duas décadas, pelo facto de os sucessivos governos terem procurado diminuir o número de auxiliares e administrativos, não admitindo novos elementos à medida que os que lá estão se reformam ou diminuindo o número de admissões.
Os cuidados de higiene determinados pelo Ministério da Educação para evitar a disseminação da gripe A acarretarão assim, necessariamente, um ritmo e um volume de trabalho humanamente insustentável para esses mesmos funcionários, na sua maioria, mulheres, na sua maioria de meia-idade e, portanto, com menor resistência física e anímica, quando não muitas delas já com problemas crónicos de saúde mais ou menos graves. Seria preciso, portanto, prever um reforço urgente do pessoal não-docente nas escolas para evitar esta situação, se tivermos, ainda por cima, em linha de conta que, aos múltiplos atestados por desgaste que inevitavelmente surgirão, agravando exponencialmente tudo isto, se somarão, naturalmente, as ausências, por contágio. O pessoal auxiliar estará, a partir de agora e durante todo o ano lectivo, sujeito a condições de trabalho insustentáveis. Será, possivelmente, por ele que começará um eventual colapso deste ano lectivo.
Os actuais responsáveis pelo Ministério da Educação, porém, bem como a Comunicação Social, apenas falam de verbas (6 milhões de euros) para a compra de produtos de limpeza e seus complementos e dos meios disponíveis; da parte dos Sindicatos, ainda não ouvi nenhuma declaração pública sobre o assunto. Miseravelmente pagos, embora fundamentais para o normal funcionamento das escolas, tanto no aspecto propriamente laboral como no relacional, com alunos e também com professores, a verdadeira condição dos auxiliares de acção educativa revela-se assim, de súbito, em toda a sua crueza, nesta atitude para com eles dos diferentes responsáveis políticos e da área do trabalho, algo cujo título pomposo dado à sua categoria não consegue disfarçar. Encarados frequentemente como gente menor, inúmeras vezes pelos próprios encarregados de educação de igual estatuto social, tal como os professores cada vez mais desautorizados em relação aos alunos, a situação dos auxiliares de acção educativa constitui o inequívoco sinal da permanência do Portugal de antes de Abril, algo de serviçal com laivos de sub-humano, uma espécie de bestas de carga a quem se exige o rendimento que justifique a palha que com eles se gasta na alimentação e que se deixam para trás da porta fechada do estábulo ao fim do dia, para os atrelar de novo, na manhã seguinte, às tarefas que justificam a sua existência.
Mas, quem sabe!, talvez a solidariedade de José Sócrates, da sua ministra-modelo e da respectiva equipa de secretários com os mais desfavorecidos esteja a pensar formar e participar em brigadas de apoio nos seus tempos livres; ou realizar um qualquer live aid com os outros amigos governantes e do partido, em geral. E talvez, até, Louçã se lhe junte. E o camarada Jerónimo, de humilde origem. Talvez a indignação consigo mesmos lhes bata à porta. Talvez.
Que isto do socialismo é uma coisa bonita...! Ele há que nunca perder a esperança...!

Ele voltou


Soneto VIII

Amo-te muito, meu amor, e tanto
que, ao ter-te, amo-te mais, e mais ainda
depois de ter-te, meu amor. Não finda
com o próprio amor o amor do teu encanto.

Que encanto é o teu? Se continua enquanto
sofro a traição dos que, viscosos, prendem,
por uma paz da guerra a que se vendem,
a pura liberdade do meu canto,

um cântico da terra e do seu povo,
nesta invenção da humanidade inteira
que a cada instante há que inventar de novo,

tão quase é coisa ou sucessão que passa...
Que encanto é o teu? Deitado à tua beira,
sei que se rasga, eterno, o véu da Graça.

Jorge de Sena, autor deste soneto, um dos mais belos escritos em língua portuguesa, voltou, 30 anos depois de morto, a habitar terra portuguesa. Jorge de Sena, que dizia que o emprego principal dos portugueses, desde o século XVI, era o de exilado.
Morto. Com grande suspiro de alívio para os actuais caciques. Espera-se, assim, os habituais discursos. E um funeralzito de Estado, que cai sempre bem e fica baratucho. Mário Soares há-de lá estar.

10 setembro 2009

"Isto parece o Estado Novo!"


De novo com falta de tempo para aqui vir, chamo a atenção, entretanto, para esta entrevista de Medina Carreira à revista Visão.

09 setembro 2009

07 setembro 2009

A tradição ainda é o que era


Já assinalei aqui, por mais de uma vez, o carácter de pasquim do poder que o Diário de Notícias tem assumido por diversas vezes desde há anos, sobretudo em épocas de maior aperto para o governo. Nestas últimas semanas, porém, é raro o dia em que o jornal não traz na página da frente uma noticia a atacar os professores ou a função pública em geral: ou são os mais bem pagos da Europa; ou é o Tribunal Constitucional que não se pronuncia sobre o estatuto da carreira docente, procurando insinuar que os sindicatos não têm razão; ou os funcionários públicos têm vencimentos superiores aos que são auferidos no sector privado. Na edição de ontem, por exemplo, afirma-se, em letras monumentais, que a função pública portuguesa é a que mais dias de férias usufrui na União Europeia.
O Diário de Notícias que, até ao 25 de Abril de 1974, foi o órgão informativo não oficial do regime, mantém-se assim na mesma senda, após um curto período, cerca de uma dezena atrás, em que um grupo de jornalistas jovens lhe incutiu um carácter simultaneamente sério e inovador. O velho Portugal pode, por isso, estar descansado, nada mudou, trinta e quatro anos depois. A herança continua intacta, a tradição ainda é o que era.
NOTA: Já repararam que o Bastonário dos Advogados veio defender José Sócrates no caso Manuela Moura Guedes, dizendo que nunca houve em Portugal tanta liberdade na Comunicação Social como com este governo? Descontando a inqualificável cretinice do programa e o tom mal-educado e agressivo da senhora, aproveito para relembrar o que escrevi há três meses (aqui e aqui) sobre Marinho Pinto.

05 setembro 2009

Com 74 anos...

João Vieira, O mais português dos quadros a óleo


... morreu hoje João Vieira.

02 setembro 2009

Por qué no te callas?


Eis como, de uma assentada, o Governo dá conta daquilo que o caracterizou ao longo destes quatro anos: completo descaramento, falta de vergonha, défice de dignidade e total ausência de competência, técnica e política.
A partir de hoje, ninguém poderá dizer, após as próximas eleições, que se enganou ao votar em José Sócrates.

01 setembro 2009

Tenho andado em limpezas


Por isso, hoje limito-me a deixar aqui o link da extraordinária entrevista a Hubert Reeves feita por José Rodrigues dos Santos a que me referi no post intitulado "De volta". Para que comparem com a minha versão e não digam que andei a difamar alguém, a pretexto de citar de memória.

28 agosto 2009

E, já agora...


... para que não restem dúvidas sobre o que uns e outros fazem e são capazes de fazer.

De volta


Inesperadamente, surgiu-me a oportunidade de descansar uns dias num daqueles recantos do país que pensamos já não existirem. Foi um "agora ou nunca" que nem deu tempo para vir aqui avisar.
Mal tinha regressado, anteontem por esta hora, e o fígado começava a ressentir-se. Ligo a tv no Canal1 e eis que me chamam a atenção para uma entrevista com Hubert Reeves, a ser transmitida daí a pouco na RTPN. Curioso, pronto a consolar-me pelo fim das férias ouvindo alguém usar despretensiosamente a inteligência, lá estava eu à hora prevista em frente à televisão. Confesso, esqueci-me de que o entrevistador era José Rodrigues dos Santos, que certamente não deixaria os seus créditos por mãos alheias.
E não deixou. Reproduzo de memória, mas, juro!, quase textualmente, o modo como abriu de imediato a conversa (em francês):
"JRS: Com esse seu aspecto, o cabelo... e essa barba branca, as pessoas terão de si a ideia do bom sábio (du bon savant)...
HR: (visivelmente constrangido) Ah!, sim... bom... talvez...
JRS: (lançado, em plena forma!) Acha que se poderá... que poderão fazer alguma comparação entre o senhor e o Professor Tournesol?"
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
E ninguém lhe mete um pau de vassoura pelo Tintin acima??!!

18 agosto 2009

Caras e caros amigos:


Tenho recebido vários honrosos convites para integrar diferentes comunidades virtuais, como, por exemplo, o Face Book. A falta de tempo fez com que, nalguns casos a minha inscrição fosse feita apenas ao fim de algumas semanas e, noutros, que a mesma ainda nem sequer haja seguido, apesar da renovação das mensagens nesse sentido. Por outro lado, confesso, o meu desconhecimento sobre como funciona o sistema, também tem pesado na demora quer em inscrever-me quer em iniciar a troca de ideias, já que me exigiria disponibilidade para ver como as coisas se processam.
Durante estas duas semanas finais de Agosto, porém, espero conseguir o tempo suficiente para o fazer.
Até já.

Esteios da democracia


Quem é que diz que o Estado Novo morreu?!

17 agosto 2009

Mais uma vez, Portugal na frente!


Não querem que nos falte mesmo nada!

16 agosto 2009

E diz assim...


... o Alberto João (Jardim):

Orgulho de professor


Mon ami, perdão!, mi amigo Chavez, enquanto vai encerrando aos poucos os campos de golfe, por serem um desporto de gente que não faz nada na vida e é contra-revolucionária, ainda tem tempo para aprender a bem utilizar o Magalhães...!

13 agosto 2009

Informação...


12 agosto 2009

Da "Ibéria"



Dias atrás, abordei neste post os resultados de uma sondagem aos portugueses sobre à sua aprovação ou desaprovação quanto à integração de Portugal no Estado espanhol. Fingi, na altura, que tomava a sério tal sondagem, não porque ela deixe de reflectir o que de facto se passa na mente de alguns, embora de forma intencionalmente aumentada e distorcida, como nos espectáculos de espelhos das feiras, mas na medida em que isso mesmo me daria azo, desde logo, a abordar uma parte do problema.
Com efeito, contacto diariamente, desde há muitos anos, com uma grande diversidade e quantidade de pessoas e raras foram, até hoje, as que se manifestaram seriamente a favor da união, inclusive aqueles que vivem junto à fronteira. Não acredito, pois, quer na metodologia utilizada quer nos resultados dessa sondagem, mas a pergunta quanto aos fins que ela persegue, bem como à sua utilidade e oportunidade, essa terá que ser posta.
No PÚBLICO do passado domingo, o General Loureiro dos Santos adiantou-se-me, através de um artigo de opinião onde fornece elementos que se encontram fora da minha área de informação, desmontando com subtil ironia a argumentação ligada à defesa do percurso actualmente previsto para o TGV e pondo, ao mesmo tempo e consequentemente, em questão as intenções subjacentes às declarações contrárias à formação da "Ibéria" de grande parte dos actuais dirigentes políticos, dentro e fora do governo e do PS. Neste contexto, a divulgação dos resultados da "sondagem" destinar-se-iam, acrescento eu, a ir preparando o terreno para a aceitação gradual dessa possibilidade por parte de um povo desiludido, cada vez mais auto-depreciativo e descrente das capacidades dos seus mandatários políticos.
Quem a encomendou não será, afinal, muito diferente dos que, em 1580, pensaram aumentar os proventos próprios, apoiando pelas armas essa união. União que, aliás, tal como hoje, em que a oposição ao centralismo castelhano é cada vez mais forte por parte das diferentes regiões de Espanha, iria uma vez mais, ao arrepio da História. Mas certamente de encontro à incompetência, ao provincianismo intelectual, à má-fé, ao oportunismo e à cobardia de uns quantos descendentes do Velho do Restelo.
NOTA: Como não sou assinante do jornal, é-me impossível transcrever o artigo. Aconselho, no entanto, a que, se puderem, o leiam, por suficientemente elucidativo.

Humor, humor!

Batalha de Aljubarrota

Ora leiam!

11 agosto 2009

Finalmente!


Verdadeiro humor na acção política! E não percam os posts que se lhe seguem!

08 agosto 2009

07 agosto 2009

Gilberto Gil meu irmão (1972)



05 agosto 2009

Um blog interessante


Quando, muitos anos atrás, eu frequentava a secção de Ciências, alínea f), do curso dos liceus (para os mais novos que por aqui passem: o equivalente ao actual 12º ano), podia ler-se no compêndio (manual) de Geologia que a Terra, segundo os cálculos da época, iniciaria um novo período glaciário cerca de 1980.
Alguns anos depois, porém, em ligação estreita com os "malefícios da lógica e do sistema capitalistas", com o "recurso desenfreado à tecnologia" e com a "progressiva desumanização e individualismo típicos das sociedades contemporâneas", começou a ouvir-se falar do "aquecimento global" causado pela "acção humana predadora da natureza", termo que tem vindo, cada vez mais, a ser substituído por "alterações climáticas", que esse "aquecimento global" agravaria catastroficamente.
Já falei aqui, neste post antigo, numa tia minha, octogenária, camponesa de raiz, que desde a sua juventude regista mensalmente as condições metereológicas, para se certificar da justeza dos provérbios antigos sobre o tempo. E que encolhe os ombros e se ri quando lhe falam em alterações climáticas. Para ela, "isso é tudo um negócio, mais um negócio que por aí anda".
Pela minha parte, tenho verificado que, ao longo desta década, lendo com atenção os jornais, as notícias referentes a meses com temperaturas abaixo do que era esperado e a invernos muito rigorosos são frequentes, embora em notícias publicadas num décimo do espaço que é concedido às que são dedicadas ao tal aquecimento. No que se refere a estudos contrários à teoria do aumento da temperatura, aí a percentagem sobe a pouco mais de 0%. Quanto às declarações recentes do "pai" da teoria do aquecimento global (de momento não me lembro do nome dele), segundo o qual não há, de facto, segundo os registos efectuados desde 2000, razões para continuar a sustentá-la, a notícia foi quase ignorada.
Num post inserido no Fiel Inimigo, o Range-o-Dente, que se tem dedicado desde há anos ao assunto, chama a atenção para este blog, polémico, mas, a meu ver, de interesse indiscutível. Isto sem esquecer o trabalho que o Alf fez até hoje no Outra Margem e ainda o Mitos Climáticos (ambos os links aí ao lado).
Boas leituras.
Até já.

03 agosto 2009

"O Portugal da vergonha"


Segundo a comunicação social, um inquérito feito aos portugueses sobre qual a sua opinião quanto a uma possível integração do seu país na Espanha, um Estado com menos 300 anos do que os que Portugal tem como país independente, 40% dos inquiridos manifestaram-se a favor dela.
Nenhum habitante de qualquer país vivo, de um país são, de um país que esteja bem consigo próprio deseja ou sequer pensa em "alargá-lo", muito menos quando isso representa a perda da sua real autonomia, política e económica. Só o mal-viver, o desgosto, o desespero, bem como a desconfiança e a descrença continuadas nos poderes públicos podem levar a que tamanha percentagem defenda a integração por tão humilhante e menorizante motivo: a de sermos gente de tal imaturidade que, por não saber subsistir por si própria, precisa de que tomem conta dela.
Se outra razão não houvesse, bastaria isto, mais do que qualquer outra coisa, para se poder avaliar a dimensão catastrófica da acção dos governos que Portugal tem tido desde há trinta anos (para não falar do aspirante a coveiro, Salazar), o último dos quais o - se assim se lhe pode chamar - governo de José Sócrates. Um "primeiro-ministro" que, ao fim de quatro anos de haver sido eleito, desuniu e criou crispações inúteis e absurdas entre os portugueses como talvez não haja memória ao longo dos séculos, ao mesmo tempo que não se registou qualquer resultado positivo ao nível do bem-estar e dos horizontes culturais dos seus governados, antes se verificando, em ambos os campos, um retrocesso doloroso e de inimagináveis consequências futuras.
O Portugal do sr. José Sócrates é hoje o Portugal em processo de mortificação e apodrecimento, o da sua decadência e desintegração enquanto nação, isto é, enquanto conjunto de seres humanos unidos por uma língua que contém os sinais de uma vivência histórica comum, expressão de uma identidade presente num futuro onde se continua. O Portugal em que, neste momento, tantos suspiram pela união com Espanha (onde, aliás, a reinvindicação quanto ao aprofundamento das autonomias é cada vez maior!) já não é o Portugal dos portugueses, mas o dos interesses de uns quantos, para quem o desânimo e a degradação social que tais suspiros reflectem são convenientes e bem-vindos. É o Portugal dos analfabetos históricos, dos merceeiros mixordeiros da cultura e da educação, dos vendilhões de mães.
Na verdade, o seu "governo", sr. "primeiro-ministro", é o equivalente daquilo que foi, para os alemães, o muro de Berlim, dividindo-os ao sabor das circunstâncias e das situações políticas internacionais, aquilo a que Churchill chamou "o muro da vergonha". O seu governo, sr. José Sócrates, é "o Portugal da vergonha".

31 julho 2009

Butaí?

Educação séc. XXI...


... ou "Pós-modernismo educativo" (in Fiel Inimigo).

29 julho 2009

Não sei se chore, a rir, ou se ria, a chorar!


Numa outra altura dar-me-ia para escrever um texto que me ajudasse a sair o fel provocado por algo tão parolamente sinistro como é isto. Mas, neste momento, por razões diversas, ando sem ânimo para o fazer.
Convido, por isso, aqueles que no mês de Julho (ainda) me lêem a enviarem-me um texto sobre o que tal medida lhes sugere, para que eu o publique aqui.

28 julho 2009

Abobrinha...


25 julho 2009

O Espelho da Nação


O maior e mais português clube desportivo de Portugal (é o que dizem os seu sócios e simpatizantes), aquele cujos estatutos, anos atrás, admitiam apenas atletas nacionais, o popular, o "glorioso" Sport Lisboa e Benfica, símbolo das lusas virtudes, que só em Amália tinha rival, alinhou ontem, em Amsterdão, em toda a primeira parte de um jogo de futebol, com quatro brasileiros, quatro argentinos, dois paraguaios e um espanhol, ou seja, toda a equipa - leio, hoje, por alto, ao folhear o PÚBLICO. Na segunda parte, entraram quatro portugueses.

23 julho 2009

21 julho 2009

Olha...

Ó patego olhó balão! (imagem retirada de pitecos.blogs.sapo.pt)


... que novidade...!!!

20 julho 2009

Pelos cabelos!


Recebi hoje uma carta da Lisboagás dando-me conta, no primeiro parágrafo, de que, desde o dia 7 deste mês, o atendimento comercial da empresa tinha deixado de se fazer nas Lojas Singer. E acrescenta, no segundo parágrafo:
"Estamos a trabalhar no sentido de garantir uma crescente capilaridade na nossa rede de atendimento de atendimento presencial, e nos próximos meses estamos em crer que poderemos apresentar-lhe uma rede renovada e orientada para o cada vez maior nível de exigência dos nossos clientes."
E isto levantou-me muitas dúvidas.
A Lisboagás não se limita a dizer, em português escorreito, que tenciona aumentar e alargar a rede de atendimento aos seus actuais e potenciais clientes. Não, fala em "garantir uma crescente capilaridade". Capilar tem a ver com cabelo e, além dessa referência óbvia, é também aplicável à rede de vasos sanguíneos de igual espessura. Mas uma rede de atendimento capilar, ná!, não faz sentido.
Só posso supor, por isso as coisas mais extravagantes: que os funcionários passem a ostentar obrigatoriamente trunfas de grande porte; que na Lisboagás seja vedado o emprego a carecas ou a quem apresente tendências para calvície (o que é manifestamente inconstitucional); que a empresa passe a dedicar-se, em paralelo, à venda de perucas; que esta carta tenha elementos secretos do tipo Código da Vinci...
O que não me passa pela cabeça, evidentemente, é que os funcionários que redigiram a comunicação sejam analfabetos funcionais com pretensões a escritor portador de baboseiras próprias do marketing político-comercial (é tudo a mesma coisa!) que, aos poucos, vai esvaziando a cabeça deste país.

19 julho 2009

16 julho 2009

De volta um dia mais cedo


Admitindo que fosse verdade: já agora, gostaria que houvesse um outro relatório comparativo sobre as condições em que trabalham, professores e alunos, nas escolas portuguesas, bem como quanto às instalações e recursos que ambos possuem. A não ser que se considere que o espaço virtual do Magalhães e dos restantes computadores consegue substituir, desde logo, os espaços físicos utilizados nesses outros países.
Mas talvez se possa renogociar a tabela salarial, atribuindo um subsídio de risco por desgaste acelerado, atendendo a tudo isto e à indisciplina, para não alarmar os que se escandalizam com o ordenado chorudo e as prerrogativas do vizinho...
Curiosamente, a divulgação deste relatório é feita no dia seguinte àquele em que a OCDE deu nas orelhas da ministerial equipa e, por tabela, no engenheiro de faxes que a considera como a mais representativa da sua genial e humanista governação.
E ainda a propósito: sabiam que no Japão, a terra das mais avançadas tecnologias e que pratica um exigentíssimo ensino para se manter na frente da concorrência internacional, as aulas são expositivas e se continua a utilizar o velho quadro negro?
Há gente que, digam-lhe o que disserem, nunca mais aprende...!

12 julho 2009

Caríssimos amigos:


Nos próximos cinco dias, devido a uma inflamação ocular, estou impedido, por prescrição médica, de utilizar o computador.
Volto, portanto, na sexta-feira.
Para o próximo fim-de-semana ficam também, assim, as respostas a quem me contactou por e-mail.
Abraços a todos.

11 julho 2009

Só mais uma achega...


... antes de voltar, amanhã: sabem que o exmo. deputado camarada presidente da bancada parlamentar do PCP dr. Bernardino, que esteve na origem do ponto alto da garraiada, é membro da Comissão de Ética Parlamentar?

08 julho 2009

A servidão do amo


Neste seu post, no Fiel Inimigo, José Gonsalo aponta ironicamente o carácter comprometedor do comportamento dos órgãos de comunicação no "caso Manuel Pinho". Eu, porém, procurarei ir um pouco mais longe, explicitando o que penso que ele quererá dizer com maior minúcia.
A este propósito, desejaria, porém, chamar ainda a atenção para dois posts (os únicos, aliás) publicados num blog de curtíssima duração e de autor ou autores desconhecidos, O Bigode na Sopa (clicar aqui), que neles tratam, com alguma profundidade, o tema da comunicação social em Portugal, a propósito da saída de Marcelo Rebelo de Sousa da TVI. Pela minha parte, fá-lo-ei sucintamente.
O "caso Manuel Pinho" é, na realidade, um exemplo onde a natureza da comunicação social adjacente ao que impropriamente se chama democracia, bem com as suas relações com o tipo de poder decorrente desta, dão vista a qualquer cego. Bastaria aos órgãos informativos, para que cumprissem o dever a que se proclamam destinados e de que fariam o apostolado - o de esclarecer os cidadãos a quem se dirigem a troco de alguns trocos - , deslocarem-se, como tantas vezes o fazem, desnecessária e até inconvenientemente, aos locais em que existe, em seu entender, "matéria noticiável", para acabar com as dúvidas do país, dos "cidadãos". E, todavia, numa situação que serve de bandeira quer ao governo quer à oposição e na qual se encontra em jogo a situação e o futuro de várias centenas de pessoas nem uma palavra! Nem mesmo quando ela leva à demissão de um ministro por um gesto ordinarote, em resposta às provocações de um deputado, por acaso chefe de uma bancada parlamentar, o qual, se cumprisse o seu dever deveria estar em silêncio, escutando o primeiro-ministro e que, por isso, demonstra possuir um carácter tão ou mais ordinário do que o de Manuel Pinho, a que não falta sequer a atitude de "virgem ofendida".
A "comunicação social" não é, com efeito, nem serva do poder nem a sua dona: ela é a parte mais subtilmente secreta do organismo polifacetado que ele constitui. É porque é pública que se mantém incógnita, é por se apresentar como independente do poder que, protegendo-se e preservando-se, o preserva e o protege. Não é o quarto poder nem o contrapoder, porque é acção decisiva do poder, apresentando-se como um outro organismo, concorrencial. Assim, afasta, pelo silêncio, o essencial do que está em jogo no caso do ministro mal-educado e esmola o mais que pode à conta da lamúria e das considerações sobre as suas consequências. Sempre, claro, de modo a não dar do organismo que é uma imagem de degradação ou de fraqueza, que o poria em perigo. Com maior ou menor consciência das suas células operacionais, os jornalistas.
Voltarei ao assunto proximamente. Hoje, fico-me por aqui.

Um candidato verdadeiramente transparente!


A campanha pré-eleitoral de Isaltino de Morais à câmara de Oeiras arrancou com um cartaz, a verde, onde se encontra apenas a frase seguinte: "Eu voto na minha família".

05 julho 2009

Volto...



... na terça-feira. Até lá, fiquem com Barbara Hendricks cantando Strange Fruit de Billie Holliday/Allen.

03 julho 2009

Tourada?!


Não! Aquilo foi uma garraiada! Aliás, mais não seria de esperar de uma Assembleia da República que, como dizia há pouco António Barreto, parece, pelas atitudes e pelo linguajar, uma associação de estudantes.

01 julho 2009

Vacina, precisa-se! Urgente!

Mula Lisa (imagem retirada de http://causaeefeito.blogspot.com)

Já me esquecia!
Há pouco, também na TVI, a voz feminina que soava na peça informativo-didáctico-sanitária sobre os cuidados a ter para evitar o contágio com a nova estirpe de gripe, dizia que esta poderia ser transmitida pelo contacto com diversos objectos que são tocados por várias pessoas, "(...) os puxadores das portas, por exemplo, mas também os corrimões (...)".
É vital para o país travar a pandemia de analfabetismo ilustrado introduzido pelos agentes infeccciosos presentes no Ministério da Educação, através da assinatura do sr. engº (mais um!) Roberto Carneiro, quando promulgou a sua reforma do ensino, já lá vão 24 anos! Os estragos são já gritantes e prevêm-se situações gravíssimas, com graves repercussões na economia e na coesão social, pelo consequente sucessivo agravamento da indigência mental das gerações futuras.
Uma vez mais: está por aí alguém?

Penso ser insuspeito...


Rodin, O desespero
... quanto à minha simpatia, ou sequer quanto à minha consideração por José Sócrates e seus acompanhantes. Mas quando, ontem, no jornal da hora do almoço vi, em acção directa, o labrego mal-formado e caceteiro que serviu de cão-de-fila à TVI para entrevistar a ministra da Saúde, reforcei ainda mais as dúvidas que tenho no que respeita à qualidade de muita da oposição que lhe é feita.
Se é que as tinha...
Quanto mais olho em volta, aliás, mais desespero de um país minimamente decente.
Está alguém por aí?